O Amor de Zakhra.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Essa é uma postagem teste, é a primeira história que posto, desde já, se houver algum leitor, peço compreensão e críticas construtivas, desde já, agradeço.
Eu senti meu corpo batendo no chão, principalmente meu rosto contra o chão duro. De onde eu tava caindo? Não tenho a mínima ideia. Porquê eu caí? Novamente... Eu não tenho a mínima ideia. Assim que consegui levantar pelo menos a cabeça, senti um líquido quente descer pelos meus lábios e meu queixo, era pastoso e tinha um cheiro de ferro, sangue. Provavelmente meu nariz havia sido quebrado. Mas eu não tive tanto tempo de pensar. — “QUEIMEM ESSA VILA DE CIMA ABAIXO, AGORA. MATEM ESSES MONSTROS.”
— A Voz gritou, assim que eu entendi alguma coisa, eu ouvi o som de cascos no chão, tintilar de metal, provavelmente armaduras. Me sentei no chão, se eu não agisse rápido iria morrer. Não demorou para a primeira tocha acertar uma casa, eram casas... primitivas? Não sei se essa é a palavra certa, as estruturas eram diferentes. Minha memória parecia corrompida para informações relacionadas a mim, mas aquelas casas? Juro por Deus que eu havia visto estruturas parecidas nas casas dos Orcs no jogo Word of Warcraft. Não demorou para que eu visualizasse um pedestal de armas, machados, lanças, espadas, arcos. Eu sabia usar isso? Bom, acho que eu iria descobrir. Foi só quando eu parei para analisar as armas que eu vi que algo estava errado. Começando pelo design, era algo... rústico? Bruto, parecia ser feito à mão, como se ferreiros tivessem feito. As lâminas, os cabos, as lacunas. Mas não era só aquilo, o tamanho daquelas armas. Ou os humanos daquela vila tinham três metros de altura ou eram armas de enfeite? Foda-se, não tinha tempo de descobrir. Quando segurei uma das lanças, quase a deixei cair. Mas era tarde, a vila já tava sob a invasão dos soldados. As armaduras remetiam a um império? Ou um reino rico, mas iriam morrer. Todos, eram eles ou eu. Dei alguns passos atrás e corri pra frente, lançando a arma contra o ar. A Mesma cruzou o vento em um movimento rotacional, acertou o pescoço do cavaleiro o que fez seu cavalo empinar e subir. – “ATAQUE, ESTAMOS SOB ATAQUE. TEM UM HUMANO NOS ATACANDO.” – Disse aos berros, parecia incrédulo, como se eu fosse uma aberração, como se eu não devesse estar o atacando. Mas que se foda, porra, eu tava me defendendo. – “MATEM ELE, MATEM ELE AGORA. NÃO IMPORTA QUEM SEJA” – Outra voz bradou, mas essa parecia diferente. Era firme, áspera. Definitivamente o comandante ou algo do tipo dessa vez eu peguei duas espadas, não pareciam novas, ao contrário, pareciam ter presenciado muitas batalhes e algo me dizia que haviam sido forjadas à sangue. Mas bem... Se era atenção que eu queria, era atenção que eu havia ganhado. Uma única casa queimava mais afastada das outras, pelo menos pra os donos das casas, eu havia ganhado um tempo. Era um destacamento pequeno, uns 30 a 40 homens, liderados por um cavaleiro gigantesco. Eu deveria estar com medo? Acho que sim. Mas... eu não sentia medo, não sentia nada além de uma estranha calmaria. O Primeiro cavaleiro veio em minha direção, devia cerca de 1,80cm e pesar uns... sei lá, não dava pra ter ideia com aquela armadura. A Armadura era brilhante, ostentava o brasão de alguém, não conhecia, mas não tinha tempo de observar também. Sua espada era brilhante, o fio era liso e reluzente, mas ele não estava usando o escudo o que cá entre nós... Seria um erro, ele era destro então o primeiro golpe dele foi de cima pra baixo da esquerda pra direita um único corte transversal, naquele momento o mundo gelou. Mas eu não sentia medo, era de algum modo minha mente pensando rápido demais, analisando os movimentos do meu inimigo. Eu poderia me livrar daquilo de alguns modos, poderia me desviar para o lado e usar uma das espadas para cortar a cabeça dele, poderia usar as espadas no formato de uma tesoura para aparar o golpe e o chutar no peito, não... essa eu sairia no prejuízo, não sei o peso dele ou o quanto essa armadura protege então melhor não arriscar. Assim que a espada estava prestes a tocar meu corpo, me desviei para o lado contrário à seu corte, segurei com força o cabo da espada em minha mão esquerda. Assim que a espada do soldado tocou o chão, foi minha vez. Um único golpe limpo da esquerda para a direita, o corte passou por entre o intervalo da armadura e do elmo, acertando seu pescoço. Acho que eu havia colocado força demais, porque eu não senti resistência alguma, além do mais, descobri que a espada era mais afiada do que eu imaginava, porque a cabeça do soldado voou, deu algumas voltas no ar. Com o movimento algumas gotas de sangue espirraram contra meu rosto, o corpo agora sem a cabeça ajoelhou-se e caiu para frente, do meu lado. Aquilo fez com que o pânico se espalhasse entre a pequena fileira, alguns gritaram apavorados, enquanto outros sentiram-se enfurecidos e instigados a atacar. Dessa vez decidiram que não iriam vir um só, eu não tinha tempo de entender e não tentaria. Minha luta ali era só uma, a luta pela minha vida. Eu tinha noção de uma coisa, eu não poderia deixa-los me cercar ou seria meu fim. Assim que eu lancei a primeira espada ela cortou o ar voando na direção do peito de um dos soldados, antes que pensassem eu lancei a outra. Porém senti um baque, um impacto contra meu ombro esquerdo, forte o suficiente para fazer com que eu desse alguns passos para trás. Assim que eu olhei pra baixo, havia uma flecha cravada ali, não doía quanto devia doer, então... eu iria me aproveitar. Assim que peguei o machado, o peso dele me surpreendeu, por não estar preparado deixei que a lâmina caísse frente ao meu corpo, com um impulso eu coloquei o cabo sob meu ombro direito, com a lâmina pra cima, assim eu poderia agir de modo rápido e com um golpe devastador. Mas eu não iria longe... Eram dezenas de guerreiros contra mim, a dor da flecha já estava começando a me paralisar o que não era nada bom, aquele era meu último golpe, mas que se foda. Eu não lembrava de nada relacionado a mim, morrer em batalha? Talvez as Valkyrias decidissem vir me buscar. Segurei o cabo do machado com as duas mãos, voltando a o empunhar. Dessa vez eu tomei a dianteira e corri na direção dos soldados, quando saltei, percebi que um humano não deveria saltar daquela altura, aquilo era... impossível? Não, impossível não pois eu estava fazendo, desci a lâmina do machado sob um dos soldados, o acertando ao lado da sua cabeça, aquilo fez a lâmina se cravar ali e o sangue voar para todos os lados, tentei o puxar e nada, o que eu temia. Porém antes de qualquer reação senti um calor infernal nas costas, como se tivesse sendo queimada de cima abaixo, mas com o líquido que desceu após a sensação, eu sabia que era sangue e que eu havia levado um belo golpe, pressionei os dentes e me virei, tempo suficiente de conseguir desviar de outro golpe que já descia furiosamente contra mim, segurei o pulso do homem com a mão esquerda e lancei o cotovelo dele contra meu joelho, graças ao vão da armadura naquela região, o braço se quebrou ao ponto do osso sair na ponta da fratura, o grito do homem ecoou. O Segundo de terror que fora causado fora o suficiente para que eu pegasse a espada que ele havia deixado cair, o fato é: eu não duraria tanto, então precisava levar o máximo daqueles desgraçados comigo, me desviei de outro golpe e mais uma cabeça voou. Pelo pouco que eu sabia que se eu puxasse aquela flecha a lesão iria ser piorada mil vezes, não era como se eu fosse sobreviver mesmo, mas eu precisava me manter o mais forme possível, para morrer como um filho da puta durão, respirei fundo e dei um grito antes de quebrar a flecha, aquilo fez com que minhas pernas bambeassem, mas eu não poderia vacilar. Eu acho que pisquei por tempo demais ou simplesmente o cansaço me pegou, não tive tempo de desviar a espada acertou minha barriga, na altura do baço. Com aquilo eu tossi sangue, eu já estava com o nariz quebrado, o corte nas minhas costas ia de cima abaixo e agora aquele corte? Bom, foi-se tudo para o caralho, mas aquele último filha da puta iria comigo. Assim que eu dei o primeiro passo eu vi o terror nos olhos daquele homem e era exatamente aquilo que eu queria, terror, desespero, medo. Assim que ele tentou recuar eu segurei o pulso dele, com força, fazendo a espada ficar no mesmo lugar, dei outro passo até que ficasse de frente a ele. Entre a parte superior e inferior da armadura eu fiz exatamente como ele, mas meu movimento foi lento, torturante e cruel. Diferente do caso dele a espada não atravessou, ela subiu pelo corpo, até que o cabo ficasse encostado em seu corpo, finalmente eu estava esgotado, então soltei o homem, já não tinha o que fazer. – Vamos nos ver no inferno... Bando de filhos da puta.Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor