Notas iniciais
Siiiiiiiiim estou postando meio rapido por que o Natal e eu vou fazer um pausa assim e alguns dias, mas tem algumas coisas que eu quero que aconteça antes, mas não precisam ficar preocupados vocês não vão morrer de curiosidade e vocês vão amar tudo que vai acontecer nessa historia, há muitaaas surpresas. Eu sei que capitulo ta grande, eu tentei eu tentei fazer o menoor possivel, mas não teve jeitoo perdão, mas de qualquer forma eu espero que gostem, estou muito feliz com a reviews elogiando a fic isso me motiva vocês sabem disso e eu só tenho que agradecer a todos vocês amados ♥ Aos que favoritaram aos que estão acompanhando aos que leem aos que comentam ao carinho que mandam sempre sugestões as recomendações. Obrigada BOA LEITURA.

O hotel Rolaty era um dos hotéis mais luxuosos de toda Tóquio. Hinata Hyuuga se via até que encolhida dentro daquele quarto absurdamente exuberante e grande, era o decimo sexto andar onde as grandes janelas de vidro estavam abertas dando espaço para a luminosidade e uma vista incrível para a capital, as paredes eram azul turquesa, e o teto rebaixado pelo gesso branco, a entrada era uma típica sala de visitas, porém requintada e sofisticada com decoração moderna, o sofá largo e comprido branco, combinando com o tapete azul celeste todo bordado em marrom, por todos os cantos havia mesinhas de vidros ou aparadores com enorme jarros de flores dando ar da graça ao recinto, nada ali a intimidava e ainda estava sozinha paralisada pensativa em frente a mesa de centro de vidro bem no meio da sala, sob ela podia ver as pilhas de papeis repletas de palavras complicadas, onde quer que o pai fosse o trabalho ia junto, sempre era o mais importante de tudo, a Empresa, o Grupo, o dinheiro e o futuro e tudo por que isso era para a família. Ouviu algumas vozes vindo atras da porta dupla no quarto a frente, com certeza ele estava no telefone resolvendo assuntos da empresa ou quem sabe acobertando os seus infinitos problemas. Respirou fundo pensando em sua punição, lembrando-se de como ele era severo, suas mãos, por lembranças, se sentiram tremulas e ela tentou se controlar, apenas por que o enfrentava não quer dizer que não tinha medo, mas agora talvez fosse o momento que deveria ser mais forte, sabia de como andava sendo uma enorme decepção e já imaginava as palavras odiosas que sairiam de sua boca, saliva não seria poupada, colocou a pasta de couro com o material do colégio do lado de aparador, e arrumou os cabelos, se posicionou de forma ereta com elegância do jeito que aprendeu, e esperou, era assim que foi ensinada para quando falasse com pessoas importantes ou mesmo membros de sua família mais velhos, e Hiashi ainda era líder dos Hyuugas, uma questão de honra e respeito com o próximo, tinha que estar nas melhores aparências possíveis, por mais que amasse seu pai, tristeza a consumia por lembrar o tipo de homem que ele era, e ainda mais por lembrar que ele já foi, fechou os olhos deixando a voz dele invadir a sua cabeça.

“Você é minha filha preciosa”

Seus olhos falharam seja lá quão lindas eram suas lembranças, eram apenas lembranças, o amor por sua filha não excluía quem se tornou, agora era apenas resto de um passado que já foi bom, juntou os botões do seu blazer em nervosismo e balançou a cabeça se livrando daquilo, pobre uniforme agora invisivelmente amassado pelas unhas delicadas. O som da do trinco da porta do quarto veio logo em seguida.

Hyuuga Hiashi estava mais uma vez serio, aliás estranho seria se não estivesse sério, de terno preto e gravata azul, com os cabelos longos liso perfeito soltos e jogados para trás, seus olhos prateados que deixava qualquer um desconfortável miraram na sua filha parada estaticamente com o uniforme da escola bem arrumado pelo menos nessa parte ela manteve os modos, não havia mudado nada, como sempre com um rosto adorável de anjo tão parecida com a sua mãe já falecida. Ele fechou os olhos de maneira tranquila depois de uma analise rápida, caminhou até ela, lembrando-se que apesar da face bela, tinha uma horrível rebeldia, e estava lhe dando trabalho, lhe custando tempo e preocupação desnecessárias, educou sua pequena Hyuuga da melhor maneira possível, mas ela sempre o contrariava em tudo, e era o próprio contrario de tudo apenas nisso era diferente da mãe, não querendo seguir as tradições da família, o desafiando da pior maneira e caminhando no sentido ao oposto a família, justo ela futura líder, Hinata era muito inteligente e determinada o que era excelente porém também era como uma fera, e precisava ser domada, durante séculos os homens dominaram os animais até chegar no topo da cadeia alimentar, e como se não fosse o suficiente raça que tomou o mundo e criou a tecnologia, possuiu o ecossistema as si mesmo e o universo até onde conheciam, era impossível que Hiashi não pudesse dominar a filha.

Agora parados frente a frente como navios de guerra prontos para travar uma batalha, ela ainda tentava desviar o olhar lamentador do pai, estava irritado e desapontado.

– Pai... – o tapa na cara tão intenso e forte a interrompeu de imediato sem que deixasse pensar, jogando o rosto e levando os fios azulados para o lado, enquanto ele começava a circula-la, sua face não tinha expressão apenas revolta.

– Onde esta a sua honra Hinata? – perguntou em tamanha irritação, era direto e claro sem rodeios – Estou começando a ficar cansado de seus atos infantis, o que você acha que as pessoas estão pensando de nós agora? A minha herdeira vivendo no subúrbio de Tóquio, se escondendo pelos cantos, que vergonha, que decepção!

– Livre-se de mim então – ousou a dizer.

– Não me responda com tamanha petulância — já rebateu com superioridade já que contra isso ele tinha ela nunca poderia lutar — não foi essa a educação que eu dei a você.

– Desculpe.

– Eu deveria ter imaginado, Tsunade Senju é uma amiga de sua mãe a anos — ele gesticulou seu plano — eram sempre tão próximas, meio obvio que você correria aos braços dela, aquela loira maluca.

– Ela não tem nada haver com isso.

– Eu darei um jeito nela não se preocupe – Hinata se encolheu e Hiashi continuou a circula-la – nossa família é prestigiada por seguir uma tradição a risca, EU NÃO VOU DEIXAR QUE VOCÊ QUEBRE ISSO! Você nunca se interessou pela empresa, sempre deu trabalho fugindo das suas aulas particulares, do colégio, adiando as reuniões, você não tem vergonha disso?

– Eu já sei disso – sussurrou.

– Não não sabe! Parece que não sabe de nada, anda como uma garota mimada vivendo a vida como bem entende! Você é uma Hyuuga, você tem um dever – gargalhou um pouco – Eu devo admitir você fez um ótimo trabalho desapareceu sem deixar nenhum rastro, levou tudo consigo, MAS NÃO VAI ACONTECER DE NOVO.

– Ta bom, já sei – sussurrou novamente, lagrimas surgiam nos olhos perolados.

– Nenhuma filha minha vai viver como uma artista, ainda mais você! Vamos voltar para Konoha, e você vai retomar o colégio e as suas atividades dentro da empresa, vai ser monitorada dia-a-dia em cada segundo, como deve ser, quero você se interesse e não se interessar eu irei obriga-la, não adianta correr eu vou até o inferno te procurar Hinata!

– Eu já entendi merda! Você vai destruir a minha vida!

– MELHORE SEU TOM DE VOZ! E CUIDADO COM AS PALAVRAS!!!

– ESTOU CANSADA DISSO TUDO! – começou se afastando, mesmo que tentasse e que soubesse que ele não ouviria, ninguém depois podia dizer que ela não avisou – você sabe que eu não quero essa vida, eu não quero viver dentro de um terno com um monte de executivos, eu não quero isso EU NÃO QUERO! Eu fugiria mil vezes se necessário, e a empresa não é a única coisa que me deixa assim, você – ela estava ofegante já, e lagrimas não se seguram mais, e logo começou a escorrer pelo rosto delicado – depois de um tempo você ficou mais severo, depois que a mamãe se foi, ficou ainda mais ligado ao trabalho, você não é mais o mesmo, você não se importa comigo muito menos com Hanabi, nunca saímos juntos, nunca temos um conversa decente, nós, nós..., é sempre a droga da empresa, eu não quero fazer parte disso! Eu não sou como você, EU NÃO QUERO SER COMO VOCÊ!

– Que drama minha filha – ajeitou a roupa e sentou no sofá – mas esse teatro não funciona comigo você sabe disso, a única pessoa que não importa aqui é você, ou pelo menos a sua opinião em relação a isso. Você é jovem Hinata, um dia vai realmente me agradecer por tudo que fiz.

– Como pode dizer isso para mim?

– Como você pode fazer tudo que fez? – Hiashi se levantou novamente – essa empresa é o que pagou seus colégios e suas aulas de tênis, foi o que pagou suas roupas e a comida que esta na mesa, pagou as joias que tem e todos os seus luxos. Família é a coisa mais importante de alguém Hinata...

– O bem mais precioso que existe – continuou, já ouvia aquela frase milhares de vezes – você acha mesmo que somos uma família?

– Somos. E você desonrou a sua como sempre você foi contra todas as minhas ordens, os piores julgamentos serão os que virão de dentro, de pessoas que são sangue do nosso sangue e vão dizer o que? Que eu sou um fraco que não soube educar a sua filha e você um garota rebelde, como alguém assim vai assumir a empresa?! É essa a líder que os Hyuugas vão ter?!

– Já disse que não me arrependo.

– MAS DEVERIA! Já disse que nenhuma filha minha vai ser uma artista, NÃO TEM ESCOLHA NÃO É UMA OPÇÃO – ele suspirou adquirindo paciência a que ponto haviam chegado, o pai raramente se exaltava, Hinata conseguia despertar o que tinha de pior, porém Hiashi nem se quer imaginava que quem fazia o mal era ele causando dor na sua preciosa filha – Você não é a minha filha, não é a garota que eu eduquei é apenas um projeto da decepção que agora vive dentro de mim – cuspiu as palavras virando-se para a janela pensativo, Hinata mal conseguia acreditar nas palavras que ouvia por mais que todas aquelas brigas incessantes nunca tivessem fim, ele ainda era seu pai e ela o amava, mas agora sentia seus coração mais do que nunca se esfaqueado sem nenhuma piedade, palavras se perderam na sua garganta já era o suficiente já não podia ouvir mais nada, de fato ela podia ser a maior decepção da vida de Hiashi, mas com certeza agora ele era sua maior tristeza.

– Vou arrumar minhas coisas – afirmou abaixando a cabeça.

– Isso vai mudar – voltou a dizer finalizando a conversa – esse seu comportamento vai mudar – mas antes mesmo que Hinata pudesse retirar do quarto a porta foi aberta e um homem muito parecido com seu pai adentrou no recinto, de cabelos brancos e os mesmo olhos prateados que causavam poder e medo, era o avô, geralmente tão severo quanto o pai, porém naquele dia que tudo parecia mais uma tempestade ele estava sorridente de braços aberto vindo em direção a quem considerava sua garotinha, sua pequena herdeira de cabelos azulados.

– Minha neta – o avô que costumava ser até mais severo que o pai a abraçou forte pousando o ombro da jovem Hyuuga em seu ombro a deixando confusa, e não apenas ela confusa.

– Vovô...

– Hiashi esta sendo severo demais com Hinata – Hiashi também ficou confuso com as falas do pai – eu andei uma espiada no quadro que esta no seu quarto querida lá em Konoha, que quadro lindo, imagino que tenha feito antes de ir embora, eu não imaginava que tinha tamanho talento.

– Foi... – sussurrou lembrando-se da pintura a dedos de uma bela paisagem que havia feito junto com Hanabi antes de ir embora, com a ajuda de uma das empregadas ela pendurou na cabeceira e lá mesmo ficou, mas não pensou que alguém a reparasse muito menos o avô.

– Pai o que o senhor quer?

– Não vamos deixar Hinata frustrada meu filho – ele caminhava de forma elegante entre os dois – ela tem um enorme talento puxou a mãe até nisso, isso eu e você temos que admitir ela é incrível.

– Aonde quer chegar?

– Eu apenas estou pensando no melhor para minha neta e para a empresa. E nem pense ir contra as minhas decisões Hiashi – o avô sorriu de forma divina para sua pequena Hyuuga e o pai apenas cruzou os braços – Hinata andamos pensando em construir uma empresa aqui em Tóquio, ampliar um pouco os negócios dentro do nosso país.

– Vocês odeiam Tóquio.

– Quando se trata de negócios não se odeia nada. Se você prometer se dedicar a empresa totalmente eu deixo você ter a sua carreira de artista eu mesmo financio tudo.

– É um absurdo! – protestou Hiashi.

– O- que? – perguntou confusa.

– Você vai viver aqui em Tóquio eu mandei Neji ver uma cobertura para você morar, vai se dedicar aos estudos eu tenho que admitir Tóquio High School de Elite é o melhor colégio do país, sendo assim quero que continue nele, e também vai ser bom quando a nova empresa ficar pronta que esteja aqui, faça uma ótima faculdade, nos encha de orgulho e comande as empresas, em troca eu financio sua carreira, compro tudo que precisar, e apoio todas as exposições que quiser fazer.

– Esta falando serio vovô?

– Eu não quero mais brigar com você minha queria eu te amo demais para isso – os olhos perolados estavam chocados, viu ele se aproximar e tocar as suas mãos em seguida foi envolvida com um singelo abraço – você pode fazer os dois e eu sei que vai fazer muito bem, é claro se aceitar? Mas receio que Estados Unidos não estejam incluídos nesses planos, porém não acho que você precise.

– Isso não vai acontecer – protestou o pai, pegando a filha pelo pulso e jogando no sofá sem nenhuma delicadeza, mas Hinata nem se importou muito ficou pensamento no inferno que seria a sua vida em Tóquio e no inferno que seria em Konoha, Tóquio seria bem melhor, agora já era tarde não tinha para onde fugir, na capital pelo menos estaria longe do pai, longe das suas brigas, das ordens, e das palavras horríveis que passariam pelos seus ouvidos, apenas odiava o fato de ficar longe de Hanabi, porém logo teria que dar um jeito nisso, mas voltar para Konoha não era possível, já bastava ter que voltar para os seus compromissos com as empresas, pelo menos seu avô estava lhe oferecendo algo além algo que seus sonhos eram inclusos, do contrario é voltar para sua antiga cidade e ver o teto desabar sob si com todas as regras que seriam postas, Hinata seria como um pássaro preso na gaiola, ela não aguentaria.

– É uma decisão minha Hiashi, minha decisão – o Hyuuga mais velho apesar de não estar mais no cargo de presidente das empresas ainda era um homem extremamente poderoso líder da família, considerado um homem sábio, grande parte daquela fortuna fora erguida graças a ele.

– Mas vovô... – começou pensativa.

– Sem guarda-costas, sem casamento, sem importunação, sem obrigações severas, eu já disse minha querida não quero mais que briguemos não quero causar um inferno na sua vida.

– E quando a diretora Tsunade?

– Tudo que desejar desde que se dedique a empresa – Hinata se levantou fitando os olhos sinceros do avô – eu também não irei te obrigar a nada.

– Eu não tenho escolha mesmo – suspirou e o homem de cabelos brancos a abraçou de novo, deixando Hiashi encostado na parede profundamente incomodado com aquela situação – obrigada – ela tinha que agradecer, pois afinal nem tudo estava perdido ainda.

– Agora vá seu primo esta te esperando, ele vai te ajudar a se organizar e no fim de semana você vai a Konoha.

– Konoha?

– Sim, vai ter um evento vamos concertar esse estrago que você fez, muitos empresários não apenas de Konoha, mas também de Tóquio vão estar lá é bom que você conheça a todos, no Iate club Miglinton.

– Eu irei – a voz mal podia ser ouvida, Hinata estava cheia de discussão, não aguentava mais se quer nem ver mais a cara do pai na sua frente, tudo que desejava era sair dali o mais rápido possível, acabou concordando com as opções mais rápidas e menos dolorosas que tinha e se retirou indo para ao encontro de Neji rezando para que agora ele estivesse mais calmo, outra pessoa que odiava brigar era seu primo que praticamente considerava seu irmão mais velho. Ao se retirar da sala, os dois Hyuugas se olharam, Hiashi não disse nada apenas custou a encarar o pai querendo resposta, mas ele nada disse, mas logo aquele sorriso de vô generoso morreu ao ver a neta sair da sala, ele se virou e caminhou até o aparador com expressão satisfeita, na bandeja de cristal aprontou um copo de whisky com duas pedras redondinhas de gelo, logo deu um gole deixando todo o liquido quente descer pela sua garganta.

– Hinata morando em Tóquio, cuidando das empresas e se dedicando a arte – Hiashi não aguentou a própria curiosidade – eu sei que você não falou serio.

– Hiashi, meu filho, seu erro é tentar dominar as pessoas através da força – respondeu calmo – Hinata não é uma fera qualquer, e para nós ela é única.

– E o que pretende?

– Deixe a viver – sibilou com um olhar estrategista — é como qualquer pessoa, de a eles tudo que quer e nunca reclamaram, antes que minha pequena princesa perceba ela vai estar sentada na cadeira no comando do Grupo Hyuuga, e vai fazer apenas isso e nada mais.

[...]

O resto da tarde passou junto do primo Neji, que poupou muitas palavras para estar com ela, na verdade era quase como ele nem estivesse ali, calado, estático, era apenas uma sombra e assim ficariam por mais alguns dias era o que imaginava, por isso que odiava brigar com o primo, Neji era muito orgulhoso suas palavras nunca eram retiradas tornando ele uma pessoa difícil de lidar. Durante todo o sumiço de Hinata o avô já havia planejado tudo cada detalhe preparando para manipula-la de alguma forma para que aceitasse a presidência da empresa, então quando o neto mais velho ligou mais cedo dizendo que a havia encontrando botou todo seu plano em ação o fazendo correr atrás de tudo para que sua neta ficasse estabilizada em Tóquio ele a deixaria ficar onde desejasse, mas não apenas ela, alguém tinha que ficar de olho nela e por isso ele também ficaria, não reclamava gostava de sua prima, mas todo fato de transferir sua faculdade para servir de babá não lhe agradava o deixava incomodado, ela era uma petulante mimada que fazia a vida ficar imprevisível sobre o futuro, ele suspirou pesado imaginando o que aconteceria, Hushi e Hiashi Hyuuga eram patriarcas de alta classe, eles iam pegar pesado se necessário.

Foram até o antigo apartamento no subúrbio, a garota falou com a dona da lanchonete se demitindo do próprio emprego sem dizer quem era, não era algo que gostava de fazer, e também não havia necessidade o importante foi ela compreender com facilidade afinal Hinata nem era tão boa empregada, subiu até o cubículo que morava deixando o primo enjoado por ver o ar que tinha naquele lugar além de minusculo, ela respirou fundo para não brigar com ele, o ar de esgoto exalava mostrando ser mesmo um bairro pobre, porém não era um lugar ruim, seus dois meses longe de casa foram muito bem ali, apanhou algumas roupas, e a caixa guardada no fundo falso da sua cômoda, onde estava seu dinheiro que agora voltaria para o banco, cartões de credito e seus documentos poucas vezes usados, depois o primo dirigiu até a escola onde retirou a bolsa de estudos de Hinata, o pai agora mais do que qualquer coisa fazia questão de pagar seus estudos, ela conversou um pouco com Tsunade e depois se retirando deixando a loira muito feliz com a novidade de que ela moraria em Tóquio e ao mesmo tempo desconfiada com a proposta de seu avô, era demais muito de repente, mas não comentou nada deixou tudo como esta sem querer deixa-la preocupada, a imprensa ainda estava lá tomando nota do últimos momentos da celebração, com alta classe ela respondeu as perguntas disse que precisava de um tempo para ficar sozinha e reorganizar as ideias, ainda se sentia abalada com a morte de sua mãe e por isso não queria ninguém por perto, concertou um pouco explicou sobre a possível nova empresa e que isso a manteria em Tóquio, ganhou agora ainda mais atenção. A tarde toda passaram arrumando suas coisas para morarem na capital, e logo Neji daria um jeito para que seus pertences fossem enviados de Konoha para Tóquio, o ultimo detalhe era a moradia da Hyuuga, e a parte que a mais deixava preocupada, Hinata era uma garota simples gostava de decoração criativa e diferente, sabia que tanto a cobertura quando o carro haviam sido comprados pensando em luxo, sendo assim ela se desmanchava no banco desapontada e Neji percebia isso logo de cara. O bairro era excelente, rua calma, bem decorada por arvores e flores, transito calmo, o edifício também parecia ser ótimo, vinte andares e Hinata odiava altura, agora no elevador já se encontrava meio hesitante desde o ver do primo apertar o botão do ultimo andar.

– Você vai gostar – disse calmo e gentil ela não respondeu por mais que quisesse falar com ele ainda se sentia magoada deu uma pequena virada para que o primo não a enxergasse – Hina não faz isso.

– Você me humilhou – respondeu, e Neji suspirou.

– Olha desculpa eu não deveria ter gritado com você – foi a desculpa mais esfarrapada que já ouviu, ele nem se preocupava em disfarçar o quanto não queria pedir desculpas, e era normal da sua personalidade já que era tão orgulhoso quanto o resto dos Hyuugas, ela virou-se novamente para ele.

– Não fique como eles Neji, por favor.

– Hinata...

– Por favor – pediu novamente – não fique como eles, eu admiro o fato de você amar a empresa, mas não fique como eles – o Hyuuga sabia bem como a prima sofria dentro daquela casa que era do seu tio, achava mesmo que ela deveria comandar as empresas, era o que era certo eram as tradições da família, uma herdeira não podia simplesmente dar as costas a isso, e mesmo que achasse tudo isso não aguentava vê-la sofrer. O elevador se abriu dando vista para o seu apartamento enorme, de cara estava na recepção já toda decorada, o primo correu para a parede de vitral temperado e abriu as cortinas grossas e bordadas no mais lindo requinte com franjas douradas para que a luminosidade desse vida ao ambiente, havia muitas flores do jeito que gostava a sala de recepção era toda na decoração rustica como se estivesse entrando num luxuoso castelo antigo, ele pediu para que ela o acompanhasse e sem dizer nada foi atrás dele, a sala de jantar e a cozinha eram separadas por uma bancada, assim quem estivesse na cozinhando podia se entreter com as visitas sentadas a mesa comprida de madeira, a decoração da cozinha era mais moderna, armários embutidos para todos os lados, abriu a geladeira duplex e viu que estava cheia.

– Eu fiz compras já.

– Não precisava.

– Precisava – sorriu e ela agradeceu esse era o Neji que gostava de passar o tempo, voltaram o caminho passando pela sala de estar novamente e passando pelo aparador onde lado havia uma entrada era quase invisível, um corredor comprido.

– São três quartos, o seu é o ultimo – Hinata fez uma careta, era tudo muito lindo e ao mesmo tempo tão grande, não precisava de tudo isso – eu juro que esse foi o menor que eu encontrei.

– Jura?

– Não não juro, mas eu tentei ao máximo – ela rolou os olhos – queremos que você tenha o melhor Hina.

– Eu gostava do meu antigo apartamento.

– Ah nãoo – disse a puxando de volta para a sala principal – tem uma coisa que você vai gostar.

– O que?

– Andar de cima – subiram as escadas e logo entraram no escritório que na opinião da Hyuuga ela jamais usaria, mais um comodo desnecessário para sua moradia, do lado era a sala de televisão, com o sofá no formato de escada largo bem espaço e televisão enorme, exagerado era tudo exagerado demais na sua opinião, depois Neji a puxou pelo outro corredor de onde podia ver tudo na sala que ficava no andar de baixo, ele abriu as portas de vidro e ela entendeu bem por que ele havia escolhido aquele apartamento, e essa era a parte que ela queria que fosse grande, agradeceu mentalmente por aquela visão, gigantesca enorme e era mesmo imensa, estava maravilhada, a área de lazer junto com a piscina e o paredão seguido de uma bancada, mais a frente uma estufa, toda de vidro, apenas estranhou por estarem com cortinas.

– Tá por todo o vidro esta fechado?

– É uma estufa, mas eu sei que a sua criatividade vai transformar num ateliê.

– Que bom que você pensa em tudo – ela afirmou – ah essa foi a única coisa que eu gostei.

– Imaginei – tantas garotas desejando viver num palácio e Hinata querendo tacar fogo na sua cobertura, recém ganhada – você tem uma empregada, Rose, ela tem idade já, tem de manhã e vai embora no fim da tarde, ela não vem aos fins de semana, eu sei que você presa a sua privacidade.

– Ótimo eu já iria demiti-la, mas estou vendo que não irei precisar.

– Que bom – disse em ironicamente, por ultimo Neji estendeu um caixa preta que Hinata abriu rapidamente, dentro o Motorola G e três chaves – celular, e as chaves dos carros e a chave da cobertura.

– Dos carros?

– Range Rouver por que eu sei que você odeia chamar a atenção e o outro é de uma Ferrari, mas nós sabemos que ela vai mofar na garagem.

– Neji, Range Rouver é chamativo e sim eu nunca vou sair com uma Ferrari, eu nem gosto de dirigir.

– Eu sei – desapontou, não era por nada, simplesmente por conforto, sempre tentava comprar por achar que ela merecia o melhor, porém Hinata parecia odiar o melhor, sua simplicidade as vezes acabava com qualquer um – eu vou deixar você descansar foi um dia cheio e amanha você tem aula.

– Eu tenho que ir?

– Claro que tem – definitivamente os olhares duvidosos dos alunos da escola com certeza era algo que ela não estava preparada para enfrentar, tudo desabou de forma tão rápida encima da sua cabeça, e ainda tinha aquele evento em Konoha no fim de semana, assim que o primo foi embora indo se alojar no seu apartamento de luxo não muito longe dali ela se jogou no sofá e enterrou o rosto com um uma almofada, não sentia mais nada além de confusão, tudo estava bagunçado, pensava na empresa e no pai, nos seus amigos, em Naruto como conseguia pensar naquele idiota? Pensava na forma como seria tratada dali para frente, e nas mudanças que ocorreriam, era tudo muito inesperado, atormentada ela se deixou cair no sono ali mesmo.

[...]

No dia seguinte Hinata acabou indo mesmo para a escola, ela tinha que mostrar que vida estava o mais normal possível, agora caminhava pela escola apressada, havia terminado de comer junto com Tenten de conversar e combinar de irem fazer o trabalho da professora Kurenai juntas na casa da Hyuuga, mas apenas na próxima semana, sua cabeça estava se sentindo pressionada demais para pensar em qualquer coisa que não fosse seu futuro dali em diante, passou pelos corredores com os pés pesados indo em direção ao estacionamento ia encontrar os amigos, por onde andava olhares eram direcionados de pura curiosidade, havia chegado atrasada de proposito para que ninguém a visse de carro e mesmo assim era difícil se esconder das pessoas que agora a viam como alta sociedade, de repente tudo mudou, estava sendo um dia complicado os murmurinhos pela escola ela ouvia o tempo todo, agora todos a conheciam, todos sabiam que ela era uma Hyuuga, sabiam que era um garota de alta classe e muito rica, e como odiava isso, o holofote berrando a sua imagem por onde ia, consequência do nome que tinha.

Ao chegar nas escadas logo pode avistar a dia ensolarada, mas claro primeiro arrancou olhares de todos que estavam por lá preenchendo o local, tinha total atenção e mais comentários passaram a circular como já haviam circulado o dia todo e a vida toda que faziam sentir falta dos dois meses que ontem foram destruídos. Então bem a frente ela via Gaara, Sasuke, Sakura, Ino, e Naruto, para variar estava com uma garota cabelos longos e lisos e magrela, não reparou em nada demais, a cena a sua frente não era nenhuma novidade, mas se lembrando do Namikaze gentil com quem havia passado seu dia anterior, novamente se sentiu incomodada ele era um enganador, nada de Kiba provavelmente ele estava com o Shino e assim ela começou a andar indo ao encontro a turma, nem andou muito alias pois, antes de chegar até eles um rapaz entrou na sua frente fazendo seu rosto se chocar com o uniforme bem alinhado, ele estava impedindo sua passagem, de primeira vista ela se sentiu confusa, novamente sendo o centro de tudo. Ele era alto de corpo escultural, cabelos loiros bem claros e lisos, que eram jogados para o lado de minuto em minuto, um sorriso de anjo e olhos tão azuis quanto o do garoto que tanto a incomodava.

– Jovem Hyuuga Hinata então – proferiu ele com voz rouca e tom muito mais educada do que estava acostumada a ouvir. Ele tinha elegância da ponta do pé até o olhar que a encarava como se estivesse diante de uma princesa, se sentiu até que constrangida enquanto ele ainda sorria.

– Sou eu – ela respondeu, já percebendo que era observada não apenas pelos seus amigos, mas por metade dos alunos que estavam no estacionamento.

– Sou Tanaka Akio – ele afirmou e ela podia ouvir garotas fofocando pelas suas costas, filho de um médico dono do hospital mais prestigiado de Tóquio e também o maior. Tanaka Akio em termos de fama e dinheiro, não era nada comparado a Naruto, talvez também não se comparasse a Sasuke, Kiba e a Gaara também, mas ele parecia ter algo que nenhum dos meninos tinha, um certo respeito com as mulheres, ele era o que elas gostavam de chamar de verdadeiro Romeu – eu sou do 3ºB, talvez gostaria de sair comigo um dia desses.

– Desculpe? – Hinata mal conseguia entender, perdida nos seus pensamentos como sempre, mas ela sabia que ele apenas estava fazendo isso por que havia descoberto que era uma Hyuuga, se ela ainda fosse uma bolsista aquela conversa nem estaria acontecendo. Mais uma vez, classe mandava em tudo, até nos encontros que tinha.

– Sair comigo — ele repetiu sem importar, como estivesse a sua disposição por tempo ilimitado, franziu e sorriu ao mesmo tempo querendo ser educada, enquanto analisava o padrão alto de ator que ele tinha.

– Ah desculpe, mas acho que não é o momento, eu ainda estou confusa com tudo isso – referiu-se a confusão que ela mesmo era e que causou no ultimo dia, tentou ser o máximo de gentil com o rapaz e desviou dele, mas antes que pudesse se distanciar completamente ele a puxou pela mão e tirou a caneta no bolso anotando um numero na sua palma, tão rápido e galanteador que a surpreendeu enquanto ouvia os suspiros apaixonados ao redor. Ele era mais um dos favoritos com certeza, como Naruto, Sasuke, Gaara, Kiba, imaginou se eles saíssem junto por um dia inteiro, o quão irritante seria elas por perto os gritando como fã de uma banda enlouquecidas. E balançou a cabeça se livrando dos pensamentos, agradecendo por uma seleção existente que os impedia serem amigos.

– Se quiser me ligar esse é meu numero – ele a soltou e ela corou um pouco, que cena mais estranha, continuou a andar até chegar ao carro de Gaara que estava apenas alguns passos de distancia no Ford Mustang de ultima geração, de anuncio recebeu uma fuzilada do Namikaze, apenas um olhar que já debochava da sua situação, ele estava encostado no carro com uma garota tagarelando alguma coisa em seu ouvido mas ele não parecia se importar com o que ela dizia, o sorriso cínico mirou nela como se mostrasse que Akio o tivesse incomodado, mas também ela sabia que era apenas imaginação sua, Naruto não importava com ninguém que não fosse si mesmo, Ino e Sakura estavam elétricas e curiosas.

– Hinata acredite ele é um menino maravilhoso – a amiga loira afirmou – até hoje me arrependo de dar um fora ele.

– Eu não vou sair com ele Ino.

– Ai que desperdício Hinata – murmurou Sakura.

– Não estou com cabeça para nada, no final de semana eu tenho que ir em um evento da minha família em Konoha.

– Ahh você vai também? – afirmou Naruto com animada grosseiria cortando completamente as palavras da menina do seu lado – isso vai ser interessante.

– O-o-que? Você vai?

– Muitos empresários de Tóquio vão Hinata – afirmou Sasuke, agora sim ele sabia pronunciar o seu nome, riu, de seus pensamentos, mas sabia que o Uchiha não alguém com quem tinha que se preocupar, mesmo sem nunca ousar imaginar saber quem era ele não se importava com a companhia dela – eu vou, Naruto vai, os pais do Gaara vão. Evento dos Hyuugas aos grandes do mundo, eles sabem convencer só com um convite.

– Só os seus pais? – perguntou olhando para o ruivo.

– Não gosto de sair, muito menos de viajar com eles – respondeu entre um suspiro.

– Ah sim claro. Vocês duas podem ir comigo sabia?

– O meu pai foi convidado, mas ele estar na Alemanha – respondeu a Yamanaka — então acho que não vou, desculpe, decidi ir para Sapporo ir ver a minha mãe, faz tempo que não a vejo.

– Seus país são separados?

– São eu quase nunca tenho tempo de ir ver a minha mãe, então vou no final de semana.

– E você Sakura?

– Ah não, é aniversario do meu pai, eu vou ficar com ele – murchou desapontada e as amigas fizeram um olhar sentidas, agora lhe restava aguentar Naruto sozinha mesmo que Sasuke estivesse lá ele não pararia de irrita-la, na mesma festa que ela, nem conseguia imaginar.

– Esta se sentindo azarada por que eu vou estar lá – zombou o loiro – não se preocupe vamos nos divertir, vamos ver como você se sai no papel de alta sociedade.

– Mas será que você vai começar a me provocar.

– Esses dois na mesma festa não vai dar muito certo – afirmou a Haruno e Ino assentiu. Logo em seguida uma garota de olhos cabelos ondulados ruivo no tom alaranjado entrou na roda de amigos se sentindo muito confortavel e praticamente pulou no pescoço do Uchiha toda sorridente, fazendo Sakura se desmanchar como uma flor na chegada do inverno, o primeiro beijo havia sido uma coisa estranha, mas no segundo até que teve algumas pontadas de esperanças, e o amor que sentia por ele cresceu, e a dor também.

– Vou embora com você hoje? – ela perguntou.

– É claro que vai linda – ele respondeu, sério e com um risco nos lábios, era incrível o seu dom, de enganar.

Notas finais
Espero que tenham gostado, eu espero que estejam anciosos pelo proximo, que já esta escrito e eu ameeeeeei escrever, foi assim bem divertido, então aguardem e mandem reviews para mim saber se vocês gostaram, eu sei Hiashi é um crapula kkkkkkkkkk Beeijos amados ♥