Notas iniciais
Hey, voltei com mais um capítulo de OAST! Espero que gostem, boa leitura!

P.O.V Do Freddie

Por quê Pamella mentiria? Isso não faz sentindo, não mesmo. Ela sempre afirmou que Sam era filha de John e eu não posso duvidar disso. Penso indo trancar a porta. Fui para o meu quarto, me joguei na cama e fiquei pensando na possibilidade da Sam ser minha filha. Seria possível? Acho que não, mas achar não é ter certeza, certo? E agora? O que eu faço? Se por acaso a Sam for minha filha, eu estarei muito fodido.

[...]

No dia seguinte, Domingo: às 10:00 da manhã...

Na noite passada, eu não consegui pregar os olhos, passei a noite e a madrugada inteira com aquela dúvida me atormentando. E agora resolvi tirar minhas dúvidas, só assim eu poderei descansar sem ter a consciência pesada. Terminei de tomar meu sexto copo de café, saí da cozinha e resolvi ir na minha antiga casa.

[...]

— Freddie! — Sorriu Helena, me recepcionando, ela me abraçou com força e logo me puxou para dentro da mansão.

— Oi, Helena. Preciso conversar com você, é muito importante! — Falei para a minha irmã.

— Você está péssimo, o que aconteceu? Parece exausto! — Disse ela, preocupada.

— Passei a noite em claro... Quero conversar em particular, num lugar mais reservado. — Avisei e ela assentiu.

— O Robert saiu e a Annie está brincando no quarto dela. Vamos para o seu antigo escritório? — Convidou.

— Vamos! — Concordei e ela deu um leve sorriso, e segurou minha mão.

[...]

— Não estou acreditando nisso! — Falou chocada pulando da cadeira e começou a andar pelo escritório, procurando se acalmar. — Você e Pamella eram amantes? Como pôde trair a Emily? E também o John? Meu Deus! Isso é muito para a minha cabeça, não estou conseguindo suportar... E você ainda está desconfiando que a Sam é sua filha? — Perguntou num fio de voz, num tom temeroso, seus olhos castanhos estavam arregalados.

— Eu sei que eu fui um tremenda canalha, sei que errei e já me arrependi disso tudo, acredita em mim Helena, por favor. Não estou aqui para ouvir sermões... Eu só quero saber a verdade, e para isso eu preciso da sua ajuda! — Avisei ainda sentado na cadeira que costumava ficar horas quando estava enfurnado no escritório.

— Está bem. O que eu poderia fazer para te ajudar? — Perguntou um pouco mais calma.

— Ainda guarda aquelas mechas de cabelo da Sam? — Perguntei encarando-a, torcendo para a resposta dela ser positiva. Helena costumava cortar o cabelo da Sam quando a loirinha ainda era criança para poder manter as madeixas sempre acima da cintura.

— Por quê eu jogaria fora aquelas mechas de cachinhos dourados? — Questionou sorrindo. — Já sei, você quer fazer um teste de DNA, não é? — Perguntou séria e eu assenti. — Tira essa ideia maluca da cabeça, Freddie. A Sam não é sua filha! — Falou com firmeza. — Mesmo assim, eu irei te dar uma mecha para você poder fazer o teste de DNA!

— Muito obrigado, mana! — Agradeci.

[...]

Horas depois, às 13h:50min da tarde...

P.O.V Da Carly

Já faz alguns minutos que o Brad está gritando lá fora, resolvi ignorar. Tomara que algum vizinho chame a Polícia para prender esse maluco, não adianta ele ficar fazendo escândalo, não irei abrir a porta. Não quero olhar para a cara dele, eu só quero que ele me deixe em paz.

— CARLY, POR FAVOR, PRECISAMOS CONVERSAR! — Gritou esmurrando a porta.

Me encolhi no sofá e fechei os olhos. Não quero ouvir, vou ignorar.

— EU NÃO TE TRAI, EU JURO ACREDITA EM MIM. ABRA ESSA PORTA, POR FAVOR! — Continuou gritando e esmurrando a porta.

Mas que droga, por quê ele não desiste? Eu não quero saber, só quero que ele suma da minha vida.

— CARLOTTA TAYLOR SHAY, VOCÊ É A MULHER DA MINHA VIDA. MEU, AMOR, ABRA ESSA PORTA SENÃO SEREI OBRIGADO A ARROMBÁ-LA! — Berrou.

Que vergonha! O que o vizinhos devem estar pensando desse escândalo todo? Pensei me levantando do sofá e resolvi abrir a porta.

— Meu, amor! — Disse chorando e pulando em cima de mim, quase caimos. Ele me apertou tão forte que eu quase fiquei sufocada.

— Me... Solta! — Pedi com a voz falha, estapeando suas costas.

Ele me soltou e então notei o quanto ele estava arrasado, fiquei até com pouco de pena.

— Deixe-me explicar, por favor. Foi a minha secretária que deixou aquela mancha de batom na minha camisa... Ela estava me assediando, juro que não tive culpa... Ela me agarrou! — Disse ainda chorando.

— Eu não estou acreditando nisso, por quê não me disse o que estava acontecendo? Por quê não me contou que sua secretária dava em cima de você? — Perguntei, irritada.

— Eu não contei por medo!

— Medo? Você têm medo de mim? — Indaguei, incrédula.

— Você é muito histérica... Isso me assusta! — Confessou.

— Não sou histérica. — Falei, indignada. — Então, já despediu a vadia? — Perguntei.

— Farei isso amanhã. Já posso voltar para casa? — Perguntou me encarando.

— Sim. Mas você vai passar uma semana dormindo no sofá, Prentice. Esse será o seu castigo! — Avisei, séria.

— Ah, não... Mas...

— Duas semanas! — Falei, interrompendo-o. — Ainda estou chateada com você! — Falei.

— Duas semanas? Isso é injus...

— Três semanas e se continuar reclamando, eu irei aumentar para um mês! — Ameacei.

Ele ficou calado e me olhou triste com aqueles olhos claros marejados. Se aproximou tentando me abraçar mas eu desviei, balançando a cabeça negativamente.

— Nada de abraços, você está fedendo. Já para o banho! — Odernei e ele abaixou a cabeça, resmungou algo inaudível e foi andando em direção a escada.

[...]

Em Nova York

Às 17:00 da tarde...

P.O.V Da Sam:

Terminei de dar banho nas crianças e agora estou tentando arrumar meus anjinhos que não param quietos. Christian e Jasmin são hiperativos demais, só consegui arrumar o Nathan.

— Vem aqui, Chris? — Chamei correndo atrás dele, que corria pelo quarto apenas de cuequinha.

Consegui pegá-lo e comecei vesti-lo, arrumei seu cabelos castanhos, fazendo um mini-topete e passei o perfume.

— Agora é você, mocinha! — Apontei para Jasmin que tentava se esconder atrás do Nathan.

Peguei minha loirinha e vesti um vestido lilás nela, coloquei os sapatinhos combinando e iniciei minha batalha de pentear seus cabelos ondulados.

— Fica parada, a mamãe que fazer um penteado bem bonito! — Falei tentando desembaraçar seus fios claros.

— Aiii! — A loirinha reclamou e eu ri terminando de pentear o cabelo dela.

— Eu avisei para ficar quietinha, meu amor. — Sorri começando a trançar seu cabelo.

— Mamãe? — Nathan me chamou, olhei para ele que estava com o topete desfeito. — O Chris, mamãe! — Apontou para o irmão que sorria travesso.

— Christian, já falei que não pode bagunçar o cabelo do seu irmão. — O olhei séria. Terminei de arrumar a Jasmin e fui arrumar o cabelo do Nathan novamente.

[...]

Me olhei no espelho e sorri satisfeita, estou me sentindo ótima, e muito bonita usando um vestido branco com um cinto vermelho, um decote discreto, e o seu comprimento é perfeito, nem tão comprido e nem tão curto.

Fiz um coque sofisticado e uma maquiagem leve, apenas realçando meus olhos e estou com meu Scarpin cor de creme com o salto de 10 centímetros.

Passei perfume e peguei uma bolsa pequena preta, aonde guardei meu celular, espelho de mão, batom nude e minha carteira, estou pronta.

[...]

— Demorou, mas valeu a pena! — Gibby abriu um enorme sorriso quando cheguei na sala.

— Como estou? — Perguntei dando uma voltinha.

— Maravilhosa! — Elogiou sorrindo abertamente. — Linda demais para ir pra um aniversário infantil! — Comentou, sério.

— Obrigada ciumento. — Sorri. — Cadê os presentes? — Perguntei caminhando até ele.

— Estão aqui! — Apontou para os três embrulhos em cima do sofá.

Estamos indo para o aniversário de 1 ano da filha dos nossos amigos, Jennifer e Matt, e eu pedi para o Gibby comprar três presentes para a pequena Angeline.

— Mamãe! — Nathan levantou os bracinhos, pedindo colo e eu me abaixei, pegando-o.

Fui abrir a porta, enquanto Gibby pegava Christian e Jasmin. Depois de abrir a porta, andei até o sofá e coloquei os presentes dentro de uma sacola e carreguei o Nathan novamente.

[...]

Em Seattle...

Às 20h:15min da noite...

P.O.V Do Freddie:

Terminei de arrumar minhas malas, levarei somente duas malas. Não preciso de muita coisa, já levei uma mecha do cabelo da Sam para um Laboratório para fazer o teste de DNA e assim que o resultado sair, partirei para NY.

Mas antes de tudo, eu preciso arrancar a informação do paradeiro dela e eu farei isto mesmo que for preciso torturar o Brad, sei que ele sabe aonde ela está morando e ele vai ter que me dizer.

Notas finais
E agora? Será que o Brad abrirá o bico??? Não odeiem o Gibby, tadinho! A Carly fez bem em ter aceitado o Brad de volta? Gostaram? Comentem! Bjs