O Amor Supera Tudo
12 Desentendimentos, momento quente e mais raiva
Notas iniciais
P.O.V Da Sam:
Minhas cicatrizes, droga, mil vezes droga! Como eu pude me descuidar em deixá-las totalmente expostas? Ele continua segurando meus pulsos agora com menos força, seu olhar é interrogador. Não sei o que responder...
Freddie: — O. Que. Significa. Isso? — Pergunta pausadamente, controlando a raiva, sei que à qualquer momento ele irá perder o pingo de paciência que ainda lhe resta e eu estarei ferrada.
Continuo calada, sem ter coragem de encará-lo, e de repente, memórias daquele dia em que me mutilei retornam com tudo, tomando conta da minha mente.
FlashBack :
Em um daqueles momentos depressívos, eu ainda me sentia acabada,usada, péssima. Eu ainda sentia tanta dor, não só físicamente como psicógicamente.
Eu só precisava de um solução, só queria que toda aquela dor sumisse de uma vez por todas. Criei coragem e entrei no banheiro, tranquei porta e comecei à procurar um objeto cortante, acabei achei uma gilete.
Fui para a pia, encarei aquela minúscula lâmina por alguns segundos e sem pensar duas vezes, afundei ela no meu pulso direito, cortando a minha carne.
Logo senti dor e ardor, fiz alguns cortes não tão profundos quanto o primeiro, lágrimas quentes e grossas escorriam pelo rosto.
Liguei a torneira e coloquei meu pulso mutilado debaixo da água, meu sangue quente jorrava sendo lavado, indo para o ralo junto com minha dor e no outro dia repeti aquilo com o meu outro pulso...
FlashBack off:
Freddie: — Me responda, o que houve com seus pulsos? — Perguntou irritado e eu abaixei a cabeça, sentindo meus olhos arderem.
Sam: — Vou para o meu quarto! — Falei puxando meus braços, me soltando de seu aperto e em seguida saí orrendo, sentindo as lágrimas banharem meu rosto.
P.O.V Do Freddie:
Quando eu ví as marcas de cicatrizes de cortes na Sam, me senti mal. Nunca pensei que ela teria coragem de se mutilar, por quê ela fez isso? Se machucar desse jeito, não há necessidades para tal coisa. Não gostei de ver aquelas cicatrizes...
[...]
22:45 da noite...
P.O.V Da Sam:
Estava na minha cama tentando dormir, mas infelizmente eu não conseguia, estava sem sono...
Freddie: — Sam? — Chamou batendo na porta. Será que ele não se cansa de vim me perturbar no meu quarto? E se eu não responder, talvez ele pense que eu esteja dormindo e vá embora.
— Eu sei que você está acordada! — Disse parando de bater na porta. Bufei contra o travesseiro e decidi me levantar...
Sam: — O que você quer? — Pergunto impaciênte assim que abri a porta, e ele entrou.
Freddie: — Não sabia que você ainda tinha esse pijama! — Falou apontando para o pijama branco com estrelinhas roxas que eu estava usando e que ele havia me dado de presente.
Sam: — É... Diz logo o que você quer! — Falo secamente.
Freddie: — Quero conversar!
Sam: — Sobre? — Pergunto.
Freddie: — Queria saber, por que você se mutilou?
Sam: — Como se você se importasse com isso... Me mutilei porque me deu vontade, simples assim. — Respondi sorrindo sarcástica.
Freddie: — Mas eu não compreendo filha, estou muito decepcionado com você! — Disse ele me encarando.
Sam: — Filha? Pelo amor de Deus Freddie, como você têm coragem de me chamar de filha depois de tudo que rolou entre a gente? — Perguntei, indignada com a sua tamanha cara-de-pau.
Freddie: — Eu ainda sou seu pai perante a lei. Já se esqueceu que eu "herdei" sua guarda? — Retrocou sério.
Sam: — Desde quando você desempenhou seu papel de pai? Só vive naquela maldita empresa, sem ter quase tempo para mim. Eu só te vejo durante à noite e nos finais de semana, mesmo assim você nem me dá atenção porque só vive preso naquela porcaria de escritório... — Falo, chateada.
Freddie: — Sam...
Sam: — Entenda uma coisa, VOCÊ NUNCA FOI E NUNCA SERÁ MEU PAI! — Grito com raiva e ele me olha surpreso.
Freddie: -Você sabe que não é bem assim. — Diz ele.
Sam: — É sim, e você sabe muito bem disso e quer saber mais? Você quase nunca brincou com comigo, você nunca me levou para o colégio, raramente você foi um pai presente na minha infância. E eu acho que você nunca gostou de mim! — Desabafo, chorando.
Freddie: — E quêm foi que te deu sua primeira boneca? Quêm segurou sua mão para você não cair quando deu seus primeiros passinhos? Quêm te ensinou à andar de bicicleta? Quêm te levava para brincar no parquinho? Quêm ficou dias e noites cuidando de você quando pegou Catapora? QUÊM? — Gritou a última pergunta ofendido com os olhos marejados.
Comecei a chorar, ele tinha razão, foi ele quem fez tudo aquilo por mim. O arrependimento me arrebatou, não devia ter jogado todas aquelas coisas na cara dele.
Freddie: — Me responda! E agora me diz olhando nos meus olhos, o que eu significo para você? O que realmente sente por mim? — Pergunta, sério.
Sam: — Gratidão! — Respondo simplesmente. "Eu não poderia dizer que ele é tudo para mim, meu mundo, meu porto-seguro."
Freddie: — Gratidão? Só isso? — Pergunta, incrédulo.
Sam: — Sim! — Respondo baixinho desviando o olhar.
Ele assente calado, em seguida vai embora batendo a porta. Me desabo na cama caíndo em prantos, me sentindo mal por tudo que falei sem pensar, agi impulssívamente.
[...]
P.O.V Do Freddie:
Não acredito que ela só sente gratidão por mim, não é possível que ela não sinta mais nada. Droga! E eu estou cada vez mais louco de desejos por ela, e eu vou curti esse sentimento carnal e só vou deixá-la em paz quando eu acabar com este insano desejo. Quando eu conseguir me saciar completamente, eu não voltarei à procurá-la até me cansar por inteiro...
[...]
No dia seguinte...
Horas depois, às 20:25 da noite...
P.O.V Da Sam:
Decidi ir tomar banho, para vestir meu pijama e ir me deitar, tranquei a porta do quarto, e comecei a despir deixando minhas roupas no chão mesmo e entrei no banheiro...
P.O.V Do Freddie:
Aproveitei que minha irmã e meu cunhado sairam para jantar fora e peguei a cópia da chave do quarto da Sam. Entrei no quarto dela com cuidado e fechei a porta, o chuveiro estava ligado e suas roupas espalhadas pelo chão, e a porta do banheiro se encontrava apenas encostada...
P.O.V Da Sam:
Eu havia acabado de enxaguar meu cabelo quando de repente, senti uma mão deslizar por minhas costas. Me virei assustada dando de cara com o Freddie, despido e sorrindo malicioso.
Sam: — Como você entrou aquí? — Exclamo chocada, usando meu braço para cobrir meus seios e mão esquerda para cobrir minha parte íntima.
Freddie: — Não precisa ter vergonha, eu já ví tudo mesmo, até os mínimos detalhes! — Disse com a voz rouca carregada de malícia.
Sam: — Vai embora! — Mando me encolhendo no canto do banheiro.
Freddie: — Por quê? Está com medo de mim? — Indaga se aproximando e me puxa pela cintura.
Sam: — Não. — Respondo. — Por quê eu teria? — Retruco.
Freddie: — É bom saber disso... — Sussurra ele sorrindo e começa a beijar meu pescoço.
Sam: — Por quê você... — Não termino de formular a pergunta e acabo arfando quando ele chupa meu pescoço com um pouco de força.
Freddie: — Se você disser que não quer, quiser que eu pare é só me pedir. E eu nunca mais te procuro! — Avisou baixinho, girando meu corpo e me deixando de costas para ele, e de frente para a parede branca de azulejos.
— Quer que eu pare, Sam? — Perguntou prensando seu corpo no meu, consigo sentir seu membro rígido encostar na minha bunda.
Sam: — Não! — Sussurro convicta do que eu o quero. E ele desliza uma das mão pela minha barriga até chegar na minha intimidade, seus dedos acariciam meu clitóris, me fazendo gemer.
Freddie: — Está gostando? — Sussurra me penetrando dois dedos arrancando mais gemidos, e com a outra mão, ele me segura pela cintura, apertando-a.
Sam: — Oooh! — Gemo baixo enquanto seus dedos me estimulam sem parar.
Então, ele para de me masturbar, gira meu corpo me deixando de frente para ele e ataca meus lábios com volúpia.
Sua língua invade minha boca verozmente e ele me prensa na parede gélida.
Suas mãos acariciam e apertam minha cintura, enquanto travamos uma pequena batalha com nossas línguas. E ele morde meu lábio inferior antes de cessarmos o beijo por falta de ar.
Então, Freddie volta a beijar meu pescoço e aperta meus seios, gemo ficando louca de prazer sentindo a umidade que se formava entre minhas pernas.
Suas mãos descem para minhas coxas e ele as segura me levantando, com um impulso eu consigo colocar minhas pernas em volta de seu quadril.
E sem demora ele se posiciona entre minhas pernas e me penetra, gemo alto sentindo seu membro me invadindo com força, é prazeroso e doloroso ao mesmo tempo, e eu arranho suas costas.
Freddie: — Gostosa! — Murmura ele com a voz ainda mais rouca e inicia as estocadas devagar, ele me prensa ainda mais na parede ao aumentar a velocidade de suas estocadas...
Nós dois gememos, e ele chupa meu seio direito, me fazendo arfar. Ele me penetra freneticamente, com força me adentrando fundo.
A água do chuveiro cai sobre nós dois, está um pouco fria comparada ao nossos corpos pegando fogo.
Freddie: — Porra, Sam! — Geme ele quando minha parte íntima se contrai, se fechando em torno do membro dele. Fecho os olhos sentindo seu membro inchar dentro de mim, cravo as unhas em seus ombros ao sentir uma onda de puro prazer dominar o meu corpo.
Gememos juntos ao chegarmos no nosso limite, minhas pernas tremem se afrouxando em sua volta, sinto nossos líquidos quentes escorrerem pelas minhas pernas.
Freddie me coloca no chão, estamos ofegantes nos encarando, sorrindo satisfeitos.
[...]
Minutos depois...
Estamos deitados na minha cama, estou em cima dele e ele está me abraçando pela cintura, enquanto repouso tranquila em seu peito.
Sam: — Freddie? — Chamo baixinho, quebrando o silêncio.
Freddie: — Hum... O quê? — Pergunta no mesmo tom.
Sam: — O que você sente por mim? — Indago querendo matar aquela dúvida em relação aos seus sentimentos.
O silêncio volta a dominar o quarto, é como uma tortura para mim.
Saio de cima dele devagar e me afasto levantado da cama ansiando por sua resposta.
Sam: — Por favor, me diz, o que sente por mim? — Repito a pergunta.
Ele se levanta também e me encara sério...
Freddie: — Pena. Se toca garota, você é apenas uma garotinha mímida sem escrúpulos que tem a coragem de abrir as pernas para mim que sou seu pai. Você é uma vadia nojenta que eu tive o prazer de foder duas vezes! — Responde ele na pior frieza possível, as palavras dele me machucam, me atingindo como navalhas bastante afiadas.
Sam: — Eu... eu... Você... — As palavras ficam presas na minha garganta, a raiva se apodera do meu corpo.
E sem pensar duas vezes, eu coloco todas as minhas forças num tapa acertando seu rosto fazendo a face dele virar violentamente... Minha mão lateja e vejo ele estremecer.
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