O Anjo E O Demônio

6 Mortes Bizarras


Zero segurou a minha nuca e me beijou. Entrelacei as minhas mãos aos cabelos dele e por alguns segundos fiquei sentindo sua respiração.

– Calma Saeko, é perigoso demais nós ficarmos juntos aqui. Se nos pegarem eu posso perder o meu emprego e nós não vamos mais nos ver. Então a partir de agora, é melhor você agir como uma pessoa normal e fingir que acredita que o Raito assassinou seus amigos. Enquanto isso, eu vou fazer alguns relatórios atestando sua melhora.

Eu realmente estava tentando bancar a sã, mas naquela semana, aconteceram mais quatro mortes bizarras.

O primeiro, um pobre coitado biruta de nascença, apareceu enforcado com o próprio lençol, que torcido revestia o pescoço pendurado ao ventilador. Parecia um suicídio, com o detalhe de que não havia nenhum móvel próximo para o louco subir e se pendurar.

A segunda noite, levou à morte uma jovem esquizofrênica que se afogou no vaso sanitário. Aquilo parecia uma cena de tragicomédia, mas foi o que realmente aconteceu.

A terceira morte ocorreu durante o dia e tinha um padrão que lembrava à primeira. Um louco que se dizia ser a próxima encarnação de Elvis Presley foi decapitado, aparentemente pelo ventilador. O sangue espalhado por todo o quarto deixou muitas dúvidas, mas é fato que a vítima também não subiu em nenhum móvel para se matar.

E por fim, mas não tão menos estranho assim, o corpo de uma enfermeira foi encontrado no banheiro dos funcionários, porém sem a língua, os olhos e o fígado. Dias depois, as partes desaparecidas foram encontradas em uma panela de sopa no refeitório.

Eu não parava de me sentir culpada por todas aquelas mortes. Precisava encontrar uma maneira de acabar com isso.