O Amor, Você e Eu.

16 A promessa de Takashi.


Notas iniciais
Primeiramente gostaria de agradecer as minhas fiéis leitoras e comentadoras e dizer que vocês me dão força pra continuar. Gostaria de pedir desculpas pois somente hoje pela manhã eu percebi que ao invés de colocar Ohayo Gozaimasu quando havia algum diálogo pela manhã eu coloquei Konnichiwa. Prometo corrigir. Sem mais delongas, eis aí o capítulo. Boa Leitura.

Takashi e Rin estavam muitos felizes. Passaram-se quatro meses desde que eles uniram-se. Takashi a procurava todas as noites, mas algo incomodava a Rin. Ela já deveria ter engravidado. Ela procurava pensar que no momento certo daria um filho a Takashi.

Desde o jantar em que Takashi recebeu o pergaminho, ele chegava do shiro bastante preocupado. Não mostrava a ela para que não a preocupasse, mas ela sabia. Até que um dia, quando estava na sala de negócios de Takashi, onde ele agora passava boa parte de seu tempo quando estava em casa, ela encontrou o pergaminho que ele havia recebido hà quatro meses atrás. Pegou-o e olhou fixamente.

Ao mesmo tempo que desejava ler, ela sabia que não podia, porque se ele não lhe contara, ela não deveria saber. Até que ela sentiu um leve vento sobre suas costas.

– Eu não tive coragem de ler.

– Existe algo que queira saber?

– O que está acontecendo Takashi? — Ela se virou para o youkai que estava atrás dela.

– Alguns vilarejos do Sudoeste das terras de meu senhor foram atacados e totalmente destruídos.

– Isso começou desde aquele dia em que o mensageiro do shiro veio aqui, não foi?

– Sim, porém a situação é mais grave. Sesshoumaru-sama declarou guerra e partiremos para lá em breve. — Rin sentiu seu coração disparar.

– Ou seja, eu vou ter que ficar sem você.

– Nosso exército está muito bem preparado para a batalha.

– Sei que sim, pois você é um explêndido general. — Ela o abraçou. — Eu sabia que uma hora isso ia acontecer, só não estava preparada.

– Prometo que voltarei para você meu amor.

– Prometa que não vai demorar.

– Isso não está em meu alcançe. — Ela enterrou o rosto no peito de Takashi. Não queria ficar longe dele. — Rin temos visitas.

– Quem é?

– Tsuki. — A menina apenas olhou para seu amado. Ela realmente não queria visitas. Ela queria passar a noite inteira com Takashi. Agora que sabia que uma guerra estava se aproximando, ela teria de aproveitar e muito seu marido.

– Tenho que recebê-la?

– Somente se assim o quiser.

– Não quero estar com ela.

– Como você preferir. — Ele a beijou e foi receber a youkai que nesse momento se aproximara da porta de entrada da mansão.

Rin foi para seu quarto enquanto Takashi estava na sala de estar com Tsuki. Enquanto ela subia as escadas, ouvia a youkai falar:

– Eu sinto tanto a sua falta! Você só vai ao castelo para seus deveres e logo volta. Essa humana deve satisfazer-lhe.

– Tsuki, modere suas palavras. Esta também é a casa de Rin.

– Você é o macho, você é quem manda.

– Hai, mas sendo minha fêmea ela tem direitos. Pelo que vejo, Sesshoumaru não conseguiu domá-la.

– E nem pode. Você sabe como sou, não consigo ficar parada. Tenho que fugir as vezes, odeio a rotina.

– Se um dia eu tiver uma herdeira, ela jamais conhecerá você. Sei o quanto seu pai sofreu em suas mãos.

– Outro que achou que poderia me domar. Em todos os meus séculos, só houve um youkai a quem eu me submeti e se pudesse voltar, faria tudo novamente.

Nesse momento, Rin tinha os olhos em fendas e desceu as escadas. Ela receberia aquela visita.

– Kombanwa Tsuki.

– Konbanwa humana. — O clima entre elas era tenso.

– Agora vejo porque Takashi a tomou para si. Se tornou uma bela mortal.

– Arigato. E como vão as coisas com seu marido? — Ela sentou-se ao lado de Takashi e segurou sua mão.

– As mil maravilhas. — Rin sentiu uma certa falsidade naquela declaração. Definitivamente não gostava de Tsuki.

– Meu amor, o jantar está pronto. Deseja servir-se agora?

– Sim, acompanha-nos Tsuki?

– Claro queridinho.

Ah, como Rin odiava aquela mulher! Ela insinuava-se para Takashi de uma tal forma que era extravagante. Ela jantou e ainda ficou por um bom tempo em sua casa. Rin não desgrudara nenhum momento de Takashi e Tsuki se divertia em provocá-la. Até que quando estava de partida, Tsuki sussurrou algo no ouvido de Takashi que deixou Rin extremamente irritada. Foram para seu quarto e após amarem-se calorosamente, Takashi percebeu que Rin estava pensativa.

– Algo te incomoda Rin?

– O que realmente houve entre Tsuki e você? — Sem rodeios a menina levantou-se e olhou para seu marido. Takashi a conhecia muito bem, sabia que ela era direta.

– Realmente quer saber?

– Hai.

– Tsuki e eu somos do mesmo clã de youkais lobo, mas nós vivíamos no oeste das terras de meu senhor. Ela sempre foi uma dama muito diferente das demais, era independente e guerreira. Seu pai era extremamente tradicional. Quando Tsuki atingiu a idade para se casar, seu pai à prometeu ao Senhor dessas Terras, na época Inu Taisho. Ela se rebelou contra ele e fugiu para minha casa. Meus pais a acolheram porque nós já éramos amigos de infância e nossas famílias eram conhecidas. Ela viveu conosco por alguns meses e nós nos aproximamos mais. Até que em uma noite, ela pediu para dormir em meu quarto porque estava assustada e eu permiti. Ela se despiu e pediu para que eu a fizesse mulher.

– E você a fez.

– Ela fez de tudo para ficar comigo, mas eu nunca quis me casar e ela já era prometida. — Nesse momento Rin entendeu muita coisa. — Foi somente uma vez?

– Iie.

– Durante quanto tempo vocês tiveram esse "relacionamento".

– Alguns anos. Até que o pai dela se envolveu em uma batalha perigosa e ela decidiu voltar para casa e quando ele estava a beira da morte, me fez prometer que cuidaria dela para sempre.

– Então assim como eu sou a protegida de Sesshoumaru, Tsuki é a sua.

– Hai.

– E você foi o único que a tocou antes de Sesshoumaru?

– Hai. — Ela ficou enfurecida. — Rin para nós youkais o sexo não precisa ser ligado ao relacionamento.

– Quando você se deita comigo, é apenas por se deitar? — Ele se levantou da cama e se aproximou dela.

– Claro que não. Eu disse que não precisa, não que isso é uma regra. — Ele mexeu nos cabelos da mulher. — Você fica linda quando sente ciúme.

– Eu não quero te perder e ela é linda.

– Se eu desejasse Tsuki, já a teria pra mim, mas não a quis. Somente quis a você. — Ele a beijou e a deitou na cama, eles se amariam novamente.

Depois de se amarem, Takashi dormiu e Rin continuava a pensar nos dois. De acordo com o que Takashi lhe contara ela estava certa e colocaria um ponto final nessa situação assim que tivesse a oportunidade. Só precisava se encontrar com Tsuki e mostrar a ela quem era a queridinha de Takashi.

Notas finais
Rin está realmente disposta a encarar Tsuki, o que será que vai acontecer? Beijo e até a próxima.