Eu e Louise ficamos mais um tempo deitados na grama macia perto do riacho. Isso trazia uma sensação tão boa, ficar ali, com o canto dos pássaros, o barulho aconchegante da água movendo-se pelo riacho, e principalmente, aquela pequena garota deitada ao meu lado.

– Erik — chamou ela.

– o que foi? — falei me apoiando em um braço para poder vê-la melhor.

– obrigada. Por tudo. Se não fosse você, essa hora eu estaria sabe-se lá aonde. Com a ópera em chamas, eu não teria pra onde ir — falou ela. Eram palavras sinceras.

– eu é que te agradeço Louise. Você me tirou da solidão – falei – e eu não vejo mais por que esconder meu rosto de você.

Eu sabia que ela não se assustaria comigo, e eu confiava plenamente em Louise. Levei uma mão ao meu rosto. Eu ainda estava com a máscara preta da apresentação. Com um único movimento, a tirei do meu rosto. Como eu havia suposto, Louise não se assustou. Pelo contrario, ela acariciou as marcas que tanto me fizeram sofrer.

– não acredito que existem pessoas capazes de condenar alguém só por causa de algumas marcas. Você é lindo Erik!

Eu não me contive, e chorei. Tudo no que eu sempre quis, acabara de acontecer. Passei toda a minha vida ansiando por aquelas palavras, mas nunca alguém tinha me falado isso. Louise me ama pelo que sou, e agora eu tinha certeza disto. E naquele momento, ela me abraçou, e ficou acariciando meus cabelos.

– Erik... Não chores!

– oh Louise... Todos que me viram assim fugiam com horror...

– Erik, você sabe que as pessoas são tolas! Eu não vejo problema algum em você ser assim. Eu te amo pelo que você é!

– eu te amo mais do que tudo Louise — falei, beijando-a até nos faltar ar.

Ficamos ali até escurecer. Quando as estrelas começaram a aparecer, voltamos para dentro da casa. Marie, a criada, havia preparado o jantar para nos. Quando estávamos todos satisfeitos, Louise insistiu em ajudar Marie com as loucas, apesar de a criada insistir que não era preciso. Essa simplicidade de Louise me encantava. Giovane, que era casado com Marie, veio ter comigo.

– tem sorte, patrão. E uma moca muito bem educada, e bonita também — falou ele.

– com certeza — falei, admirando minha pequena Louise, que agora estava conversando com Marie.

– vou indo, ainda tenho que arrumar a porteira de um dos estábulos — falou ele, saindo em direção aos cavalos.

Louise terminou com as louças, e veio em direção a mim. Eu estava sentado em um dos sofás, e ela sentou-se, e se aconchegou em mim. Eu fiquei acariciando nos cabelos loiros dela, e quando percebi, ela havia dormido. Eu a pequei nos braços, e a levei para o quarto dela, e a deitei na cama. Ela parecia um anjo dormindo.

– boa noite, minha Louise — sussurrei, antes de deixar o quarto.

Eu dormiria no quarto de hóspedes, que sempre estava vazio. Afinal, quem iria me visitar? Eu já tinha deixado minhas coisas ali. Fui ate onde estavam minhas roupas, e peguei a caixinha de veludo que ali estava. Fiquei a admirar o anel por alguns instantes. Eu pediria a mão dela no dia seguinte. Como ela não tinha mais os pais nem a tia, a responsável por ela era Sra. Giry, que já havia concordado com tudo.

Eu me deitei, e não conseguia dormir de jeito nenhum. Eu queria estar com Louise. Eu a desejava, mas ainda não éramos casados, e eu a respeitaria, e não a desonraria assim. Lutei para afastar os pensamentos libidinosos de minha cabeça, mas eles insistiam em voltar. Fiquei quase a noite inteira sem conseguir dormir. Lá pelas tantas da madrugada, peguei no sono.

Quando acordei, o sol já estava alto, ao passar pelo quarto de Louise, vi que ela já havia levantado. Andei em direção a cozinha, e lá estava minha amada, a conversar com Marie. Pelo visto elas tinham virado amigas.

– ate que enfim acordou, Erik — falou ela, vindo até mim, e me beijando — venha o café ainda está quente

Eu me sentei a mesa, e Louise sentou-se do meu lado. Ela começou a acariciar meus cabelos, que só agora notei que estavam desarrumados. Eu terminei meu desjejum, e Louise aproveitou para comer mais um pouco. Assim que terminamos, Louise pôs-se a tirar as loucas sujas e a lavá-las.

– venha, vamos dar uma volta — falei quando ela terminou de guardar as louças.

Enquanto eu a conduzia, toquei na caixinha que estava em meu bolso. Aquela era a hora certa. Eu a levei para uma parte do terreno, onde havia um pequeno caminho, com árvores alinhadas.

– Louise tenho algo para lhe falar — eu dificilmente ficava nervoso, mas naquela hora eu me sentia nervoso.

– o que? — perguntou ela, com olhos curiosos.

– bem, desde o dia que te conheci, percebi que você e especial. Quando eu me dei conta, já estava amando você. Quando a vi tocar, eu soube que você era o meu Anjo da Música. O seu jeito simples me conquistou, e você conseguiu me fazer feliz, como ninguém havia feito antes. Eu te amo tanto! Louise quer casar comigo? — falei, me ajoelhando com o anel na mão.

– claro que sim! — falou Louise, limpando as lágrimas de emoção que escorriam por sua face.

Eu peguei a delicada mão dela, e coloquei o anel em seu dedo. Eu me levantei, e a beijei com paixão. Agora, estávamos noivos. A partir de agora, não tem mais volta.

Notas finais
comentem! e aqui estão outras historia do nosso querido Erik que valem a pena ser lidas! http://fanfiction.com.br/historia/572816/DIABOLIK_LOVERS/ http://fanfiction.com.br/historia/580417/In_The_Dark_of_my_Mind http://fanfiction.com.br/historia/576923/In_One_Combined http://fanfiction.com.br/historia/571692/Meu_principe_as_avessas http://fanfiction.com.br/historia/558867/Music_of_The_Night