O Apocalipse
8 Capitulo 8 - Pov Sara (2)
Notas iniciais
Pov. Sara
Aconteceram tantas coisas nos últimos dias, com o David, achar aquela casa, a orla que nos separou... Estamos na lanchonete do posto e decidimos dormir nos bancos, já que já estava escurecendo e não teríamos a menor chance no escuro!
- Sara? Esta dormindo? – Gil disse atrás de mim –
- Não, não consigo – respondi desanimada –.
- Sei como é também não consigo dormir! – ele disse, e por um momento o vi olhar no fundo dos meus olhos –.
- Desculpe ter sido rude, e distante nos últimos... Meses? – me dei conta de que ele não merecia aquilo, e que tinha sido muita grosseria minha –.
- Tudo bem, eu entendo... Sabe é o seu jeito a responder as coisas, você não chora só se afasta, mas eu sempre vou estar aqui esperando você voltar. – ele disse, e cada palavra tocou o fundo do meu coração –.
- Você me conhece melhor que qualquer um aqui. – eu disse o óbvio –
- Agora durma, precisa aproveitar esse momento pra descansar. – ele disse em um leve sorriso –
- Eu disse e me deitei. – e como em um passe de mágica senti meu corpo, e me minha mente mais leves como se tivessem tomado um calmante forte, e rapidamente adormeci...
(...)
- É engraçado, não é? – Greg disse sorrindo, olhei em volta e vi um lugar completamente branco, na verdade nós também estávamos vestidos de branco –.
- O quê Greg, o quê é engraçado? – eu perguntei confusa –
- O amor Sara! – dessa vez ele estava sério, e seu sorriso havia sumido – Mexe com o nosso coração.
- O quê você sabe sobre o amor, Sr. Solteirão? – eu disse sorrindo, sentia tanta falta de uma conversa descontraída com Greg, afinal de contas ele era o meu melhor amigo, uma das pessoas que eu mais amava. –
- Sei que ele nos deixa bobos, confusos, com sentimento de posse... – ele deu uma gargalhada, sempre olhando pra frente –.
- O quê foi? – eu perguntei me divertindo com a risada dele –
- Você não vê sara? – ele disse me olhando no fundo dos olhos e segurando minhas mãos –
- Ver o quê, do que você esta falando?
- Esta dentro de você Sara o tempo todo. – ele parecia sereno, e tentava me dizer algo –.
- O quê, o amor? Acha que eu não sei o que é o amor! – eu perguntei indignada –
- É claro que você sabe o que é só não quer demostrar ou admitir. – agora ele parecia o Greg de verdade, com um sorriso sarcástico no canto do rosto –.
- Eu sei que eu amo você. – eu disse sorrindo –
- Não estamos falando desse amor... – desta vez ele apertou minhas mãos –
- Falamos? – me fingi de boba –
- Sempre acreditando que tem uma hora certa pra fazer as coisas, mas não tem! – ele disse soltando minhas mãos e dando costas –
- Aonde você vai? – perguntei assustada –
- Eu não sou real Sara! – ele disse agora me olhando por cima dos ombros –
- Não importa, eu sinto falta... – não consegui terminar as palavras às lágrimas tomaram meu rosto –
- Do amor! – ele disse com segurança, agora ele virara novamente para mim –.
- Não vai. – eu disse em suplica, com meu rosto mergulhado em lágrimas que eu nem sabia que tinha... Depois de tanto sofrimento em silêncio, pensei que elas haviam ido embora –.
- Preciso ir, eles estão vindo! – ele me disse com um olhar assustado –
- Espera cadê os outros? Greg... Greg... – eu gritava mais ele parecia cada vez mais distante, e de repente meus pés ficaram presos ao chão... – GREG!
Eu estava sozinha, depois daquela estranha conversa eu senti uma tristeza tão forte que me causou uma dor no peito...
(...)
Acordei assustada, todos ainda dormiam, senti um calor e uma luz tocarem meu rosto, era o sol, me virei e vi uma das mais maravilhosas cenas que eu já tinha visto em toda minha vida, o nascer do sol! Era lindo, era inspirador...
- Bom dia! – disse Warrick se levantando e vindo em direção ao meu “banco”, então me sentei para que ele se sentasse ao meu lado...
- Você esta bem? – eu perguntei gentilmente –
- Sim, e você? – ele disse com um olhar preocupado –
- Sim. – eu disse preguiçosamente –
- Parecia estar tendo um sonho interessante! – ele disse sorrindo –
- É mesmo, eu falei alguma coisa?
- Gritou o nome do Greg, na verdade balbuciou o nome dele... – ele disse me olhando confuso –
- Você acredita que os sonhos tem um significado? – me senti boba perguntando aquilo –
- Essa não! – ele disse se levantando num salto –
- O quê? – foi quando me virei, e vi alguns zumbis se aproximando –.
- TEMOS QUE SAIR DAQUI! — ele disse alto o suficiente para todos ouvirem –
Assim levantamos alguns ainda tontos pelo sono, logo corremos para fora, e cada um foi para seu carro, o carro de Warrick partiu primeiro, e o nosso em seu encalço, tudo havia acontecido tão rápido, que mal tive tempo de pensar...
- Você esta bem? – Gil me perguntou desviando o olhar da estrada por um breve instante –
- Bem. – eu disse em um longo suspiro –
A verdade era que aquele sonho havia me intrigado...
- CUIDADO! – Henry gritou no banco de trás –
Assim Gil em um rápido reflexo começou a desviar dos zumbis, mas de repente o carro parou, acho que a bateria havia morrido...
- Peguem suas armas e mochilas vamos ter que ir andando. – Gil disse em uma ordem –
Assim fomos atirando nos zumbis que se acumulavam, chegamos ao porta-malas e pegamos nossas mochilas e armas, quer dizer Gil pegava e jogava para cada um de nós, e começamos e a sair, estourando a cabeça dos bichos... Achamos uma brecha e corremos, eu, Henry, Ryle e Gil corremos o mais rápido que pudemos, avistamos o carro de Warrick parado, nos jogamos dentro dele, uns em cima dos outros, Warrick arrancou com o carro... Alguns quilômetros mais a frente, avistamos uma PRISÃO...
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