O Amor É Lindo
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Yukina POV
Quando eu passava pelo tapete, acompanhada de Hiei, dei um risinho ao perceber o sorriso bobo de Kazuma. Meu véu era maior do que eu, de forma que arrastava pelo chão, mas eu nem ligava. Era o dia mais feliz de minha vida!
Ao chegarmos no altar, notei que Hiei discretamente mandou um olhar ameaçador a Kuwabara e sussurrou a ele:
–Cuide muito bem da minha irmã.
Ele se sentiu um pouco desconfortável com a ameaça, porém sorriu e assentiu com a cabeça.
Quando Hiei retornou a seu lugar, eu notei o quanto estava nervosa. O dia mais feliz da minha vida e eu poderia estragar tudo com uma palavra errada, um tropeço, ou qualquer outra coisa. Tudo tinha que ser perfeito.
Kazuma notou meu nervosismo e me dirigiu um sorriso reconfortante. Tentei aproveitar ao máximo a cerimônia e entender todas as palavras do padre.
Meu coração disparou na hora do "pode beijar a noiva". Kuwabara lentamente aproximou seu rosto do meu, sorridente, e seus lábios me tocaram de um jeito profundamente doce.
Nesse momento, todos os convidados gritaram em sinal de alegria. Quando estávamos saindo, recebemos uma chuva de arroz e pétalas de rosa (sim, graças a Kurama, que tinha um jardim de rosas e abrira mão de grande parte delas para isso).
Distribuímos os bombons, que eram de três recheios diferentes: coco, chocolate e morango. Mais de uma vez, Kazuma pegou Yusuke no flagra tentando pega mais de uma caixinha. Quando terminamos, fomos lá pra fora.
Lá fora, um conversível caríssimo esperava por nós, com latinhas amarradas ao pára-choque. Me surpreendi, pois nós não havíamos comprado um carro, muito menos aquele conversível. Muito menos sabíamos dirigir.
Kuwabara se virou pra trás e gritou:
–Quem foi?
Koenma levantou a mão, rindo.
–É um presente de casamento, idiota. — E entregou a chave a meu novo marido.
–Kurama, será que você pode dar uma forcinha aqui? — Kazuma perguntou, um pouco envergonhado.
Os olhos do ruivo brilharam.
–Vocês deixam? Eu posso mesmo? — Ele parecia encantado por poder dirigir uma máquina daquelas.
Kazuma, percebendo que Kurama ficaria feliz, entregou as chaves.
Kuwabara POV
Kurama entrou feliz da vida no banco do motorista e ficou encantado com tudo. Os bancos eram de couro macio, havia ar condicionado e ventilador, o volante era elétrico e ainda por cima as poltronas eram massageadoras.
Nos dirigimos ao biffet, que era bem perto. Lá teve uma festa e tanto. Como chegamos antes de todos, Yukina quis trocar de roupa (ela havia deixado um outro vestido no banheiro).
Foi a maior festança! Havia de tudo, desde docinhos até um bolo gigante. Note que Keiko e Shizuru ficaram o tempo todo conversando e rindo com Yukina, e Botan também teria entrado nessa roda, se não estivesse dançando com Hiei na pista de dança.
Nesse momento, notei que Yukina e as garotas se separaram. Fui até minha esposa e ofereci o braço a ela, dizendo:
–Me concede esta dança?
Ela corou um pouco, mas sorriu e foi comigo até o centro da pista. Bem nesse momento, a música, que até então era agitada, ficou mais lenta — ideal para casaizinhos apaixonados como nós.
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