Notas iniciais
Boa Leitura.

Eu juro por Deus que nunca mais me esqueço das minhas inesquecíveis férias em Miami. Tudo lá foi tão bom, praias, lojas, amigas, Disney. Está bem que a Disney não fica em Miami, mas fica perto de lá e não iria perder a oportunidade de visitá-la. Ah deixa pra lá. O que mais me interessou mesmo foi o Chris, não que eu esteja apaixonada por ele e vou correndo aos braços daquele loiro, não. É que... ele... me ouviu. O cara deu ouvidos aos meus problemas, aos meus altos e baixos durante toda aquela conversa no bar da boate. O Joe... está sempre muito ocupado com o trabalho lá naquele hospital, por isso não me dá atenção completa.


MIMI TACHIKAWA


Apesar de namorar um médico bem sucedido como o Joe, não moramos juntos. Eu moro muito perto da Sora, por isso fico quase o dia todo lá no apartamento dela. Não que eu sou uma desocupada, longe disso. É que meu restaurante será inaugurado em fevereiro e até lá não trabalho e o Joe que me sustenta. Ele tem que dar graças a Deus por namorar comigo que sou compreensiva, bonita, inteligente. Enfim eu sou tudo de bom.

Hoje é sexta-feira dia 14 de dezembro. Já estou com saudade dos novatos digiescolhidos e daquele Lucemon fofíssimo que eu queria apertá-lo. Porém a vida segue, o cotidiano segue e claro vou até a Sora para desabafar com ela. Não aguento mais pensar no Chris de Miami.

Depois que me arrumei, coloquei uma saia rosa que a minha mãe me deu e uma camisa com manga longa e um casaquinho de crochê e fui para o apartamento da minha amiga. Saí do meu apartamento e fui para a garagem no subsolo pegar o meu carro Toyota Corolla prateado. Dei a partida e fui atrás da minha conselheira predileta.

Enquanto me dirigia até a senhora Kamiya, eu olhava para os lugares e ruas em Odaíbas. Sinceramente Tóquio fica lindíssima em época de natal. Muitas luzes, árvores iluminadas... bem diferente de três meses atrás.

O clima estava ficando cada vez mais frio. Chovia, mas ainda não nevava. Agora o frio que fazia é de tremer os dentes, por isso não saio mais sem meus casaquinhos. Uma tentativa de driblar o frio.

Cheguei no apartamento de Sora ainda cedo, antes mesmo dela sair pra trabalhar. Subi aquela maldita escada... Quem fez esse prédio de três andares? O Tai é mão de vaca, ao invés de comprar um apartamento melhor comprou uma porcaria dessa Aff. Bom, cheguei ao primeiro andar e apertei a campanhia, Sora me atendeu toda arrumada. Ela vestia uma calça Jeans Preta, uma camisa branca estampada e uma jaqueta preta. Ela era muito estilosa, era uma estilista excelente. Nos cumprimentamos e me sentei naquele sofá dela.

— Você quer alguma coisa? Um suco? Café? — ela sempre me pergunta isso. Até parece que não aprendeu que detesto o café dela, é sério. Ela já sabe que odeio café e ainda insiste em perguntar.

— Não obrigada. Cadê os digimons e o Tai? E o seu filhinho maravilhoso?

— Eles estão dormindo no quarto deles. O Tai já foi para o trabalho e o meu filho está com a senhora Kamiya depois ela vai levá-lo até o meu trabalho. Agora estamos sós. Pode falar sobre Miami. Eu sei que veio falar sobre isso. Não me esconda nada — como ela adivinhou?

— Sora por favor me aconselha amiga. Eu to perdida nos meus pensamentos e eles não são nada bons — eram péssimos os meus pensamentos. Pensar no Chris...

— Já sei, o Chris de Miami. Pode dizer, abre o jogo. Você ficou balançada com o beijo que ele deu não foi? — foi hehe

— Se eu disser que não estarei mentindo. Sora eu... eu gostei da forma que ele me ouvia, que me compreendia. Era um homem completamente diferente do Joe. O Chris é... sei lá...

— Mimi, Mimi cuidado com esses pensamentos sórdidos, lascivos. Isso é perigoso. É um laço, uma armadilha. Você namora o Joe há muito tempo, jurou até fidelidade. Você ama o Joe, apenas está insatisfeita com o jeito dele de ser retrógrado. Agora você tem que ver também o seu lado. Exemplo, vocês moram juntos?

— Não. Estamos vendo um jeito de comprarmos um apartamento para nós. Mas o que isso tem a ver com o assunto aqui.

— Tem muita coisa. Você faz comida pra ele? É uma cozinheira master e não gosta de cozinhar pra ele? Você não vê o seu lado. Você também erra, falha, peca, todos tem suas falhas amiga.

— E o que é que eu faço?

— Mude. Ele também mudará. Pense nisso. E outra coisa, esquece o tal Chris. Ele é uma mera ilusão. Apegue-se ao que é certo. Nunca fique com o duvidoso. Ok?

— Ai amiga. Você é tão compreensiva — eu a abracei e depois fui com ela até a saída. Assim que ela foi embora, peguei meu carro e fui visitar a minha mãe, mas antes peguei a Palmon.

Algum tempo...

— Achei que tinha se esquecido de mim Mimi — a Palmon sempre tão óbvia. Eu sou uma parceira muito má. Esquecer da minha digimon por três meses...

— Não Palmon. Eu só fui na Sora um pouquinho conversar com ela. Vem que nós vamos para minha mãe.

— Oba. Eu vou comer aquela torta de morango que só a sua mãe faz — não sei se ela fez, portanto não se iluda.

Saímos do apartamento e fui com ela para a casa de meus pais. Pegamos outro rumo para chegar lá. Eu juro por Deus que esse trânsito de Odaíba está ficando cada vez mais infernal. Um verdadeiro congestionamento surgiu diante dos meus olhos, odeio congestionamentos. Fico fula, e xingo quem não andar logo aff...

— Vamos logo meu cidadão. Eu não tenho muito tempo não — na verdade tinha. Eu buzinava constantemente.

— Minha senhora não está vendo que o trânsito não flui — Senhora?

— Senhora é o cacete. Tá me achando com cara de velha decrépita é seu maluco! — aff me chamando de senhora, aí não.

— Cala a boca sua louca — que cara abusado.

— Seu abusado. Eu chamo a polícia pra te prender seu filho de uma mãe. Desgraçado, marginal, fuleiro, vem aqui que eu te mato — desabafei.

— Ah sua maluca sai fora — e saiu ainda bem que o trânsito fluiu.

— To dizendo mesmo. Me chamando de maluca. Eu estrângulo ele aqui aí depois vem achar ruin. Tudo bem aí Palmon?

— Não, eu nunca a vi tão violenta — nem eu mesma.

— Foi só um desabafo. Vamos até a mamãe.

Depois de quarenta minutos naquele trânsito e xingando o mundo todo cheguei na casa dos meus queridos pais. A casa era mediana, de classe média. Bastante confortável para duas pessoas morarem.

— Mimi minha filha. Uma semana que chegou e só visitou seus pais duas vezes — minha mãe tinha razão. Sou desnaturada por natureza.

— Mamãe me desculpe. Olha quem eu trouxe.

— Oi Palmon. Também nunca mais a vi — minha mãe sempre com o sorriso no rosto. Eu tenho a quem puxar.

— Oi dona Satoe. Eu to louca pra provar a sua torta de morango — direta ela né.

— É claro. Eu acabei de fazer. Entrem — como a Palmon adivinhou?

Entramos, meu pai já havia saído pra trabalhar. Eu a ajudei a pegar a torta e a cortar os pedaços. Era deliciosa mesmo, principalmente com a calda de morango fica divino. Cortei três pedaços e dei o maior para a minha parceira. Fiquei conversando com a minha mãe na cozinha mesmo. O assunto era sobre o meu relacionamento com o Joe.

— Minha filha um casal sempre tem seus altos e baixos — disse a minha mãe rindo.

— Eu sei, mas o Joe é... não me compreende sabe? Ele vive mais para o trabalho dele — estava comendo aquela torta gostosa enquanto me desabafava.

— Ele tem o jeito dele, mas pode mudar. Agora mude você primeiro. Agrade-o. Prepare um delicioso jantar para ele a luz de velas. Depois agrade-o na cama.

— Mamãe! Sabe ate que você tem razão. Eu farei esse bendito jantar e se não dar certo a culpa será sua e da Sora.

— Não se preocupe meu amor. Dará certo sim eu tenho certeza.

Continua...

Notas finais
E aí o que acharam? Comentem please^^