O Amor É Um Suicídio

2 Nada dura para sempre.


Notas iniciais
Tá aí, devidamente postado o primeiro capítulo da fanfic.
Enjoy!

Ah, férias. Porque tão curtas?

Enquanto todo mundo tá louco pra voltar pro colégio, rever os amigos, colocar as fofocas em dia (este é exclusivo para criaturas do sexo feminino), eu nem amigos tenho. Sério. Amigos mesmo, só na internet. Mas na internet, a gente só mostra o nosso "melhor". Nossa parte divertida, engraçada. Mas nem metade dos meus amigos virtuais agüentariam um dia ao meu lado, com todas as minhas chatices e meus defeitos. Às vezes penso que seria melhor nascer aleijado ou com síndrome de down, do que nascer Lee Taemin.

Eu cheguei a conclusão definitiva de que Deus não me ama. É, esse negócio de "Deus te ama do jeito que você é" ou "O Senhor é meu pastor, e nada me faltará", tudo balela, conversa pra boi dormir, como dizia minha falecida vó. Se Deus me amasse eu teria amigos, eu seria uma pessoa normal, sociável. Mas não, parece que Deus olhou pra minha cara e disse: É esse o filho da puta que eu vou perseguir. Esse viadinho vai sofrer bastante na minha mão.

E aqui estou eu, relatando minha história para meus ouvintes imaginários.

Só me restava ir ao Twitter reclamar da vida.

"@Taemint: Primeiro dia de aula, num dos maiores colégios de Seul. Não conheço ninguém, e pelo que vocês presenciam aqui, sabem que fazer amizades não é uma alternativa. Será que meu dia pode ficar pior?" — Tweetei, na esperança de algum consolo.

Recebi uma reply com os dizeres "Claro que sim, Taeminnie. Você não pode acessar a internet no colégio." Ah, amo meus followers. Filhos de uma meretriz.

— Taemin, melhor descer, se não vai se atrasar. — Ouço minha mãe gritando.

— Já vou, mãe. — Gritei, na esperança de minha mãe ouvir.

— Se apresse, irmãozinho. Termine logo com essa maquiagem, e não se esqueça de levar um absorvente, né. Nunca se sabe. — Jinki disse, enquanto passava pelo corredor. Palhaço.

Pois bem, é isso que eu tenho que agüentar todos os dias. Apesar de estar na faculdade, o Onew sempre arranja um tempinho pra infernizar minha vida. Me fazer de brinquedo deve ser bem divertido, né. É a única explicação aceitável. Rir da minha cara é o esporte preferido dele.

Peguei a mochila, desci as escadas e fui direto pra porta, sem dar tchau a ninguém. A jornada até o novo colégio seria um tanto longa.

Graças a Shiva e Ganesha, haviam alguns lugares vagos no metrô. Fui a viagem sentado perto da porta, com Miike Snow tocando no iPod. Imaginem só minha animação.

Após descer do metrô, comprei uma maçã numa quitanda perto da estação. Estava deliciosamente doce, o que me fez achar o dia mais bonito. Pequenas coisas tem grande efeito sob mim, fica a dica. Andei mais alguns minutos, saboreando minha maçã, afinal Deuses da Morte se alimentam de maçãs, e eu sou quase isso. Experimenta me ver com insonia, pareço um cosplay de Shinigami.

Depois de mais alguns metros, já dava pra ver a grande faixada do colégio. Portões enormes, de ouro. Um jardim encantador recebia os alunos, como um saudação de boas vindas. Me lembrou um castelo de contos de fada, mas acho que esse lugar está mais para "calabouço da bruxa". Adentrei o portão, dando de cara com 3 prédios enormes. Lembrei de pegar o mapa do colégio, que seria muito útil, já que eu não sabia nem por onde começar. Mas a besta derrubou todo o conteúdo da mochila no chão. Eu só faço merda mesmo.

Senti uma mão gelada no meu ombro e me virei rapidamente.

— Quer ajuda aí, cara?

— Ah, o-obrigada. — Eu disse, enquanto fitava o dono das mãos frias. Era um moreno, com aparência jovem, 17 ou 18 anos. Seus cabelos negros caíam perfeitamente sob sua face, como um anjo. Acho que esta é a visão do paraíso. Não sei bem, mas acho que fiquei uns 5 segundos só admirando a sua beleza. Era angelical e demoníaco ao mesmo tempo.

— Choi MinHo. — Ele disse, estendendo a mão.

— Lee Taemin. — Eu respondi, numa tentativa desastrosa de ser simpático. A presença dele me deixava envergonhado, dava pra sentir minhas bochechas arderem, meu coração pulsava sem ritmo.

— Você é novo por aqui, não é? — MinHo tentava puxar conversa, talvez percebendo minha insegurança.

— S-sim, entrei para o 3º ano do ensino médio. — Eu já estava passando mal. Como a presença de uma pessoa pode ter tanto efeito sob mim?! Acho que se ele pedisse-me para me jogar da ponte, atenderia com um sorriso no rosto.

— Hm. Bem, eu não costumo fazer isso, mas vou te fazer um convite. Quer entrar para o time de Baseball? Você pode ser nosso maknae. — Ele disse — . Eu poderia te convidar para ser jogador reserva, mas não pareces muito atlético. — Ele riu. Seu sorriso era o mais lindo que eu já havia visto, um sorriso puro e diabólico. Senti minhas pernas tremerem como varas de bambu. — Entrar para o time de Baseball, além de te livrar das atividades de Educação Física, vai nos ajudar a conseguir uma reforma no campo, e...

— Eu quero sim! — Eu disse, interrompendo as epifanias de MinHo. Se irá ajudar ao time de Baseball, irá ajudar o hyung também. E eu faria tudo para vê-lo sorrir novamente.

— Yeah! Bem vindo ao time de Baseball, Taemin! — MinHo disse, bagunçando meu cabelo. Seu toque acelerava meu coração de uma forma estranha, intensa. Como se eu estivesse totalmente submisso a ele. — Bem, como és novo no colégio, pressuponho que não tem amigos aqui, né? — Meneei um sim com a cabeça. Pra falar a verdade, não tenho nem aqui, nem em lugar algum. — Ainda não tem. Vou te apresentar meus amigos. Quer dizer, vou te apresentar assim que achar eles.

Sentamos num banco perto da entrada do colégio, e MinHo pegou seu celular, creio que em busca do número de algum de seus amigos.

— Alô?! Key? Ele disse.

— E aí, carisma flamejante? — O celular estava no auto-falante, dava para ouvir a voz do amigo denominado Key.

— Já tou aqui no colégio, cadê vocês? — MinHo parecia um pouco irritado com a demora dos amigos.

— Calma, cara. Ainda tou no metrô. Tive que passar na casa do Jjong, você sabe né... Ele não gosta de primeiros dias de aula, viadinho. — Tive a impressão de ouvir um cala a boca, filho da mãe no outro lado da linha.

— E Lolita? Tentei ligar pra ela hoje de manhã, mas seu celular estava sem sinal. — MinHo tinha uma expressão preocupada.

— Ah, Loli tá aqui do nosso lado. Encontramos com ela na estação, estava toda desnorteada, não sabia que linha pegar. Diz oi aí pro MinHo, se não ele não vai acreditar em mim.

— Olá oppa! — Ouvi uma voz feminina, ao fundo do barulho do metrô. Deveria ser a tal Lolita, humpf. Me senti ameaçado, não sei porque.

— Olá Loli. Tá tudo bem aí com você? — MinHo se mostrava mais aliviado.

— Sim sim, oppa. Kikibu e Jjong cuidaram bem de mim. — Pelo jeito que ela falava, parecia que estava sorrindo.

— Lolita, fico envergonhado quando me chama assim em público. Kikibu não é um apelido... Hm... Másculo o suficiente para mim. — Era a voz de Key, reclamando.

— Haha, prefere que ela te chame de Gwiboon, Kibum?

— Jonghyun, isso.. Er.. Isso é passado. Pare de brincadeiras e fique quieto. — Key parecia muito constrangido. Até eu que não faço idéia do que eles estão falando, achei graça.

— Ok, ok. Agora parem com as brincadeiras e tratem logo de chegar aqui, tenho novidades.

— Uh, o metrô parou. Vou desligar, porque tenho amor ao meu celular e não pretendo perdê-lo no empurra-empurra da saída. Bye bye! — Key encerrou a chamada.

MinHo guardou o celular na mochila, e em seguida virou-se para mim.

— Eles são demais, meus melhores amigos desde a 5ª série.

— Imagino. — Eu disse, com um sorriso discreto.

— Na verdade, éramos 7. As 7 trombetas do apocalipse, como dizia o diretor. Aí os outros foram saindo do colégio, perdendo o contato, e agora somos o quarteto fantástico. — Ele dizia, entre risos. — Você é bem calado, hein Taemin. Não quer conversar?

— É mais divertido ouvir você falando. És uma pessoa bem... Energética. — Respondi, sendo sincero.

— Vou levar isso como um elogio! — MinHo disse, rindo. — Com certeza! Eu completei sua frase. — Ei, olha eles ali! — Ele foi depressa até o portão, indo de encontro com 2 garotos e 1 menina. O hyung abraçava os amigos como se não os visse a anos, muito alegre com a presença deles. Suponho que eles eram Key, Jonghyun e a tal Lolita. Ela parecia tão frágil, como uma bonequinha de porcelana, talvez nem fosse má pessoa, como eu havia imaginado. O problema sou eu mesmo, sempre implico com garotas, por isso que não pego nenhuma.

Key parecia engraçado, mas tinha um jeito meio estranho, Jonghyun era um bobão, só falava besteira mas parecia ser um cara legal. Já Lolita que pelo que parece se chama Kim Mimi. É bem introvertida, mas muito centrada. Pelo menos foram as conclusões que eu cheguei, olhando MinHo e seus amigos de longe. Continuar aqui é como masoquismo, ver amigos assim, sendo que eu não tenho nenhum sequer. Peguei minha mochila e levantei-me, indo em direção ao longo corredor que dava para as salas de aula, quando ouvi a voz do hyung.

— Taemin, aonde está indo?

— Eu não quero atrapalhar nada... — Respondi, meio sem jeito.

— Calma, você tem que conhecer o quarteto fantástico! — MinHo hyung parecia animado.

— Você não acha que somos grandinhos demais pra essas coisas? — O garoto moreno disse, fazendo uma expressão séria que mais me pareceu cômica.

— Kikibu, fica quieto. Ninguém pediu sua opinião em momento algum. — Foi a vez do loiro reclamar com Key.

— Bem, eu sou o homem elástico, porque, bem... Eu sou o líder né? E... — MinHo foi interrompido por um Key irritado. — Quem decretou que você é o líder? Eu não estou de acordo. — Eu sou o capitão do time de Baseball, automaticamente sou o líder do grupo. Key abaixou a cabeça numa expressão de derrota após o argumento de MinHo. — Continuando, Jonghyun é O Coisa. Porque, sua melhor habilidade é quebrar tudo. — O hyung disse, apontando para o loiro.

— Ah MinHo, magoei. — Jonghyun disse, fazendo bico.

— Bem, a Mimi é a mulher invisível, pelo fato de muitas vezes parecer que nem está presente, de tão calada que é. — Pude ver a garota corar um pouco.

— E o Key é o Tocha Humana, por ser o mais saidinho do grupo. — MinHo terminou as descrições.

— Prazer em conhecê-lo, Taemin. — Jonghyun estendeu a mão

— E aí Taemin, beleza? — Foi a vez de Key me cumprimentar.

— Olá Taemin-ah. — Lolita disse, sorrindo timidamente.

— Mas peraí... Já que o Taemin entrou para a gangue, não somos mais um quarteto, e sim um quinteto. Então, essa idiotice de quarteto fantástico já acabou né? — Key estava um tanto aliviado.

— Claro, agora somos o Philharmonic Quintet, que nem o Versailles. — Jonghyun disse, com um sorriso que me lembrou o Rock Lee.

— MEU DEUS! Desisto de vocês, desisto do mundo. Desisto de viver! Vou ali me matar e já volto, ok? — Kibum parecia meio transtornado.

— Pára de fazer drama, o que Taemin vai pensar de você? Que você é uma bicha histérica? — Jonghyun reclamava seriamente com Key, lembrando vagamente uma briga entre marido e mulher.

— Histérica, talvez. Bicha, com certeza! — MinHo disse, provocando risos em todos.

Fomos interrompidos pelo sinal, que indicava o inicio das aulas.

— Taemin, em qual sala você está? — O hyung perguntou.

— 3º Ano D, se não me falha a memória. — Eu disse, incerto.

— O Philharmonic Quintet, então, está na mesma sala. Este ano será épico. — MinHo parecia pretensioso.

Realmente, esse ano tem tudo para ser épico.

Notas finais
E aí, o que esperam da fic?
Que fique bem claro, essa não vai ser uma fanfic bobinha de colegial, ok? Tem comédia, tem drama, tem ~putaria~, tem morte, tem tudo que vocês quiserem, é só sugerir.
Reparem bem na personagem Lolita (Kim Mimi), ela não vai fazer par com ninguém (é uma fic yaoi, né), porém a maior parte do drama da história vai ser concentrado nela. Mimi é uma personagem muito complexa, vocês perceberão isso ao longo da fanfic.
Críticas, sugestões, elogios e ameaças de morte podem ser mandadas através de reviews, não se esqueçam!
Beijos, e até o próximo capítulo. ~
[ EDIT ] O Nyah, praticamente, comeu todos os hifens do capítulo! Tive que colocar um por um, novamente. Peço desculpas se isso atrapalhou ou confundiu o entendimento da fanfic, e espero que não se repita novamente. Ah, também esqueci de avisar que terá um pouco de JongKey na fic. ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.