O Amor Único {em reforma}

6 Ela não é como as outras.


Notas iniciais
Sempre fico feliz com as reviews que vocês amados mantem, por favor continuem assim eu adoro conversar com vocês. Agradeço também aos lindos e lindas que favoritaram essa fic é muito importante para mim. Também imagino que tem muita gente aguardando essa cap, mas eu decidi não segurar por que eu vou viajar e você vão ficar uns dias sem mim, não sei se vou amanha ou se vou domingo, mas provavelmente só estarei de volta na quinta, mas se segurem por favor, até lá aproveitem esse capitulo eu tentei fazer com que ele não ficasse enorme mas foi meio que inevitavel BOA LEITURA AMADOS ♥

Já era bilionésima vez que se olhava no espelho e irritada por que na verdade nunca se sentiu insegura em relação as roupas que usava, com um vestido azul turquesa rodado da cintura para baixo indo até o meio de suas coxas, que desenhava detalhadamente sua cintura e apesar de dos seios não estarem a mostra era bem notável seus tamanhos fartos, ela não entendia a razão de não estar se sentindo bem, então suspirou fundo pensando em trocar de roupa, mas a hora a desanimou logo Sakura e Sasuke apareceriam para busca-la e não gostava de deixar as pessoas esperando, sem falar que não nada educado, assim respirou fundo entre um suspiro e outro adquirindo paciência, já queria desistir de tudo. Finalizou a maquiagem básica porém a boca com um batom ousado, magenta para destacar e tirar um pouco do rosto meigo que era característica sempre notável afinal ela não queria ser reconhecida, prendeu a franja para trás, os fios lisos no tom azul escuro para frente e depois colocou o escarpam preto, olhou se mais uma vez e sorriu tentando parecer animada, inútil, mesmo quando morava em Konoha era raro sair para baladas a noite seu pai era um grande conservador, mas o real motivo do frio na barriga era que na verdade ela estava se expondo e talvez até demais, quando se imaginou indo para Tóquio, por ser bolsista pensou que ninguém a notaria, que faria dois ou três amigos da sua mesma e atual classe social, mal sairia de casa e que ninguém a notaria por isso, mas não, apesar de estar amando seus novos companheiros não podia negar o quanto era azarada por no primeiro dia de aula estar cercada de populares, e olha só, estava saindo com eles numa sexta-feira a noite, até onde isso iria? Se perguntava enquanto esperava na sala sentada no seu único sofá marrom e velho, não podia se esconder para sempre ainda mais deles que são pessoas tão importantes, talvez em algum dia se acontecesse um escândalo na família de um ou de outro ali, ela acabaria sendo pega pelas câmeras por andar junto a eles, um desastre principalmente por que essa não era a unica possibilidade do pior acontecer, e o ano parecia que demoraria para passar, se continuasse assim logo Hiashi apareceria na escola e a puxaria pelos cabelos para que sentasse forçadamente na cadeira de presidente da empresa.

O barulho humilhante do celular velho recebendo um mensagem a surpreendeu a livrando dos pensamentos, e logo estranhou.

[Estou te esperando aqui fora, desça logo!!!!]

Não era o numero de Sakura, e com certeza a amiga era bem mais educada, bufou já imaginando a pessoa que estaria lhe esperando do lado de fora, apanhou a bolsa de mão azul cobalto com ferocidade e jogou o celular e carteira dentro e correu para fora batendo o salto agudo pelo chão silencioso.

[...]

E lá estava ele, o loiro Namikaze encostado com elegância em sua Lamborghini Gallardo Superleggera preta fosca com os faróis xênons ligados, usava uma calça cinza escuro um pouco apertada, nós pés os coturnos pretos chamavam a atenção, enquanto a camisa branca mostrava para quem tinha bom olhos a escultura perfeita do seu peitoral definido, passava os dedos entre os fios dourados enquanto os olhos azuis admiravam a rua vazia do subúrbio da intensa capital, teve pena do chão, ao ouvir os passos revoltados e pesados vindo em sua direção, sorriu de canto como sempre cínico e se sentindo vitorioso por mais uma vez deixa-la irritada, e gostava até que o jeito meio diferente que ela tinha de expressar isso, mas que garota petulante era essa tal de Hinata o que a tornava ainda mais interessante, e assim girou a cabeça para encara-la, vendo a Hyuuga bater o pé e colocar as pequenas mãos delicadas na cintura.

– Você esta linda – balbuciou, a fazendo corar involuntariamente, porém sua expressão irritada não desmanchou, e ele achava mesmo que estava linda, sua pele era branca quase pálida e firme, já podia imaginar seus dedos deslizando em todas aquelas curvas, estava sensual e discreta, principalmente pelo vestido estar tão justo da cintura para cima apertando seus seios e que belo par de seios ela tinha, como era desejável, mas apenas desejo, o que sabia que sentia por qualquer uma.

– Eu disse que não ia com você – resmungou em revolta.

– É, mas eu esqueci de avisar o Sasuke para te buscar — afirmou com uma desculpa esfarrapada dando os ombros.

– Se esforce mais, ai quem sabe que consigo acreditar em você.

– Eu vim te buscar não vim? Apenas agradeça.

– Eu não vou mais! – urrou irritada, girou os calcanhares voltando-se para o aconchego reconfortante do seu apartamento era melhor que ficar ali olhando para a cara daquele idiota cafajeste que implicava com sigo em todos os sentidos, mas foi inútil não deu nem um passo sequer e sentiu uma mão grande e apressada agarra-la pelo braço, abriu a boca para gritar com ele, mas não teve tempo, Naruto a puxou com toda a força, abriu a porta do carro mesmo que soasse romântico não estava sendo nada disso, pelo contrario, ele tinha mais agilidade misturado com brutalidade do que romantismo e ela percebeu isso ao ser jogada sem nenhuma delicadeza para dentro sentando-se desajeitadamente no banco de couro.

– Eu não sou nenhum poço de paciência – murmurou batendo a porta com toda força, Hinata bufou nervosa querendo bater em alguma coisa, e logo o avistou entrando no banco do motorista, e sem dizer nenhuma palavra ligou o carro, os pneus gritaram com o comando do seu pé nervoso e saiu em arrancada. Um silencio mutuou-se de imediato dentro do carro enquanto ela tentava de todas as maneiras não encara-lo, estava serio, e dirigia com velocidade, como se não tivesse outros carros e veículos a sua frente mesmo que agora estavam entrando em uma avenida movimentada. De segundo em segundo o loiro desviava o olhar da pista para observa-la sem que ao menos ela notasse, pois logo era mais distraída do que aparentava ver deveria ser tudo pacote do quão desastrada ela era, e logo viu que seus pensamentos estavam certos, a Hyuuga estava tão empenhada em fingir-se de brava que nem ao menos notava a imensidão azul fita-la, ela cruzou a pernas o fazendo se sentir sufocado como se fosse um leão observando um pobre cordeiro, e riu sozinho se dando conta de seus pensamentos que geralmente era mais controlados, geralmente ele não se sentia assim, apenas ansiava por qualquer mulher e segundos depois ela se encontrava em sua cama e como sempre depois e uma boa transa nunca mais as via, porém aquela moça de cabelos azulados marinhos era diferente das outras, e talvez por isso lhe causava um efeito estranho, por que ele não a teria depois, Hinata não parecia do tipo que se convencia facilmente e esse era o ponto fraco de qualquer homem, mostre que não quer nada e ele fará de tudo para lhe provar ao contrario, assim ela era e sem querer ser, o que lhe causava mais desejo, não era como as outras, era difícil, complicada, mimada, mas que não deveria ser mimada afinal de rica não tinha nada e era brava, birrenta, completamente sem noção, o tirava do serio mais do que qualquer outra e era isso logo de cara que o Namikaze começava a perceber e tudo isso em apenas cinco dias, o quanto mesmo com tudo isso ele não conseguia deixa-la em paz, que coisa mais imbecil, ela era diferente das outras pensava novamente e riu novamente, a imaginando e com todos esses defeitos talvez fosse a mulher perfeita, mesmo assim ainda não se importava, afinal era apenas desejo e logo passaria, talvez depois de uma noite junto a ela, bem junto mesmo, porém teve que se recordar, ela não era como as outras, então, se usasse os métodos do melhor amigo de enche-las de elogios e promessas de amor sem sentido, quem sabe assim a teria, e riu de novo ele não era assim, e não iria ficar mendigando sexo com uma única pessoa sendo que tinha varias a sua volta, Hinata era para ele como qualquer outra mas o seu tratar tinha que ser diferente, ela era como a ciência tinha que tem muita paciência, tinha que ser bem estudada para só então ser testada, e assim ele finalizou com um sorriso solitário.

– Mas o que é tão engraçado?! – resmungou, agora ela cruzava os braços.

– Você é sempre tão brava assim?! – murmurou de volta e respirando fundo para que não a jogasse janela a fora, mas manteve a postura e apenas apertou o volante.

– Sou bem mais delicada do você pensa – respondeu normal e o gargalhar falso a irritou e muito, e por isso todo o trajeto continuaram em silencio, apesar de tudo ele havia ido busca-la e por mais que não admitisse não era nenhuma mal educada, preferiu ficar em silencio, não queria falar com ele mesmo, tudo que o loiro desejava era irrita-la, porém ela não deixaria isso acontecer, não permitira que sua paciência fosse testada e ainda mais com alguém como ele, toda vez que o via ficava vendo o quanto era chato, metido, egocêntrico, sempre se importando com si mesmo e com mais ninguém, não brigaria com ele, mas também era ele era lindo não podia negar, seu olhar azul a deixava perdida completamente fora de si, como se fosse sequestrada por alienígenas e segundos depois devolvida a Terra, atração física apenas afinal Hinata ainda era mulher, era o que ela pensava, nada que não pudesse controlar, afinal ela odiava o tipo de pessoa que ele era, e odiaria mais ainda se ele ousasse a beija-la, com certeza ficaria bem irritada, por que ela não o queria, não o desejava, queria distancia ao máximo, mas parecia impossível ele não ouvia, queria ficar ao lado dela a provocando-a de minuto em minuto como se ela fosse como as outras, porém ela não era.

Chegaram na boate e por ter uma área vip, o estacionamento também era garantido, eles desceram do carro, Naruto saiu puxando o braço de Hinata por todo o trajeto da calçada atravessando toda a enorme fila que tinha na frente da boate, ela não estava acreditando como ele a tratava como se fosse um objeto de sua possessão, "não se irrite", ela ficava dizendo mentalmente antes que eles brigassem novamente, e seria um escândalo, as pessoas já estavam reparando demais só pelo fato do loiro estar arrastando-a para dentro da local como se fosse uma de suas namoradas, o burburinho das garotas da fila já espalhava o acontecimento, escondeu o próprio rosto com a bolsa desejando que tudo aquilo terminasse logo, nem conseguia acreditar na situação ridícula que estava passando.

– Nós não deveríamos entrar na fila? – ousou a perguntar.

– Olhe para mim, eu não entro em filas – respondeu colocando seu ego em um enorme pedestal, e fazendo a Hyuuga se arrepender de suas perguntas, assim que o segurança da entrada avistou o Namikaze que era um bom cliente daquele lugar ele fez uma continência e os deixou passar.

– Obrigado Dree – afirmou o loiro sorridente, para o homem forte e grande na entrada.

– Sempre Namikaze, sempre – ele respondeu, assim que entraram foram engolidos pelo ambiente apenas iluminado pela luz negra, o lugar era grande redondo e com uma decoração colorida toda iluminada com neon, o globo de luz central era o maior sucesso e havia mesmo do jeito que Sakura disse, muitas pessoas bonitas e muito bem vestidas, cercada de ricos e mimados novamente foi o que ela imaginou, nem mais um passou e a amiga rosada se aproximou e o loiro rapidamente soltou o braço da garota de olhos perolados.

– Vocês demoraram – ela disse, a Haruno estava linda com um short cintura alta preta com botões prateados, uma camisa em véu lisa branca sendo que por baixo uma blusa tomara que caia da mesma cor do short para que o corpo não ficasse a mostra.

– A próxima vez eu largo ela no meio da rua e venho sozinho – resmungou o loiro e saiu andando, a amiga rosada riu já imaginando tudo que havia acontecido, e Hinata franzia o cenho com cara irritada, o xingando de todos os nomes possíveis mentalmente.

– Venha, todos estão lá encima – antes que pudessem andar um garçom apareceu na frente delas, rapidamente a rosada apanhou duas fartas taças de margaritas, tradicionalmente mexicanas, a cara de brava da Hyuuga então se desmanchou enquanto ela pegava a taça e logo deu uma gole, o liquido descia pela sua garganta rasgando tudo a sua frente e como toda bebida alcoólica a fazia se sentir livre, radiante, confiante e bonita, os olhos perolados fitaram os esmeraldas com malicia, fazendo a amiga sorrir vitoriosa, afinal ela estava ali para se divertir e queria se divertir, mesmo que fosse apenas por aquela noite e não para perder suas estribeiras por causa de um loiro ridículo, até mesmo ela toda cheia dos planos e cautelas merecia um pouco de folga.

Foram em direção aos amigos que estavam na parte de cima da boate da onde podia-se ver tudo, a tal área vip, suspensa no andar de cima onde somente os mais importante conseguiam reservas, deu mais um gole e seguiu Sakura, na sua cabeça ela não estava mais sendo procurada, não era mais uma Hyuuga, não havia problemas, apenas a noite, que saudades tinha de ser si mesma.

– Hinata! você finalmente chegou – gritou Ino apesar da voz sair baixa por causa do som alto, saltitante e como sempre animada sorrindo largamente veio cumprimenta-la, Gaara, Kiba e Sasuke estavam sentados no sofá vermelho que circulava a mesa de madeira, cheia de bebidas de diversos tipos, eles viravam as doses de tequilas e havia mais alguns garotos em volta deles garotos que Hinata nunca tinha visto na vida, gritavam animados e pedindo algumas cervejas e ainda mais doses de tequila, descontrolados talvez. Os olhos esmeraldas da amiga logo fitavam a garota que estava ao lado de Sasuke, nada surpreendente, mas sempre... difícil, uma ruiva com os fios cheios de belos cachos no tom alaranjado, linda, sentada com as pernas jogadas no colo do moreno, o agarrava pelo pescoço e riam juntos.

– Todos bem animados não é? — comentou retoricamente analisando toda aquela situação.

– É o poder do álcool – ela riu de volta a loira que queria enturma-la – e o Naruto onde esta? Você veio com ele não veio?

– Eer... eu entrei e ele sumiu.

– Com certeza foi atrás de uma garota, venha vamos sentar – e elas sentaram, a musica eletrônica Timber — Pittbull feat. Kesha exalava por todo o local dando um ar country misturado com o mexicano, e logo outro garçom surgiu com a bandeja repleta de doses de tequila, Kiba bateu palmas e Gaara riu convidando uma garota que passava para se sentar junto a turma, ela olhou bem a mesa e não pensou muito para se juntar a eles, Hinata percebera que o ruivo gostava das mais safadas e das mais velhas, pois aquela apenas de ter um rosto meigo, suas roupas diziam ao contrario, um short curtíssimo de paetê dourado e uma blusa customizada do Jack Daniels mostrando bem a barriga, e por aceitar tão facilmente o convite a julgava bem esperta.

– Vamos virar todos juntos – gritou Kiba já alucinado.

– Não sei se é uma boa ideia para mim – apesar de beber sempre que tinha oportunidade Hinata ficava alegre com facilidade sob o efeito do álcool.

– Vamos logo garota, é tequila, é tequila – apesar de serio e com um sorriso saliente nos lábios as garotas riram por perceber que o Uchiha já estava alterado, mas é claro que estava, Gaara e ele deveriam estar bebendo de do fim da tarde.

– Vamos Hina, tequila é ótimo – incentivou Ino.

– É que eu francamente nunca tomei tequila – respondeu timidamente pousando os dedos no queixo.

– É como margarita, mas você vira de uma vez, chupa o limão e não engole, em seguida de uma vez você vira a dose, tem que descer tudo junto, o limão o liquido e o sal, vamos, vamos, vamos – batia palmas, mais uma vez a garota de olhos perolados estava derrotada, quando se tratava das amigas não adiantava dizer não, elas não aceitavam isso, nem sabia muito se tinha aprendido a explicação, mas como não tentar?!

– Vai adorar – disse Sakura.

– Vamos, juntos – afirmou Gaara, Hinata nem acreditava no que estava fazendo e onde estava com aquela roda de pessoas, a todo momento sua mente procurava por sua sanidade, mas ela já havia sumido faz tempo, todos apanharam um pedaço de limão e um pequeno copo com uma dose de tequila cuja as bordas já continham o sal.

– Vocês iam começar a virar a doses sem mim – a voz sedutora do loiro surpreendeu a todos e com certeza irritou a morena de cabelos azulados, e que se odiou por estar sentada na ponta, relaxou a musculatura e esperou, logo o peso dele a jogou com toda força para o lado, ela não queria sentar do lado dele.

– Podia pedir licença – afirmou.

– Não começa branquinha – ele apanhou um pedaço de limão e uma dose de tequila também – vamos! – juntos e no exato momento que a musica estava no refrão, Hinata fez do jeito que a amiga Yamanaka explicou, no encontro do liquido quente com o azedo do limão descendo pela garganta queimando tudo a sua frente, era se um meteoro tivesse atingido seu estomago pensou que ia se sentir mal, mas um enorme calor subiu pelas suas costas a excitando sua cabeça se perdeu em meio a tudo, era extraordinário, maravilhoso uma sensação de se sentir maravilhosa, os meninos viraram as ultimas doses que ainda estavam na bandeja.

– Depois dessa eu preciso dançar, vamos – a loira extrovertida puxou a amiga rosada e a morena saindo pelo outro lado do sofá e encaminhando correndo para a pista de dança elas nem protestaram, nem Sakura e a Hyuuga muito menos, precisava mesmo dançar um pouco, estava atordoada, de repente ficou feliz por finalmente ter saído da sua casa, queria continuar se divertindo mais e mais.

...

A noite continuou as horas passavam graças aos céus lentamente, e depois de muitas tequilas, margaritas, acapulcos, e alguns mojitos, Hinata se sentia no limite, se bebesse mais alguma coisa com certeza colocaria toda sua noite para fora do estomago em segundos, estava bêbada o suficiente e ainda bem com ainda um pouco de lucidez ela tentava voltar para a pista de dança ou para a mesa na área vip onde encontrava seus amigos, sua visão ainda estava forte, porém as pernas meio bambas e com um enorme medo de tropeçar e cair na frente de todos, se olhou no espelho mais uma vez e deu algumas batidas no rosto, querendo acordar a visão dos seus olhos e deu certo, deixou o banheiro arrastando a mão pelas paredes do corredor escuro, pois estava cansada, estava perto de uma escada e o viu, seus olhos estavam irritados de novo só de avista-lo se aproximar, sorrindo cinicamente e com a camisa aberta deixando seu músculos rígidos bem a mostra provavelmente havia acabado de transar com qualquer outra garota que tivesse encontrado e agora estava ali a perturbando.

– As meninas estão de procurando – ele disse sorrindo de canto enquanto apoiava o corpo na parede impedindo sua passagem como sempre – pelo visto a bebida te fez bem, te deixou mais alegre.

– Como você é cínico – riu um pouco, e ele estava certo.

– Eu vi muito caras olhando para você a noite toda – as palavras do Namikaze a surpreenderam apesar do tom de brincadeira a sempre a deixava com raiva, enquanto ele cruzava os braços e se aproximava um pouco mais dela – eu já disse que você esta linda hoje.

– Como se você se importasse – gargalhou da própria ironia colocando as mãos na cintura — aliás conseguiu ver?! Pensei que estivesse ocupado.

– É eu não me importo, mas isso não quer dizer que não te ache desejável.

– Não sou como as vadias que você transa Naruto! – irritou-se mais ainda e não queria ficar mais perto dele, como sempre ele apenas a irritava, sempre falava como ela zombando-a, passou os dedos pelos cabelos e se preparou para se retirar, logo foi impedida rapidamente pelo loiro e alterada do jeito que estava nem pode se manifestar, apenas abriu a boca ao sentir suas costas baterem com toda força contra a parede.

– Eu nunca disse que era – e ela não era mesmo como as outras, isso ele não podia negar por mais que ela fosse irritante, e novamente seu ego foi colocado de lado, o desejo que sentia tomou conta de si apenas de observar os olhos lunares a sua frente, a Hyuuga ia gritar e bater com toda força talvez, mas não houve tempo, sentiu os lábios quentes dele tocarem os dela, os corpos se aproximaram ainda mais e ela se lembrou da forte atração de sentia, não conseguiu resistir aquilo tão inusitado, era forte, era bom, antes mesmo que notasse ela começou a corresponder, um beijo se intensificou a altura para ambos se iniciava enquanto isso uma guerra entre línguas bravante, o Namikaze não hesitou quando sentiu que ela tinha os melhores lábios que já provara fazendo seu desejo aumentar, a abraçou pela cintura e a guiou para o vão da escada onde não podiam ser vistos, o pior era que Hinata não impediu, ela tentava adquirir oxigênio no meio daquela loucura por que logicamente não queria parar de beija-lo, mal tinha notado que apesar de egocêntrico, metido, e irritante Naruto é muito saliente, envolvente, sedutor, e ela estava caindo na mesma armadilha que centenas de garotas, mas já era tarde para ouvir sua consciência, estava tão bom aquele calor trocado entre seus corpos que ela não queria sair dali, sentiu a costas baterem quase que violentamente contra uma prateleira e deixou que sua bolsa fosse ao chão, mas desta vez não se irritou, passou as mãos pelos fios dourados e o puxando enquanto ele deslizava as mãos pelas costas dela mesmo que fosse por cima daquele tecido que nesse momento odiava.

– N..nossa – ela tudo que conseguia dizer se perdendo completamente a noção dos próprios pensamentos enquanto ele roçava os lábios pelas suas bochechas rindo sentindo que ela estava ofegante, ela incrível senti-la assim, tão vulnerável, o doce gosto de vencer, começou a descer até o pescoço, uma de suas mãos desceram ousadamente para a parte de trás de suas cochas, e era do jeito que ele imaginava, firme, macia, e o cheiro viciante do perfume contaminava sua narinas, subiu as mãos até o quadril.

– Não! – ela disse o afastando tomando finalmente sua consciência, respirava forte percebendo o que tinha acabado de fazer, estava aos beijos com ele, até que não odiava Naruto, mas odiava o cafajeste que ele era.

– Você é mesmo interessante – ele afirmou fechando os botões da camisa de qualquer jeito.

– Isso não deveria ter acontecido, seu pervertido! – irritada novamente ela apanhou a bolsa no chão o deixou lá sozinho e voltou para festa mesmo que cambaleante por causa da bebida, porém continuava ele fascinado como ela era diferente, Naruto não era um pervertido, mas era um grande cafajeste e isso não podia negar, e ela com certeza odiava isso nele, porém agora sabia que ele não era o único sentia desejos no meio daquela relação estranha cheia de brigas e provocações, ela também, riu de si próprio imaginando quanto tempo demoraria para leva-la para cama, seria difícil, mas ele não se daria a esse trabalho, tinha mais o que fazer e mulheres até melhores que caiam aos seu pés, não precisava correr atrás dela.

Hinata saiu do corredor encontrando a luz negra do ambiente no meio da pista de dança, Ino apareceu correndo de mãos dadas com um garoto ao seu lado, estava boquiaberta e a Hyuuga não entendido o por que.

– Hinata! O que é isso? – ela passou o polegar na bochecha da amiga e quando viu a cor magenta lembrou-se do batom, e corou violentamente percebendo que o batom estava todo borrado, ela não respondeu, não tinha o que responder, desculpas não se formulavam mais na sua cabeça de tão nervosa, até que Naruto também saiu do corredor limpando a boca também com a cor magenta e ainda por cima a camisa de abotoou de qualquer jeito, o queixo da amiga literalmente foi ao chão quando ele mesmo observou que deveria ter esperado um pouco mais de tempo debaixo daquela escada.

– Ino acho bom você ficar bem quieta! – ele afirmou rude, pois Ino era uma pessoa querendo ou não, escandalosa.

– Não acredito — foi tudo que a surpresa deixou falar.

– Apenas leve ela para casa, onde estão os caras?

– Sakura, foi levar o Sasuke embora ele estava realmente muito bêbado, Gaara e Kiba ainda estão lá encima, mas acho que também já vão embora.

– Que horas são? – Hinata perguntou.

– Cinco e meia – Ino não parava de encarar a amiga morena e Hinata sabia o que seus olhos diziam, que a loira estava certa, que por trás de todas aquelas brigas tinha uma forte atração entre os dois.

[...]

Sakura Haruno estacionou a Ferrari Califórnia 30 azul com detalhes cromados de Sasuke, na frente da enorme mansão dos Uchihas, ainda bem que eram muito boa no volante e confiável no quesito bebida, o moreno estava deitado no banco do passageiro rindo sozinho, ele não tinha a menor condição de dirigir, apesar de não gostar nenhum um pouco de cuidar de certos bêbados, ela não pode deixa de achar a situação engraçada, Sasuke sempre era muito serio, engenhoso, e detalhista, ver ele rir para o nada como se fosse uma criança era inédito e ela não podia deixa-lo na mão, ela sempre cuidou dos meninos nas piores situações. Se o Sr. Fugaku acordasse de visse o filho nesse estado ficaria muito nervoso, o líder dos Uchihas era muito severo ainda mais com o seu caçula que era seu atual herdeiro na sucessão da empresa, exigia excelentes notas, e empenho bem como na Empresa a sua total presença e Sasuke tinha mesmo, mesmo assim para ele não parecia ser o suficiente o mais novo não tão bom quanto seu filho mais velho Itachi Uchiha que se encontrava-se do outro lado do mundo cursando Direito em Harvard, esse era o único defeito dele, não ter seguido os negócios da família, por isso Sasuke era seu próximo herdeiro e a razão por pegar tanto no seu pé, e também a razão para brigarem tanto, o pai não podia simplesmente falhar duas vezes.

– Venha Sasuke, chegamos – ela afirmou procurando as chaves da frente em algum lugar do carro, a casa do amigo por quem era apaixonado, era imensa e aberta na frente, bem arejada tradicional e confortável, no mesmo bairro que o de Sakura, mas era uma área bem grande, então podia se dizer que tinha uma certa distancia. Ela entraria deixaria seu melhor amigo na cama para dormir, a casa era grande o suficiente para Fugaku Uchiha não ouvir o filho chegando bêbado em casa, e rezou para que Sasuke se controlasse e era como O Mascará, mudava de acordo com as tonalidades de álcool e naquele dia havia muito álcool envolvido, depois ela iria para sua casa com o carro dele e no outro dia levaria de volta, assim como já havia feito isso várias vezes.

– Mas já? Ah Sakura por que você não deixou eu me divertir mais – choramingou a fazendo dar risada novamente.

– Por que se não seu pai vai te matar, sabe que ele odeia que você chegue bêbado em casa — ela tentou inutilmente explicar — vamos Sasuke!

– Ele não manda em mim, eu posso chegar a hora que eu quiser – afirmou de volta.

– Eu sei disso, mas ele não gosta que você chega assim e você sabe disso, então acho bom você entrar de fininho sem fazer um único ruído.

– Eu não quero entrar – ele deu uma levantada do banco se ajeitando e viu que amiga estava certa sua cabeça girava e apenas um pouco de lucidez ainda lhe restava, ele abaixou a cabeça esperando que aquela tontura que na verdade era efeito colateral do álcool melhorasse, mas na realidade demoraria para passar, malditas tequilas, malditas mexicanas, Sakura achou por um segundo que ele fosse vomitar dentro do próprio carro e ela não estava afim de limpar, preocupada se aproximou ainda mais apoiando os joelhos no banco e o braço em suas costas.

– Você esta bem? – a voz suave e calma dela passou pelos seus ouvidos o tranquilizando, e ao olha-la percebeu que ela estava perto demais, os olhos ônix encontraram os esmeraldas, nunca havia notado como eles eram reluzentes e perfeitos, era uma verdadeira joia, e então ele a viu sorrir, por ter percebido que ele não estava passando mal, na mente de Sasuke, todas as suas lembranças com a amiga rosada aleatoriamente passaram pela sua cabeça como se fosse um filme, sempre sorrindo, animada, e quando brava era engraçada, eram melhores amigos a tempos e ela sempre cuidava dele, em tudo que precisava corria para ela pois era a irmã conselheira que nunca tivera, incrível, como naquela noite estava mais linda, ele nunca havia notado tão de perto como ela era linda, mas linda que todas as dançarinas mexicanas que cortejou e a certa ruiva que ela arrancou dos braços para leva-lo pra casa sob ordem dos rapazes, os cabelos róseos tomavam conta da sua visão, ele nunca havia a visto dessa forma, que diferente.

– Você é uma ótima amiga, eu tenho sorte por ter você – só disse, e agiu sem pensar muito, ele a beijou, Sakura, o amava e mesmo achando estranho correspondeu também sem pensar duas vezes, apesar de imaginar que o Uchiha estava bêbado, o beijo era delicado suave, doce, podiam sentir calmamente enquanto suas línguas dançavam ao encontro perfeito, porém o que ela não sabia Sasuke se sentia bem lucido naquele momento.

Por conhecimento doutrinário a embriaguez é classificada como causa de inimputabilidade, logo o sujeito não pode se responsabilizar pelos seus atos, eu já acho o contrario, penso que ela só nos faz ter coragem e ver a verdade das nossas reais vontades.

Notas finais
Ai eu não sei vocês mas eu já estou ansiosa para o proximo HAUHEUHAUEHUAHEUAHEUHAEUHAE Espero que tenham gostado, não deixem de comentar ♥