O Amor, Você e Eu.

45 Ficarei com você, para sempre.


Notas iniciais
Bom pessoal esse é o último capítulo. Quero dizer antes de mais nada que sou muito grata a todos vocês por acompanharem essa história. Obrigada pelas críticas e sugestões elas me fizeram crescer muito. Meu objetivo foi cumprido: concluí a história. Esse é o final e eu espero de verdade que vocês gostem. Boa leitura.

Rin estava no shiro, preparando-se para ver seu filho. Logo ele chegaria e ela amava realmente aquela companhia.

Não teve uma boa noite de sono, pois sonhou tudo o que há muito tentava esquecer: Todo o sofrimento que adquiriu longe de Takashi. Ela sonhou exatamente com todas as palavras que ele lhe disse quando ela se negou a irem morar juntos e milhões de lembranças perturbadoras invadiram sua mente.

Penteava os cabelos com muita calma, olhava para o céu. O dia estava muito nublado, com certeza viria muita chuva. Ela pensava em Takashi, pensava em Takayuki e pensava em seu filho que nasceria.

Se Takayuki que já tinha cinco anos não se lembrava de seu pai e sua mãe juntos, imagina seu filho que estava por vir. Takayuki tinha sido gerado por amor, por felicidade. Pela realização de Takashi e Rin estarem casados e vivendo bem. Mas e a criança que iria nascer? O que ela diria para seu filho quando ele perguntasse como foi que nasceu ou se sua mãe era casada? Ela pensava muito e alisou sua barriga.

– Me parece que eu não pude fazer com que vocês vivessem numa família normal. Perdoem-me meus filhos.

Rin estava exausta de tantas reviravoltas. Não agüentaria mais uma. Chegou à conclusão de que o melhor seria mesmo ficar separada. Quando seu filho chegasse seria difícil, mas o que ela faria? Não estava mais preparada para qualquer coisa, queria a segurança de ter seu filho sem sofrimento ou tristeza, ou até mesmo climas tensos. Afastou os pensamentos e percebeu três figuras caminhando pelo pátio. Eram Takashi, Takayuki e uma youkai que ela reconhecia por ter visto em vários eventos oferecidos pelos generais e comandantes de Sesshoumaru. Era a filha do General Watanabe, Akemi.

A humana olhou desconfiada e ficou a observar-los. Takayuki caminhava um pouco a frente enquanto Akemi tinha um lindo sorriso no rosto e suas mãos estavam juntas a frente de seu corpo. Takashi por sua vez tinha o olhar fixo na linda youkai de cabelos enrolados e loiros. Suas mãos estavam para trás e ele caminhava lentamente acompanhando o passo da fêmea. Rin não sabia o que estava acontecendo, mas não gostou nada daquilo. Quem os visse diria que eram uma família.

Takashi se atrasou para buscar seu filho e ela acabou estranhando o fato. Até que decidiu ir para o lado de fora procurar por ele. Estava escuro e ela deixou Takayuki arrumando suas coisas do lado de dentro.

– Takashi! Takashi!

– Hai. – Ela se assustou e virou para encarar o youkai.

– Demorou muito. Aconteceu alguma coisa?

– Iie, apenas perdi a noção do tempo com o General Watanabe. Por quê?

– Nada, só fiquei preocupada.

Takashi se aproximou e alisou a barriga de Rin. Ela ficou um pouco sem graça, ainda não tinha se acostumado com isso. O pequeno ser que estava dentro da humana mexeu-se e ele abriu um lindo sorriso.

– Ele fica feliz quando você está por perto. — Ela confessou.

– Já são dois.

– Dois? — Perguntou confusa.

– Takayuki e ele.

– Mentira! Existem muitas outras pessoas que ficam felizes quando você está por perto.

– Essas pessoas já morreram Rin.

– Claro que não.

– O que quer dizer?

– Eu estou viva e fico feliz com você por perto. – Takashi se levantou para fitá-la.

– Como posso saber se é verdade?

– Você sabe que é.

– Então porque ainda foge de mim?

– Eu não fujo. – Takashi se aproximou dela e colou seu rosto. Fechou os olhos para melhor aproveitar a situação.

– Foge e se esconde como uma criança que teme algo.

– Acho melhor pararmos por aqui... – Ele segurou-a pela cintura.

– Não quero que fuja de mim Rin.

– Takashi pare. Eu não... – Ele a beijou e ela correspondeu. Mas este beijo foi diferente, nele Takashi não sentia paixão.

– Diga que não me ama mais Rin...

– Eu te amo, mas estou cansada.

– De quê?

– Cansada de tantas reviravoltas, cansada de te amar, te querer e você nada. Cansada de sonhar e perceber que a realidade é muito cruel. Cansada de te querer e não te ter. Estou cansada de chorar, cansada de sofrer.

– Eu te faço feliz Rin, como nunca antes a fiz.

– Eu não quero mais tentar...

– Seja minha outra vez.

– Não quero mais me iludir. Meu coração não está preparado para uma futura decepção Takashi. Eu quero me desapegar desse sentimento. Deixe-me ser livre desse amor que sinto por você.

– Tudo bem. Não insistirei. Só te peço um ultimo beijo e nada mais.

Ela concordou e ele a beijou. Aquele foi um beijo totalmente diferente do anterior. Era repleto de amor, de carinho, de paixão. Era realmente como uma despedida. Aquele foi o beijo que Rin mais sentiu em toda sua vida. O bebê que estava em sua barriga reagiu a toda emoção que a mãe experimentava.

Ele separou seus lábios dos dela e apenas quis senti-la um pouco mais perto de si. Era a ultima vez e ele queria aproveitar aquele momento. Segurava o rosto de Rin bem próximo ao seu. Tinha os olhos fechados.

– Então me prometa uma coisa.

– Diga.

– Que eu vou seguir o meu caminho e você o seu, já que não há mais nada que eu possa fazer para tê-la.

– Eu não quero prometer nada, porque eu não quero falhar com a minha palavra.

– Me prometa Rin, assim como prometeu que não me amaria mais.

– Isso é totalmente diferente...

– Não é. Você prometeu que não seria mais minha e agora eu vejo o quanto isso era real. Quero que me prometa que vai viver além de mim. – Uma lágrima teimosa ousou cair do olho de Rin. Ela começou a chorar.

– Porque você tinha de estragar tudo? Nós estávamos tão bem.

– Me prometa Rin.

– Eu... Eu...

– Vamos diga e acabe de uma vez com toda essa esperança que preenche meu coração. – Ela o abraçou.

– Eu não quero dizer. Eu não quero me despedir novamente Takashi. Por favor, não me obrigue a isso. – Ele a abraçou também.

– Acabe de uma vez com toda essa dor Rin.

– Eu não quero. Eu sei que quando prometer você vai me deixar.

– Não vou te deixar.

– Não estou falando fisicamente, mas você vai mudar e eu vou voltar a me sentir longe de você. – Ele apertou o abraço.

– Eu vou sempre estar aqui.

– Eu quero isso, mas quero que você esteja por inteiro.

– Decida-se Rin, você quer que eu a ame ou não?

– Eu só não quero que mais uma mágoa ou um ressentimento fique entre nós. Por favor, não me faça prometer isso.

– Está bem. Não pedirei nada mais.

Rin sabia que Takashi mudaria com ela, mas não sabia o que estava por trás dessa promessa. Por que ele queria que ela prometesse tal coisa? Por que queria que ela seguisse seu caminho independente da sua escolha? Ela já não podia entender. A verdade é que não conseguiu prometer por medo, porque sabia que não agüentaria mais um dia de sua vida longe de seu amado youkai. Mesmo não sendo sua esposa a convivência a fazia muito bem, trazia segurança. Ela não queria perder isso. Não abriria mão disso nunca.

Alguns dias se passaram depois do ocorrido no jardim do shiro e tudo o que Rin mais temia aconteceu. Takashi estava de certa forma ausente, distante. Ele fazia de tudo para estar próximo, mas ela podia sentir a distância. Ainda havia algo que lhe intrigava a promessa de Takashi ainda lhe gerava dúvidas. Decidiu perguntar, mas não sabia como e nem quando.

Em um dos intervalos de seu treino, Takashi estava sentado sobre um dos bancos que havia espalhados pelos pátios do shiro, Rin o avistou e decidiu ir até ele. Tinha que perguntar sobre o nome de seu filho, já que era confirmada a informação de que seria um menino.

Enquanto ela se aproximava viu algo que a deixou bastante angustiada. A filha do General Watanabe surpreendeu Takashi por trás e tapou-lhe os olhos, falou ao seu ouvido e a única palavra que saiu dos lábios de Takashi foi Akemi. Ela sentou-se ao lado do youkai e parecia um casal de namorados. No mesmo instante a morena ligou uma coisa a outra. Este era o seguir caminho de que Takashi falava, ele estava com outra em sua mente. Por isso tentou se acertar com ela, para desistir de Akemi enquanto era tempo. Seu coração acelerou.

– Então foi por isso Takashi, agora entendo tudo. – Ela começou a sentir sua cabeça pesar e apoiou-se na árvore. Sua respiração era falha. Takashi sentiu o cheiro de Rin e logo a avistou, pediu licença a Akemi e se dirigiu até onde ela estava.

– Rin, o que está sentindo? – Ela levantou o olhar e avistou Takashi com a linda youkai loira observando-os por trás. Demorou em responder.

– Nada.

– Não minta. O que está sentindo?

– Eu vou me deitar, não estou bem disposta... – Ela se virou para caminhar e quase caiu. Takashi a amparou no mesmo instante e a pegou no colo.

– Teimosa, lembre-se que meu filho está dentro do seu corpo. – Ele falou por falar, ela estava desmaiada.

Com certa relutância em seu corpo, Rin abriu os olhos e a primeira coisa que viu foram três pares de olhos sobre si. Um de Shizuko, um de Takayuki e o outro de Jaken. Tentou levantar, mas foi inútil.

– Não deve se esforçar Rin. – Disse Sesshoumaru que entrava no quarto.

– Eu estou bem Sesshoumaru-sama.

– Não seja teimosa menina, você desmaiou no jardim. – Disse Jaken repreendendo-a.

– Haha, o que aconteceu?

– A mamãe ficou tonta e desmaiou meu amor. Isso também aconteceu quando você estava aqui na minha barriga.

– Por que haha?

– Porque as mulheres grávidas ficam assim meu filho. – Disse Takashi. Rin olhou para ele com os olhos em fendas.

– Perdoe-me por lhe atrapalhar Takashi.

– Não atrapalhou. Agora quero que me diga. O que desejava falar comigo?

Nesse momento Sesshoumaru olhou para todos naquele quarto e eles puderam entender que era para se retirar dali. Takayuki foi levado por Jaken que o apresentaria um novo brinquedo. Takashi e Rin estavam cara a cara.

– Eu queria saber, qual será o nome do nosso filho.

– Ainda não escolhi.

– Hum...

– Era somente isso Rin?

– Não. Takashi por que você queria que eu prometesse seguir minha vida?

– Porque é o certo a se fazer, já que não teremos mais nada.

– Se eu descobrir que é mentira, nunca mais dirijo a palavra a você.

– Alguma vez eu já menti ou lhe enganei Rin?

– Não.

– Então está tudo certo. Mandarei Takayuki entrar para que vocês possam aproveitar melhor essa tarde.

Takashi se retirou do quarto sem se despedir. Queria sim distância para que não acabasse se rendendo ao desejo de ter Rin para si. Era algo que se tornava incontrolável. A ausência de Rin deixava uma lacuna enorme em seu coração.

Durante a tarde tudo correu muito bem entre a humana e seu filho hanyo. Mais uma vez, Takashi demorou em buscar o filho e mais uma vez Rin foi ao seu encontro. Ela o encontrou caminhando com o General Kimura e ela escutou muito bem as ultimas palavras do youkai.

– Eu acho que ela vale à pena, por isso tentei.

– Está certo Takashi, se é possível a um youkai amar eu acredito que você a ama. – Rin ficou curiosa para saber de quem Takashi estava falando, mas fingiu não se importar.

– General Kimura. Takashi. – Ela os comprimentou.

– Konbanwa Rin-sama.

– Konbanwa Rin.

– Bom tenho que partir. Até breve. – O general fez uma leve reverência a Takashi e a Rin e deu alguns passos. Parou como se lembrasse de algo e se virou.

– Takashi com certeza ela vale a pena. – O youkai apenas confirmou com a cabeça e o outro começou a andar, logo havia sumido. A curiosidade explodia dentro da humana, mas ela não quis demonstrar.

– Takayuki está a sua espera. Ela se preocupa quando você se atrasa.

– Certo, já vou buscá-lo. Como se sente hoje?

– Bem...

– Com este tom?

– Sim, eu estou bem fisicamente.

– Existe algo que queira compartilhar?

– Eu quero, mas você não. – Takashi entendeu no mesmo instante e por ali encerraria a conversa.

– Vou buscar meu filho.

– Nosso filho.

– Como preferir. – Ele começou a caminhar e ela se colocou em sua frente parando-o.

– Por que faz isso comigo?

– Rin, quando se fazem escolhas deve-se estar preparado para as conseqüências.

– Eu preciso de você por perto, mas não quero arriscar uma profundidade.

– Humanos são seres confusos. – Ela sentiu naquelas palavras uma barreira enorme entre eles e concluiu que Takashi teria uma youkai. Teria Akemi. Enfureceu-se.

– Talvez o melhor seja humanos com humanos e youkais com youkais, não é mesmo?

– Se acredita que seria melhor dessa forma... Princípios e conceitos são individuais.

Takashi começou a caminhar e ela o interrompeu novamente.

– Depois dessas suas palavras, me parece que mudou seus conceitos.

– Rin aonde quer chegar?

– Você sabe onde quero chegar. Em Akemi.

– O quê?!

– Pensa que eu não sei sobre vocês? Da intimidade que criaram rapidamente?

– A gravidez está mexendo com seu raciocínio.

– Não está. Eu estou perfeitamente sã. E não pense que não sei sobre o pai dela oferecê-la para que você a tome como sua esposa.

– Se me der licença, vou buscar meu filho.

– NÃO VAI! PORQUE VOCÊ VAI ME ESCUTAR! – Takashi fez uma cara de divertimento.

– Então fale.

– Por que você me pediu para seguir a vida? Para não me importar com o que aconteceria no futuro?

– Porque você disse não seria minha novamente. Não se esqueça que sua vida é breve Rin. Viva-a intensamente para que no dia de sua morte não tenha arrependimentos. Agora se me der licença tenho que buscar meu filho, pois como você mesma disse ele fica preocupado quando demoro.

Não era suficiente, ela queria saber mais. Queria ouvir a verdade.

– Então de quem você falava quando cheguei aqui?

– De uma fêmea.

– Akemi?

– Também.

– Eu sabia.

No mesmo instante ela começou a estapear o youkai e este permaneceu imóvel. Não sentia nada.

– EU SABIA QUE HAVIA ALGO ENTRE VOCÊS! COMO PÔDE?! VOCÊ ME PROMETEU QUE SERÍAMOS PARA SEMPRE O AMOR VOCÊ E EU! — Takashi arregalou os olhos e segurou Rin depois de ouvir aquelas palavras.

– Você se lembrou.

– Sim e preferia não ter me lembrado. Não há nada pior do que sentir saudade daquilo que nunca se terá de volta. Eu te odeio Takashi e te amo. Não fique com ela, não se afaste de mim. Eu te peço perdão por todo o sofrimento que lhe causei, mas não se case outra vez. Faça com que minha breve vida valha à pena. – Ela chorava.

– Quando recuperou a memória?

– Pouco depois do seu casamento. Eu sofri duas vezes mais desde aquele momento até hoje. Por isso te neguei no outro dia, porque tive medo de me arriscar e me magoar. As suas palavras contra mim me feriram muito e mesmo assim meu coração ainda é seu. Por favor, não tenha outra eu não vou suportar passar por isso mais uma vez. – Rin o abraçou chorando.

Eles ficaram ali por alguns minutos, enquanto a humana chorava Takashi estava surpreso por ela ter recuperado sua memória. Agora ele compreendia o porquê dela estar tão diferente e muito mais atrativa. Além de ter crescido em maturidade ela tinha vantagens. Sabia tudo o que o youkai gostava e sabia também como tê-lo em suas mãos.

– Rin, Akemi e eu...

– Não Takashi. Não quero ouvir outra vez você defender alguém que não seja eu...

– Não temos nenhum relacionamento.

– Porque eu sei que por tudo o que fiz não te mereço, mas se você me der uma única chance eu te faço feliz e prometo não te magoar mais... – Ela se deu conta do que ouviu – O que disse?

– Akemi e eu não temos nenhum tipo de relacionamento. O general Kimura sim deseja desposá-la e ela ser a sua esposa. Sou apenas um meio entre eles, pois seu pai tem em mim muita estima e confiança e o General Kimura é meu companheiro de infância.

– Então... Quer dizer que... Eu acho melhor entrar... – A humana percebeu que havia falado demais para Takashi. Corou. Ela se virou para caminhar e o youkai a segurou, a rodou e a abraçou fortemente.

– Depois de tudo que disse ainda pretende fugir de mim? Eu te amo minha pequena e não existe outra fêmea que eu tenha interesse á não ser você.

Rin levantou seu rosto para olhar o youkai e uma lágima de felicidade rolou de seus olhos.

– Eu te amo Takashi, te amo muito. Por favor, não fique longe de mim.

– Ficarei com você, para sempre.

O youkai abaixou-se e beijou a humana. Nenhuma sensação era melhor do que aquela. Ter em seus braços a mulher a quem tanto amava e para Rin era o mesmo. Saber que dali para frente eles estariam juntos era um causador de enorme felicidade. O beijo que eles aprofundavam revelava o quanto sentiam a falta um do outro e mesmo depois de idas e vindas reviravoltas ali estavam.

Rin parou o beijo.

– Existe um erro na sua promessa.

– Qual seria? – Ele não entendia o que a morena queria dizer.

– Não podemos ser mais nós três. Agora somos quatro.

– Errado. Agora somos cinco. – O youkai acariciou a barriga da mulher e a beijou.

Rin estava tão feliz que acreditava não pertencer mais a realidade e sim a um sonho maravilhoso. Por várias vezes ela pensou que nunca mais o teria que seu amor era impossível, mas o que não sabia era que a linha que a unia Takashi poderia ser muitas vezes esticada e emaranhada. Entretanto ela jamais seria rompida.



Notas finais
Até que enfim. Demorou muito para que eles ficassem juntos, mas dessa vez é para sempre. Estou pensando em fazer uma próxima, mas desta vez com Sesshoumaru e Rin sendo o casal principal. O que acham? Obrigada minna, vocês me ajudaram a chegar até aqui. Beijo e até a próxima Fanfic.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!