O Apocalipse do Sangue | Dramione

3 Fɪᴍ ᴅᴏ Exíʟɪᴏ


Notas iniciais
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O que vem depois da tormenta?

O que se espera depois do fim?

Hermione não percebeu que se passaram sete anos, nem como sua vida se tornou solitária e obsessiva.

Mas a vida se movimenta em um eixo inexplicável; tudo volta, retorna, te assombra, te engole, passa por cima de você e de todos.

De madrugada, acordou com o toque insistente do seu celular, um contato ao qual poucos tinham acesso, após cessar a convivência com seus melhores amigos. Afinal, tentar falar com uma pessoa que apenas responde com poucas palavras é cansativo e desgastante. Ela pouco tinha a compartilhar, apenas que, sempre ao fechar os olhos, pesadelos lhe faziam companhia nas horas de sono, e que, durante o dia, sua obsessão era estudar e estudar, em busca de uma solução para recuperar a memória dos pais.

Preferia ficar em silêncio.

O desinteresse e a apatia afastaram os amigos; estes, cansados de respostas monossilábicas, cessaram o contato. Apenas Harry, ocasionalmente, entrava em contato. Mas, neste dia, do outro lado da linha, uma agente de trânsito, como se apresentou, ligou para o contato de emergência no telefone da senhora envolvida em um acidente de carro.

Fazia menos de seis meses que a memória dos seus pais dava sinais de restauração. Sua mãe a reconheceu, a olhou com ternura e disse:

— Minha menina, minha filha, sentimos tanto, mas sabemos que você sempre escolheu o mais acertado, mesmo com pouca idade. — Seu pai, com os olhos marejados e com orgulho, lhe fitava. Não foram necessárias palavras; a compreensão preencheu o ambiente universitário.

Quem diria que a médica mais conhecida na área da memória era sua querida filha. Após sessões de quase três anos em uma pesquisa experimental, eles se reencontraram e se despediram com promessas de felicidade, descobertas e reencontros. O contato telefônico foi oficialmente compartilhado e, ansiosos,se encontrariam no fim de semana.

Mas o destino, não, a vida é implacável. Na sexta de madrugada, a chuva australiana batia contra a vidraça como pequenos estilhaços de um espelho que jamais voltaria a refletir o ontem. O telefone vibrou com a violência de um veredito.

A voz do outro lado da linha, profissional, mas com o poder de pulverizar todas as esperanças que começavam a brotar no coração de Hermione, a voz do agente, explicou de forma rápida que, infelizmente, os pais dela haviam falecido.

Seus pais.

Os mesmos que ela havia apagado da própria história para salvá-los; os mesmos que, após anos de uma busca científica obsessiva, entre sinapses e poções diluídas em laboratórios de neurologia, haviam acabado de olhar em seus olhos e pronunciar seu nome: Hermione. A palavra que soou como um milagre na véspera agora pesava como chumbo.

Eles morreram como trouxas.

Sem varinhas, sem escudos de luz, sem a intervenção de um Lorde das Trevas; morreram pela fragilidade da carne e pela ironia de uma chuva normal que deixou o asfalto molhado. Em uma curva, o mundo e as esperanças de Hermione se encerraram.

Ela não chorou.

Há uma espécie de deserto que floresce no peito daqueles que já viram o chão se abrir tantas vezes. Hermione Granger apenas guardou o telefone, sentou-se à beira da cama e olhou para as próprias mãos, as mãos que curaram mentes, mas que não puderam segurar a linha tênue que unia seus pais à terra. O silêncio da casa em Melbourne tornou-se vasto demais para ser habitado.

Três dias depois, sob o céu do cemitério local, ela enterrou os nomes que a trouxeram ao mundo.

Não havia bruxos ali. Ninguém da Ordem da Fênix, nenhum Weasley, nenhuma coruja trazendo pêsames com lacres de cera; apenas ela, o vento salgado do oceano e a certeza absoluta de que a Austrália havia cumprido seu propósito poético e cruel: dera-lhe o reencontro e, logo em seguida, o abismo.

Foi na quarta-feira seguinte que o telefone tocou novamente.

Mas, desta vez, a voz não vinha de um agente de trânsito trouxa. Vinha de Londres.

— Hermione? — A voz de Harry, do outro lado da linha, estava trêmula, ruidosa pela interferência da magia que sempre parecia sabotar as linhas telefônicas. Havia um eco de pânico que ela não ouvia desde que tinham dezessete anos e caminhavam sobre corpos no Salão Principal.

— Hermione, eu... eu sinto muito pelos seus pais. Eu soube pelo Ministério Trouxa. Mas você precisa voltar. Não há tempo para o luto. O mundo, o mundo está quebrando de novo.

— Harry, eu não posso — ela sussurrou, a voz rouca pela falta de uso. — Não sobrou nada para mim em Londres.

— Não é sobre o passado, Hermione. É sobre o agora. — Harry engoliu em seco, e o som do seu suspiro atravessou o oceano, pesado de fadiga.

— Os mortos. Eles não estão descansando. Algo está acontecendo nos vilarejos bruxos. No começo achamos que eram Inferi, mas... eles mordem. Eles contagiam os vivos, a magia deles apodrece, o Ministério está em colapso. O Theo e eu estamos tentando conter os perímetros, mas os curandeiros não sabem o que fazer. Precisamos de você, da sua mente.

Antes que Hermione pudesse formular uma resposta, a linha estalou e a voz de Harry foi subitamente abafada por um ruído de fundo, como se ele estivesse olhando para trás, alarmado.

— Há algo mais, Hermione. — A voz dele retornou num sussurro tenso.

— Algo que não faz sentido. Antes de tudo isso começar, os Comensais da Morte remanescentes, todos eles, simplesmente desapareceram. Os poucos que monitorávamos e os que aguardavam julgamento em celas domiciliares ou em Azkaban simplesmente sumiram das redes de rastreamento há dois meses. Encontramos três deles mortos em Wiltshire semanas atrás, mas não havia marcas de feitiços, nem veneno. Seus núcleos mágicos estavam completamente secos, como se tivessem sido esvaziados de dentro para fora. Achamos que era um acerto de contas interno ou alguma reação mágica tardia, mas agora, com essa coisa se espalhando, sinto que deixamos passar alguma pista.

Hermione olhou para a sala vazia, para as caixas de papelão onde guardava os livros de medicina e os frascos de ensaios neuro-mágicos. O mistério do desaparecimento e da morte inexplicável dos Comensais da Morte acendeu uma fagulha de inquietação em seu estômago.

O luto, quando não encontra espaço para chorar, transforma-se em dever; ela buscava por uma distração, uma nova obsessão para anestesiar o sofrimento, seu desespero.

— Estou indo — disse ela, e desligou.

Londres cheirava a cinzas quando Hermione aparatou diretamente nos limites de segurança de um apartamento trouxa em Greenwich, o refúgio que Harry e Theodore Nott haviam construído longe da opulência aristocrática que outrora definira o mundo puro-sangue, um lugar onde podiam viver suas novas vidas de casados sem os olhos preconceituosos da sociedade bruxa britânica.

Sem espaço para as sutilezas do reencontro, quando a porta se abriu, viu que Harry não era mais o menino de óculos redondos e promessas de esperança. Seus olhos verdes estavam cercados por olheiras profundas, e a túnica de Auror estava gasta e manchada de uma substância escura e viscosa que cheirava a ferro e decomposição.

Ao lado dele, Theodore mantinha uma postura elegantemente cansada. Onde antes houvera o garoto esguio e silencioso da Sonserina, agora havia um homem de ombros largos, cujos dedos longos traçavam runas de proteção nas janelas com urgência. Theo olhou para Hermione.

Hermione piscou, o olhar caindo por um breve segundo sobre as duas alianças idênticas de prata que reluziam discretamente nas mãos de Harry e Theo. A intimidade silenciosa e doméstica que emanava dos dois a atingiu como um lembrete físico de tudo o que ela havia perdido e ignorado enquanto se afogava em seu exílio na Austrália.

O mundo havia continuado a girar, as pessoas haviam se encontrado, e ela mal conseguia reconhecer o próprio presente. Mas não havia tempo para o choque.

— Você está mais magra — disse Harry, puxando-a para um abraço de saudade, mas que também parecia um pedido de ajuda. — Sinto muito, Hermione. Por tudo.

— Guarde o luto para quando tivermos tempo, Harry — ela respondeu, afastando-se suavemente e pousando sua bolsa no chão com um baque surdo de pergaminhos e frascos. — Me diga o que está acontecendo. O que são eles?

Theo se adiantou após eles se acomodarem e serviu três dedos de um uísque de fogo que nenhum deles tocou imediatamente.

— Não são Inferi comuns, Granger. — A voz de Theo era baixa. — Os Inferi são marionetes de um bruxo das Trevas, cadáveres movidos por um feitiço de animação; estes... estes têm uma centelha de consciência distorcida. O surto começou em Hogsmeade há três semanas. Um boticário morreu de causas naturais e, horas depois, ele se levantou. Não para obedecer a um mestre, mas para consumir. Ainda no necrotério, mordeu o legista e fugiu. A mordida dele transmitiu uma necrose mágica: o sangue da vítima ferve, o núcleo mágico entra em colapso. O legista foi até o Ministério e contou o ocorrido; começou a passar mal durante o interrogatório, foi encaminhado para o St. Mungus, teve uma parada cardíaca e morreu, mas o bruxo voltou e tornou-se um deles.

— E a cronologia bate perfeitamente, Hermione. O boticário, o primeiro a se levantar, morava na periferia de um terreno que pertenceu a Avery, um Comensal que estava em prisão domiciliar. Lembra-se do que eu mencionei sobre o desaparecimento dos Comensais? Ninguém os vê há semanas, e os poucos corpos que localizamos pareciam ter sido o ponto zero de alguma coisa que ainda não conseguimos entender — acrescentou Harry.

— Uma doença mágica pós-morte — Hermione murmurou, a mente médica e bruxa trabalhando em paralelo, as engrenagens antigas girando apesar da exaustão. — Onde está o Ministro? Onde está Kingsley?

— O Ministério isolou o Beco Diagonal e transformou o seu subsolo em um hospital de campanha — Harry respondeu, passando a mão pelos cabelos desalinhados. — Mas o Departamento de Execução das Leis Mágicas está reduzido à metade. Muitos Aurores caíram na primeira semana; estamos mantendo barreiras físicas e mágicas nos vilarejos populosos, mas estamos perdendo o controle.

— Quem sobrou na linha de frente? — perguntou ela.

Harry olhou para Theo antes de responder, uma hesitação que fez Hermione tensionar os ombros.

— Os poucos que não têm medo de se sujar — disse Harry, por fim. — Blaise está coordenando os suprimentos com Ginny, Pansy e Neville em Hogwarts, que virou um refúgio para os órfãos. Ron foi com os pais para a Europa antes do começo do surto, para ajudar na reestruturação do Ministério após a queda de Voldemort. E na caça, nos perímetros de contenção, temos os poucos que a guerra não terminou de quebrar.

— Malfoy — Theo pronunciou o nome como se soltasse uma fumaça densa no ar. — Draco está liderando a unidade de contenção sul, ou o que sobrou dela.

O nome ecoou na sala como uma nota dissonante.

Draco Malfoy.

A última vez que Hermione o vira, ele era um espectro pálido no tribunal, as marcas do cativeiro e da culpa cravadas na pele. Ela sabia, pelos telefonemas esporádicos de Harry, que Narcisa morrera pouco depois da guerra, definhando na Mansão vazia, e que Lucius apodrecia em uma cela de Azkaban que o Ministério se recusava a esvaziar. Agora ele estava, provavelmente, morto.

O Malfoy havia se tornado um instrumento do próprio Ministério: uma lâmina afiada usada para os trabalhos que os demais não tinham estômago para executar.

— Se você vai nos ajudar na investigação da cura, vai ter que lidar com ele. Ele é quem traz os espécimes vivos, ou o que quer que eles sejam — Theo comentou, olhando fixamente para o copo de uísque.

Hermione endireitou a postura. O peso da perda de seus pais ainda era uma ferida aberta e sangrenta em seu peito, mas a iminência da destruição de seu mundo acendeu a velha faísca que a governava: a busca pelo conhecimento, a recusa em se entregar à escuridão, uma fuga do próprio sofrimento.

— Temos pouco tempo. Chega de conversa, vamos trabalhar — ela disse, sacando a varinha pela primeira vez em meses. A madeira pareceu reconhecer o calor de seus dedos.

— Me levem ao Ministério, me levem aos mortos.

Poucos minutos depois, após aparatarem sob um forte esquema de segurança mágica, os três cruzavam os postos avançados de defesa estabelecidos na entrada do subsolo do Ministério da Magia.

No subsolo, havia grades de contenção na entrada. Hermione notou que as paredes estavam cobertas por fuligem e sangue escuro, quase preto. O cheiro de podridão era sufocante. Ela caminhava ao lado de Harry, e seus olhos registravam cada detalhe com a precisão de uma autópsia. Curandeiros do St. Mungus corriam de um lado para o outro, com os rostos pálidos cobertos por máscaras de tecido enfeitiçado.

— O laboratório provisório fica no antigo Departamento de Mistérios — explicou Harry, guiando-a por um corredor lúgubre. — É o único lugar isolado o suficiente para garantir que nada saia se houver uma brecha.

Quando as portas se abriram, o silêncio do lugar foi quebrado pelo som de passos pesados vindo na direção oposta. Um grupo de três Aurores avançava. À frente deles, destacava-se uma silhueta alta, envolta em uma longa capa preta forrada de runas de prata que brilhavam fracamente na penumbra.

Draco Malfoy.

Ele parecia esculpido em gelo e cinzas. O cabelo loiro-platinado, agora um pouco mais longo e desalinhado, estava preso na nuca de forma displicente. O rosto, de linhas aristocráticas e angulares, perdera qualquer traço da arrogância juvenil; a pele estava pálida, marcada por uma cicatriz fina que descia do supercílio esquerdo até a maçã do rosto. Seus olhos cinzentos eram poços de uma apatia profunda, duas pedras polidas pelo inverno. Suas mãos, cobertas por luvas estavam manchadas de fluido escuro, e seguravam uma corrente de ferro mágico.

Na ponta da corrente, uma criatura que outrora fora uma bruxa debatia-se; os dentes estalavam no vazio, a pele acinzentada caía em farrapos e os olhos estavam completamente brancos, desprovidos de pupila.

Draco parou quando viu Harry. Ele não olhou imediatamente para Hermione; sua mandíbula se contraiu, com o maxilar rígido expressando uma irritação silenciosa pela interrupção.

— O perímetro sul está limpo por enquanto, Potter — a voz de Draco surgiu. Era mais grave do que Hermione lembrava, rouca, arrastada pelo tabaco e pelo silêncio prolongado. — Trouxe o que o Nott pediu: um espécime fresco, morreu e voltou há menos de duas horas.

— Obrigado, Malfoy — Harry disse, dando um passo à frente. — Esta é...

— Eu sei quem ela é — Draco o interrompeu, e, finalmente, seus olhos cinzentos moveram-se na direção de Hermione.

O impacto do olhar foi quase físico.

Não havia o antigo ódio de sangue, não havia o desdém de classe. Havia apenas uma intensidade sombria, um reconhecimento mútuo de duas almas que haviam sido mastigadas pela mesma engrenagem. Ele a analisou por um segundo longo demais, detendo-se na palidez de seu rosto, nas pequenas rugas de exaustão ao redor de seus olhos e na postura defensiva.

Era possível ver uma nota sutil e quase imperceptível de tensão em seus ombros, um breve enrijecimento que ia além do mero tédio profissional, mas ele rapidamente sufocou qualquer vislumbre de emoção por trás de suas íris. Pelo jeito, ele era ótimo em ocluir, coisa que ela nunca foi capaz de fazer. Hermione deu um passo à frente, recusando-se a recuar diante da aura gélida que o circundava.

O cheiro dele a alcançou: fumo, couro e o aroma metálico do sangue.

— Malfoy — ela disse, a voz firme, embora o coração batesse com uma cadência acelerada que ela não soube classificar. Malfoy soltou um riso curto, seco, desprovido de qualquer humor, um som áspero.

— O Ministério deve estar mesmo desesperado se teve que arrastar a Santa Granger do seu exílio trouxa. — Ele desceu o olhar para as mãos dela, que segurava a varinha com firmeza. Seus olhos fixaram-se nos dedos dela por uma fração de segundo a mais, notando o leve tremor, antes de voltar a encará-la friamente.

— Espero que seu cérebro continue intacto, Granger, porque o resto deste lugar já virou esterco de dragão.

— Meu cérebro está perfeitamente funcional, Malfoy — ela respondeu, dando mais um passo, reduzindo a distância entre eles a menos de dois metros.

O espécime na corrente rosnou, avançando na direção de Hermione, mas Draco deu um puxão violento na corda de ferro, fazendo a criatura cair de joelhos no chão de pedra com um estalo seco.

— Fique longe disso — Draco rosnou, com os olhos fixos nos dela, uma faísca súbita de algo vivo cruzando sua apatia. Embora suas palavras fossem duras, sua postura moveu-se milimetricamente, colocando o próprio corpo alto entre Hermione e o avanço da criatura de forma puramente instintiva.

— Essa porra morde rápido.

O subtexto de sua crueza era óbvio, mas Hermione não se intimidou. Havia uma tensão elétrica no ar, uma corda esticada entre os dois que ligava os traumas do passado à urgência brutal do presente. Ela olhou para a criatura acorrentada e depois voltou a fitar Draco.

— Então certifique-se de segurar bem a corrente, Malfoy, porque eu tenho um trabalho a fazer, e você vai me ajudar a conseguir o que preciso.

Draco sustentou o olhar dela por mais um compasso de tempo, contendo um insulto que decidiu não proferir. Ele apenas deu as costas, arrastando a criatura para dentro do laboratório com brutalidade. Mas, ao cruzar a porta, seus olhos deitaram um último relance rápido sobre a silhueta cansada de Hermione — uma fração de segundo.

Hermione olhou ao redor e notou que o surto estava apenas começando. Mas ali, no limiar da morte que avançava, soube que a tempestade que deixara na Austrália não era nada comparada ao que estava prestes a enfrentar em Londres.

No entanto, preferia estar no caos do que naquele quarto abafado e apático, que se equiparava à sua alma.

Notas finais
O que você achou dessa nova visão do Draco? Cabelo longo preso na nuca, cicatriz no rosto e uma aura letal de gelo e cinzas! 👀🔥 Se está com vontade de ler mais, não se esqueça de favoritar, comentar e acompanhar a fanfic! São essas pequenas ações que ajudam a plataforma a recomendar a história para novos leitores. Nos vemos no próximo capítulo! 🐍🦁 ─── ❖ ── ✦ ── ❖ ─── Ainda não quer sair desse universo? Me acompanhe no TikTok para ver a estética dos personagens, spoilers e descobrir quando sai o próximo capítulo! Siga: https://www.tiktok.com/@ismrf_author