O Amor Vence Tudo

16 Acampamento (Parte V)


Notas iniciais
N/A: Gente, o capítulo está meio betado. Era pra mim ter postado há algum tempo, mas não estava totalmente betado. A Nik está bastante ocupada, decidi postar para não fazer vocês esperarem mais. Eu sei que perdi alguns leitores nesse meio tempo e não os culpo, mas vou tentar manter esse numero com, eu espero, postagens constantes. Assim que o capítulo for betado, o repostarei. Boa leitura, mais explicações lá embaixo.

PDV Edward

–Quem é “V”? E por que só a 1ª letra?

–Bem, eu nunca gostei muito de agulhas, embora seja médica, e quando decidi fazer uma tatuagem, na hora me faltou coragem, então decidi fazer apenas a inicial. Ela era uma paciente minha. Ela morreu numa cirurgia em que eu fiz. – respondeu novamente aos prantos, ela estava nervosa, inquieta, não era a total verdade. Eu sabia que havia mais. Havia muito mais que uma simples “paciente” por trás de sua explicação.

–Posso saber o nome dela? – perguntei.

–Vallery.

Contemplei seu lindo rosto, buscando informações ocultas, que pudessem me dizer um pouquinho mais sobre o passado, mais do que misterioso, acima de tudo doloroso, de Isabella Swan.


–Suponho que não queira falar disso agora – afirmei ainda olhando em seus olhos que transbordavam dor.



–Acho que não... – respondeu Bella e mordeu o lábio inferior em seguida, passando de menina frágil à mulher sensual, mesmo que no momento, sua intenção não fosse aquela.



–Quando estiver pronta. – avisei-lhe com um meio sorriso – Não vou te forçar a me contar, mas você deve saber que pode confiar em mim!



–Eu sei! – se esforçou para sorrir.



–Tem planos para hoje à tarde? – perguntei mudando de assunto, pois sabia que aquele a deixava desconfortável.



–Na verdade sim – ela respondeu com uma careta – Vou fazer compras com a Nik.



–Você não gosta de fazer compras? – perguntei curioso, já que sua careta me instigava a querer saber mais.



–Eu detesto. – respondeu com uma careta, dessa vez engraçada, e eu ri – O que foi?



–Nunca conheci uma mulher que não gostasse de fazer compras. – e não é mentira, mesmo que minha mãe sempre economizasse, devido às nossas condições financeiras, ela sempre gostou de comprar, fossem roupas ou objetos.



–Bom, acho que não sou uma mulher muito normal! – Bella fez uma carinha chateada.



–Ainda bem, eu gosto de você assim. Você é única, foi isso o que fez eu me apaixonar por você! – acariciei seu rosto e ela sorriu lindamente.



–Por Deus, você é tão doce! – abraçou-me depositando alguns beijos em meu rosto e sorri com suas carícias.



–Eu não vejo a hora de voltar a andar e te fazer feliz como você merece!



–Edward, você já me faz feliz! – reclamou – Por favor, não comece com isso. – cruzou os braços, me lembrando de quando eu levava alguma bronca de minha mãe. Sorri com a lembrança.



–Você parece a minha mãe falando desse jeito Bella. – foi a minha vez de reclamar.



–Oh, meu bebê, sério? – perguntou ela apertando minhas bochechas e rindo – Você vai ser meu novo bebê.



–Acho melhor não, senão, o que fizemos ontem será considerado pecado. – mandei-lhe uma piscada e ela riu ainda mais.



–É, você tem razão. – concordou recostando a cabeça em meu ombro; passei meu braço por suas costas e acariciei-a.



Ficamos algum tempo em silêncio, apenas contemplando a companhia um do outro e ouvindo as gargalhadas do pessoal de dentro da casa, até que ouvi um barulhinho, olhei para Bella que retribuiu envergonhada.



–Estou com fome. – murmurou acariciando minha mão.



–Vamos entrar então. – decidi, beijando suavemente sua testa.



Entramos na cozinha, que estava vazia, a comida estava posta à mesa, ovos fritos com batata, arroz, feijão e frango frito.



–Você vai comer também? – perguntou-me Bella.



–Vou sim – respondi.



Bella começou a pegar os pratos e os talheres, colocando-os na mesa e privilegiando-me com a visão de seu rebolado sutil, tornando-a ainda mais desejável, mas algo me incomodava, eu poderia ajudá-la, se tivesse condições para isso.



–Se eu andasse eu poderia te ajudar a fazer isso. – resmunguei.



–Você parece um velho Edward, para de resmungar! – virou-se para mim, abaixando-se na minha altura – Eu gosto de você do jeito que você é... E não me importo com sua condição física. Você é... Muito especial para mim! – continuou, concentrando-se em meus olhos e selou nossos lábios num beijo faminto – Eu desejo você, eu estou... Apaixonada por você. – seus olhos brilharam intensamente assim que proferiu aquelas palavras e eu sorri. Ela sente o mesmo que eu. Toquei seu peito, sentindo seu coração disparar e o meu acompanhou o dela. Se eu pudesse, mandaria fogos de artifícios para o ar, tamanha felicidade que me arrebatou, ela é apaixonada por mim, e seria uma forma de mostrar ao mundo.



Puxei-a para outro beijo, acariciando seu pescoço, sentindo sua pele se arrepiar com o contato, suas mãos se apoiaram em meus ombros enquanto aprofundávamos o beijo. Explorei sua boca, cada cantinho dela, como em reconhecimento da noite anterior. Separamo-nos quando o ar se fez necessário e ela sorriu depositando um beijinho em meu pescoço.



–Você quer ovo, frango ou os dois? – perguntou Bella distanciando-se.



–Frango. – respondi-lhe com um sorriso.



Ela montou os pratos e retirou uma das cadeiras, para que eu me acomodasse no lugar com a minha e logo em seguida sentou-se ao meu lado e deu a primeira garfada.



–Meu Deus, esse arroz está horrível. – disse ela pegando um guardanapo e cuspindo nele – Está muito salgado. – continuou fazendo uma careta.



–Ai Bella, assim você me ofende! – falou Emmett entrando na cozinha e depositando uma forma com um pudim pela metade dentro.



–É, Emmett, ainda bem que você tem a Rosálie, não sei como você sobreviveu até agora. – zombou minha Bella.



–Simples, minha querida: fast-foods. Além de eu ter empregadas que cozinham para mim... É por isso que eu nunca cozinho. Só fiz o arroz hoje porque me obrigaram. – respondeu-lhe Emmett e em seguida se virou para mim – Edward, cara, você tem muita sorte, essa daí é a melhor cozinheira do mundo. Desde as comidas mais simples até as mais difíceis, todas saem perfeitas, inclusive as sobremesas, são deliciosas. – completou lambendo os lábios.



Bella olhou-me envergonhada. -Não sou a melhor cozinheira do mundo, Emmett, mas que exagero. – retrucou ela.



–Tudo bem, então você é a melhor cozinheira de todas as galáxias. – piscou para Bella, fazendo-a revirar os olhos – Você tem que fazê-la cozinhar para você. – dirigiu-se para mim



–Eu já cozinhei para ele Emmett, esqueceu que ele já mora comigo há alguns dias? – retrucou Bella novamente.



–Mas eu estou falando dos seus doces, das suas sobremesas, que são divinas. – riu Emmett – Agora vou deixar vocês a sós! – deu-nos uma piscada e sorriu malicioso.



–Nada de escutar atrás da porta, hein. – avisou-o Bella – Senão eu arranco essas suas orelhas. – disse rindo.



–Como se eu fosse capaz de fazer uma coisa dessas né Bella! – colocou as mãos no peito, fazendo cara de ofendido, mas saiu da cozinha rindo.



Terminamos de almoçar, conversando sobre culinária. Bella me disse que adora cozinhar, mas que como morou sozinha por quase dois anos, quase nunca caprichava nas refeições, e achava que havia perdido o jeito. Eu neguei e pedi-lhe que assim que pudesse, fizesse-me alguma sobremesa. Emmett me deixou curioso e com água na boca para provar seus quitutes, o que me fez pensar que eu já não cozinhava há algum tempo, e que poderia fazer um jantar especial para Bella.



(...)



Bella havia acabado de sair com Nik, e enquanto o pessoal arrumava a casa, fiquei encarregado de manter as crianças ocupadas junto com Mariana e Alice. Preferimos ficar na sala, entretendo as crianças. Alice chamou os garotos, e logo, todos já estavam ali.



–Vocês querem desenhar? – perguntei às meninas, pegando algumas folhas que estavam na mesa e coloquei-as na frente delas.



Marina e Carly concordaram, Giovanna pediu-me para ler um livro para ela, e Emmett trouxe um videogame para os garotos, e com a ajuda dele, sentei-me no sofá. Gi sentou-se no meu colo com o livro já em mãos.



–Esse livro é bem legal. – comentei – Você já sabe ler alguma coisa? – perguntei para a linda menininha.



–Sei – respondeu timidamente recostando a cabeça em meu peito.



–E o que você sabe ler? – perguntei, eu queria conhecê-la melhor, ela parecia ser uma criança muito doce.



–Meu nome e o nome da minha irmã e da mamãe e do papai. – respondeu com sua voz baixa e suave.



–Ah que legal. – sorri para ela que retribuiu – Você é muito inteligente! – seu sorriso se tornou ainda maior.



O livro era “O Pequeno Príncipe”. Li alguns capítulos para ela, que logo pediu para eu parar, pois já estava ficando com sono, eu ri e prometi que no dia seguinte leria mais para ela.



As crianças ficaram desenhando e logo Rosálie as chamou para o café da tarde, os adultos foram para a cozinha, ajudá-la a prepará-lo. Damon apareceu na sala e ao me notar, sentou-se ao meu lado.



–As coisas com a Bella parecem estar dando certo... – aquilo não era uma pergunta – Já vou avisando que se magoá-la, você vai se ver comigo! – falou em tom ameaçador, me assustando e em seguida caiu na gargalhada – Não que eu ache que você fará alguma besteira, mas é melhor tomar cuidado. – ele riu.



–Não se preocupe, não irei machucá-la nunca. – prometi – Eu gosto demais dela para fazer algo desse gênero... – continuei – Na verdade, eu estava pensando em fazer algo especial para ela... Hoje à noite.



–Tipo um jantar romântico? – assenti – É uma ótima ideia!



–O problema é que eu não sei cozinhar muita coisa, e não tenho dinheiro para levá-la a um restaurante.



–Isso não é problema. – declarou com um sorriso – Se você quer fazer minha amiga feliz, eu estou disposto a te ajudar. Nós podemos pesquisar algumas comidas rápidas e fáceis de fazer.



(...)


–Droga, essas receitas são muito difíceis. – reclamou Damon fechando o terceiro livro de receitas.



–Pesquise na internet, eu terminarei de procurar nos livros! – falei.



Já estávamos há mais de 40 minutos procurando por receitas fáceis, mas sofisticadas para meu jantar com Bella, mas tudo o que encontramos foram receitas cada vez mais difíceis de fazer.



–Oi garotos, o que estão fazendo? – perguntou Luíza entrando na cozinha e sentando-se na cadeira à minha frente.



–O Edward quer fazer um jantar romântico para a Bella. O único problema é que não sabemos o que cozinhar, essas receitas são muito difíceis – respondeu Damon.



–Pelo o que eu percebi, a Bella é uma mulher simples, ela deve gostar do que você fizer Edward. Damon, você, que a conhece melhor, nos diga qual é a comida que ela mais gosta?



–Acho que tudo o que você fizer, ela vai gostar; ela não é liga muito para essas coisas, sabe – respondeu ele.



–Podemos fazer um arroz com passas, é algo simples, mas gostoso; frango com algum molho especial e uma salada mais completa. Um bom vinho, e não podemos nos esquecer da sobremesa.



–Você é nossa salvação, obrigada. Nós levamos uma hora para procurar um prato, e em apenas cinco minutos você nos deu a solução. – agradeci. Eu realmente estava desesperado, eu precisava fazer algo por Bella.



(...)



–Vocês ralam os vegetais e cortam o champignon, – falou Luíza – depois montam a salada na forma, eu vou pedir ajuda às meninas.



–Sim, senhora! – eu e Damon batemos continência.



Fizemos o que Luíza pediu e logo todas as mulheres estavam na cozinha, ajudando-nos a fazer o jantar.



–Aqui está o vinho. – falou Emmett depositando uma garrafa de vinho tinto na mesa – Só não a deixe muito bêbada, hein Edward. – em seguida gargalhou.



–Pode deixar – eu ri com ele, não conseguindo imaginar Isabella bêbada. – Terminamos a salada. – avisei Luíza.



–Ótimo! – disse ela com um sorriso – O que pretende fazer de sobremesa?



–A minha especialidade: Carolina com sorvete e calda. – respondi, era uma sobremesa que minha mãe fazia para mim, e que com certeza conseguiria repetí-la para Bella.



(...)



–Alice, agora é com você! – chamou Rosalie após eu terminar a sobremesa.



Alice veio sorrindo em minha direção e levou-me até meu quarto. -O que está acontecendo? – perguntei a ela confuso.



–Vamos montar um look para você usar hoje à noite. – respondeu-me animada.



–Obrigado Alice, mas acho que não será preciso. Eu visto qualquer coisa. – tentei dizer-lhe o mais educadamente possível, não querendo ofendê-la.



Irmão meu não vai ter o melhor jantar da vida dele mal vestido. – contestou ela, colocando as mãos na cintura e batendo o pé direito no chão.



Irmão? Você... Você... – tentei formular algo coerente, mas não conseguia. O que Alice falara? Pensei que mais ninguém sabia. Ninguém mais deveria saber sobre esse assunto.



–Eu sei de tudo Edward. Embora papai não seja acostumado a falar sobre isso, basta raciocinar. Ele engravidou duas moças praticamente ao mesmo tempo, eu sou alguns meses mais velha que você. E nós temos o mesmo sobrenome. – explicou-se dando de ombros.



–Mas Alice, eu... Nós não somos irmãos. Eu nunca tive irmãos, nem irmãs.



–Você é teimoso, hein! – ela cruzou os braços – Bom, eu não vou discutir com você, vou apenas te ajudar a se arrumar. Vamos ver o que temos por aqui... – cantarolou ela indo em direção ao guarda-roupa e abrindo sua porta.



Alice começou a tirar várias camisas e calças sociais e jogou-as na cama.



–Vou aparar seu cabelo e fazer a sua barba. – comunicou ela saindo do quarto. Minutos depois, Alice voltou com pente, tesoura e barbeador.



(...)


–E então, o que achou? – perguntou ela, guiando-me até o espelho.



Meu cabelo estava aparado, mas mantinha o ar bagunçado que sempre teve e não havia nenhum sinal de barba pelo meu rosto, o que era ótimo.



–Obrigado Alice, está ótimo. – sorri para ela que retribuiu.



–Eu montei essa roupa – mostrou-me um conjunto completo, com camisa, gravata e terno, alem de sapatos e um relógio de prata.



–É perfeito, obrigado. — Alice suspirou e sentou-se na cama em seguida.



–Você é meu irmão, não é? – perguntou olhando em meus olhos, os seus azuis, brilhando, esperando uma confirmação. Independente da minha teimosia ela sabia a verdade.



–Você é filha do Carlisle ou do Billy? – perguntei. Emmett e Alice, ambos eram Cullen, mas eu sabia que apenas um deles era o filho legítimo de Carlisle, já que a mãe deles havia engravidado de Billy Black antes de se envolver com ele.



–O Emmett é filho do Billy. Eu já disse, sou alguns meses mais velha que você, o Emmett é quase dois anos mais velho que nós dois.



–Eu não sei Alice, o que significa ser irmão para você? Nós nunca havíamos nos visto antes da festa de noivado de Emmett.



–Isso é um sim? – perguntou presunçosa.



–Isso é um possivelmente – respondi-lhe – Mas uma coisa eu sei, eu não tenho pai.



–Eu sei o que ele fez Edward, e eu concordo com você, não foi certo, muito longe disso, mas você não pode renegar quem é; quem faz parte de você.



–Alice, eu não estou renegando nada, ele me abandonou, abandonou minha mãe. Uma coisa é ter pais separados, outra totalmente diferente é ser abandonado. Ele nunca, Alice, nunca bateu na porta da minha casa para perguntar à minha mãe se ela precisava de alguma coisa! Ele não faz parte de mim, não fez parte da minha vida, a única coisa que ele fez foi partir o coração da minha mãe e nos abandonar.



–Eu sinto muito, Edward – seus olhos lacrimejaram – Mas não odeie sua irmãzinha – ela fez um biquinho. Que coisinha fofa... Mas que poder de persuasão, hein!



–Eu não odeio você – disse por fim.



Ela deu um lindo sorriso e me abraçou, retribui meio sem jeito e depois combinamos de fazer mais coisas de irmãos.



–Já são seis e meia, vai se arrumar que eu vou ver como o jantar está saindo. – ordenou sorrindo.



–Sim, chefa. – pisquei para ela, que riu em seguida.



(...)



Arrumei-me e segui para a cozinha com o intuito de ver se o pessoal precisa de ajuda.



–Você está lindo Edward! – gritou Alice animada.



–Obrigado, – sorri para ela – vocês precisam de ajuda? – perguntei às garotas que terminavam de cozinhar.



–Não. – responderam em uníssono – Já terminamos por aqui.



–Agora fique lá na sala com as crianças e não saia por nada, entendeu? A Bella não pode te ver antes da hora. – ordenou Alice.



Apenas concordei com a cabeça, e fiz o que ela mandara, sem antes agradecer ao pessoal pela imensa ajuda que me deram, mas eles concordavam comigo: Bella merece isso.



(...)



Bella e Nik haviam chegado há mais de uma hora, e eu ainda não havia visto a minha mulher, que estava se arrumando. Minha? Sim, ela é minha, eu sou possessivo, e nunca tive problemas em admitir isso.



Alice apareceu na sala e me levou até a parte de trás do chalé, onde havia uma mesa pequena e redonda com dois pratos e duas taças, além da garrafa de vinho e os talheres. O céu já estava escuro, e algumas velas iluminavam o local*, dando o toque romântico final perfeito, além de uma linda lua cheia e várias estrelas brilharem, uma brisa suave corria por ali.



*Tirando o fato de que na imagem não há estrelas e apenas uma vela, foi a que mais se aproximou com o que eu queria, então é mais pra vocês terem uma ideia do que se passou na minha mente quando escrevi a cena*.



–Está perfeito, Alice, muito obrigado! – beijei sua mão.



–Que cavalheiro. – falou com um sorriso – O Emmett vai ser o garçom, ele se ofereceu, mas não sei se é uma boa ideia. – confessou apreensiva.



–Tenho certeza de que ele fará tudo com a melhor das intenções. – ou quase tudo, completei mentalmente, mas ele é uma boa pessoa, e se tratando de sua melhor amiga, o máximo que poderia fazer, seriam algumas piadinhas maliciosas, mas nada ofensivo.



–Vou ver como a Bella está se saindo, se bem que, só com a ajuda da Nikole ela ficará perfeita – disse Alice se afastando.



–Tudo bem, mas só uma coisa... – ela se virou – A Bella é perfeita!



Alice sorriu antes de entrar no chalé; encaixei a cadeira de rodas de frente à outra cadeira vazia, e fiquei esperando Bella, que chegou minutos depois, vestindo um lindo traje romântico, a maquiagem era leve e realçava seu rosto perfeito. Emmett a acompanhava, trajando um terno preto com gravata de laço e luvas brancas. Ele puxou a cadeira para Bella que olhou-o desconfiada, mas sorriu em agradecimento.



–Bom, como estou proibido de fazer piadas, não vou dizer nada. – suspirou Emmett em frustração – Mas eu volto daqui a pouco com os pratos. – e saiu.



Bella sentou-se, e encarou-me. Decidi iniciar a conversa, fazendo-lhe um elogio, e ganhei em troca um par de bochechas rosadas, e um singelo, “obrigada”.



–O que vamos comer hoje? – perguntou-me ela em seguida.



–É surpresa. – pisquei para ela que deu uma risadinha.



–Por que decidiu fazer o jantar? – ergueu uma sobrancelha desconfiada.



–Interrogatório agora? – sorri e ela me acompanhou com uma risada – Eu acho... Acho não, eu tenho certeza de que você merece algo especial, e é uma ótima oportunidade para que nos conheçamos melhor.



–Ah – ela riu sem graça – Um hambúrguer já estava ótimo.



–Certamente não, você é mais importante do que pensa, merece algo maior do que isso! – e era obvio que ela não achava aquilo.



–Tudo bem então, se é isso o que você acha... – ela abaixou a cabeça, com as bochechas coradas.



–Eu tenho certeza. – ergui seu rosto, olhando em seus olhos chocolate profundos.



Em seguida, Emmett nos trouxe suco de laranja e a salada, como prato de entrada, a mesma era composta por tomate, alface, cenoura e beterraba ralada e champignon.



–Isso está com uma cara ótima! – comentou Bella olhando para a salada – Estou mesmo com fome. – ela então sorriu para mim – Só me diz que o Emmett não cozinhou nada. – Emmett, que estava ao nosso, lado fez uma cara de ofendido e resmungou:



–Não fiz nada, Srta. Isabella. Viu como ela é Edward, quando eu não posso fazer piadinhas, ela as faz com o maior prazer.



Apenas rimos e Emmett logo entrou, prometendo voltar com o restante do jantar. Começamos a comer a salada, e o silêncio reinou àquele lugar. Decidi quebrá-lo de modo sutil, de maneira que pudéssemos iniciar uma conversa.



–Então, o que achou?



–Está ótima. – ela respondeu sorrindo.



–Posso saber um pouco mais sobre você? – ela olhou-me em interrogação.



–O que exatamente? – perguntou ela.



–Sua vida, sua infância... – ela me olhou pensativa.



–Você quer saber coisas do tipo: quantas vezes eu caí da árvore que tinha no meu quintal? – ela sorriu e logo em seguida corou – Desculpe. – disse sem graça, e eu ri de seu jeito, falar sem pensar é tão ela.



–Bom, se você quiser me contar, eu não irei me opor. – falei e seu rosto ficou ainda mais vermelho.



–Vou começar do começo ok? É uma historia bem longa! – ela riu e eu a acompanhei – Bem, minha mãe engravidou de mim aos 18 anos, semanas antes de se formar no colegial, e mesmo tendo aquele básico preconceito por engravidar jovem, seguiu com a gravidez a diante e ainda se casou com meu pai, com quem ainda é casada. Meu pai é da Inglaterra e minha mãe é de Veneza, e se mudou para os EUA aos 8 anos, já ele, veio para cá aos 15 anos. Meus avós paternos eram piratas – ela deu uma risadinha e eu olhei-a incrédulo – É verdade!



–Aqui está o seu jantar. – interrompeu-nos Emmett, depositando os pratos na mesa e encheu as taças com o vinho – Nada de ficar bêbada, hein Bella. – ele riu malicioso e ela passou-lhe um olhar mortal, e ele logo foi embora.



–Continue por favor. – pedi-lhe



–Passei todos os meus anos em Forks, eu nunca saí dos Estados Unidos. – ela mordiscou a comida e suspirou – Está incrível! – ela sorriu – Eu não me lembro muito dos meus primeiros anos de vida é claro, é melhor você perguntar para a minha mãe, se quiser saber. Eu não tenho irmãos, mas não acho que gostaria de ter, eu gosto de ser a princesinha do papai. – Bella corou ao dizer isso e tomou um gole do vinho – Ah, e se você quiser saber, eu caí mais de 30 vezes da árvore que tinha no meu quintal, ao longo da minha vida. Eu contava, mas quando passou desse número eu desisti.



–Você só pode estar brincando!



–Não, eu sou uma pessoa desastrada, mas ultimamente a minha coordenação motora está muito melhor. – ela sorriu sem graça – O que mais você quer saber?



–Conte-me sobre sua adolescência, período escolar, namorados... – ela corou à menção da palavra namorados.



–Eu comecei a minha vida escolar aos 4 anos, quando conheci Nik e Jacob. Eles já eram amigos e estavam brincando, e eu cheguei lá, toda esquisita, a aluna nova, sabe? Ninguém quis falar comigo, então eu sentei num canto mais afastado, que por coincidência era atrás do Jake e ao lado da Nik, e desde então nunca mais nos separamos. O ginásio e o colegial, certamente foram as épocas mais estranhas da minha vida, a sorte era que eu tinha meus dois melhores amigos ao meu lado. Lá eu conheci Emmett e Rosalie, além do meu primeiro namorado. – ela parou para comer mais um pouco, me acompanhando – Ele estava na festa do Emmett, o Stilles – completou e lembrei-me do rapaz brincando com as crianças. Bella encheu sua taça já vazia de vinho e antes de recomeçar, tomou quase a metade.



“Nós começamos a namorar na 7ª série, mas éramos mais como amigos, quando eu penso nesse namoro, eu vejo mais amizade do que namoro, acho que a gente só trocou alguns selinhos, nada mais” ela riu “Stilles se mudou, e terminamos o tal namoro, mas sempre nos correspondíamos por e-mail. No final do ano seguinte, eu fiquei interessada em um cara mais velho” ela confessou envergonhada, o que não era preciso, já que a idade não interessa no jogo do amor... “Mas no ano seguinte ele já não estava mais na escola, pois já havia se formado. Na faculdade, eu o reencontrei, eu ainda era muito apaixonada por ele e fiz a burrada de me declarar” ela suspirou, tomando um gole de vinho ao final de cada frase, me preocupando um pouco. E se ela ficasse realmente bêbada?



–Ele não correspondia? – perguntei curioso. Das duas uma: ou ele não sentia o mesmo por ela, ou era o idiota que havia magoado Bella.



–Não. – respondeu ela. Ok, então, ele era o idiota – Ele disse que também gostava de mim, então começamos a sair juntos, até que ele me pediu em namoro. – ela fitou-me, mas não estava totalmente ali, era claro que sua mente estava absorta em pensamentos – Com o passar dos meses eu descobri que ele não era realmente quem parecia ser, dizia que eu era a única em sua vida, e em pouco tempo provou o contrário. – eu via mágoa em seu olhar, e uma tristeza profunda. Só um idiota inescrupuloso para trair Bella! – Ele foi meu primeiro homem. – ela enrubesceu na hora, e imediatamente compreendi o que ela falara.



–Você quis dizer na cama? – resolvi perguntar, só para confirmar e Bella assentiu corada.



–Eu tinha apenas 19, ainda não estava preparada, foi meio que à força.



–Meio? – que tipo de homem força uma garota a se deitar com ele? Ainda mais alguém como Isabella, que merece ser tratada como uma rainha.



–Tudo bem, tudo bem, foi totalmente a força. Dependendo do ponto de vista. – ela ainda defendia o canalha? – Desculpe, não sei o que estou dizendo, este vinho é forte. – ela riu corada e mordeu o lábio inferior – Eu não deveria estar defendendo o idiota do James, mas... Não sei por que disse aquilo. – ela revirou os olhos e tomou o resto do vinho em sua taça. Antes que ela colocasse mais vinho na taça, me pronunciei.



–Coma um pouco Bella – ela sorriu, e voltou sua atenção à comida.



–Acho que minha mãe pode te dar mais detalhes sobre minha vida. – ela riu – Agora é a sua vez de me contar coisas sobre você.



–Ok. Hum... Meus pais se conheceram no colegial, acho que a historia deles foi bem parecida com a sua, ele se mostrou perfeito no início do relacionamento deles, mas depois de engravidá-la, terminou com ela, que tinha apenas 19 anos.



–Ei, eu nunca disse que havia engravidado. – ela falou nervosa, como se aquilo fosse óbvio, que tivesse realmente acontecido, e ao mesmo tempo algo que eu nunca deveria descobrir.



–Mas ela sim. – resolvi deixar essa passar, e Bella relaxou em sua cadeira, retornando a mastigar o frango – Bom, meu pai decidiu deixar minha mãe, e ir morar com a mais rica, ou a outra, como gosto de chamá-la, já que ela estava grávida dele também. Meu avô materno é grego, – Bella abriu sua boca num lindo “o”, demonstrando estar encantada – mas eu, como você, nunca saí do país, já que nunca tive condições financeiras para isso. Minha avó materna é daqui mesmo, e pra falar a verdade, não sei como eles se conheceram. – Bella sorriu e encheu nossas taças com vinho – Não vai ficar bêbada, hein! – eu estava realmente começando a me preocupar, mas Bella deu de ombros, mesmo sua face ficando corada.



“Eu nunca conheci meus avós paternos. Minha vida foi simples, sem muitos mimos, mas eu tinha minha mãe, o amor dela me fez ser quem eu sou” seus olhos brilharam e eu sorri para Bella “Diferentemente de você, eu não tinha uma árvore no meu quintal” – sorri ainda mais ao ver o rosto corado de minha mulher. “Minha vida escolar foi meio estranha, nunca tive amigos de verdade, a maioria era gente engomadinha” ela riu do termo que eu usei e mordeu os lábios, e percebi que ela queria falar algo, mas se repreendeu “O que foi?”.



–Até parece que não tinha amigos – ela comentou incrédula.



–É verdade, ninguém queria se juntar ao pobre, e que ainda por cima não tinha pai.



–Ao pobre lindo e sexy que não tinha pai, você quis dizer – é, Bella realmente estava bêbada, ela nunca falaria isso em sã consciência – E mais alguns adjetivos inapropriados para o horário – lambeu os lábios, num gesto provocativo.



–Pode dizer, eu não me importo – eu poderia estar fazendo errado ao fazer um pedido daqueles à Bella, mas eu queria saber o que ela pensava sobre mim.



–Lindo, sexy... – ela parou pensativa – Gostoso, adorável, orgasmático – Orgasmático? Aquela palavra existia?



–Bella, Bella! – a impedi, antes que continuasse – O que significa, exatamente, a palavra “orgasmático”? – assisti a mulher à minha frente corar lindamente.



–Significa que você provoca orgasmos só de olhar para você... – confessou envergonhada e eu apenas ri.



–Só o que tenho a dizer é: muito obrigado pelos adjetivos.



–Você já deveria estar acostumado com eles – ela deu de ombros.



–Não vindos de uma morena linda, sexy, gostosa, adorável, hum... E orgasmática também! – Bella corou novamente.



–E vindos de uma loira, ou ruiva, linda, sexy, gostosa, e outros adjetivos? As outras mulheres com quem você dormiu? – ela perguntou.



–Eu só dormi com duas mulheres além de você, e elas não eram nada, comparado à você, amor. – ela suspirou quando a chamei de amor; ela quem se acostumasse! – Minha primeira vez foi aos 16 anos com minha segunda namorada. Depois só me deitei com minha quarta e ultima, aos 20...



–Você está há três anos sem sexo? – eu apenas assenti, estávamos sendo verdadeiros um com o outro, mesmo que fosse vergonhoso – Caramba! – ela deu um sorrisinho – Então, eu fui sua primeira mulher em três anos... – ela mordeu o lábio. Mas que mulher! Ficava tão sensual quando fazia aquilo.



–E a primeira e única com quem fiz amor... – Bella olhou-me intensamente, como se quisesse ler a confirmação de minha frase em meu olhar. Eu só queria que ela dissesse o mesmo, que para ela havia sido, mais que uma transa, que havia sido amor, mas talvez ela ainda não enxergasse desse jeito, quem sabe eu não conseguisse fazê-la ver que me ama, e admitir isso?



–É... eu... – começou sem graça, suas bochechas ficaram cada vez mais vermelhas, enquanto ela se enrolava com as palavras – Fico... Fico feliz em saber disso, e... Ai, droga, eu sou terrível com as palavras, desculpa Edward! Eu gostaria de dizer algo, mas “Você também!” é pouco diante de tal declaração! – dessa vez ela parecia sóbria.



–Se você disser “Você também!” já vai ser ótimo – incentivei.



–Não, é pouco... – parou pensativa – Você também é o primeiro e único homem com quem fiz amor e... Me proporcionou certas experiências que nunca consegui antes, sozinha, ou com outro homem – ela sorriu apreensiva.



–Hum... – certas experiências? Fiquei curioso! – E a senhorita poderia me dizer quais experiências?



–Não! – respondeu corada – Eu ainda estou sóbria! – comentou rindo.



–Vai, Bella, fala! – insisti.



–Você não foi apenas só o meu primeiro homem em quase 4 anos, como foi o primeiro que me fez chegar lá – falou envergonhada.



–Sério? – perguntei boquiaberto – Nem sozinha você conseguiu?



–Não, eu não tenho o habito de tentar – respondeu e entendi imediatamente – Podemos mudar de assunto? – pediu fazendo um biquinho lindo; minha manhosa!



–Claro! E saiba que será um prazer fazer você chegar lá mais vezes! – provoquei e Bella corou.



–Tá bom, seu convencido! – falou rindo e esvaziou a taça de vinho mais uma vez – E sua mãe? – perguntou sutilmente.



–O que tem ela? – perguntei disfarçando o nó em minha garganta. Era tudo muito recente, eu ainda estava me acostumando com a ideia de viver sem ela.



–Onde ela está agora?



–Ela... Ela faleceu há 6 meses – confessei-lhe e Bella olhou-me em choque, ao mesmo tempo envergonhada.



–Eu sinto muito, eu não sabia – Bella abaixou a cabeça – Sei como é difícil perder alguém, e falar sobre isso, ainda mais tão recentemente, é uma sensação muito ruim e eu não queria te causar isso, me desculpe! – seus olhos lacrimejaram.



–Está tudo bem, como você mesma disse, você não sabia – falei olhando em seus olhos; ela fungou.



–Não vou tocar mais no assunto, não se preocupe – seu olhar foi reconfortante.



–Se quiser, pode perguntar, me controlarei para não chorar – tentei sorrir.



–Não vou; e para seu governo, eu adoro homens que choram, mostram que são sensíveis e tão vulneráveis quanto as mulheres. Eu acho incrível – ela sorriu e não pude deixar de retribuir – “Existem coisas que nós não queremos que aconteça, mas temos que aceitar; coisas que nós não queremos saber, mas temos que aprender; e pessoas que não sabemos viver sem, mas temos que deixá-la ir.” (Facebook).



A frase me tocou, de uma maneira única, ela representava nós dois de uma forma particular. Ainda havia coisas a respeito de Isabella que eu não sabia, mas o que aconteceu em particular com cada um de nós, nos uniu.



–Eu amo... – ela me olhou em expectativa, mas antes que pudesse completar a frase, o garçom Emmett se aproximar e retirar os pratos, já vazios.



–Já trarei as sobremesas – falou gentilmente, e então, seus olhos pousaram sobre a garrafa de vinho quase vazia – Edward, Edward – disse em tom repreensor – Falei para não embebedar a Bellinha!



–Bellinha é a vovozinha Emmett. Eu não estou bêbada! – minha pequena falou emburrada.



–Não, é? Tudo bem, eu já volto – falou e um minuto depois já estava de volta com as Carolinas.



–Carolinas? – perguntou Bella e assenti – Como você sabia? É minha sobremesa preferida! – abriu um lindo sorriso.



–Eu não sabia, mas era a única coisa que eu sabia fazer – devolvi o sorriso.



–É a especialidade dele – falou Emmett sorrindo e Bella revirou os olhos.



–Ainda aqui, Emmett? Xô! – murmurou fazendo um gesto de sai pra lá com as mãos; em resposta, Emmett fez um biquinho. Só para realçar, ele ficava a cara da Alice quando fazia aquilo – Te amo grandão, agora xispa daqui!



–Também de amo Formiguinha! – provocou Emmett e Bella apenas mostrou a língua.



–Bem, eu não tenho irmãos, mas o Emmett é como um; chato, mas sempre me protege – ela riu – Você não tem irmãos né? – eu fiquei desconfortável com aquela pergunta, e Bella percebeu.



–Ah, eu... – falar a verdade, ou não? Bella merecia saber – Eu tenho sim. Alice é minha irmã, eu sou filho do Carlisle – Bella olhou-me em choque, e ficou alguns segundos em seus pensamentos – Tudo bem Bella? – perguntei e a mesma não respondeu, ainda me encarando boquiaberta – Amor?



–Oi? Ah, sim. Desculpe-me, eu já desconfiava, mas ouvir isso, certamente foi um choque – confessou corada.



–É, ele foi o homem quem abandonou minha mãe – suspirei.



–Eu sinto muito. Sinto muito por tudo o que lhe aconteceu, mas se não tivesse acontecido nós provavelmente não estaríamos aqui agora. Eu não descobriria que alguém pudesse gostar de mim, ou ao menos sentir atração por mim – ela falou, mais para ela mesma. Por que ela tinha que ser tão insegura? Por que ela não conseguia enxergar que era perfeita, a mulher, literalmente, dos sonhos de muitos homens? – Não descobriria que poderia dar e receber tanto prazer... E não teria uma nova chance para um possível amor – então ela acreditava em nós, que poderíamos ter um futuro juntos, uma vida juntos. Sorri para ela.



–Obrigado por confiar em mim, e acreditar em nós – Bella sorriu – E nunca se esqueça de que você é perfeita, e qualquer um que diga o contrario não merece sua dor – acho que a atingi, bem em seu passado, pois num momento ela me encarava em duvida, no outro, parecia finalmente acreditar, mas no fim, acabou mudando de assunto.



–Mas o que você estava dizendo antes, mesmo? Antes de o Emmett nos interromper? – perguntou curiosa.



–Ah, era que... – eu esperava que ela já tivesse esquecido. Eu deveria dizer a verdade? Que a amava e que esperava que fosse recíproco? Não, pois o sentimento não era correspondido, não ainda – Eu estava dizendo que amo aquela frase que você falou.



–Ah! – ela abaixou a cabeça, parecendo desapontada. Magoando-a de novo Edward? Nada legal!



–E que você é incrível – Bella suspirou, negando com a cabeça e levou uma Carolina à boca.



–Está incrível! Acho que seremos bons parceiros na cozinha – ela riu e eu a acompanhei.



–Não duvido. Você me surpreende a cada segundo, ainda mais sob o efeito do álcool – apontei para sua taça vazia novamente.



–Acho que bebi demais mesmo, mas não faço isso sempre – disso eu tinha certeza; Bella não me parecia o tipo de mulher que se embebedava.



–É, você não tem cara de quem gosta de ficar bêbada – ela riu e pegou mais uma Carolina, comendo-a.



Bella’s POV



Nos trocamos, e eu é claro, tentei evitar ao máximo olhar para Edward, mas ele tem razão, não há motivos para eu me sentir envergonhada ao seu lado, ontem eu me senti envergonhada, mas não desse jeito. Acho que estou começando a me sentir mais espontânea e segura ao seu lado. Efeito pós-sexo? Vai saber...



Saímos do chalé, encontrando o pessoal todo ali. Me senti um pouco culpada por não ter cuidado das meninas naquela manhã, pois eu havia prometido à Allison que o faria, e muito bem, mas por outro lado, acho que merecia um tempo de adultos como há anos não tinha.



Eu e Edward fomos apresentados ao Stefan, irmão de Damon. Impressão minha ou ele não parava de olhar descaradamente para as minhas pernas? Ignorando o pensamento, deixei Edward com os rapazes depois de nossa pequena demonstração de carinho e afeto em publico, que dor de cabeça só de pensar em toda essa descrição!; e sentei-me numa espreguiçadeira ao lado de minha melhor amiga, ignorando o fato de ela me dar um sorriso idiotamente malicioso.



Nikole era muito esperta, e se aproveitando de minha extrema felicidade, propôs-me ir às compras e eu, entorpecida pelo... Na verdade ela me enrolou, e não sei porque aceitei aquilo.



Depois nós caímos na piscina e fui cumprimentar meus dois anjinhos.



–Tia Bella, por que você demorou pra acordar?



Certamente foi a pergunta mais difícil feita a mim, e a resposta de Nikole me deixou ainda mais embaraçada. Nessas horas, cadê a terra para nos engolir?



–É que ela ficou namorando.



Namorando? Essa era a melhor resposta que a Nikole tinha? Eu e Edward estávamos enrolados, isso sim. Estava claro que precisávamos resolver nossa situação, mas ainda não éramos namorados.



E as perguntas seguintes das meninas me fizeram desejar ainda mais que a terra me engolisse. Para desconversar, pois sabia que se não fizesse, certamente Nik entraria no assunto “O que você e o Edward são agora?”, perguntei-lhe o que compraríamos no shopping, e descobri que o melhor era ter mantido minha boca fechada.



–Lingeries, fantasias. E alguns vibradores se você quiser.



Discordei, dizendo que com enquanto tivesse Edward para me satisfazer, eu não usaria vibradores. Acho que não usaria de qualquer forma, mas ninguém precisa saber disso.



Passamos o restante da manhã brincando com as garotas na água. Não sei quanto tempo depois, aquela a puta irremediável da Katherine Pierce apareceu com seus quatro pimpolhos. Senti pena deles, ninguém merece uma mãe como ela. A garotinha loira, em especial, me chamou atenção; ela certamente me lembrava alguém, alguém que eu não queria lembrar. Suspirei e notei Nik nervosa ao meu lado, ela fitava Katherine e seu olhar para a vadia não era algo nada bonito de se ver. Segurei seu braço, tentando acalmá-la.



O pessoal decidiu entrar para almoçar, e saí da piscina, sentando-me ao lado de Edward. Algo me dizia para deixar a vergonha de lado, e perguntar uma coisa que martelava minha cabeça, mesmo que ele demonstrasse estar satisfeito comigo, eu queria ouvi-lo dizer que havia sido tão maravilhoso para ele, quanto fora para mim.



Eu não queria ser tão insegura, mas eu não conseguia tirar da minha cabeça as palavras que tanto me magoaram, e me perseguiram por dois anos; e é claro que não vão sumir assim, de uma hora para a outra.



Flashback On – PDV Terceira Pessoa



Isabella, seus familiares e amigos já sofriam com a perda, estavam em frente ao lindo gramado onde haviam acabado de enterrar sua pequena e maior preciosidade. As lágrimas escorriam pelo rosto da jovem, e sua melhor amiga, Nikole a abraçava pelos ombros, evitando chorar, e assim aumentar a dor da amiga. Minutos depois, o próprio pai, o autor do crime, apareceu sem demonstrar importância com o ocorrido. De repente tudo ficara frio novamente; ele, James, junto com sua “nova mulher”, depositou uma rosa no local onde a filha havia sido enterrada.



Após as palavras calorosas de alguns amigos, todos seguiram para a rua, onde os carros estavam estacionados. James estava aos beijos com Katherine, e ignorou os olhares surpresos de muitos ali, muitos que não sabiam a verdade, que ele era o verdadeiro assassino. Isabella não queria, ela não conseguia entender como alguém podia ser tão frio, tão inescrupuloso a ponto de tirar a vida da própria filha, de ao invés de protegê-la, como deveria fazer, agira sem o menor vestígio de compaixão, de amor à filha.



–Como você pode estar agarrado com essa daí depois de tudo o que aconteceu? Bella merece o mínimo de respeito depois do que você fez! – exclamou Emmett avançando para James, mas foi impedido por Jacob e Damon.



–Ela não merece meu respeito – disse James friamente olhando para a mulher que por anos, dizia amar – Alias que homem a respeitaria? Seria fiel a ela? Só um tonto mesmo! – continuou olhando profundamente nos olhos de Bella, como se quisesse realmente atingi-la – Você não é nada Isabella! Se um homem ficar com você novamente com certeza será por pena – as lagrimas deslizavam ainda mais intensamente pelo rosto da morena – Porque foi por este motivo, e somente este, que eu fiquei com você. Você não é boa para mim, nem para nenhum outro homem! – durante anos ela foi fiel, foi compreensiva e amorosa com o homem que agora, à sua frente dizia que ela não valia nada, e que nunca fora interessado nela.



Aquilo fora um choque, como se, além de ela já ter morrido, pois quando sua pequena se foi, ela se fora junto, ainda continuassem a retirar e colocar a adaga em seu coração.



–Seu merda! – gritou Emmett se soltando dos braços dos amigos e partindo para cima do cafajeste à sua frente, acertando um soco no olho direito do babaca. Emmett ainda ficou alguns minutos á socar James, quando sentiu um toque suave e conhecido em seus braços. Virou-se e viu Bella desatando a chorar, e em meio às lágrimas, conseguiu dizer com a voz embargada:



–Não vale a pena Emm!



Ele então se levantou, fragilizado pelo sofrimento da amiga, ela já havia passado por muita coisa em apenas um dia. Pegou-a em seus braços, aninhando-a e levou-a até seu carro, esperando alguém para dirigir.



Flashback Off



Bella’s POV



A resposta de Edward à seguir, me deixou mais tranquila, e um tanto surpresa:



–Porque as palavras não podem definir o quão realizado eu me senti ontem. Amando alguém daquele jeito. Você me aceita do jeito que sou. Não tem vergonha do que os outros pensarão de nós e a noite passada foi... A melhor noite de minha vida.



Ele disse que havia me amado! Amado! Eu me senti amada por ele, mas não sabia que ele via da mesma forma. As teimosas lágrimas desceram por meu rosto, tentei contê-las em vão. Depois Edward me surpreendeu com uma música. Ele era tão especial, tão incrível, ele fazia eu me sentir incrível, e acho que esse é o sonho de toda mulher, achar um homem bom de cama, lindo, e que surpreende a cada vez que abre a boca.



Mas então, ele me perguntou sobre o assunto que eu mais evitava: Vallery. Ela era minha vida, vida esta que fora tirada de mim no momento em que ela partira. Contei a ele somente uma parte da historia, o resto deixaria para depois. Não é que eu não quisesse contar a ele, eu só não conseguia.



Edward ainda disse que estava apaixonado por mim, e fiquei um pouco na duvida, mas seu olhar era verdadeiro, e minutos depois, surpreendendo até a mim mesma, admiti-lhe sentir o mesmo por ele.


...


Eu e Edward almoçamos conversando um pouco sobre culinária, e percebi que ele tinha muito potencial na cozinha. Mais tarde, eu e Nik fomos fazer compras, coisa que eu não era muito fã, mas como havia prometido à ela, teria que cumprir.



Primeiro fomos à loja de lingeries, fiquei bastante desconfortável por ter que provar modelos pequenos e indiscretos que a dona Nikole me obrigara, mas no final, acabei comprando a maioria, além de contar-lhe tudo o que fizera com Edward na cama.



–Comprar blusas e vestidos!



Foi o que Nikole dissera para mim, mas ela estava me levando para a parte superior do shopping, onde eu sabia, havia coisas muito, muito diferentes de blusas e vestidos. Parei estática, quando ela me puxou para dentro de uma loja com o letreiro piscando Sexy Shop.



–Você só pode estar brincando comigo! – falei olhando-a perplexa.



–Não estou não. Vamos Bella, vai ser divertido! – exclamou a doida, me puxando para dentro da loja.



Assustei-me, já que eu nunca havia entrado nesse tipo de loja; havia varias fantasias num canto da loja, alguns jogos em outro, óleos corporais, algemas e bem, vibradores.



–Boa tarde, posso ajudá-las? – perguntou um homem de estatura mediana, cabelos e olhos pretos, e vestia uma roupa tipo uniforme também preta – Sou Jeremy Gilbert.



Gilbert? Eu e Nik nos entreolhamos, ele era o irmão mais novo de Katherine!



–Vamos dar uma olhada por aqui, qualquer coisa nós avisamos! – falou Nik rapidamente e me puxou para o outro lado da loja – Eu não sabia que o irmão da vadia trabalhava aqui!



–Nem eu! – disse olhando discretamente para o rapaz, que nos encarava.



–Esqueçamos ele! Vem, vamos escolher algumas roupas! – nos viramos para as araras cheias de fantasias.



Havia enfermeira, policial, colegial, bombeiro, coelhinha, dentre varias outras que aparentemente não cobriam nada no corpo.



...



–Escolha uma! – insistiu Nikole pela milésima vez, referindo-se às fantasias. Eu já havia escolhido alguns óleos corporais, e um jogo de strip-tease, e ela ainda queria que eu levasse fantasias? Balancei a cabeça negativamente e ela revirou os olhos – Então vamos ver alguns vibradores! – ela falou e antes que eu pudesse contestar, já estava chamando Jeremy, e pedindo-lhe que nos mostrasse os tais artefatos.



–Por aqui senhoritas! – chamou-nos Jeremy e pegou uma enorme caixa detrás do balcão, retirando sua tampa logo em seguida – Como podem ver, há vários tipos, de varias formas e tamanhos! – isso eu poderia concluir sozinha, boquiaberta com a grande diversidade de brinquedinhos como aquela. Meus olhos pousaram num patinho de borracha. Estranho aquilo estar no meio de brinquedos adultos, não?



–Aquilo... É um patinho de borracha? – antes que pudesse me conter, já havia perguntado.



–Parece não é? – disse ele pegando o objeto – Mas é mais um vibrador disfarçado, e ainda é a prova d’ água – ele acariciou uma parte do bichinho e o bico dele começou a rodar; e eu continuei a observar aquilo pasma! – Pegue! – disse ele tentando colocá-lo em minhas mãos, mas neguei com a cabeça, ainda estática – Tudo bem – Jeremy ainda tentou fazer Nik segurar o patinho, mas ela também negou, e ele tornou a guardá-lo na caixa – Você é das tímidas né? – ele se dirigiu para mim.



–Super – falou Nikole e o maldito rubor apareceu em minhas bochechas.



–Então eu indico esse – continuou ele pegando um objeto parecido com um anel – São chamados Anéis Vibratórios. Você o coloca na base do pênis do seu parceiro e têm um motor que estimula o clitóris no momento da penetração. Ele ajuda a retardar a ejaculação e manter a ereção.



Tive certeza de que estava mais vermelha do que pimentão, e a Nikole ainda começa a me dizer coisas encorajadoras para que eu comprasse o bendito anel.



–Vai comprar ou não Bella? – perguntou ela com aquela carinha de vai por favor, que mais parecia a Alice.



...



–Não acredito que você me fez comprar essas coisas! – falei apontando para a sacola do sexy shop. Sim, eu havia comprado o tal anel que Jeremy sugeriu.



Nós já havíamos terminado as compras – graças a Deus – e estávamos na praça de alimentação.



–Onde você quer comer? – perguntou Nik.



Burger King! – respondi, olhando para o lindo slogan chamando a atenção das pessoas. Eu realmente estava faminta!



...



No meio das compras Nik recebeu uma sms de Damon, mas não quis me dizer o que ela dizia, ela disse apenas que deveríamos escolher uma roupa especial para essa noite, e que eu deveria curti-la ao máximo.



Nós compramos vestidos, blusas, calças, saias e sapatos, e ainda fomos à farmácia comprar preservativos, depois de eu ouvir um básico sermão da Nikole, já que eu e Ed não havíamos nos prevenido na noite anterior.



Quando nós chegamos ao chalé eu estava morta de cansaço, mas minha melhor amiga me impediu de descansar, alegando que a noite seria super especial e que era para eu tomar um banho super-relaxante, pois ela me aprontaria. Entrei no banheiro, retirando minhas roupas e abri o chuveiro, esperando a água do mesmo esquentar. Quando achei que já estava quente o suficiente, entrei no box, lavando meus cabelos e sentindo a água morna relaxar meus músculos.



Após me banhar, fui para o quarto enrolada na toalha e vi Nik colocando um babyliss na tomada e quando me viu, apenas disse:



–Que bom que já saiu do banho, Bella! Ponha esse vestido enquanto o babyliss esquenta!



O vestido estava em cima da cama, e era novo, um dos que havíamos comprado aquela tarde. Era lilás e de alça; no chão, um peep toe também lilás e alguns acessórios. Me vesti e Nik logo começou a desembaraçar meu cabelo.



–Onde está Edward? – perguntei achando estranho não tê-lo visto desde a hora em que cheguei.



–Ele está te esperando! – respondeu ela já começando a enrolar meu cabelo.



–Onde? – perguntei ansiosa.



–Você vai ver! – respondeu dando de ombros.



–Fala Nik, por favor! – insisti.



–Tá com saudades dele é?



–Isso não vem ao caso! – respondi, mas ela estava certa, eu estava morrendo de saudades dele!



–É, eu já vi que sim! – ela riu, vendo meu rosto vermelho pelo espelho.



–É só porque você já viu o Damon depois que chegamos! – retruquei.



–Ele é meu namorado, nós precisamos nos ver o tempo todo... – namorado? – Ai, eu não te contei né? Não foi por mal, eu juro, eu só esqueci! – completou ela após ver meu biquinho. Dá pra se aprender muito com o Emmett...


Notas finais
N/A: Agradecendo a:
Dricamcotur
Daniela_cullen
Isabela Black Weasley
MiSwan
natalysuelen
Edwina Billo
Evie
Kath Cullen Salvatore
por terem comentado no capítulo anterior. E parabéns as ninas que acertaram que o Ed é mesmo filho do Carlisle. Espero que tenham gostado.
E é claro que devo muitas explicações para o meu atraso; primeiro eu quero que me desculpem e as razões foram: nas férias, minha avó veio para minha casa, e eu passei a maior parte do tempo com ela, e logo depois as aulas começaram. Quem estuda sabe como isso exige total atenção. A Nik também anda muito ocupada, então e eu não queria postar o capítulo sem betagem, mas foi impossível :(
Vou tentar postar o próximo capítulo em duas semanas (19/05), pois já escrevi o comecinho.
Enfim, estou muito feliz, a fic completou um aninho em Dezembro!!! É meu primeiro bebê e fico muito grata que vocês a tenham recebido, eu espero, com o mesmo carinho com que eu escrevo.
Se quiserem, deem uma passadinha na minha One de Natal. Sei que o Natal já passou há séculos, mas a história é bonitinha e estou com o bônus quase terminado.
Comentem que os comentários serão todos respondidos em breve...
Beijos, Mari =)
One: http://fanfiction.com.br/historia/309648/Natal_Na_Neve/