O Amor Único {em reforma}

36 Por você, até o fim.


Notas iniciais
Quero dedicar esse capitulo a maravilhosa leitora: hinadiva. Que recomendou essa historia não apenas com diversos elogios sobre a fic, mas também a mim, obrigada de verdade, querida você me emocionou muito uma vez que não acho que tenho lá todo esse talento para escrever mas obrigada por me fazer entender isso, fico feliz que a fic esteja te agradando, fico feliz que você esteja se interagindo e eu espero que continue assim, como você pode ter visto eu odeio tudo aquilo que é clichê e o maximo que eu puder fugir disso eu fujooo HAUHEUAHEUHAUEHUAHEUA, e me alivia ver que meus leitores são assim também, que bom que gosta da historia espero que ela lhe arranque muitas risadas e lagrimas ai nesses capitulos que estão por vim. Obrigada de novo, por reconhecer o meu trabalho ♥ Obrigada também a todos os meus leitores até os fantasmas que insistem em não aparecem se essa fic existe é graças a vocês, e eu escevo e me mato todo santo dia para postar esses caps é para vocês por que ela é o sucesso que é graças a vocês e eu não poderia esta mais feliz, obrigada vocês são incriveis ♥

– Alô Sasori.

– Naruto?

– Onde fica a Laguna Yishimoto? Rapido!

– Por que quer saber?

– Riroki entrou em contato comigo, Hinata está lá!!!

– Então temos que falar com Ita....

– Sasori você conhecer essa gente, ELA NÃO TEMPO!!! EU NÃO TENHO TEMPO!!! ELE VAI MATA-LA.

– Tá, tá, fica no quilometro 17km na saída de Tóquio antes de entrar na rodovia, numa estrada de terra quase que invisível.

– O que sabe sobre lá?

– Se for o lugar que eu estou pensando que é, meu pai construiu uma casa quando éramos crianças, uma casa simples e grande de madeira, íamos para lá só nas férias, mas ouve um massacre alguns anos depois e o condomínio todo foi abandonado.

– É lá mesmo então, estou indo pra lá e não avise a ninguém!!!

– Naruto...

– É a vida da Hinata!!!

– Não se deixe enganar pelas aparências, a base a casa é concreto meu pai tinha um porão secreto na copa, que usava para guardar o contrabando de drogas.

Faziam cinco minutos que havia desligado telefone celular o qual apenas Sai e Naruto tinham o numero, lembrava-se de ter passado tal codificação quando toda a confusão começou, pois Sasori era uma mafioso de primeira, que não confiava nem mesmo no seu chefe que por sinal era seu irmão de criação, precisava ser cauteloso, também ainda continuava pensativo com a ligação do Namikaze, era tudo tão confuso em relação a sua mudança repentina de lado, não sabia nada sobre seus novos aliados essa era a verdade, nada além da convivência continua desde das ordens de Riroki para ir a escola vigiar Hinata. Mas conhecia bem seu irmão de criação, conhecia Nagato o suficiente para saber o mal que ele era, conhecia Riroki tão bem para saber que provocou Naruto o suficiente para ir até ele, não entendia seus planos pois sempre foi muito imprevisível, mas tinha a mais absoluta certeza de que o loiro, vivo de lá não sairia.

Ele tinha que avisar Itachi de qualquer forma, entrou em seu quarto rapidamente quase como um furacão a procura de seu telefone celular quase desesperadamente na verdade, verdadeiramente desesperado, o telefone o qual tinha o numero de Itachi, de Hiashi e de Sai, e não demorou muito para encontra-lo encima do criado mudo ao lado da cama, meio escondido bem atrás do abajur, porém o mesmo estava sem bateria e amaldiçoou a imperfeita tecnologia por deixa-lo na mão, o carregador não estava nem mesmo diante do seu campo de visão, ele não tinha tempo para procurar, tanto a vida de Naruto quanto a de Hinata estavam em perigo, apanhou o papel encima da escrivaninha e um lápis qualquer, anotou as condenadas para que sua mente em pânico não esquecesse, apoiou a mão na mesa e seus pensamentos começaram a borbulhar novamente, Sasori cresceu no subúrbio do subúrbio em um cortiço nas Philipinas onde só existia miséria, passou fome inúmeras vezes, passou sede incontáveis vezes, fechou os olhos lembrando-se dos pesadelos que ainda o atormentavam, sofreu e como sofreu, até que seu pai o encontrou enquanto roubava frutas de um mercado, o crime sempre existiu na sua vida, e ao chegar no novo lar, além de ficar impressionado sorriu pensando que aquela vida havia terminado, afinal sempre foi necessidade, porém ele estava errado, quando teve idade o suficiente seu pai apresentou a Ordem as seus filhos, e o que era necessidade no passado virou obrigação para o futuro, pois estava herdando uma das maiores facções criminosas do mundo, nunca disse o que sentia, apenas aguardou o rancor imundo que sentia de si mesmo todo dentro dele mesmo, porém agora estava cansado, podia ser preso, podia ser condenado a morte, podia acontecer qualquer coisa, apenas não queria continuar naquela vida, apenas isso. Abriu os olhos determinados, dobrou o papel e guardou no bolso da frente da camisa, apanhou a chaves do carro e desceu as escadas com velocidade, passando pela sala quando ouviu uma voz, sua mente congelou no exato momento ouvindo alguém murmurar sorrateiramente, “tsc, tsc, tsc”

– Eu andei te procurando cunhadinho – Konan a namorada de seu irmão estava sentada na poltrona da entrada da sala, pouco homens tinham coragem de falar que tinham medo de alguma mulher, ele falava mesmo, tinha medo dela, Konan era uma mulher absurdamente perigosa, todos tinham medo dela, todos menos Nagato, como sempre ela não mudava os cabelos roxos os olhar desafiador e boca sempre com batom vermelho e as roupas coladas e pretas que grudavam nas curvas de seu corpo, passando a mão como se estivesse acariciando um cachorro a arma com cano silenciador prateado.

– Konan...

– Surpreso? – ela se levantou e começou a caminhar em sua direção – achou que um condômino de alta segurança e alguns guardas iam te proteger.

– Você...

– Tem seis policiais mortos do lado de fora da sua casa, é melhor tomar cuidado – ela gargalhava em ironia querendo tirar sarro de tudo, porém Sasori suava frio.

–Ele te mandou.

– Nagato esta, muito decepcionado com você – ela choramingou – vocês são irmãos Sasori, vocês são uma família, não se trai a família, seu pai ensinou isso muito bem quando treinou nós três.

– Quantas pessoas mais teremos que matar para o bem da Ordem Konan? – ele a desafiou em perguntas – tudo isso por dinheiro? E você? Que sempre foi tão meiga e honesta, olha o que se tornou.

– Seu pai estava certo sobre a vida, ela é massacrante, a Konan que você conhecia morreu no dia meus pais foram assassinados, por policiais americanos.

– Os meus também!!! – exaltou-se — Eles estavam envolvidos em um ataque terrorista.

– Eles eram meus pais! Eles eram seus pais!

– Eu não quero mais essa vida Konan – murmurou quase que em silencio e com um olhar sincero – eu cresci nesse mundo, e quando meu pai me acolheu pensei que isso tinha acabado, acho que já aguentei o suficiente – ele relaxou propositalmente para que ela não desconfiasse de nada, virou-se se fingindo de inocente, ele girou o corpo com velocidade e a empurrou a deixou cair na mesa de centro da sala, e encima jogou o armário para cima dela, a mesma desviou a mas demoraria um pouco para que se recuperasse, essa era o seu momento, correu para fora da casa indo em direção a garagem, de longe enxergou o carro da policia deveria estar mortos mesmo, foi a garagem destrancou o carro e entrou, ligou e saiu em arrancada de ré, pisou no freio e ergueu o freio de mão e o veiculo deu um cento e oitenta ficando certo, viu o retrovisor lateral Konan estava ligando o carro e o perseguindo ela era muito ágil sempre foi. Pelas ruas do condômino o carro do ruivo era guiado a quase cento e vinte quilômetros por hora fazendo as curvas com velocidade e precisão.

Os olhos belamente acinzentados, de maneira meio assustada e ainda de maneira bela, focaram no caminho numa tentativa de esquecer que estava sendo perseguido, para sua sorte de todos da Ordem, ele era o que melhor dirigia, e tinha uma certa adrenalina subindo seu corpo enquanto o vento entrava para a janela, porém ele havia errado, qualquer membro da Akastsuki era treinado, para sempre estar um passo a sua frente.

– Se não queria entrar para ordem bastava ter dito – então ele estava ouvindo a conversa o tempo todo, suas pupilas tremeram ao olhar no retrovisor e ver Nagato no banco de trás evitando o seu olhar, ele não reduziu a velocidade pois em todo momento recusava-se a sentir medo, ele estava tranquilo, como sempre serio de mais e com uma arma apontada em sua direção.

– Você teria entendido? – perguntou ousadamente.

– Não, não teria, somos irmãos e isso é um negocio de família – Nagato suspirou observando a paisagem que corria fora do veiculo – mas teria sido bem melhor do que ver você nos trair.

O tiro foi a ultima coisa que ele ouviu antes de não sentir mais nada, o carro capotou logo em seguida, girando três vezes pelas ruas do condomínio até atingir em cheio na arvore logo a frente. O projetil acertou bem no pescoço obrigando sua veia jugular esquivar-se sangue para todos os lados, mas nem isso ele sentia mais, estava de ponta cabeça, apenas ouvindo seu irmão sair ileso do banco traseiro, suas pupilas congelaram lentamente, então soube que sua hora estava chegando. Não sentiu raiva, não sentiu rancor, não estava com medo, apenas angustiado, havia mais um milhão de coisas que gostaria de fazer sua vida borbulhava na sua cabeça, e se perguntava para onde iria agora. Piscou uma ultima vez então e no abrir dos olhos pode ver pétalas de cerejeira caindo no chão bem na frente do para-brisa de ponta cabeça, tinha batido em uma arvore tão linda e rósea que pecado, um ultimo brilho, um ultimo olhar, seu ultimo pensamento, só podia ser ela, aquela garota incrível a qual pelo menos teve a oportunidade de conhecer, pelo menos agora sonharia pela eternidade, apenas com ela.

Akazuna no Sasori morreu as 13:58pm. Naruto já deveria estar na Laguna, era tarde.

[...]

As portas do IML bateram abertas como se um furacão estivesse passando pelas portas. Uchiha Itachi caminhava em direção ao centro de autopsia junto do seu assistente pessoal e carregando um café quente na tentativa de acalmar-se e ao mesmo tempo colocar os neurônios para funcionar, seis de seus melhores homens policiais altamente treinados estavam mortos, Akazuna no Sasori sua única fonte de informação sobre a Ordem Akastsuki estava morto, era como entrar num beco sem saída, era como cair no esgoto e não achar o caminho para subir, deslizou os dedos entre os fios negros que existiam na sua cabeça e pensou, pensou, pensou não tinha respostas, bufou em revolta.

Entrou no elevador rígido como uma estatua, seu assistente em nenhum momento ousou a dizer nada, ninguém seria louco o suficiente para dizer alguma coisa quando tudo estava conspirando contra o seu favor, ah estava bravo como estava, as portas metálicas se abriram no quarto andar ele entrou diretamente na sala de autopsia, haviam sete mesas e vários legistas uma para cada policial e uma para Sasori, o medico chefe cuidava do ruivo e Itachi ficou ainda mais desconcertado ao ver quem estava observando o serviço, seu Comandante, George Greyory.

– Comandante – ele chamou tranquilamente com ondas sonoras que transmitiam pitadas de duvidas.

– Ah Itachi finalmente chegou – ele o saudou.

– Não sabia que vinha para o Japão Senhor – ele afirmou com condolências – se soubesse teria ido lhe receber no aeroporto Senhor.

– Falei com uns dos agentes parece que esta sendo um caso bem complicado por aqui.

– Senhor, a situação esta em perfeito controle.

– Seis dos nossos melhores homens morreram Itachi – pela primeira vez o Uchiha ficou sem resposta, não era mentira a situação deles não era nada boa – não lhe culpo eles são uma Organização muito forte.

– Senhor...

– Itachi não me arrependo de ter colocado você no comando dessa operação, você tem feito um grande trabalho ultimamente muitas facções criminosas foram destruídas graças a você.

– Obrigado Senhor.

– Jean Klose é o melhor agente da Interpol Europeia sei que um método muito diferente do nosso, mas tente procurar ajuda.

– Estamos tento toda a ajuda necessário, Sasori estava em um condomínio de segurança máxima.

– Sabe para que servem os condomínios de segurança máxima Itachi? – perguntou enquanto abria a pasta de arquivos que apanhou na mesa, Itachi ficou em silencio esperando uma resposta – são para proteger juízes, promotores, imperadores, ministros – ele fez uma pausa e respirou fundo – em alguns moram alguns homens perigosos, por que até eles sofrem grandes ameaças, da policia da Interpol de outras Ordens, e pelo simples luxo também.

– Como assim? – ao mostrar os arquivos um homem que morava a dois quarteirões de Sasori era um assassino de elite que tinha sua própria Organização, porém ele nunca foi pego, provas contra ele era quase tão raras quanto sua própria existência – ele foi deserdado da família a anos, eu não o via desde que era um moleque.

– Mesmo assim Uchiha Madara ainda é seu tio, e foi ele que permitiu a entrada do assassinos da Akastsuki naquele condomínio. Itachi deveria ter verificado isso assim que chegou, os vizinhos são as pessoas que mais devemos desconfiar.

– Desculpe Senhor.

– Não se desculpe, faça valer a pena, eu vim te observar, pegue a Akastsuki e eu te darei o distintivo de agente classe A, e pegue também a Ordem secreta de seu tio, o clã do Yang, e eu lhe dou o meu cargo de Comandante.

– Confia tanto em mim?

– Confio.

– Eu aceito – Itachi apesar de estar feliz não era o tipo de homem que esboçava sentimentos apenas se importava que seu trabalho fosse concretizado e por fim reconhecido, coisa que seu pai, o nobre Uchiha Fugaku nunca havia feito durante toda sua vida. O som do elevador anunciou a chegada de alguém, a perita e detetive Kana Sinozuke procurava pelo moreno.

– Uchiha Itachi esta por aqui? – ela perguntou com um voz sedutora, era uma das melhores detetives de Tóquio e estava na policia já fazia um tempo, ela tinha um cabelo lindo brilhante liso os olhos puxados de uma verdadeira asiática, ela andava com roupas justas e pretas dignas de conforto da profissão as botas faziam som no som por onde passava, tinha um nariz empinado e um jeito superior, Itachi suspirou.

– Sou eu – ele respondeu como sempre seriamente.

– Kana Sinozuke detetive da Guarda Policial Japonesa – se apresentou e curvou-se.

– Uchiha Itachi, Agente Especial Classe C da Cia Internacional, chefe da operação Akastsuki – apresentou-se também e curvou-se.

– Comandante George Greyory, Cia Inteamericana de proteção – ela sorriu agradecendo as apresentações em seguida levantou o saquinho plástico que dentro tinha uma pista.

– Isso foi encontrado nas vestias de Akazuna no Sasori – ela o entregou – imagino que seja de alguma importância para você – Itachi apanhou a prova e seus olhos brilharam como se estivesse vendo uma luz no fim dos seus problemas, Sasori era bem mais precavido do que ele imaginava.

“Laguna Yishimoto, km 17, Naruto esta lá”

– Tyler!!! – gritou e o assistente com a prancheta analisando toda a sala veio para o seu lado correndo – chame todos os homens, ligue para os Hyuugas, para Naruto e para os Namikazes também.

– Como tem certeza que não é uma pista falsa? – perguntou o comandante.

– Naruto – ele respondeu – se ele não atender o celular é por que esta aprontando alguma coisa.

[...]

Os olhos perolados despertaram de mais um coquetel de remédios a qual Riroki tinha dado, ela estava penduradas em correntes presas no teto apenas a ponta de seus pés tocam o chão, era agoniante, ainda com seu vestido de festa, meio sujo meio rasgado com os pulsos machucados, deveria estar horas, ali, seus cabelos estavam desgrenhados e bagunçados, seu rosto estava pálido com as pálpebras fundas de tantos comprimidos para dormir que ele lhe injetava, Hinata estava em péssimo estado, pelo menos ela podia olhar para a janela mesmo que estivessem trancadas e fossem blindadas a prova de balas sonhar em estar lá fora até que podia acalmar um pouco, ela respirou fundo querendo hidratar os pulmões com um pouco de ar, já que que água era algo que pouco tinha nos últimos dias.

Então essa era sua vida, pensava sozinha enquanto mergulhava na paisagem a sua frente, era feliz e triste ao mesmo tempo e ainda tentava entender como podia ser assim. Fez amigos, enfrentou obstáculos, chorou e sorriu inúmeras vezes, bateu na porta da vida com o peito estufado e disse “eu não tenho medo de você” e não tinha mesmo, ela estava pronta para o que Riroki quisesse fazer com ela, nunca se arrependeu de nada nem mesmo de não ter nem sequer tentado ama-lo.

“Nunca achei que você igual a outras”

A voz de Naruto sussurrava em seus ouvidos até mesmo vivo em seus pensamentos ele sabia fazer seu coração disparar quase a nível que tivesse um infarto, ela apenas desejava que ele ficasse bem, apenas implorava para que seja lá o que fosse acontecer que ele superasse, que vivesse e que fosse feliz, mesmo que tivesse que ser sem ela. O amor é tão forte que você não pensa mais na pessoa junto a você, pensa nela feliz, Naruto merecia ser feliz, merecia que Kushina melhorasse da doença, merecia que Minato lhe desse mais compreensão e atenção, ele merecia se tornar um grande empresário merecia seus amigos os quais considerava todos irmãos sempre por perto, merecia alguém que não fosse tão problemática quanto ela, alguém que não brigasse que não fosse tão cheia de problemas, alguém que não o fizesse sofrer, sem perceber lagrimas começaram a derreter em seu rosto, por que estava imaginando que era seu fim? Quando na verdade deveria estar pensando positivo, sua mãe ensinou a acreditar, mas simplesmente não conseguia, estava triste, por que já imaginava onde isso ia acabar, e mais triste ainda por que não ia conseguir viver ao lado do homem que amava, estava triste por não ser boa para ele, por não ser a garota certa quando na verdade queria tanto provar que podia ser, aquela, aquela que o faria feliz, ela queria tanto mais tanto, continuar, justo agora que estava tudo dando certo, seu coração insistia em ter esperançar, mas a mente era mais forte, e mais e mais lagrimas caiam sem parar.

– Chorando logo cedo meu amor – seus olhos se arregalaram de maneira assustadora, pensou que estivesse sozinha, seu sangue congelou na hora, e pulsos estavam ardendo e ela rezou para ele fosse rápido. Riroki Morimoto apareceu em seu campo de visão andando calmamente até ficarem frente a frente – boa tarde querida – ela não respondeu – boa tarde meu amor.

– Boa tarde – hesitou e ele soltou uma leve gargalhada.

– Sempre educada né – ele virou para a janela para admirar a vista enquanto Hinata lutava contra seus braços cansados que quase não sentia mais de tanta dor, ele virou-se novamente e a fuzilou com seus olhos escuros como sempre transbordando ódio – você tem visita.

Ele girou o corpo dela e as correntes fizeram o resto, fazendo seu rosto primoroso ficar frente a frente com o outro lado da sala, Hinata quase não acreditou no que viu, mais lagrimas começaram a escorrer de seus olhos, mais desespero percorreu seu corpo, ela surtou, Naruto estava bem na sua frente, estado em uma cadeira com os braços amarrados e a boca tampada por uma fita isolante.

– NÃO!!! – ela berrou – NÃOOO!!! NÃO!!!

– Meu amor, calma – Hinata balançava as pernas em revolta sem se importar que o peso descontraído machucasse ainda mais seus pulsos.

– SEU MOSTRO!!! – dizia olhando para Riroki e ele podia observar mesmo naqueles olhos perolados tão puros o ódio que ela sentia por ele – VOCÊ DISSE QUE IA DEIX-LO EM PAZ, SEU MOSTRO!!! EU TE ODEIO!!! VAI PRO INFERNO!!!

– Hinata! Já disse para se acalmar – ela pedia.

– NÃO DIRIJA A PALAVRA A MIM! EU ODEIO VOCÊ, EU SEMPRE VOUTE ODIAR SEMPRE SEMPRE SEMPRE!!!! – ele bateu com força no rosto dela e suspirou, Naruto se contorceu em revolta na cadeira enquanto ela ficava de cabeça baixa ofegante e chorando.

– Vou dar um tempo a vocês – riu ironicamente, ele caminhou até o Namikaze e retirou a fita isolante da boca dele em seguida foi até Hinata e delicadamente ergueu seu queixo – você é tão linda meu amor.

– Não toque nela! – urrou Naruto e Riroki sorriu ele se posicionou atrás dela e abraçou sua cintura, sentindo a pele deslizar através do vestido de seda maravilhoso mesmo que estivesse meio sujo e meio amarrotado, seus mãos doentes deslizaram até a coxas e Hinata choramingava amedrontada, por mais que pense que esta pronto para qualquer coisa, acredite nunca se esta realmente pronto, os olhos de Naruto tinham um espirito assassino enquanto ele tentava se soltar, ele subiu para o busto e apertou os seios grandes com vontade, ela gritava com ódio e nojo ao mesmo tempo querendo urgentemente se livrar daquelas corrente.

– SEU MALDITO!!! – ele berrou dessa vez.

– O.k, chega de brincar – ele a soltou e ela ergueu a cabeça esperando o que ele iria fazer, seu coração acelerava por que agora ela não tinha a menor noção do que iria acontecer – não se preocupe Naruto eu só estava me despedindo...

– Se despedindo... – odiou-se por fraquejar a sua voz.

– Hinata meu amor, você foi muito péssima como noiva, você me largou, eu, que lhe deu tudo, eu lhe dei meu coração, lhe ofereci uma vida e você nem se importou com meus sentimentos você, me traiu, e mesmo assim eu sempre continuei te amando, alias, ainda a amo – ele caminhava pela copa como sempre com seu jeito superior como se estivesse certo, ele parou de frente para lareira e apontou para o relógio digital encima do mármore, no seu bolso tinha um controla minúsculo e prateado, ambos engoliram o seco – sabe, não posso te manter aqui a vida toda, uma hora alguém vai te achar, não é quem da outra vez, sabe todos sabem que ter eu te sequestrei, e também não tenho a menor chance de sair daqui com você, eu te amo o bastante para não te desejar nas mãos de outra pessoa eu te amo o bastante para nunca mais amar ninguém como eu te amo e eu te amo o bastante para sentir sua falta para sempre minha linda Hinata.

– Riroki...- ele a interrompeu.

– Você vai queimar minha amada, vou destruir sua beleza para que nem o mortos lhe desejem mais, se você não pode ser minha não será de mais ninguém – gargalhou de novo – mas saiba que eu serei sempre, sempre, sempre, apenas seu.

– Não faça isso...

– Quando eu ligar esse relógio, você terá vinte minutos para deixar que toda sua vida passe pelos olhos, em seguida toda essa casa explodira levando consigo todo meu amor por você – ele fez uma breve pausa e estralou os dedos – porém meu amor eu sou um homem justo, Namikaze Naruto, não me traiu ele nem sequer sabia da minha existência na sua vida – caminhou até o loiro e colocou a pequena chave das algemas em uma de suas mãos presas – pronto você pode ir embora se quiser – ele gargalhou novamente e apertou o botão do controle.

10:00 min

– Opa, parece que dei uma errada no tempo – riu novamente de maneira maligna – bom não tem problema você vai morrer mesmo – sentirei sua falta linda Hinata – ele a beijou mais uma vez possessivamente e retirou-se da sala, é claro que não deixaria as coisas nada fáceis para Naruto, tratou de trancar as portas duplas da copa com seu próprio cinto e se retirou, se Hinata não podia ser sua, então ela não seria de mais ninguém, a amava mais do que amava Deus, mais do que si mesmo, mais do que qualquer coisa, por que ela era única, ela era incrível ela era a única pessoa que poderia controla-lo, mas se ele não podia controla-la também então ela não teria mais ninguém, ela merecia queimar no inferno por não ama-lo e de qualquer forma por ela ele iria para o inferno também, não naquele dia, não daquela maneira, mas ele iria de boa vontade, apenas para ficar com ela.

– Naruto, Naruto – Hinata choramingava girando os pulsos numa tentativa inútil de que eles passassem pelas correntes, mas era inútil estavam bem apertadas, o Namikaze apoiou a chave entre os dedos, até acertar com dificuldade, abriu as algemas e se soltou, ele correu em direção a ela, desesperadamente com saudades e preocupado, o relógio pouco importava, a primeira coisa que fez foi abraça-la – você esta bem?

– Eu que tenho te perguntar isso – ele murmurou tranquilo, os olhos prateados que transbordavam medo de uma ilusão do fim desviaram os olhos para o relógio.

9:00 min

Naruto...

– Não olhe para esse relógio Hinata, só olhe para mim – ela encheu os olhos de agua sentindo o aço apertado segura-la, era quase inútil solta-la, mas o loiro era um pouco mais esperançoso, e tentava de alguma forma puxando as correntes para solta-la.

– Você não deveria ter vindo aqui – ela murmurou, como ela era durona sempre durona, ele pensou.

– Se eu não viesse ele iria matar você.

– Eu vou morrer de qualquer jeito – soltou sem pensar, e ele parou no tempo nesse instante, se posicionou bem de frente para ela, e pousou a mão em seu rosto delicado – você tem que ir – ela disse chorosa então.

– Eu não vou... – ela o interrompeu.

– São correntes de aço, você tem ir!!! – exaltou-se fechando os olhos com força para que mais lagrimas caíssem, ela não queria olhar para ele apenas falar, rápido e sem rodeios, por que não era o que ela queria mas era o Naruto merecia, ele merecia ser feliz mesmo que fosse sem ela – pode ir, pode ir, você tem que viver, você tem viver para aproveitar sua mãe seu pai, seus amigos, pode ir, eu vou entender, você merece ser feliz, se tornar um grande empresário, construir seu próprio império, eu sei que é difícil mas um dia você vai encontrar alguém, e vai ser feliz de novo, você vai encontrar alguém menos problemática, alguém mais bonita, mais divertida, alguém que não seja tão temperamental alguém que não te faça sofrer como eu fiz, Naruto!!! Vai embora por favor, viva, viva, você merece sem feliz mesmo que sem mim! – no terminar das palavras que saíram rasgando muito mais que sua garganta mas também o seu coração Hinata estava ofegante, e chorosa muito chorosa, ela tinha esperança de abrir os olhos e ver que ele não estava mas lá, mas ela abriu, e ele estava lá, silencioso e a encarando ainda com as mãos em seus rosto, ela não sabia ser como ele, ela era afobada com a dura realidade, seus olhos miraram no relógio de novo.

7:00 min

– Naruto!!! Vai!! – ela berrou e mais um vez ele nem se mexeu – eu vou entender, eu quero que você vá, eu quero que você viva – sussurrou então.

– Eu...Eu não vou sem você – se manifestou finalmente – eu não quero viver sem você.

– Naruto...

– Hinata! – exaltou-se – Hyuuga Hinata – riu fracamente – sabe eu menti para você.

– O que? – disse quase perdendo as palavras.

– Eu já me apaixonei – soltou sorridente enquanto a obrigava mergulhar nos olhos azuis cerúleo os quais sempre a hipnotizavam, por alguns minutos suas lagrimas secaram para ouvir o que tinha para dizer seus olhos estavam assustados e ao mesmo tempo vidrados nele – quando eu era pequeno minha mãe disse que um dia uma mulher iria mudar meu mundo, eu perguntei “Como?” e ela respondeu “Você vai saber”. Me apaixonei pela minha prima de segundo grau logo em seguida acho que eu tinha nove anos e ela catorze, bom ela me deu um fora, e foi morar no Uruguay nunca mais a vi, adquiri um ódio pelo universo feminino, mulheres todas iguais, mulheres todas aproveitadoras, mulheres elas não prestam, querem te destruir – Hinata continuava estática e surpresa enquanto Naruto continua a falar sorridente – e foi assim por um bom tempo, eu sempre tive todas que eu quisesse, sabe, depois da minha prima não me lembro de ter levado um fora, bastava aparecer com um carro, dinheiro e uma certa popularidade que eu tinha a que eu quisesse, não pense que eu sou metido é a verdade, eu era assim por que eu queria esquecer quem eu era, queria esquecer que era herdeiro de uma fortuna que me tirou a atenção do meu pai, eu me considerava a pior pessoa do mundo, egocêntrico, metido, ééé, a claro o meu preferido pervertido e cafajeste, meu pai me achava um mimado idiota, e eu não queria saber dele, me contentava em ser mesmo um mimado idiota, para desafia-lo, depois de um tempo eu achava mesmo que era um mimado idiota.

“Então você entrou na escola, aquele dia que trombamos no corredor, branquinha, a maioria das garotas suspiram, mas não, você não, você gritou comigo me chamou de cego, a garota do subúrbio, você não me queria por perto, você desafiava, jogava a verdade na minha cara, era sincera e correta, absurdamente correta devo ressaltar, era divertido implicar com você e quanto mais eu te provocava mais eu vi o quão diferente você era, cada dia que eu te via, parecia mais educada, mais engraçada, mais estabanada, mais bonita, e mais ainda mais certinha e bravinha” – Naruto riu e lagrimas começaram a nascer na Hyuuga novamente.

– Naruto... – murmurou suspirante mas ele não deixou que ela falasse.

– Quando seu pai foi na escola, e deu toda aquela confusão e nós saímos escondidos, foi ai que eu vi o quanto você era verdadeira, uma garota filha de um milionário mas ela não queria ser milionária, Hyuuga Hinata não queria ser ninguém além dela mesma, queria fugir daquele mundo de pessoas falsas para ser feliz nos Estados Unidos – ele fez uma pausa e a encarou mais ainda – acho que me apaixonei por você nesse dia. Todos os dias você me tratava como se eu fosse o pior cara do universo, mas você sempre dizia, e insistia que eu era uma pessoa boa, você Hinata, me surpreendeu com seu jeito simples e verdadeiro coisa que não encontramos em muitas pessoas por ai enxergou um cara dentro de mim nem ninguém além da minha mãe via, nem eu enxergava esse cara, e você me mostrou esse cara, você me mudou, me mudou sendo apenas Hinata sempre Hinata sempre linda, sempre a minha Hinata.

– Vá embora – ela suspirou uma ultima tentativa inútil enquanto Naruto ria do quanto ela tentava ser boa.

– O dia que você terminou comigo, sabe o quanto doeu? – agora ela o encarou abusivamente e assustada – não sei como é morrer, mas garanto te perder doeu bem mais que qualquer coisa nesse mundo.

– Eu não queria...

– Eu sei que não, mas eu percebi naquele dia que você é garota que a minha mãe falou, a garota que ia mudar o meu mundo, e sabe como eu disso?

– Como?

– Eu te amo, e eu não sei viver sem você, eu não quero ser feliz sem você, eu não quero aproveitar todas as minhas oportunidades sem você, eu quero que algo aconteça e quero correr para te contar, quero ver você sorrir, quero ver você cair enquanto tenta fazer algo com seu jeito desastrado, quero ouvir você gritar comigo por que eu sujei o chão, quero ver você contar piadas que não tem graça por que tenta fugir do seu jeito correta. Hinata eu quero te amar hoje e amanhã durante todos os dias da minha vida, até o meu ultimo suspiro.

–...

– Se alguém vai te matar, vai me matar também, entendeu? – ambos olharam o relógio novamente, e Hinata chorava ainda mais, ela não sabia o que dizer, ela não sabia falar, palavras se perderam nos seus pensamentos, estava brava por que ele não merecia morrer, não por causa dela, ela odiou estar com as mãos presas o que impedia de abraça-lo.

4min e 32 seg.

Naruto a abraçou mais uma vez rendido achando que aquele era o ultimo, a beijou e a abraçou afundando seus dedos nos fios azulados e lisos fechou os olhos sorrateiramente sonhando com apenas ela eternamente.

– Eu te amo – foi tudo que conseguiu sair da sua voz fraquejada, Hinata não tinha palavras – eu te amo mais que tudo.

– Você é minha – ele disse então – e eu sou seu.

Notas finais
Quem diria que Namikaze Naruto, serio e egocentrico, metido e cafasjeste se importaria de tal forma com alguém, apenas por ela mesmo né? Sabem por que eu postei rapido? Por que vocês postaram muitos comentarios, teve muitas favoritações teve recomendações, sabe gente ter o trabalho reconhecido nos inspira, cada um tem fazer a sua parte, e eu amo quando eu posso conversar com vocês, então aos leitores que estao chegando, aos fanstasmas apareçam, eu não mordo HAUHEUAHEUAHEUHEUHAUE COMENTEEEEEEEEEEEEM ♥♥♥ hahahahahahha O QUE SERA QUE VAAAAAAAAAAI ACONTECEEEEEER???? hahahahahahhahahahahaha me recuso a dar pistas MUAHAHAHAHAHAHAHHAHA Vlws, Flws, mamãe ama vocês ♥