O Amor de um Anjo

3 A Queda de um Anjo


Notas iniciais
Aqui está o último capítulo :)

A queda de um anjo
E a misericórdia de um demônio

Ao contrário da crença popular, o submundo não era bem uma câmara de tortura interminável governada por um diabo de pele vermelho, era mais um local de descanso eterno para todas as almas, boas e más. O seu senhor era Hades, uma vez um dos doze anjos que governavam no palácio do Olimpo ao longo dos céus, mas ele tinha questionado seu líder Zeus com muita frequência, e tinha sido expulso. O primeiro Anjo Caído. O primeiro demônio. Ele tomou seu lugar e se sentiu confortável ​​no submundo. Por vezes, outros anjos que desagradavam o conselho Olímpico se uniam a ele, caídos e quebrados. Embora a maioria dos demônios em seu reino tenha nascido de um dos Caídos. Assim como seu próprio filho e herdeiro, Nico. Ele estava ciente do que seu filho vinha fazendo, porém. Como Nico continuava se esgueirando para a Terra para tomar seu amante angelical. Hades não se importava, desde que não o afetasse. Mas agora que Nico estava diante dele, com uma aura perigosa e mortal a sua volta, enquanto carregava um Caído, sangrando e inconsciente, agora, Hades temia que isso o afetava afinal.

"Dê a ele novas asas", exigiu Nico, sua voz firme com raiva, e com olhos cheios de lágrimas não derramadas.

"Oh, já que você pediu tão gentilmente...", resmungou Hades, impressionado, antes de se tornar sério. "Eu escolho quem é digno de se tornar um demônio, eu decido quem são os anjos caídos que merecem uma segunda chance. Não você."

"Não", rosnou Nico – e o menino nunca tinha desafiado Hades antes. "Não desta vez. Você não vai deixá-lo morrer. Percy é... Percy é meu. Se ele morrer, eu vou levantar o inferno e matar os Olimpianos por mim mesmo."

Hades nunca tinha notado o quanto poder Nico tinha e quão convincente sua voz poderia ser. Ele certamente seria capaz de convencer algumas centenas, se não milhares de demônios para se juntar à sua causa. Muitos se ressentiam dos Olimpianos. E a pura raiva, o ódio cru nos olhos de Nico pode até mesmo provocar arrepios na espinha de Hades. Até agora, Nico tinha provado ser o 'mais comportado' de seus filhos, o menos assassino ou psicopata. No entanto, agora, Hades não duvidava que Nico matasse os Olimpianos com as próprias mãos. Tudo por causa de um pequeno anjo. Hades se levantou para dar uma olhada. O garoto estava pálido e coberto de suor, pequenos gemidos escapavam de seus lábios, os tocos em suas costas, onde suas asas com penas costumavam estar ainda sangravam, o sangue pingando no chão de mármore era o único som na sala, enquanto todos os outros na sala do trono prendiam a respiração em antecipação.

"Ele não está apto para ser um demônio", disse Hades, apoiando uma mão sob a testa fria.

"Eu sei", cuspiu Nico, irritado. "Ele é puro, inocente, virtuoso e bom com cada fibra de seu ser! Ma-Mas isso não importa para esses monstros. Os anjos devem obedecer e ficar no Céu. Ele quebrou as leis, e ele continuou á quebra-las por mim e ele foi punido e deixado de lado por minha causa. Eu não posso deixá-lo morrer por mim, também. Ele é muito bom para a vida de um demônio, mas... Mas..."

"Mas é melhor do que vê-lo morrer", sussurrou Hades, baixinho, seus olhos se tornando suaves.

Ele próprio tinha reivindicado a filha de Zeus, Perséfone, como sua companheira, quando ela havia sido deixada de lado pela rainha Hera, com raiva porque Zeus tinha sido infiel e impregnado outro anjo. Hades acolheu o bonito anjo quebrado e consertou-a para ser sua rainha.

"Por favor, pai", implorou Nico, como se fosse desistir a qualquer momento. "Eu-eu não posso perdê-lo, lhe imploro, salve-o, pai."

Hades requeria certas qualidades dos caídos antes de transformá-los em demônios, normalmente. Quebrar sua lealdade com os Olimpianos, ter vontade de lutar, e um certo grau de pecaminosidade. Mas ele supôs que poderia fazer uma exceção, para o bem de seu filho. O garoto inconsciente nos braços de Nico gemeu e gritou de dor, quando Hades usou sua magia sobre ele.

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O mundo inteiro de Percy estava cheio de dor lancinante. Foi assim desde que ele tinha voltado da praia naquela noite. Ele foi pego pelos guardas enquanto tentava se esgueirar para dentro do palácio e foi interrogado. O tipo doloroso de interrogação, nas mãos de Ares, que tinha um prazer perverso nisso. E então o haviam condenado por seu comportamento nojento. Um anjo impuro, não poderia ser um anjo. Eles haviam arrancado suas asas pela força e apenas expulsaram-no para longe. Com sua última energia restante, ele havia forçado seu corpo a continuar, até que ele estivesse em sua praia, em Montauk, o lugar onde Nico e Percy tinham compartilhado seu primeiro beijo, na primeira noite após Nico mostrar a Percy "o mundo" (embora o mundo fosse somente Nova Iorque no primeiro dia). Depois disso, ele deixou a escuridão envolvê-lo.

O mundo inteiro de Nico estava cheio de agonia dormente. Foi apenas uma sensação, uma noção fugaz que o fizera voltar a sua praia, só para encontrar a visão mais cruel possível — o seu puro, belo anjo, despedaçado, se afogando em uma poça de seu próprio sangue. Hades não tinha ideia do quão grato Nico realmente era por este favor particular. Seus dedos corriam pelo cabelo macio, encharcado de suor, quando as pálpebras do ex-anjo se abriram para revelar olhos verde-mar cheios de dor.

"Ni-Nico...", suspirou Percy, a voz quase inaudível soando excessivamente exausta.
.
"Sh, está tudo bem, amore, não há necessidade de falar", murmurou Nico, suavemente. "Está tudo bem, você vai ficar bem."

"Eu... Eu estou... Morto...?", Perguntou Percy e tentou sentar-se, o pânico se espalhando pânico por seu rosto.

A cauda de Nico segurou o corpo de Percy, no seu estado atual, ele tinha força suficiente para mantê-lo deitado. "Não. Você não está morto. Eu nunca iria deixá-lo morrer, mio ​​angelo. Mas você precisa descansar."

Percy franziu a testa, confuso, e queria tirar a cauda de Nico de si, irritado com isso. Para sua surpresa, uma cauda branca fez exatamente o que Percy queria. Piscando um par de vezes, ele virou a cabeça.

"Eu... Eu sinto muito", sussurrou Nico, e desviou os olhos, enquanto observava como Percy se levantava lentamente para ver sua nova aparência. "Eu tinha de salvar você, de alguma forma, e esse era o único jeito. Ma-Mas... você é lindo, amore. Você é o primeiro demônio que eu já vi que tem asas brancas... "

Asas grandes, de couro branco com uma leve tonalidade de dourado nas pontas, espalhavam-se por baixo de Percy. Ele passou as pontas dos dedos sobre elas, que se contraíram assim como ele riu com a sensação de cócegas. Eram suas. Ele... Era um demônio.

"Mas, então, você não pode me chamar de seu anjo mais", Percy franziu a testa, com um olhar triste no rosto.

"Você sempre será meu anjo", sussurrou Nico, descansando uma mão contra o rosto de Percy. "Eu estou tão arrependido por tudo... Por causa de mim, você perdeu tudo, até mesmo... Quase... A sua vida..."

Percy se virou um pouco e estendeu a mão, mas ele encontrava-se muito fraco e exausto, então ele usou a vantagem de sua nova cauda para puxar Nico para a cama, para seu lado. "Não se desculpe. Você é tudo que eu preciso. Eu não... Eles não me querem, então eu não preciso deles. Você... Você me quer..."
"É claro que eu quero. Eu sempre vou querer", interrompeu Nico apressadamente e colocou os braços ao redor da cintura de Percy.

"Então eu estou exatamente onde eu pertenço", sussurrou Percy de volta e esticou o pescoço para beijar o queixo de Nico.

"Ti amo, mio angelo. É bello averti qui", murmurou Nico, seu nariz enterrado no cabelo de Percy.

"Eu também te amo", bocejou Percy, de olhos fechados enquanto se aconchegava em Nico. "E agora nós dois temos caudas..."

~ * ~ O Fim ~ * ~

Notas finais
Tradução da frase do Nico: Te amo, meu anjo. É bom tê-lo aqui. Heey, gostaram da história? Eu sei que é bem levinha, comparada as minhas outras, mas me deu vontade .-. Me contem o que acharam e obrigada por acompanhar e favoritar! :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!