O Amor, Você e Eu.
29 O alvo é Sesshoumaru.
Passaram-se três dias após o ocorrido e como prometera, Takashi pediria afastamento dos serviços do shiro. Pelos inúmeros problemas que ali eles passaram, achou que era hora de começar uma nova vida em outro lugar. Rin não concordava muito com aquela idéia, pois tinha se apegado a muitas pessoa ali, mas se Takashi havia decidido desse jeito ela o seguiria onde fosse.
Era manhã quando Rin acordou para alimentar Takayuki, achou estranho o menino não ter chorado ou mesmo alguém ter ido chamá-lo, mas mesmo assim decidiu vê-lo após sua higiene matinal.
Ele dormia pesadamente como um anjo, provavelmente logo acordaria para a sua mamada. Ela ficou esperando, até que ele acordasse. Uma de suas empregadas entrou no quarto e foi falar com Rin.
– Senhora, tem um homem lá embaixo, chamado Inuyasha e ele deseja falar-lhe.
– Inuyasha-sama?! Não acredito que ele veio me visitar!
– Senhora ele não quis entrar.
– Tudo bem, descerei em breve. — Nesse instante Takayuki acordou e Rin o pegou no colo. Pensou em como Inuyasha ficaria feliz em ver seu filho. Ela desceu as escadas e foi até a porta, parou chocada quando viu o homem que a aguardava. Seus olhos arregalaram-se.
– Espere, você não é Inuyasha-sama.
Depois de todo o dia no shiro, Takashi se dirigiu ao escritório de Sesshoumaru para pedir seu desligamento dos serviços ao seu senhor. Por ele, por seu filho e por Rin. Por mais que Takashi fosse profissional, não aguentaria aquela situação por muito tempo e logo poderia perder o controle e criar mais problemas do que já tinha.
Entrou no escritório decidido, iria falar independente das circunstâncias, Sesshoumaru gostando ou não. Era sua mulher que estava em jogo. Sesshoumaru estava sentado em sua cadeira atrás da mesa e esperava seu general começar a falar.
– Sesshoumaru-sama — Fez uma reverência. — Preciso solicitar-lhe algo. — O youkai de cabelo prata fez silêncio para que ele prosseguisse.
– SESSHOUMARU-SAMAAAAAAAAAAAA, TAKASHI-SAMAAAAAAAAAAA, SESSHOUMARU-SAMAAAAAAAA.
– Jaken, o que quer. — Perguntou Sesshoumaru.
– Sesshoumaru-sama, Takashi-sama — Ele se prostou. — A menina Rin.
– O que tem ela? — Disse Takashi.
– Ela desapareceu.
– Como assim desapareceu? — Perguntou o marido da moça, urgente pela resposta.
– Parece que um homem chamado Inuyasha foi até sua casa e ela o seguiu sem olhar para trás nem responder ao chamado dos empregados. O jovem Takayuki também foi levado.
– Inuyasha seu meio-irmão meu senhor?! — Perguntou Takashi.
– Inuyasha não viria a essas terras sem ao menos cruzar comigo.
– Como ele era Jaken? — Perguntou Sesshoumaru intrigado.
– Era um homem alto e de cabelos longos, loiros. De acordo com a descrição dos empregados.
– Eis ai a solução, aquele hanyo tem cabelos pratas.
Rin acordou sentindo fortes dores, podia ouvir o choro de seu filho e não sabia onde estava. Queria se levantar mas as mãos estavam amarradas, estava deitada no chão de um casabre que era iluminado apenas por algumas tochas.
– Takayuki... — Ela disse sem força.
– Acordou, gracinha. — Falou a voz do homem que segurou o rosto de Rin. Ela tentava olhá-lo mas o via somente por um olho, porque o outro estava inchado. — Lave esse rosto. Logo, logo sua visita retornará. — Ele levantou o rosto da menina e fez com que ela encostasse na parede.
Lavou-lhe os olhos. Rin chorava ao ouvir o choro de seu filho e não poder pegá-lo.
– Não chore mocinha, farei algo que a fará sorrir. — O homem colocou a mão no seio de Rin e ela sentiu nojo de si mesma.
– O que pensa que está fazendo, baka. — Uma outra voz masculina pôde ser ouvida.
– Apenas queria fazê-la sorrir.
– Não toque nela, você ouviu as ordens.
– Certo, certo, mas o que uma moça tão bonita teria feito para que alguém desejasse tudo isso?
– Não sei, mas boa coisa não foi. Agora lave seu rosto, antes que ela desmaie denovo. — E assim o homem fez, lavou o rosto da menina limpando todo o sangue.
Rin não tinha forças para falar, apenas pensava em como seu filho corria perigo naquela situação e ela impotente dianta de tal coisa. Apenas acreditava que Takashi pudesse salvá-la, se não o conseguisse, salvasse pelo menos a seu filho.
Takashi e Sesshoumaru corriam rapidamente floresta adentro. O rastro de Rin havia se perdido, mesmo assim não desistiram, procuraram por toda a parte. Ambos estavam correndo contra o tempo, pois aquela altura era muito tempo longe de casa. Até que Takashi sentiu um rastro que ainda estava fresco, um rastro de alguém que eles nunca imaginariam estar envolvido naquilo. Seguiram-no o mais rápido que puderam.
O homem que havia aparecido na mansão mais cedo, era o que ajudava Rin a se limpar. Ele tinha cabelos loiros e olhos verdes, já o outro tinha cabelos e olhos castanhos. Ambos eram altos. Chamavam-se Issao e Jiro, respectivamente. Rin estava com o rosto limpo, porém ainda doia muito. Até que uma figura entrou no casebre.
– Parece que poderei voltar a minha diversão. — Rin olhava com desprezo nos olhos. — Não me olhe assim, seu filho está comigo, lembra?! — A morena se enojou.
– Ela já está limpa como pediu.
– Ótimo agora vamos ver, como Sesshoumaru reage a isso. — Então Rin foi chutada, em sua face.
Minutos depois e Rin apanhando ainda estava apanhando. Ela não podia reagir aquilo estando amarrada. Issao e Jiro estavam do lado de fora e apenas escutavam tudo.
– Ei, Issao.
– O que é?!
– Porque acha que ela está fazendo isso?
– Não sei e nem quero saber Jiro, apenas quero meu pagamento.
– De quem será esta criança? — Os homens não haviam visto o rosto do bebê pois não haviam tido chance, contudo ele começou a chorar e eles decidiram pegá-lo. Até que ambos se espantaram.
– Merda Issao!
– O que foi?!
– Essa criança, é um HANYO! — O loiro paralisou.
– Estamos fritos, se o pai dessa criança nos achar nós certamente morreremos!
Dentro do casabre, Rin estava caída outra vez pelo soco que havia acabado de receber.
– Levante-se sua inútil, reaja.
– Você sabe que não vai saborear isso por muito tempo, não é Tsuki.
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