O Amor, Você e Eu.
12 Não vou permitir que ela me tire você.
Notas iniciais
Amanhecia o dia nas Terras do Oeste e Rin já estava acordada, pra falar a verdade, nem tinha dormido. Descansou o suficiente durante os dias em que esteve desacordada. Ela olhava o sol nascer pela janela quando alguém bateu em sua porta. Ela se dirigiu em direção a mesma e abriu. Era Takashi.
– Vejo que está bem disposta essa manhã. — Ele a analisou.
– Não dormia durante a noite.
– Aceitável depois de dois dias desacordada. Vim lhe dizer que já estou indo para o shiro.
– Hai. — Ela sorriu pela preocupação dele.
– Se precisar de algo tem todos os empregados dessa casa a sua disposição.
– Hai, Takashi-sama e obrigada por tudo o que esta fazendo por mim.
– Ohayo Rin.
– Ohayo. – E ele foi para o shiro.
Rin resolveu voltar para a cama, já que Takashi não estaria com ela àquela manhã. A moça ainda não estava preparada para enfrentar aquele dia. Fitando o teto, ela pensava em tudo o que havia acontecido e em como Takashi foi maravilhso ao recebê-la. Então sua ficha caiu. Ela não poderia ficar vivendo com ele para sempre. Uma hora teria de voltar para casa. Mas onde era sua casa agora? Não era mais o shiro e muito menos a Aldeia de Inuyasha. Ela se deu conta da situação em que estava e se viu sem saída. De tanto pensar ela acabou cochilando.
Rin despertou com leves batidas em sua porta. Levantou-se, abriu e se surpreendeu com uma youkai que aparentava ser uma humana de cinqüenta anos. Esta a cumprimentou.
– Ohayo senhorita.
– Ohayo.
– Posso entrar e preparar-lhe um banho?
– Hai.
– Seu desjejum será servido logo após senhorita.
– Arigato. — Rin ficou curiosa. — Qual o seu nome?
– Me chamo Hiroko senhorita.
– Hiroko, pode me dizer como é Takashi-sama?
– Ele é um youkai de muito honra senhorita e os deuses me abençoaram por servir a ele e sua família. — Rin ficou admirada.
– Ele tem família?
– Teve senhorita, mas seus pais morreram e ele é filho único.
– Ele deve ser muito sozinho. — Ela constatou triste.
O dia transcorreu tranquilamente para Rin. Os empregados a trataram muito bem. Ela teve todas as suas refeições no horário certo, andou pela casa, conversou com alguns servos. Reparou que, embora bem organizada, a casa precisava de toques femininos. Depois decidiu ir para a biblioteca. Ficou lá durante horas, até que Takashi retornou.
Ele foi diretamente até onde ela estava. Primeiro parou a porta e ficou observando a menina ler. Ele a achava linda e adorava admirá-la. Então ela percebeu sua presença.
– Konbanwa meu senhor. – Ela o cumprimentou sorrindo.
– Konbanwa Rin.
– Gostaria de lhe falar um instante. – Takashi entrou na biblioteca e fechou a porta. Sentou-se em um sofá que ficava de frente para ela e esperou.
– General, eu estou muito preocupada com algumas coisas. A única família que eu tinha aqui era Sesshoumaru-sama, mas nessas circunstancias, não tenho pra onde ir e não tenho nada que é meu. — Ela não precisou continuar. Ele já havia entendido onde ela queria chegar.
– Rin, você pode viver nesta casa o tempo que desejar, se um dia partir eu entenderei.
– Arigato, Takashi-sama.
E assim, Rin foi vivendo com Takashi. Ela ainda estava triste, pois perder o grande amor de sua vida daquela forma não era algo que podia ser facilmente ignorado. Chorava às vezes, mas sempre ficava bem porque Takashi sempre a fazia bem. Passaram-se alguns meses e Rin ainda morava com Takashi.
A casa agora estava um pouco diferente, onde havia apenas espaços em branco, havia cortinas coloridas. Onde havia apenas vasos, agora tinha jarras com flores. Sempre colhidas naquele dia, para perfumar e enfeitar bem a casa. Takashi chegava do shiro e observava sempre a mudança de Rin. Ele via sua melhora a cada dia. Quando Rin chegou a sua casa, ela estava muito magra, agora tinha ganhado um pouco mais de corpo e suas curvas estavam cada vez mais perfeitas.
O general youkai e a humana estavam bem íntimos, porém o youkai temia que ela pudesse ter uma recaída e ele se enganasse de novo. Com o passar do tempo, o sentimento que ele tinha por ela foi crescendo e crescendo e ele sempre demonstrava de alguma forma, que fazia com que Rin ficasse corada ou radiante de felicidade. Ele a enchia de mimos, a levava a vários lugares. Sempre estavam juntos. Quando ele saia em missão ela sentia muito a sua falta, porém eles sempre se comunicavam de um jeito ou de outro.
Até que um dia, após voltar da caminhada que às vezes fazia no final da tarde em uma floresta que ficava próxima a casa de Takashi, que possuía um rio onde Rin adorava se banhar, ela o avistou chegar.
Correu em direção a casa e quando entrou deparou-se com alguém que não queria ver. Sentada na sala principal, estava Tsuki linda como sempre, bem próxima de Takashi. Ela segurava em suas mãos e sorria para ele de uma maneira, aos olhos de Rin, oferecida. A menina não acreditou no que estava acontecendo. Tsuki a olhou de cima a baixo e a cumprimentou. Rin não respondeu foi direto para seu quarto sem ao menos olhar para Takashi.
– Eu acho melhor você ir atrás dela. Humanas permitem que seus sentimentos comandem sua razão. – Takashi a olhou e decidiu subir e falar com Rin. Ela bateu a porta de seu quarto bruscamente. Tsuki e Takashi se olharam.
– Vou falar com ela. – Ele se levantou e foi. Chegando ao quarto da menina ele bateu na porta e ela o mandou entrar.
Quando ele entrou, nem o esperou começar a falar.
– Takashi, por que ela está aqui?
– Ela veio porque a muito não nos víamos.
Rin ergueu uma sobrancelha.
– Ela está sentindo sua falta?
– Ao que parece, sim.
– AH, QUE ÓDIO! — A humana explodiu.
– Controle-se Rin.
– Como posso me controlar com essa mulher debaixo do mesmo teto que eu? Querendo a atenção do mesmo youkai que eu? – Nesse momento, Takashi riu por dentro. – Não, Takashi! Não sou obrigada a vê-la! Não queria vê-la! ESPERO NUNCA MAIS VÊ-LA!
– Rin, ela jantará conosco. – Rin arregalou os olhos. Será que Takashi tinha escutado o que ela acabara de dizer?
– De jeito nenhum! E se ela não sai dessa casa, eu saio! – Ela deu as costas a Takashi e deu o primeiro passo. Foi o único. Ele a segurou pelo braço e a puxou, fazendo-a girar e parar seu rosto bem próximo do dele. Takashi era alto e fez questão de abaixar para olhar Rin bem de perto. Quando Rin tomou consciência da proximidade de ambos, ficou sem fôlego, mas de certa forma gostou daquilo.
– É somente um jantar Rin. — Sua voz era baixa e persuasiva, mas ela não se deixou abalar. — Não significa absolutamente nada.
– Não acredito nessa mulher, ela já me tirou Sesshoumaru, não vou permitir que ela me tire você.
– Então tudo isso é por Sesshoumaru.
– Claro que não, mas ela te olha e te trata de uma forma que eu não gosto.
– E por que não gosta?
– Porque... Não importa Takashi! O que importa é que ela adora o fato de ter te conhecido muito antes de mim!
– Como pode ter tanta certeza?
– Eu faço uma aposta.
– Hum, isso pode ser interessante. – Nesse momento Takashi puxou Rin para mais perto, tanto que dava para sentir sua respiração. Ela começou a sorrir. – Se eu ganhar, você dará pra mim algo que nunca deu a ninguém.
– Feito. — Ela abriu um largo sorriso. — E se eu ganhar eu escolho o que quiser.
E assim, Rin foi se preparar para o jantar, certa de que a vitória seria dela.
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