O Amor Supera Tudo
43 Alívio, broncas e ciúmes
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
O Freddie encerrou a ligação, guardei o celular na bolsa e tentei me alcamar. Entrei na sala sendo seguida pela professora, avistei o Nathan e a Jasmin sentadinhos ao redor de uma mesinha, ambos estavam desenhando. Me abaixei pegando suas mochilas que estavam penduradas nas cadeirinhas, também peguei suas lancheiras e me virei para a senhorita Forbes.
Minha vontade era de bater naquela mulher, ela quem permitiu que o Gibby levasse o meu Christian...
— Isso não vai ficar assim, entendeu? Que tipo de Creche é essa, hein? Vocês são sempre assim? Liberam as crianças para qualquer pessoa? Vou tomar providências! — Avisei, decidida.
— Não senhora, por favor... — Ela disse chorando. — Calma, a senhora está muito nervosa, quer um copo d'água? — Ofereceu segurando o meu braço.
— Me solte. EU SÓ QUERO O MEU FILHO! — Gritei puxando o meu braço.
— Mamãe? — Ouvi a voz do Nate me chamando.
— O que foi, anjo? — Me aproximei, me abaixando ao lado dele.
— Quero ir embora. — Ele saiu da cadeirinha e pulou em meus braços.
Jasmin também fez o mesmo, abracei meus pequenos e fiquei ali abaixada esperando o Freddie chegar. E não demorou muito para ele aparecer, ele entrou na sala ofegante e veio com passos rápidos até a gente.
— Não chore, amor. Nós vamos achá-lo. — Disse pegando o Nathan e as mochilas.
Me levantei e peguei a Jasmin, apanhei as lancheiras e saímos dali rapidamente. Nossa única preocupação naquele momento era achar o Christian...
Predi as crianças nas cadeirinhas e entrei no carro. Coloquei o cinto, o Freddie deu partida e eu comecei a procurar o celular na bolsa.
— Vou ligar para o Gibby. — Falei achando meu celular.
— Irei fazer picadinho dele quando achá-lo... — Resmungou, irritado.
Não consegui entrar em contato, o celular dele estava desligado. Eu estava com tanta raiva que seria capaz de matá-lo, guardei o meu celular.
[...]
— Graças a Deus! — Exclamei feliz e aliviada quando avistamos o Gibby no corredor com o Chris nos braços, ele estava perto da porta do meu apartamento.
Ele sorriu assim que me viu, entreguei a Jas para o Freddie e corri em direção ao Gibson.
— Você ficou louco? — Perguntei indignada, pegando o Chris rapidamente.
— Algum problema, Sammy? — Me olhou confuso.
— Você ainda pergunta? — Me controlei para não gritar. — Você não tinha o direito de ir lá na creche e pegar o meu filho sem a minha permissão. — Esbravejei.
— Calma. O garoto está bem, achei que não tivesse problemas, eu sinto muito, Sam! — Se desculpou parecendo estar arrependido.
— Nunca mais faça isso, entendeu? Nunca mais... Eu fiquei tão assustada, quando cheguei lá e a professora disse que um homem tinha levado um dos meus filhos. Têm noção do que eu passei? Não, você não tem, afinal, você não é pai! — Falei alterada.
— Eu sinto muito, o meu celular está descarregado. Também não precisa falar assim, eu amo essas crianças e você sabe disso. — Me olhou com certa tristeza.
O Freddie parou ao meu lado carregando o Nate e a Jas. Minha raiva estava passando, os dois ficaram se encarando até o Gibby quebrar o silêncio.
— Eu só levei o Chris para dar um passeio no Shopping e comprei presentes para as crianças! — Apontou para várias sacolas grandes e pequenas em frente à porta.
— Não precisava. — Freddie disse seco. — Pode pegar essas porcarias de presentes e cair fora daqui antes que eu quebre a sua cara! — Ameaçou.
— Calma, Freddie... — Pedi.
— Como quer que eu fique calmo? Minha vontade é de partir a cara dele ao meio! — Esbravejou.
— Não... — Olhei para o Benson, nervosa. — Por favor, Gibby, é melhor você ir embora! — Olhei para ele suplicante.
— Tudo bem, eu já vou... — Ele se despediu das crianças, se desculpou novamente e eu agradeci pelos presentes. — Eu ainda te amo... — Sussurrou para mim antes de ir embora.
[...]
— Eu quero o papai Gibby. — Chris choramingou quando estávamos no quarto dos trigêmeos.
— Ele não é seu pai, mas eu sou. — Freddie disse pegando ele.
O pequeno de olhos azuis começou a chorar e espernear querendo sair do colo dele.
— Me dá ele aqui. — Pedi. — Vai lá montar a casinha de bonecas e depois encha a piscina de bolinhas. — Peguei o Chris.
— Por quê tem quer seu eu? — Me olhou, indignado. — Foi o Gibson quem comprou essas coisas, peça para ele vir aqui e...
— Não começa, Freddie. Caramba, chega desse assunto. — Saí do quarto antes que eu perdesse a paciência, levei o Chris para a cozinha.
36 minutos depois...
O Freddie passou o almoço todo emburrado, eu não tinha culpa. Terminei de comer e comecei a recolher as louças sujas.
— Se continuar assim, não vou mais falar com você. Está agindo como uma criança, ainda está com raiva por quê eu não me livrei dos presentes? — O olhei incrédula e ele não respondeu. — São os brinquedos dos nossos filhos, eu não poderia simplesmente jogar fora. — Falei com calma.
— Não é por causa disso... É porque aquele cara ainda te ama e você é minha, não quero ninguém te desejando!
"Oh, ele fica tão lindo quando está com ciúmes..."
— Não seja bobo. — Sorri me aproximando. — Eu amo você e não ele, somente você. — Beijei o canto da sua boca, ele virou o rosto e me deu um selinho demorado.
— Quer ajuda com a louça?
— Claro, bobão ciumento. — Falei lhe arrancando um sorriso.
— Olha quêm fala, você morre de ciúmes de mim. — Sorriu convencido.
— Isso não é verdade. — Neguei.
— É sim. — Insistiu.
[...]
— Por quê você colocou uma boia nela? — Perguntei olhando para a Jas que estava usando uma bóia rosa.
— Por precaução! — Respondeu pondo a loirinha na piscina de bolinhas.
— Não seja ridículo, ela não vai se afogar. — Comecei a rir.
E ela sumiu no meios das centenas de bolinhas de borrachas coloridas e o bobão me olhou assustado.
A nossa sala estava parecendo um Playground de tantos brinquedos espalhados ali...
— Amor, acho que o Chris ficou com a cabeça presa ali. — Apontou para a casinha de brinquedo da Jas.
Nosso pequeno travesso ficou com a cabeça presa na janelinha, o Freddie correu para socorrê-lo e eu olhei ao meu redor procurando o Nate.
— OLHA EU MAMÃE! — Ouvi seu grito e me assustei vendo ele em pé no topo do escorregador, se ele caísse dali iria se machucar muito e eu corri para pegá-lo.
Minutos depois...
— Cadê a Jas? — Sentou no sofá ao meu lado.
— Não sei... — Respondi pegando o controle. — Do jeito que é danadinha, deve estar escondida por aí... — Falei ligando a TV.
— É sério, Sam. Cadê ela? — Perguntou preocupado.
Olhei ao nosso redor e avistei um bracinho estendido no chão, o corpo estava escondido atrás da piscina de bolinhas.
— Está ali! — Apontei para o chão, ele se levantou e foi ver.
— Ela está dormindo. — Disse se abaixando. — Pobrezinha, cansou de brincar e caiu no sono. — Pegou a filha e eu sorri vendo ela com a boquinha entreaberta. — Parece tanto com você... — Se virou para mim, sorrindo.
Horas depois, às 22h:28min...
— Agora é a nossa vez de brincar. — Subiu em cima de mim e começou a beijar o meu pescoço.
— Você não tem mais idade para essas coisas... — Brinquei, rolamos pela cama e eu sentei em cima dele. — Quer brincar de quê, hein? — Beijei o seu queixo e ele subiu as mãos por minhas coxas.
— Adivinha? — Sorriu malicioso e mudou nossas posições rapidamente.
Abaixou as alças da minha camisola e se encaixou entre as minhas pernas, enquanto beijava meus ombros e puxava minha camisola para baixo. Fechei os olhos e mordi o lábio inferior quando ele abocanhou o meu seio direito, começou a chupá-lo lentamente me torturando.
— Aaahh... — Deixei escapar um gemido.
Sua boca desceu pela minha barriga fazendo uma trilha de beijos até chegar na minha calcinha. Minha calcinha foi retirada e ele abriu minhas pernas, beijou minha intimidade e se afastou para se despir...
— Papai? Mamãe? — Era o Nathan nos chamando, ouvimos batidinhas na porta.
Vesti minha camisola rapidamente e escondi minha calcinha debaixo de um dos travesseiros. E como o Freddie estava vestido, ele foi abrir a porta.
— O que foi garotão? Conta para o papai. — Ele veio com o pequeno colo.
— Quero fazer xixi. — Avisou para o pai.
— Leva ele. — Pedi e me levantei pegando a minha calcinha, indo até o banheiro.
Minutos depois...
— O Chris fez xixi na cama. — Benson avisou entrando no quarto.
— Ah, não... — Choraminguei. — Deu uma olhada na Jas? — Perguntei.
— Ahan. Você já vai dormir? — Deitou ao meu lado.
— Sim. Estou com sono. — Murmurei fechando os olhos.
— O baixinho acabou com o nosso clima... — Resmungou.
— Isso mesmo. — Concordei. — Quando vamos voltar para Seattle?
— Que tal semana que vem? — Sugeriu beijando o meu ombro.
— Beleza. Para, eu quero dormir, é sério... — Empurrei ele que estava apertando minha coxa direita.
— Está bem, boa noite, dorminhoca.
— Boa noite...
— Sem apelidos essa noite? — Perguntou surpreso.
Desliguei o abajur e me enfiei embaixo do edredom.
— Vai dormir, meu velho...
— Porra! Sacanagem, eu tenho 39 anos. Ainda sou novo. — Disse, indignado.
— Eu sei, estou brincando, amor. — Falei rapidamente.
— Tchau. — Se despediu batendo a porta, ele havia ido embora do quarto.
Me levantei da cama e saí do quarto, indo atrás dele. Encontrei ele na cozinha, tivemos uma pequena discussão e fizemos as pazes lá mesmo...
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