O Amor Supera Tudo
29 Pedindo ajuda
Notas iniciais
P.O.V Do Freddie
Por quê Pamella mentiria? Isso não faz sentindo, não mesmo. Ela sempre afirmou que Sam era filha de John e eu não posso duvidar disso. Penso indo trancar a porta. Fui para o meu quarto, me joguei na cama e fiquei pensando na possibilidade da Sam ser minha filha. Seria possível? Acho que não, mas achar não é ter certeza, certo? E agora? O que eu faço? Se por acaso a Sam for minha filha, eu estarei muito fodido.
[...]
No dia seguinte, Domingo: às 10:00 da manhã...
Na noite passada, eu não consegui pregar os olhos, passei a noite e a madrugada inteira com aquela dúvida me atormentando. E agora resolvi tirar minhas dúvidas, só assim eu poderei descansar sem ter a consciência pesada. Terminei de tomar meu sexto copo de café, saí da cozinha e resolvi ir na minha antiga casa.
[...]
— Freddie! — Sorriu Helena, me recepcionando, ela me abraçou com força e logo me puxou para dentro da mansão.
— Oi, Helena. Preciso conversar com você, é muito importante! — Falei para a minha irmã.
— Você está péssimo, o que aconteceu? Parece exausto! — Disse ela, preocupada.
— Passei a noite em claro... Quero conversar em particular, num lugar mais reservado. — Avisei e ela assentiu.
— O Robert saiu e a Annie está brincando no quarto dela. Vamos para o seu antigo escritório? — Convidou.
— Vamos! — Concordei e ela deu um leve sorriso, e segurou minha mão.
[...]
— Não estou acreditando nisso! — Falou chocada pulando da cadeira e começou a andar pelo escritório, procurando se acalmar. — Você e Pamella eram amantes? Como pôde trair a Emily? E também o John? Meu Deus! Isso é muito para a minha cabeça, não estou conseguindo suportar... E você ainda está desconfiando que a Sam é sua filha? — Perguntou num fio de voz, num tom temeroso, seus olhos castanhos estavam arregalados.
— Eu sei que eu fui um tremenda canalha, sei que errei e já me arrependi disso tudo, acredita em mim Helena, por favor. Não estou aqui para ouvir sermões... Eu só quero saber a verdade, e para isso eu preciso da sua ajuda! — Avisei ainda sentado na cadeira que costumava ficar horas quando estava enfurnado no escritório.
— Está bem. O que eu poderia fazer para te ajudar? — Perguntou um pouco mais calma.
— Ainda guarda aquelas mechas de cabelo da Sam? — Perguntei encarando-a, torcendo para a resposta dela ser positiva. Helena costumava cortar o cabelo da Sam quando a loirinha ainda era criança para poder manter as madeixas sempre acima da cintura.
— Por quê eu jogaria fora aquelas mechas de cachinhos dourados? — Questionou sorrindo. — Já sei, você quer fazer um teste de DNA, não é? — Perguntou séria e eu assenti. — Tira essa ideia maluca da cabeça, Freddie. A Sam não é sua filha! — Falou com firmeza. — Mesmo assim, eu irei te dar uma mecha para você poder fazer o teste de DNA!
— Muito obrigado, mana! — Agradeci.
[...]
Horas depois, às 13h:50min da tarde...
P.O.V Da Carly
Já faz alguns minutos que o Brad está gritando lá fora, resolvi ignorar. Tomara que algum vizinho chame a Polícia para prender esse maluco, não adianta ele ficar fazendo escândalo, não irei abrir a porta. Não quero olhar para a cara dele, eu só quero que ele me deixe em paz.
— CARLY, POR FAVOR, PRECISAMOS CONVERSAR! — Gritou esmurrando a porta.
Me encolhi no sofá e fechei os olhos. Não quero ouvir, vou ignorar.
— EU NÃO TE TRAI, EU JURO ACREDITA EM MIM. ABRA ESSA PORTA, POR FAVOR! — Continuou gritando e esmurrando a porta.
Mas que droga, por quê ele não desiste? Eu não quero saber, só quero que ele suma da minha vida.
— CARLOTTA TAYLOR SHAY, VOCÊ É A MULHER DA MINHA VIDA. MEU, AMOR, ABRA ESSA PORTA SENÃO SEREI OBRIGADO A ARROMBÁ-LA! — Berrou.
Que vergonha! O que o vizinhos devem estar pensando desse escândalo todo? Pensei me levantando do sofá e resolvi abrir a porta.
— Meu, amor! — Disse chorando e pulando em cima de mim, quase caimos. Ele me apertou tão forte que eu quase fiquei sufocada.
— Me... Solta! — Pedi com a voz falha, estapeando suas costas.
Ele me soltou e então notei o quanto ele estava arrasado, fiquei até com pouco de pena.
— Deixe-me explicar, por favor. Foi a minha secretária que deixou aquela mancha de batom na minha camisa... Ela estava me assediando, juro que não tive culpa... Ela me agarrou! — Disse ainda chorando.
— Eu não estou acreditando nisso, por quê não me disse o que estava acontecendo? Por quê não me contou que sua secretária dava em cima de você? — Perguntei, irritada.
— Eu não contei por medo!
— Medo? Você têm medo de mim? — Indaguei, incrédula.
— Você é muito histérica... Isso me assusta! — Confessou.
— Não sou histérica. — Falei, indignada. — Então, já despediu a vadia? — Perguntei.
— Farei isso amanhã. Já posso voltar para casa? — Perguntou me encarando.
— Sim. Mas você vai passar uma semana dormindo no sofá, Prentice. Esse será o seu castigo! — Avisei, séria.
— Ah, não... Mas...
— Duas semanas! — Falei, interrompendo-o. — Ainda estou chateada com você! — Falei.
— Duas semanas? Isso é injus...
— Três semanas e se continuar reclamando, eu irei aumentar para um mês! — Ameacei.
Ele ficou calado e me olhou triste com aqueles olhos claros marejados. Se aproximou tentando me abraçar mas eu desviei, balançando a cabeça negativamente.
— Nada de abraços, você está fedendo. Já para o banho! — Odernei e ele abaixou a cabeça, resmungou algo inaudível e foi andando em direção a escada.
[...]
Em Nova York
Às 17:00 da tarde...
P.O.V Da Sam:
Terminei de dar banho nas crianças e agora estou tentando arrumar meus anjinhos que não param quietos. Christian e Jasmin são hiperativos demais, só consegui arrumar o Nathan.
— Vem aqui, Chris? — Chamei correndo atrás dele, que corria pelo quarto apenas de cuequinha.
Consegui pegá-lo e comecei vesti-lo, arrumei seu cabelos castanhos, fazendo um mini-topete e passei o perfume.
— Agora é você, mocinha! — Apontei para Jasmin que tentava se esconder atrás do Nathan.
Peguei minha loirinha e vesti um vestido lilás nela, coloquei os sapatinhos combinando e iniciei minha batalha de pentear seus cabelos ondulados.
— Fica parada, a mamãe que fazer um penteado bem bonito! — Falei tentando desembaraçar seus fios claros.
— Aiii! — A loirinha reclamou e eu ri terminando de pentear o cabelo dela.
— Eu avisei para ficar quietinha, meu amor. — Sorri começando a trançar seu cabelo.
— Mamãe? — Nathan me chamou, olhei para ele que estava com o topete desfeito. — O Chris, mamãe! — Apontou para o irmão que sorria travesso.
— Christian, já falei que não pode bagunçar o cabelo do seu irmão. — O olhei séria. Terminei de arrumar a Jasmin e fui arrumar o cabelo do Nathan novamente.
[...]
Me olhei no espelho e sorri satisfeita, estou me sentindo ótima, e muito bonita usando um vestido branco com um cinto vermelho, um decote discreto, e o seu comprimento é perfeito, nem tão comprido e nem tão curto.
Fiz um coque sofisticado e uma maquiagem leve, apenas realçando meus olhos e estou com meu Scarpin cor de creme com o salto de 10 centímetros.
Passei perfume e peguei uma bolsa pequena preta, aonde guardei meu celular, espelho de mão, batom nude e minha carteira, estou pronta.
[...]
— Demorou, mas valeu a pena! — Gibby abriu um enorme sorriso quando cheguei na sala.
— Como estou? — Perguntei dando uma voltinha.
— Maravilhosa! — Elogiou sorrindo abertamente. — Linda demais para ir pra um aniversário infantil! — Comentou, sério.
— Obrigada ciumento. — Sorri. — Cadê os presentes? — Perguntei caminhando até ele.
— Estão aqui! — Apontou para os três embrulhos em cima do sofá.
Estamos indo para o aniversário de 1 ano da filha dos nossos amigos, Jennifer e Matt, e eu pedi para o Gibby comprar três presentes para a pequena Angeline.
— Mamãe! — Nathan levantou os bracinhos, pedindo colo e eu me abaixei, pegando-o.
Fui abrir a porta, enquanto Gibby pegava Christian e Jasmin. Depois de abrir a porta, andei até o sofá e coloquei os presentes dentro de uma sacola e carreguei o Nathan novamente.
[...]
Em Seattle...
Às 20h:15min da noite...
P.O.V Do Freddie:
Terminei de arrumar minhas malas, levarei somente duas malas. Não preciso de muita coisa, já levei uma mecha do cabelo da Sam para um Laboratório para fazer o teste de DNA e assim que o resultado sair, partirei para NY.
Mas antes de tudo, eu preciso arrancar a informação do paradeiro dela e eu farei isto mesmo que for preciso torturar o Brad, sei que ele sabe aonde ela está morando e ele vai ter que me dizer.
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