O Amor, Você e Eu.
33 O coração entorpecido volta à vida.
Notas iniciais
Rin ficou sem reação. Estava boquiaberta. No mesmo instante sentiu uma enorme dor de cabeça.
– Acho que eu deveria voltar para o shiro. — Ela se levantou e sentiu uma tontura que quase a fez cair. Takashi a amparou no mesmo instante, segurando-a pela cintura. Quando se deram conta, estavam bem próximos um do outro.
– Sente-se bem? — Perguntou o general preocupado.
– Na verdade, não. Minha cabeça dói.
– Não seria melhor ir se deitar?
– Mas eu não avisei a Sesshoumaru-sama que passaria a noite fora.
– Não precisa, estará segura aqui e além do mais, temo que passe mal no caminho. — Rin estava indecisa, queria dizer que não, mas aqueles olhos de Takashi a impediam de negar-lhe qualquer coisa. Ela odiava o quanto se sentia vulnerável perto dele. Pensou mais um pouco.
– Tudo bem, eu fico. Mas não tenho nada pra vestir...
– Rin, quero lhe mostrar uma coisa. Com sua licença. — Ele a pegou no colo e rapidamente já estavam no andar de cima, no quarto que antes pertencia a ela também. O quarto de Takashi.
Ela ficou meio sem jeito, por estar ali, mas logo percebeu sua presença naquele lugar.
– Está tudo do jeito que você deixou antes de sair daqui. Seus perfumes, suas roupas, nada foi mudado ou retirado, tudo está do mesmo jeito.
– É lindo, general. — A morena encostou na penteadeira e sentiu os perfumes que ali estavam. Todos eram de sua preferência. Ela admiriou mais um pouco aquele quarto e decidiu olhar pela janela. Que linda visão se tinha dali! Takashi encostou na parede e apenas olhava-a. — Posso lhe perguntar uma coisa?
– Hai.
– Como era a nossa vida juntos?
– Era maravilhosa, você foi muito feliz aqui.
– Fui?
– Sim. Aqui neste quarto eu te tomei por minha mulher e você deu à luz a Takayuki. — Ela se virou e olhou para a cama.
– O senhor se lembra de tudo, não é mesmo?!
– Não existe uma palavra sua que eu ouse me esquecer. — Rin agora tinha os olhos fixos nos de Takashi.
– General, o que Sesshoumaru-sama pretende?
– Acredito que conquistá-la.
– Mas eu sou sua... — Ela ficou levemente corada. — Quer dizer, sou sua mulher e...
– Rin, a decisão é sua. Cabe á você aceitar isso ou ser minha como era antes.
– Mas...
– Shiiiiii... — Rapidamente ele se colocou à frente dela e calou-lhe com o dedo indicador. — Não vamos perder tempo falando de outros. Esperei muito para ter você aqui, não vou desperdiçar essa chance.
– Sinto muito lhe magoar. — Ele encostou sua testa na dela. Estava de olhos fechados. Passou seu braço em volta de sua cintura e respirava fundo, sentindo o cheiro doce exalado de sua amada. Ele a puxou para sí.
– Não quero desperdiçar outro dia. — Ela sentia como se seu corpo simplesmente não fosse reagir.
– Takashi-sama eu... — Ele desceu seu rosto pelo pescoço da jovem. Ela se arrepiou instantaneamente.
– Não sabe como foi ruim não te ter aqui. Não sabe como foi ruim dormir longe de você todo esse tempo. Eu a quero Rin. A quero e muito. A quero de volta na minha vida. — Ela tinha os olhos fechados, ouvir aquelas palavras deu-lhe a certeza de que ele a amava e confirmou tudo o que Shizuko havia dito. Ele esperou-a se aproximar e quando teve a oportunidade fez valer a pena. Rin estava entregue à ele.
– Por quê? Por que quando estou em sua presença sinto-me completa? — Takashi sorriu e começou a beijar-lhe o pescoço.
– Aishiteru Rin. — Depois dessas palavras ele a beijou.
Mostrando todo o desejo que há muito havia guardado, Takashi fez com que a mulher cedesse a ele. Ela o correspondia à altura. Se entregava sem pensar nas consequências. Colocou suas mãos nas costas do youkai e entregava-se a ele. Até que um vento entrou pela janela, fazendo com que a porta batesse e ela despertasse e se separasse dele. Os olhos de Takashi cintilavam, ele a queria e muito. Ela sentiu-se um pouco envergonhada e procurou o fôlego antes de falar.
– Acho melhor eu ir para o quarto de Takayuki. Ele pode acordar durante a noite e precisar de mim. — Ela se retirou do quarto de Takashi, entrou no quarto de Takayuki e fechou a porta. Encostou-se nela e respirou fundo várias vezes. — O que foi que eu fiz?
Takashi estava no quarto sorridente, assim que ela saiu dali ele deitou-se na cama. O fato de Rin ter correspondido a sua investida mostrava que ela sentia algo por ele e todas as chances que ele tivesse para explorar esse sentimento ele usaria. Sabia muito bem que Sesshoumaru estava à espreita, como um leão que espera para dar o bote em sua presa, mas Rin não. Ela era sua mulher, sua amada e ele não permitiria.
Rin dormiu muito bem durante a noite e passou todo o dia com Takayuki, na hora do jantar voltou para o shiro. Quando pisou nele, Jaken esperava-a sorridente.
– Menina Rin, diga-me que voltou aqui apenas para avisar que voltará para a casa do general.
– Não Jaken-sama. — Jaken entristeceu.
– Não se acertou com ele?
– Não Jaken-sama.
– Menina burra.
– Jaken, não fale com Rin desta maneira. — Jaken se assustou.
– Sim Sesshoumaru-sama.
– Deixe-nos. — O pequeno youkai fez uma reverência e saiu.
– Gomene Sesshoumaru-sama, por não ter avisado que passaria a noite fora. — Sesshoumaru olhava-a atenciosamente. Takashi não tinha a tocado, mas algo estava diferente. Ele se aproximou dela e tocou-lhe o rosto.
– Após o jantar peço que venha até meus aposentos.
– Hai Sesshoumaru-sama.
Rin não sabia o porquê daquilo, mas ela iria. Jaken que ouvira toda a conversa estava abismado. Será que Rin teria uma recaída por Sesshoumaru? De qualquer forma ele precisava falar com ela, para que ela não se magoasse pela segunda vez.
Após o jantar, como havia falado Rin foi para os aposentos de Sesshoumaru. Quando ela entrou ele ordenou que esta fechasse a porta.
– Rin — Ele se aproximou dela. — Quero-a como minha mulher.
– Nani?!
– Sim, quero-a como minha mulher e senhora das Terras do Oeste.
– Sesshoumaru-sama eu sou uma mulher... — Sesshoumaru a beijou e ela não teve reação.
Apenas lembrava-se do beijo de Takashi. Perguntava-se porque ao lado de Sesshoumaru ela o queria e porque quando estava com ele não precisava de mais nada. Sim, era com Takashi que ela sonhava, era dele quem ela sentia falta e não havia nada que Sesshoumaru pudesse fazer para mudar isso. Ela o empurrou.
– Isso não está certo. Eu não o amo e o senhor é casado.
– Não diga aquilo que não sabe.
– Sesshoumaru-sama se me der licença, eu gostaria de me retirar.
– Faça como quiser.
Ela saiu do quarto e limpou o beijo que Sesshoumaru depositara em seus lábios. Entrou em seu quarto e trancou a porta. Não queria a presença de Sesshoumaru proxima de si. Como ele pôde fazer aquilo, sendo ela uma mulher casada? Será que todos os dias seriam assim? Para a surpresa se Rin, foram.
Todos os dias depois da noite em que ele a beijou ele a cercava de atenção, carinho e de sua presença. Ela não podia negar que gostava daquilo, afinal era tudo o que ela sempre quis. Sesshoumaru ao seu lado, como seu e somente seu, mas, não era isso que ela queria agora. Ela precisava de outra atenção, de outro carinho e de outra presença. O dia seguinte seria o da folga de Takashi e ela iria até sua casa. Afinal, não era só Sesshoumaru que tentava reconquistá-la todos os dias. Takashi também e ele sempre conseguia.
Rin acordou bem antes do que o de costume. Tomou um banho demorado e preferiu não tomar o desjejum. Antes de partir decidiu fazer uma pergunta a Shizuko.
– Por que eu fui embora daqui antes de me casar? — Shizuko arregalou os olhos.
– Porque...
– Porque você quis. — Disse a voz de Sesshoumaru atrás da empregada que sentia muito medo. Ele se aproximou da morena. — Deixe-nos a sós. — Ela o reverênciou e saiu.
Era isso o que Sesshoumaru nunca lhe contava, que sempre silenciava e sentia que todos naquele shiro nunca lhe contariam o motivo. Mas sua decisão já estava tomada, ela perguntaria a Takashi, ele seria sincero e contaria-lhe a verdade.
Depois de se despedir rumou para a casa do general. Quando chegou ele não estava presente, Hiroko informou-a que ele estava na pequena floresta que tinha ali por perto e que ele sempre fazia isso durante as manhãs de sol de suas folgas. Rin se dirigiu para lá, ela sabia o caminho, Takashi já havia ensinado e tudo o que ela viu quando chegou foi um lindo youkai deitado em uma pedra, tendo a água o cobrindo até a cintura e sendo banhado pela luz do sol que reluzia sobre as gotas que corriam por seu corpo.
– Como ele consegue ser tão lindo? Meu filho também será assim? — Takashi abriu os olhos e estes pousaram diretamente nos olhos castanhos de Rin. Ela ficou vermelha, não tinha a intenção de que ele ouvisse.
– Isso é algo que não posso lhe dizer, mas Takayuki é muito parecido comigo. — Ela sorriu e olhou para o lado. Toda a roupa de Takashi estava no chão o que fez com que ela percebesse que ele estava nu. Ficou mais vermelha ainda.
– Vim lhe desejar um bom dia.
– Arigato e para você também. Levantou-se mais cedo do que de costume hoje, normalmente é esta a hora em que desperta.
– Sim, desejava logo ver meu filho. Não consigo mais ficar longe dele. — Takashi deu seu lindo sorriso que fazia com que qualquer pessoa, sendo ela humana ou youkai, se derretesse como uma pedra de gelo no sol de verão.
Ele se levantou e começou a andar em direção a margem do riacho. Ela começou a ficar nervosa, à medida que ele se aproximava a água mostrava mais de seu corpo perfeitamente esculpido por um Deus que desejava criar a perfeição em matéria na Terra. Takashi sorria ao perceber a reação dela.
– Jogue-me a toalha, por favor. — Ela pegou e jogou na direção dele, este ainda estava na água. Foi saindo lentamente o que aumentava ainda mais a sensualidade com que ele o fazia. Ele se secou e se enrolou na toalha e ficou parado olhando-a. Ela tinha os olhos fechados. — Rin pode abri-los. — Ela os abriu.
– Takashi-sama ainda não está vestido.
– Logo vou me vestir. — Ela fechou os olhos novamente e ele se aproximou. — Rin desejo por seu beijo novamente. — Ela abriu os olhos, a voz de Takashi estava sendo susurrada, fazendo com que ela percebesse o desejo que o tomava.
– Acho que deveríamos voltar, Takayuki logo acordará e...
– Não se preocupe, Hiroko está lá. — Ele colocou a mão no cabelo de Rin e puxou sua cabeça para trás.
Beijou-lhe o pescoço e fez menção em descer, mas voltou. Beijou-lhe os lábios com a mesma intensidade da outra vez. Ela nunca mais permitiu que ele se aproximasse daquela maneira, mas ela não podia mais se segurar. Queria senti-lo mais uma vez, precisava. Ele encostou seu corpo ao dela e ela pode sentir sua excitação. O membro de Takashi roçava nela fazendo-a ter pensamentos inadequados, ou seriam adequados, afinal eles eram marido e mulher.
– Takashi... — Ela tentou falar entre o beijo, mas foi impedida, não podia sequer respirar.
Rin estava sufocada por sua própría excitação. A vontade que sentia dele era imensa. Ela sabia que não iria aguentar. Depois de alguns minutos trocando beijos ardentes ele a encostou em uma árvore que ficava próxima de onde eles estavam. Quando ele ia dar-lhe outro beijo, ela o parou. Precisava ter certeza de que era aquilo que realmente queria. Ele respirou fundo por várias vezes. O kimono de Rin estava molhado, por causa de Takashi e os seios dela, começavam a ficar à mostra.
Ele colocou as mãos na árvore, precisava respirar, precisava se acalmar. Ela tinha o impedido de continuar, foi quando a toalha caiu e ele ficou completamente nu. Rin sentiu algo cair sobre seus pés e olhou para baixo, viu Takashi como veio ao mundo e depois olhou-o. Ele analisava a reação da mulher, viu que ela não estava constrangida, pelo contrário, Takashi pôde sentir que a excitação de Rin aumentou.
Não perdeu tempo, abraçou-a e beijou-a vorazmente. Abriu-lhe o kimono e jogou-o longe, colocou a mão sobre seu seio. Logo desceu e a puxou para perto de si. Ela estava completamente submissa à ele naquele momento, não queria e nem podia mais resistir. Ele a conquistara mais um vez de todas as formas, inclusive sexualmente.
– Rin, como desejei este momento. — Ele a deitou no chão e beijou todo o corpo da mulher. Deitou-se por cima dela e colocou a mão em seu sexo, fazia movimentos circularem, que faziam com que Rin gemesse.
– Ah, Ah, Ah...- E ele adorava aquilo. Calou-lhe com um beijo ardente e percebeu que ela estava pronta para recebe-lo, mas queria deixá-la mais excitada, queria deixá-la louca de paixão.
Beijou-a mais um pouco, acariciou-a mais um pouco e colocou sua lingua no sexo de Rin. Ela não podia mais se contar, gemia cada vez mais alto, chamava pelo nome dele e ele não parava. Até que ela levantou sua perna direita e cruzou-a impedindo que ele continuasse. Ele a olhava procurar por ar que parecia inexistente ali e deitou-se atrás dela. Levantou sua perna e colocou em volta de sua cintura. Posicionou seu membro na entrada quente, apertada e úmida de Rin. Beijou-a mais uma vez. Colocou a mão em seu seio e penetrou-a fortemente.
Rin não conseguia mais beijá-lo, quase gritava de tanto prazer. A cada forte e profunda estocada de Takashi ela sentia um prazer inenarrável. Ele a olhava e estava ficando enlouquecido, ele se retirou dela e a puxou para cima dele. Ela deitou-se sobre ele, beijou-o e posicionou-se para a entrada dele. Os movimentos de Rin sobre Takashi eram intensos mas ela não conseguia continuar, parou. Seu corpo começou a tremer. Ela ia cair para trás, mas ele a segurou e beijou-a mais uma vez.
Beijava o pescoço e os seios de Rin avidamente e ela começou a se movimentar sobre ele novamente. Suas mãos estavam sobre as costas de Takashi puxando-o para si. Ele a deitou no chão e se posicionou entre suas pernas e penetrou-a fortemente. Takashi ia com força e rápidez. Depois de algum tempo Rin atingiu seu ápice e Takashi começou a sentir seu sangue youkai dominá-lo. Logo seus olhos estavam vermelhos e suas garras e presas à mostra. Ele uivou alto e despejou seu sêmem no interior de Rin.
– Minha amada Rin, eu a amo mais que a mim mesmo. — Ela sorriu e o beijou carinhosamente. Estava cansada, precisava dormir um pouco. Depois de alguns carinhos, ele se levantou e voltou a se banhar no riacho. Ela entrou com ele e ambos beijavam-se e trocavam carinhos na agua.
– Eu queria poder ficar assim para sempre. — Ela confessou.
– Também, mas não tem que ver Takayuki?
– Também. — Ele se aproximou dela e deu-lhe um beijo. Ambos saíram da água e foram para a mansão. Teriam um longo dia pela frente.
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