Notas iniciais
Quero que Lufana seja muito bem vinda! Quero agradecer seu comentário que me deixou muito mais disposta a postar esse capítulo já que estava insegura sobre ele. Enfim, desejo uma maravilhosa leitura! P.s.: Desculpa pelo nome do capítulo, estou realmente sem criatividade para nomes de capítulo.

Larissa já sabia, o dia de hoje seria um inferno para ela. Ela olhou pela janela e viu o sol anunciando o quão calor ela iria passar de casaco. Ela teria de torcer para que ninguém notasse seu casaco. Ela pensou em não ir à faculdade, mas sabia que não resolveria, ela estava ciente de que duraria semanas para que suas cicatrizes deixassem de ser vermelhas para serem brancas. Ela poderia faltar a semana inteira e assim resolveria o problema do casaco, mas não resolveria o problema com Jason e Luiz, somente adiaria e ainda perderia a aula.

Larissa já estava posicionada em sua carteira, somente esperando os diabos passarem pela porta para assim poder iniciar seu inferno.


– Bom dia. – Jason falou para a moça.


A moça o ignorou, fingiu que não ouviu, ela tentaria ignorar seus problemas. Ela sabia que não iria resolver, cedo ou tarde ela teria de encarar seus pesadelos. Jason não era um problema, ele apenas tentava se aproximar da jovem, ela sabia, mas o que lhe incomodava era o rapaz tentar algo com ela.


– Cavala, é educado desejar um bom dia de volta. – Jason a encarava de sua carteira.


Larissa pensou em responder, mas seus pensamentos se calaram assim que ela viu seu maior problema sentando-se na carteira a sua frente.


– Olá, Larissa. – Luiz olhou nos olhos da moça.


A moça desviou o olhar e ao virar a cabeça, percebeu Jason encarando-os para saber se a garota ignoraria tanto a ele quanto a Luiz, ou se sua implicância era só com ele.

Ao ouvir o sinal tocar, a garota sentiu agonia, ela queria fugir de seus dois colegas e foi o que fez. A moça saiu rapidamente da sala de aula, mas foi parada por uma voz. Ela virou seu rosto para trás para saber quem a chamava e então deparou-se com Luiz.


– Larissa, fala comigo.

– O que você quer, Luiz?

– Passar um tempinho com você.

– Pena que eu não quero.

– Azar o seu, vou ficar andando do seu lado. – O garoto riu.

– Vai ficar sendo ignorado.

– Duvido.


A própria moça duvidava disso, ela sabia que não conseguiria ficar de boca calada, ela adora responder. Não é nem questão de gostar de responder, é questão de dar a última palavra, isso sim ela adora fazer.

Luiz colocou seu corpo na frente de Larissa, fazendo com que a moça parasse de caminhar e rapidamente aproximou seus lábios aos lábios da moça. Quando seus lábios chegaram perto, ele decidiu leva-los lentamente aos de Larissa, para ter certeza de que a moça o beijaria por que teria aceitado o beijo. Enquanto aproximava seus lábios aos dela, ouviu alguém limpando a garganta “caham” e afastou-se da jovem para ver quem os atrapalhou.


– Está de bom humor agora? – Era Jason quem havia se colocado do lado deles e que havia limpado a garganta. Jason olhava nos olhos da jovem e arqueava suas sobrancelhas.

– Estou. – A jovem sorriu e agradeceu mentalmente a Jason por tê-la livrado do momento. – Se me dá licença Luiz, eu tenho que conversar com Jason. – A moça falou e deu de costas para Luiz enquanto enrolava seus braços aos braços de Jason e caminhava a direção contrária de Luiz.


Luiz não ousou seguir a moça.


– Você é louca? – Jason perguntou.

– Não, por quê?

– Essa sua mudança de humores me assusta.

– Isso é um elogio para os meus ouvidos.

– Você é estranha. — O rapaz franziu o cenho.

– Obrigada.

– Posso saber o que há entre você e o Luiz?

– Não te devo explicações.

– Você é difícil de lidar hein!

– Obrigada, novamente. – A garota sorriu vangloriosa e desenrolou seu braço de Jason para poder caminhar para o outro lado.

– Aonde você vai?


Jason recebeu um dedo do meio apontado e um sorriso irônico como resposta.

Larissa acabara de arrumar a louça e quando decidiu sentar-se no sofá para descansar, foi interrompida com o telefone do apartamento tocando.


– Boa tarde, dona Larissa. Tem um rapaz aqui na portaria querendo falar com a senhora, ele falou que se trata de contas.

– Contas? – A moça franziu o cenho.

– Sim senhora.

– Que tipo de contas?

– Ele não falou, minha jovem. Ele também não deu o nome e pediu para que não lhe desse descrições.

– Tudo bem, avise que estou descendo.

– Sim senhora, tenha uma boa tarde.

– Você também.


A moça ironizou que o rapaz só podia ser um tipo de sequestrador, afinal, porque um cobrador não iria permitir que o porteiro falasse seu nome e nem lhe desse sua descrição? Mesmo assim, a moça desceu os seis andares de elevador e foi em direção a portaria para saber quem era o homem e de que tipo de contas se tratavam. A jovem saiu de seu prédio e não ficou nada contente ao ver Luiz parado a sua frente. Larissa fuzilou o rapaz com seus olhos e tentou entrar em seu edifício novamente já que perdera seu tempo, mas não conseguiu já que o rapaz segurou sua mão.


– Larissa, espere.

– O QUE VOCÊ QUER? – A moça quase berrava.

– Eu quero falar com você!

– Desde quando você sabe onde eu moro?

– Desde hoje, eu te segui depois da faculdade.

– Você o que? Você é doente? Retardado?

– Não, eu só quero falar uma coisa importante com você. Se não fosse tão importante, eu não teria lhe seguido.

– Então fala logo, e que seja ÚTIL senão vou te dar as costas!

– É que voc...

– Se vira.

– Eu nem terminei de falar!

– Se vira!

– Lali, se acalma, você está com a cabeça quente! Você tem que esfriar! Vamos tomar um sorvete pra ver se ajuda.

– PRA COMEÇAR, NÃO ME CHAMA DE LALI, NÃO TE DEI ESSA INTIMIDADE. E QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE ESQUENTADINHA?

– Calma Larissa. Eu vim aqui porque eu queria falar pra você me perdoar, eu quero que você me perdoe e que me aceite de novo.

– Não, o que você fez é imperdoável.

– Escuta Larissa, eu já te disse que eu não sou o mesmo menino assim como você não é a mesma menina de anos atrás quando namoramos.

– Não me lembre que eu fiz essa merda, não me lembre! – A moça colocava a mão na cabeça mostrando arrependimento.

– Escuta Larissa, você não sabe o quanto me arrependi por ter feito aquilo com você, não pense que eu não sofri porque eu sofri e talvez mais que você! Eu ligava pra você e seu celular estava sempre fora da área ou desligado, você nunca deixou eu chegar perto de você e por causa disso tive que falar com você pelas suas amigas e mesmo assim nunca recebi suas respostas, eu corri atrás de você porque eu ainda te amava e eu estava muito arrependido do que eu tinha feito, você tem que me perdoar Larissa, meu coração ainda bate por você e sei que o seu ainda bate por mim.


Larissa sempre fora dura, mas não com Luiz, quando ela estava perto de Luiz ela não conseguia ser dura, afinal, ele foi o cara que mais amou e o cara que mais a amou. Era impossível negar aquele perdão. A garota ficou comovida com tudo que o rapaz lhe falara, sempre achou que ela foi a única sofrida da história que chorava por noites e noites e se automutilava enquanto o rapaz saía com outras quinhentas, mas como Luiz acabara de confessar, não era bem assim. Ele também sofreu e estava falando o quão arrependido ele ficou, ele confessou ainda sentir algo pela jovem, ela estava realmente comovida. Ela pensou durante algum tempo até que obteve uma resposta para tudo que o rapaz lhe dissera. Por que não tentar ser feliz, de novo? Por que não tentar amar, de novo? Por que não deixar ser amada, de novo? Cá entre nós, aquela foi a época mais feliz da vida de Larissa, ela sentia-se completa e realizada. Por que não se sentir assim, de novo? Por que não tentar tudo de novo? Por que não reescrever o final triste da história para um final feliz? Por que não?

Notas finais
Não deixem de comentar, quero saber o que vocês pensam a respeito desse capítulo, está bom ou ruim? Precisa do que para ser melhorado? preferem que eu escreva em primeira (pov's) ou terceira pessoa? Obrigada por ler.