Notas iniciais
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Antes de tudo!

Uma vida normal, comum, mundana, trouxa.


Após!


Tudo é!

Conhecimento, amizades, amores, família, um novo mundo de possibilidades, descobertas que poderiam ser dolorosas, mas importantes para o crescimento.

A busca incessante por mais e mais.


Contudo!

Veio a guerra, a dor, a perda de quase tudo, de tudo.

Veio a tortura. Morte.


Após tudo!

Toda luta, luto, sofrimento, fracasso, trauma.

Deveria vir a superação, senão, pelo menos, um momento de paz, para que cada um pudesse se reestruturar e construir um novo presente.

Anseios de um futuro melhor eram a máxima.

Amor, casamento, filhos, família, perdão, novas amizades.

Sabedoria, solitude, velhice.

É o que foi prometido, merecido após tudo.

Após apenas sobreviver, rir para os outros, mesmo com a alma repleta de dor, vazio e solidão.

Era merecido descanso, até mesmo letargia, para que o FIM fosse nostálgico.


Mas!

Após sete anos vivendo o inverno mais sombrio da adolescência, o inferno, onde perdeu-se família e amigos.

Após a guerra mais injustificada de toda a história bruxa, guerra orquestrada por um louco que pregava a supremacia de sangue que era nada mais que um mestiço.

E neste ponto, pode-se dizer que a estupidez não cabe apenas aos trouxas.

Porém, Voldemort morreu, Harry morreu e voltou à vida para tornar aquilo uma verdade. Os seguidores de Voldemort foram mandados para Azkaban, dizem que foram exterminados, mas Hermione não estava focada nisso.

Precisava estudar tudo o que conseguisse, precisava restaurar a memória dos seus pais, mesmo que para isso tivesse que perder o contato com seus amigos, a família que sobrou, pois, no fundo, não se sentia completa.

Talvez por ser muito jovem, mas não se arrependia de mudar para a Austrália, fazer medicina, neurologia e tudo relacionado à área da memória.

Apenas assim foi capaz de manter sua sanidade, dentro do que se pode dizer: momentos de loucura sempre se faziam presentes, lampejos, vislumbres do que poderia ser, do que achava que merecia.

Aprendeu a conviver com a dor, trauma, perda.

As visitas aos amigos em todas as férias, feriados, datas comemorativas se tornaram espaçadas, escassas e, por fim, quase inexistentes; uma penumbra, um vislumbre do passado marcando o presente.

No começo, uma ponte para a esperança, felicidade, mas hoje, não sabe nomear: saudades, ressentimento?

Cada um foi sobrevivendo conforme foi vivendo, ela focou no que conhecia: conhecimento. Ron até tentou acompanhá-la, apoiá-la, mas cada um desiste quando não se sente pertencente. No fim, a apatia vence até mesmo as juras de amizade, suplantou as promessas que Hermione acreditava como eternas.

E cada um segue a vida como consegue.

Alguns casam-se, têm filhos. Outros encontram novos amores. Outros ainda se tornam obsessivos por um tema, uma parte da vida, tempo, história.

Mas nada fica intocado, inalterado; o ser vivo é movimento, o ser humano é um eterno vir a ser.

Notas finais
O mundo pós-guerra esconde muitos segredos, então deixem todas as suas teorias aqui nos comentários! Se esse início te deixou com vontade de ler mais, não se esqueça de favoritar, comentar e acompanhar a fanfic! São essas pequenas ações que ajudam a plataforma a recomendar a história para novos leitores. Nos vemos no próximo capítulo! 🐍🦁 ─── ❖ ── ✦ ── ❖ ─── Ainda não quer sair desse universo? Me acompanhe no TikTok para ver a estética dos personagens, spoilers e descobrir quando sai o próximo capítulo! Siga: https://www.tiktok.com/@ismrf_author