O Apocalipse

20 Capítulo 20 - Dores do passado - Warrick


Notas iniciais
Mais um cap, espero que gostem, eu apaguei e estou postando de novo, pois meu World esta dando uma folga, estou tentando consertar a formatação... Enfim, beijos! :D

– Tudo pronto? — disse Sara observando a loira recolhendo algumas coisas, já não estavam mais no bloco presos, mas ainda o único que sabia da intensão das mulheres era Warrick, elas estavam se aprontando na sela que dividiam.

– Quase, me dê mais um minuto! — disse a loira se apressando.

– Não pode fazer isso, sabe que é perigoso demais! — disse Warrick parado na porta com a expressão preocupada.

– O quê sentiu? — disse a loira se levando, de costas para o moreno.

– O quê? — ele a olhou confuso.

– O quê sentiu quando viu seu filho morto em seus braços, você se lembra o que sentiu?

Sim, ele se lembrava, se lembrava como se fosse hoje...

Warrick estava em seu carro a cerca de 80 km por hora, sentia o vento batendo forte em seu rosto, ouvia os gritos desesperados pela rua, e sabia que tinha que ser rápido, ele havia ouvido alto e claramente as ordens de Gil "Juntem suas coisas, façam o que tenham que fazer, e estejam na minha casa em duas horas, se não estiverem serão deixados para trás", seu corpo tremia tudo havia sido rápido demais, em uma hora trabalhando, e na outra estava correndo contra o tempo para salvar a sua família...


Apesar de seu casamento ter sido fracassado, e agora sua mulher o odiar, ele ainda a amava e mais do que isso, ele amava seu filho, seu peito estava tão apertado que doía no fundo ele sabia o que o esperava...


O Vírus havia explodido como uma bomba, e assim com a mesma, havia deixado um rastro de destruição e sangue...


Ele chegou a casa, e estacionou de forma estabanada, saiu do carro em um pulo, e logo observou a porta aberta, seu coração doeu mais... Adentrou correndo sentindo o desespero que nele se espalhava. Assim que entrou observou a porta aberta e os moveis revirados, havia sangue no chão, e logo pode ouvir um gemido no cômodo ao fundo, que deveria ser a cozinha... E aí seu pesadelo começou a chegar em seu ápice, o primeiro e de todos os zumbis que Warrick havia visto...

– Tina? — ele choramingou já sentindo as lágrimas quentes encherem os seus olhos.

Ela se aproximava com dificuldade, não era mais a mulher que Warrick amava, não era mais humano, Warrick sabia o que fazer, Gil também havia sido claro quanto a isso "SE ACHAR UM, SEJA LÁ QUEM FOR, QUE SEJA UM ZUMBI, ATIRE NA CABEÇA, E LEMBRE-SE ESSA PESSOA NÃO É MAIS QUEM ERA, E PORTANTO IRÁ MATAR VOCÊ, SE VOCÊ NÃO FIZER O PRIMEIRO GOLPE"... Sua cabeça latejava, não podia acreditar, deu um passo para trás, enquanto a mulher se aproximava mais e mais, e antes que ela chegasse até ele, Warrick se permitiu chorar, uma única lágrima escorreu de seus olhos verdes, e no minuto seguinte, ele estava com a arma em punhos e o dedo no gatilho...

– Me desculpe... — ele disse em um sussurro, e atirou acertando a zumbi bem na cabeça de forma certeira, ele era um bom atirador.

– Papai? — ele ouviu uma voz fina e infantil atrás de si, por um momento seu coração falhou em uma batida, por um segundo ele pensou que a criança poderia estar bem... Suas esperanças foram quebradas quando se virou, e viu lá parado, um pequeno menininho, tão moreninho quanto ao pai, e infelizmente com um machucado horrível em seu braço, sua pele estava pendurada, Warrick não precisou pensar muito para saber o que era...

– NÃO! — ele disse se ajoelhando e apoiando a queda da criança que caiu em seus braços.

– Papai... — a criança passou a mão pelo lindo rosto de nosso csi.

– Não... — ele sussurrava já com o rosto imerso em lágrimas.


A criança fechava e abria os olhos com dificuldades, se algum zumbi atacasse o moreno agora provavelmente conseguiria, já que ele estava fora de si, girando em um mundo que a dor e a escuridão o puxavam a cada suspiro pesado da pequena criança, mas Warrick tinha sorte, se é que depois de todo esse sofrimento e perda, pode se dizer a palavra sorte...


Bum, bum, bum...

Era como se as batidas de seu coração ecoassem nas paredes...

Bum, bum, bum...

– Não vai... — dizia ele como uma criança ao amiguinho que tem que voltar para casa depois de um dia de brincadeiras, tudo girava... Warrick sabia agora o que era a dor real, era como se alguém estivesse arrancando seu coração...

– Eu te amo! — ele conseguiu balbuciar entre seus soluços de desespero.

– Pa... — o pequeno não conseguiu terminar a frase, fechou seus pequenos olhinhos, e se foi...

– Warrick? — disse Sara vendo chamando a atenção do moreno.

– O quê? — ele disse acordando de seus devaneios, e secando rapidamente as lágrimas que se formavam.

– Esta tudo bem? — disse ela o encarando.

– Doí demais, é a resposta que você tem que ouvir... — ele disse olhando para loira.

– E como foi quando você ainda não sabia a duvida não corroía você?

– Cath... — ele tentou dizer mais foi interrompido.

– Você é um dos poucos aqui que pode me entender, por favor, não dificulte as coisas... — ela disse já com lágrimas nos olhos.

– Tem razão! — ele disse já começando a chorar novamente, ele sabia que não havia ninguém que o entendia melhor que Cath e Nick.

– Vamos atrás dela, e se conseguirmos, vamos atrás dos outros também! — disse Sara entrando na conversa também levemente emocionada.

– Eu vou também! — disse ele com confiança.

– Eles precisam de você aqui! — disse a loira tocando o rosto do rapaz, e secando a suas lágrimas com delicadeza.

– Mas...

– Sem mas, agente vai, mas agente volta... — ela disse tirando as mãos do rosto dele, e se aproximando para um abraço, e assim ela o fez, o envolveu em seus braços e o apertou forte, ele logo retribuiu é claro, e assim eles ficaram por alguns segundos.

– Boa sorte! — ele disse sorrindo.

– Eu não vou precisar! — ela disse também sorrindo.

– Vamos? — disse Sara interrompendo a troca de olhares.

– Vamos! — disse a loira pegando sua pequena mala no chão.

Assim eles se dirigiram ao pátio...

– Aonde vão? — disse Wendy observando as bolsas.

– Atrás da minha filha... — disse Cath de um jeito sereno

– Catherine não, Sara não pode compactuar com isso... — disse Gil se aproximando.

– Nós vamos Gil, e não a nada que possa fazer pra nos impedir. — disse Sara direta.

– Warrick? — disse ele lançando um olhar confuso ao moreno.

– Desculpe, eu realmente acho que elas devem ir, é a filha dela Gil... — ele respondeu ainda vacilante.
– Mas só elas? — ele disse ainda revoltado.

– É melhor assim, vamos chamar menos atenção! — disse a loira entrando na conversa novamente.

– Mas...

– Nós vamos ficar bem... — disse a loira se aproximando e abraçando o homem.

– Todo tempo que perdemos aqui, pode ser valioso. — disse Sara já se virando e indo em direção ao portão.

– Mas, e os zumbis que estavam aqui hoje cedo... — disse Sophie se intrometendo.

– Não vai melhorar com o tempo, a situação vai ser assim e nada vai mudar... — disse Sara ainda de forma seca.

– Adeus... — disse a loira se aproximando do carro, que já estava virado em direção ao portão.

– É o nosso único carro! — disse Sophie ainda revoltada.

– Pretende ir pra algum lugar... — disse Warrick sarcástico.

– Vão, mas voltem bem... — disse DB já na janela do carro, que as moças já estavam dentro.

– Vamos voltar! — disse Cath sorrindo.

E assim os portões foram abertos e Sara arrancou com o carro, e nem uma das duas imaginava o que as aguarda...

Notas finais
Fim do Cap, próximo em breve, Sara sendo rude com o Gil tem um bom motivo... Beijos...