O Amor Supera Tudo
49 O Amor Supera Tudo
Notas iniciais
Alguns meses depois...
P.O.V Da Sam
— Jura que não está chateado? — Perguntei o encarando.
— Não estou, sério. — Respondeu.
— Ele afirmou que virá, as crianças são importante para ele. Gibby ama elas, já te falei isso. — Avisei.
— Eu sei... — Murmurou.
— Prometa que não vai implicar com o meu amigo? Ele é especial para mim, não quero que sejam inimigos. — Segurei seu rosto.
— Hum... Não irei implicar com o seu ex, mas se ele se engraçar pro seu lado, o expulsarei a pontapés. — Disse sério.
— Ele está namorando agora, me garantiu que está apaixonado por ela. — Afirmei.
— Espero que isso seja verdade... — Disse me agarrando.
— Pare com isso... — Falei tentando me esquivar de suas investidas. — A Carls vai chegar daqui a pouco, trazendo os preparativos para a decoração. — Firmei a voz, afastando seu corpo.
— Eu sei, mas ainda dá tempo para namorar um pouquinho. — Murmurou, voltando a me agarrar, beijando meu pescoço.
— Não dá não, se controla aí. Vou me ocupar agora, não é você que vai ficar atarefado na cozinha e sua mãe está lá embaixo me esperando. — Resmunguei saíndo de perto dele, prendi meu cabelo e me aproximei, lhe dando um selinho demorado.
— Querem ajuda? — Prendeu os braços em torno da minha cintura, não querendo me largar.
Aquele dia, ele estava animado com o aniversário das crianças e muito danadinho também, querendo me agarrar à todo instante.
— Não. Sério, você é um desastre na cozinha, só iria nos atrapalhar. Helena e Robert foram levar a Annie e as crianças para passear, só chegarão mais tarde. Os docinhos ficaram por conta do Brad, a Carls vai cuidar da decoração e você vai ficar encarregado de buscar os bolos! — Avisei e ele assentiu. — Três bolos temáticos, sério mesmo? Pedi para encomendar um de três andares... — Falei batendo de leve no seu peito, fazendo-o rir.
— Sim, três bolos temáticos bem grandões e deliciosos. Um para cada um, o Chris queria que o tema fosse de Batman, o Nate de Superman e a Jas da Branca de Neve! — Contou animado.
— Sempre fazendo a vontade deles, não é? Que pai coruja bobão! — Ri me afastando, livrando-me do seu aperto. — O da Jas vem com anãozinhos comestíveis em cima? — Perguntei.
— Isso mesmo. — Assentiu sorrindo. — Que tal contratarmos palhaços? — Sugeriu.
— Péssima ideia, o Chris tem medo de palhaços. — Informei.
— É mesmo? Igualzinho a você... — Prendeu o riso.
— Ei, isso quando eu era criança, tá legal? Não tenho mais medo daquelas criaturas coloridas e risonhas, que assustam criancinhas inocentes. — Afirmei séria, e o Freddie não conseguiu mais segurar a risada.
— Lembro até hoje, acredita? Você fez xixi...
— Calado! — Pulei em cima dele, tapando sua boca. — Faz tanto tempo, não vamos relembrar o passado, ok? Não estrague o meu humor, hoje é o aniversário dos nossos filhos. — Abracei sua cintura.
— Desculpa... — Pediu baixinho, acariciando minhas costas. — Não vou mais tocar no passado, isso te encomoda, te chateia e eu não vou mais fazer isso! — Garantiu, olhando em meus olhos.
— Bom mesmo. Ainda continua sendo difícil para mim, quando saímos com as crianças, algumas pessoas nos reconhecem nas ruas, em certos lugares, e nos olham incrédulas e com certa repulsa. É complicado, o escândalo que se espalhou, saiu em vários jornais, na TV e em todos aqueles sites... Você era o queridinho da Mídia por ser um CEO bem sucedido, pai solteiro e super cobiçado, as mulheres se rastejavam aos seus pés... — Bufei, me lembrando das crises de ciúmes e da raiva que eu sentia naquela época.
— Hum... Melhor deixarmos isso pra lá, já passou. Ninguém tem nada a ver com a nossa vida. Parei de me importar com as opiniões alheias. Você e nossos filhos são tudo para mim, isso já basta. Só o que importa é o nosso amor e os frutos dele. Que se dane o mundo! Você é a mulher da minha vida, quero passar o resto da minha vida ao seu lado... Cada dia que passa, eu te amo mais e mais. — Disse segurando meu rosto, nossas respirações estavam se misturando,nossos olhos sequer se desviavam, perfeitamente e inteiramente fixos um no outro.
Ele estava certo, eu também deveria pensar da mesma forma.
— Oh, Freddie... — Sorri, lágrimas de emoção banhavam meu rosto, me coloquei nas pontas dos pés para capturar seus lábios, beijando-os repetidamente.
Freddie me apertou contra si e aprofundou o beijo. Beijando-me com todo o seu amor, carinho e fervor até o ar nos faltar...
— Acho que sua mãe pode me esperar mais um pouco. — Falei ofegante, o empurrando em direção a cama.
— Sim, sim... Ela deve estar ocupada demais fazendo suas especialidades, torta de maçã e bolinhos de queijo e presunto... — Sorriu me puxando para cima dele.
— Temos uns 8 minutinhos, então. É sempre bom uma rapidinha... — Sorri desabotoando sua camisa.
[...]
— Mais para a direita, afaste mais um pouco, mais um pouquinho... Agora puxe um pouco para a esquerda... Está torto, ajeite isto aí, tem que esticar e colocar certinho. A faixa precisa estar perfeita... Continua torto. Presta atenção! Não está certo... DROGA, BRAD, ARRUME ESSA FAIXA DIREITO! — Carly gritou estressada, ralhando com o coitado do Prentice que se assustou e quase caiu da escada.
— DESISTO! — Gritou, emburrado. — Cansei, coloque você mesma. — Disse apontando para a faixa roxa que tinha a frase: Feliz Aniversário Trigêmeos, que a morena mandou fazer.
— Quê? — A Shay abriu a boca chocada. — Você gritou comigo... — Seus lábios tremeram, ela fez cara de choro.
Aquilo foi estranho, nunca tinha visto a Carly tão chatinha e sensível.
— Amorzinho, eu não queria...
— Saia da minha frente, não fale comigo. Estou chateada com você! — Fungou, a voz dela estava embargada e seus olhos transbordando em lágrimas.
— Deixa isso comigo, vá tomar um pouco de água, Brad. A Carls tá estressada, dever se a TPM. — Me intrometi.
— Não estou de TPM! — Carls bufou e começou a secar os olhos.
— FREDDIE! — Gritei, chamando-o.
— Ele está ocupado pendurando os balões e depois vai encher a piscina de bolinhas. — Minha sogra disse apontando para o Benson que estava em cima de uma cadeira, segurando algumas fitas coloridas com os dentes, enquanto prendia os balões.
— Deixa comigo, vou dá um jeito nessa faixa! — Afirmei prestes a subir na escada.
— Hum, Sam? — A morena me deteu. — Acho que belisquei docinhos e salgadinhos demais... Não estou me sentindo bem, estou com vontade de... — Ela nem terminou a frase, se curvou tapando a boca, se segurando para não vomitar.
— Esse mal-estar tem outro nome... — Senhora Benson murmurou e sorriu.
— A senhora acha que... ? — Carly arregalou os olhos, fitando minha sogra. — Que eu, eu... — Se calou, engulindo um seco.
— Que vem um bebê por aí. — Concluí, animada.
Também passei por aquela fase no segundo mês de gestação, sentindo azia e cólicas. Tudo me estressava, meus hormônios ficaram aflorados.
— Oh, meu Deus! — Minha amiga desabou na cadeira mais próxima, tremendo.
— O Brad vai surtar de felicidade! — Afirmei.
— Vou trazer um copo d'água com açúcar, você está nervosa e pálida, querida. — Marissa disse à Carls antes de se retirar.
A campainha tocou, corri para atender... Era o Gibby e trouxe a namorada para Seattle.
— Que bom que você veio! — Exclamei feliz.
— Sou um homem de palavra, jamais faltaria no aniversário dos nossos pequenos. — Sorriu antes de me abraçar. — Senti sua falta, minha amiga... — Murmurou no meu ouvido.
— Eu também. — Falei e encerramos o braço.
— Sam, deixe-me apresentar, esta é a Kelly, o amor da minha vida, a mulher que vai ser a mãe dos meus filhos. E amor, essa é a Sam, minha melhor amiga! — Ele nos apresentou.
— Prazer em conhecê-la, Sam, o Gibby me falou muito de você! — Disse a morena alta, muito bonita por sinal.
— Igualmente. — Nos cumprimentamos com um abraço. — Entrem, fiquem à vontade. Vou lhes mostrar o quarto de hóspedes, devem estar cansados da viagem, não? — Falei e eles concordaram, juntaram suas malas e entraram, me acompanhando para o andar de cima.
Horas depois...
— Ai, ai, ai. Dói, mamãe... — Jas não parava de reclamar quando eu tentava fazer um penteado nela.
— Fica quietinha aí, princesa. Carly, pega a caixinha de grampinhos para mim. Ali, em cima da cômoda branca. — Apontei para a caixinha lilás.
— Coitadinha, Sam. Vai acabar deixando ela careca. Vá tomar banho e se arrumar, deixa por minha conta. — Disse pegando a escova de cabelo da minha mão.
— Tudo bem. Eu não tenho paciência mesmo... — Suspirei cansada. — Já separei a roupa dela e os sapatos também, estão aqui. — Apontei para o vestido preto rodado com estampa de bolinhas roxas, estilo anos 50, com um laço roxo pra prender na cintura e sapatinhos iguais de boneca, estilo retrô. — A avó dela comprou! — Expliquei após ver a cara de espanto da morena.
Também desaprovei o vestido e os sapatos, mas fazer o quê? Foi a avó dela quem comprou com tanto carinho...
— Que brega, amiga! — Revirou os olhos. — Sua sogra não tem nem um pingo de senso de moda. — Fez careta. — Não vou vestir isso na minha bonequinha! — Disse determinada, enquanto arrumava o cabelo da afilhada.
— Bem, então procure outra roupa e sapatos, fique à vontade para vasculhar o guarda-roupa dela. — Falei antes de sair do quarto dos trigêmeos.
Deixei ela ali com a Jas e rumei para o meu quarto, tomei banho e me arrumei. Fiz um make básico, realçando meus olhos e quando estava borrifando um pouco de perfume, o Freddie entrou no quarto todo descabelado, com a roupa amassada e um pouco ofegante...
— Uma manada atropelou você? — Perguntei entre risos.
— Os sobrinhos do Robert e os coleguinhas dos nossos filhos estão tocando o terror. Estão correndo por todos os lados, perturbando os adultos, tombaram o Pula-pula e agora estão atacando a mesa de doces. A mamãe está quase infartando, a sala tá uma zona. Brad, Robert e eu tentamos detê-los, mas os pestinhas nos jogaram na piscina de bolinhas. O Chris tá liderando o grupo de pestinhas, três deles estão com pistolinhas d'água, eles também bagunçaram a decoração da estante e eles quebraram aquele seu ursinho de decoração que acende e muda de cor no escuro... — Falou rapidamente, quase perdendo o fôlego, em seguida se jogou na cama, cansado.
— O QUÊ? — Gritei incrédula. — Vou colocar um fim nessa bagunça agora! Levanta daí, vamos lá. — O puxei.
Minutos depois...
— Cadê o Nate? — Perguntei para a Carly quase berrando para superar a gritaria dos pirralhos.
— ESCONDIDO DEBAIXO DA MESA! — Gritou ela afobada.
Helena e ela estavam protegendo e vigiando a mesa aonde estavam os três bolos temáticos. Gibby e Kelly estavam tentando conter as crianças que estavam cercando a fonte de chocolate... Brad e Robert ainda estavam caídos na piscina de bolinhas, com alguns pestinhas em cima deles.
— E a Jas? — Quase gritei.
— ESTÁ COM AS COLEGUINHAS DENTRO DO CASTELO! — Minha cunhada apontou para o castelinho inflável colorido.
Avistei o Chris e o seu grupinho com pistolinhas d'água, correndo e tocando o terror, molhando alguns convidados.
Tive uma ideia, apaguei as luzes da sala e a gritaria cessou. Soltei várias gargalhadas imitando uma bruxa e um dos rapazes começou a gemer como um fantasma. Foi então, que a gritaria eufórica e risadinhas foram substituídas por gritos de medo e choro.
[...]
— Coitadinhos Sam, os pobrezinhos se molharam de tanto medo! — Carls fez bico enquanto trocávamos os pequenos mijões, Chris e Nate.
Comecei a rir, a Jas não fez xixi, mas ficou grudada no pai, não querendo soltá-lo de jeito nenhum. E o resto das crianças, exceto a Annie, ficaram vermelhas de tanto chorarem... E claro, os pais ficaram bravos comigo, mas foda-se...
Trocamos eles e descemos para cantar parabéns. Acendi as velinhas de quatro anos, reunimos todos em volta da mesa e cantamos o parabéns para os trigêmeos. A senhora Benson cortou o bolo que ela fez, e Carly e Helena a ajudaram distribuindo as fatias, o que sobrou dos doces e etc...
— Que cara é essa, bobão? — Puxei o Benson para um lugarzinho mais afastado.
— Estou emocionado. Sabe, é a primeira vez que comemoro o aniversário dos nossos pequenos ao lado de vocês... — Admitiu me abraçando.
— Owwnt, o papai está chorando de emoção! — Sorri acariciando suas costas. — Oh, meu amor! Ainda temos muitos aniversários deles para comemorarmos. — Garanti.
— Eu sei... — Afagou meus cabelos e nos afastamos um pouco.
— Eles são perfeitos, veja só, são a melhor coisa que fizemos. — Sorriu emocionado, apontando para os nossos anjinhos.
Nossos filhos eram nossos bens mais preciosos, nosso orgulho. Tudo para nós dois.
— Sim, concordo com você... — Enxuguei suas lágrimas.
— Amo vocês, amo tanto. — Roçou nossos narizes.
— Também amo vocês. — Sorri ficando emocionada.
— Vem comigo. — Segurou minha mão.
— Para aonde? — Perguntei o seguindo.
Ele não respondeu, apenas me conduziu para o segundo andar, me levando para a sacada.
O vento gélido da noite fria de Seattle com brisa fez meus cabelos esvoaçarem. Olhei para cima, fitando o céu pontilhado com poucas estrelas...
E desviei meu olhar para o Freddie, observando ele ligar o aparelho de som que estava numa mesinha.
A mesma música que tocou no meu aniversário de 15 anos começou a tocar, havíamos dançado ao som dela. Naquela mesma noite, percebi que era apaixonada por ele, por meu pai adotivo. E agora, o pai do meus filhos. O amor da minha vida.
— Me concede essa dança? — Se curvou fazendo uma breve reverência, antes de estender a mão.
— Claro! — Sorri, aceitando.
Freddie me puxou para si, e nos deixamos embalar ao som de Save Me...
"Amando você como nunca amei ninguém antes,
Preciso de você para abrir esta porta,
Se eu implorar a você pudesse de algum mudar a maré,
Então me diga, eu preciso tirar isto da minha cabeça..."
— Lembra dessa música? — Sussurrou em meu ouvido.
— Lembro. Você me tirou para dançar e eu fiquei pisando nos seus pés com aqueles malditos saltos... — Nós dois rimos e ele concordou.
"Eu nunca pensei que estaria pronunciando estas palavras,
Eu nunca pensei que precisaria dizer,
Outro dia solitário é mais do que posso suportar..."
— E você tomou seu primeiro porre, e vomitou em mim no final da noite. — Relembrou outro fato.
— Naquela noite, eu havia admitido pra mim mesma que eu amava você e chorei de remorso antes de esvaziar aquela garrafa de Vodca... — Confessei.
— Oh, Sam... — Ele suspirou, e beijou meu pescoço.
"Você não vai me salvar?
Salvação é o que eu preciso,
Eu apenas quero estar ao seu lado,
Você não vai me salvar?
Eu não quero ficar apenas vagando sem rumo neste mar da vida..."
"Preste atenção, por favor, não saia por essa porta,
Estou de joelhos, você é o motivo pelo qual estou vivendo..."
— Porque eu imaginava que você nunca seria meu... — Sussurrei.
— Entendo. Mas pode ter certeza que sou seu, somente seu por toda a vida. — Garantiu.
"Eu nunca pensei que estaria pronunciando estas palavras,
Nunca pensei que encontraria uma maneira,
Outro dia solitário é mais do que posso suportar..."
— E eu sou sua, somente sua, meu amor! — Falei o apertando contra mim.
"Você não vai me salvar?
Salvação é o que eu preciso,
Eu apenas quero estar ao seu lado,
Você não vai me salvar?
Eu não quero ficar apenas vagando sem rumo neste mar da vida..."
— Promete? Que seremos um do outro até o nosso último suspiro? — Perguntou e eu assenti, sem hesitar. — Então, quer casar comigo? Deixar de ser minha princesa e se tornar minha rainha? — Paramos de dançar e ele se afastou tirando uma caixinha preta do bolso, uma caixinha de veludo, se ajoelhou e abriu a caixinha. — Quer casar comigo? — Repetiu a pergunta, meu coração estava batendo disparado, comecei a tremer, sentindo aquele friozinho na barriga.
— Sim... — Comecei a chorar de emoção. — Claro que sim! — Desabei, me lançando contra ele, deitando-o no chão, ficando por cima.
— Oh, meu amor... — Puxou minha mão para colocar o aliança de noivado, e beijou-a com carinho.
Olhei para a aliança de ouro, fina e delicada, simplesmente linda. Perfeita. E voltei a fitar seu rosto, o acariciando, ambos chorando de felicidade...
— Eu te amo! — Falamos juntos, rimos e nos beijamos.
Esta noite está sendo tão perfeita. Tão especial. A nossa história de amor vai ser longa,veu acredito nisto. Envelheceremos juntos. Ficaremos juntos até o nosso último suspiro. Nossa vida não será e nunca foi um mar de rosas, mas o nosso amor puro e verdadeiro nos fortalecerá, nos manterá sempre unidos. Sempre. Sobre isso, eu tenho toda a certeza...
O amor supera tudo, se isso não fosse verdade. Eu não teria o perdoado, não teria lhe dado uma chance. Não estaria com ele agora, mas o nosso amor superou tudo e sempre irá superar cada dificuldade, cada problema e obstáculo que aparecerão em nossas vidas. Nos manterá firme, pois é forte o suficiente e capaz de superar todas as barreiras.
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