Notas iniciais
Espero que gostem do casal inusitado. Minha segunda fanfic deles ^^

Santuário, Primeira Casa Zodiacal…

Uma geminiana entrava, ou melhor, invadia o templo de Áries aos nervos.

– CAVALEIRO DOURADO DE ÁRIES! – Grita Paradox, nervosa. – APAREÇA IMEDIATAMENTE!

Um Kiki completamente assustado aparece no salão principal da casa.

– O que houve, Paradox? – Pergunta Kiki, preocupado. – Quer me matar de susto?

– Não, quero te matar mesmo! – Nega Paradox, partindo para cima do lemuriano. – É hoje que eu como carne de carneiro!

– Quanta agressividade! – Reclama Kiki, se defendendo da moça. – O que eu fiz?!

– O que você fez? – Repete Paradox, sem parar os ataques. – Eu ouvi Genbu comentar com Fudo que, quando você era pequeno, dormiu na mesma cama que o Shiryu. Com o MEU Shiryu!

– Eu era só uma criança! – Diz Kiki. –

O rapaz perde a paciência e joga Paradox em uma pilastra, prendendo as mãos dela com as suas.

– Era noite de tempestade e vocês sabem muito bem que não gosto e nunca gostei de trovão! – Continua Kiki, olhando para ela. – Shiryu se ofereceu para aliviar meu medo. E o Shiryu nunca foi seu!

– Por causa daquela mulher! – Fala Paradox, se referindo à Shunrei. – Se eu tivesse aparecido antes, eu estaria casada com ele! Eu seria a mãe do filho dele! Eu...!

- Para com isso. – Interrompe Kiki. Sempre sentiu “pena” pela situação da amazona. – Ficar falando essas coisas não vai adiantar nada. Só vai piorar a sua dor.

– Mas eu vou falar! – Insiste Paradox, com lágrimas nos olhos. – Quero desabafar...!

Kiki interrompeu novamente a geminiana. Mas dessa vez, foi encostando seus lábios nos dela, começando um beijo. Paradox fica surpresa pela atitude do lemuriano, mas frágil do jeito que estava, acabou se entregando ao beijo. Kiki movia os lábios levemente nos da jovem, que seguia os movimentos do rapaz. Kiki soltou as mãos de Paradox, que foram direto para a nuca do dourado. O moreno já achava aquilo um erro. Mas quem nunca errou? Ele passou sua língua pelos lábios da amazona, pedindo passagem, que foi concedida pela mesma. Kiki ergueu o corpo de Paradox na pilastra, deixando-a mais alta que ele. Desconfortável, a azulada envolveu a cintura de Kiki com suas pernas. Os dos se separam por falta de ar.

– Kiki… – Começa Paradox, olhando para ele. – Por que fez isso?

– Não gosto de ver você assim. – Responde Kiki. – É horrível ver você sofrendo por alguém que não pode ter. Se quiser, pode ir embora.

O lemuriano desceu a geminiana da pilastra, que se soltou da cintura dele. Ele olhou para Paradox, que balançou a cabeça negativamente.

– Faça-me esquecê-lo, por favor. – Pede Paradox, manhosa. – Eu te imploro.

Kiki se surpreender com o pedido da amazona, mas sorriu levemente, concordando com a cabeça. O rapaz então tomou os lábios dela novamente, porém em um beijo mais intenso. Em seguida, se teleportou com ela para seu quarto, onde a deitou em sua cama. Lá, eles ficaram a tarde toda.

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Fim de tarde…

O ariano observava a amazona adormecida, quando a mesma desperta. Paradox sorri levemente e se espreguiça.

– Dormiu bem? – Pergunta Kiki, olhando para ela. –

– Uhum. – Concorda Paradox, se sentando na cama. – Kiki…

– Eu sei o que você vai falar. – Interrompe Kiki. –

- Me deixa falar, por favor. – Pede Paradox. – A nossa tarde foi maravilhosa e eu adorei. Mas ao mesmo tempo, foi um erro da nossa parte. E é melhor eu voltar à casa de Gêmeos.

– Eu vou sair para deixar você se vestir. – Comenta Kiki, indo para o lado da cama, colocando sua calça. – Espero você na sala.

Paradox concorda com a cabeça e Kiki vai. A geminiana se veste e se ajeita, indo para a sala. Lá, encontra Kiki conversando com Genbu e Fudo.

– Paradox? – Pergunta Genbu, estranhando. – O que está fazendo aqui?

– Eu estava passando pela casa de Áries, quando precisei ir ao banheiro. – Mente Paradox, torcendo para que os dois acreditassem. – Obrigada, Kiki.

– De nada. – Sorri Kiki. –

Paradox se despede de todos e sobe.

– Nós ficamos preocupados. – Começa Fudo, calmo. – Pensamos que ela viria aqui tirar satisfações com você.

– Comigo? Por quê? – Pergunta Kiki, se fazendo de desentendido. –

– Acabei comentando que você já dormiu na cama do Shiryu quando pequeno. – Ri o libriano. – Ela ficou uma fera!

– Ela não comentou nada comigo. – Diz Kiki, rindo. – Você não presta Genbu!

Genbu e Fudo riem com o lemuriano.

– Vamos subindo? – Chama Fudo, com o rosto direcionado para Genbu. –

– Claro. – Responde Genbu. – Kiki precisa descansar, já que a ronda é dele hoje. Até amanhã, Kiki.

– Até. – Despede Kiki, acenando com a cabeça. –

Os dois cavaleiros dourados sobem conversando, sendo observados pelo protetor da primeira casa.

– Ei, você acha mesmo que ela só estava no banheiro? – Brinca Genbu. –

– O que está querendo insinuar com isso? – Pergunta Fudo, arqueando uma das sobrancelhas. –

– Aqueles dois não me enganam! – Gargalha Genbu. –

– Malicioso como sempre. – Lamenta Fudo, suspirando. – Paradox sempre foi louca pelo Shiryu. E Kiki nunca teve muito contato com ela.

– O lemuriano fingiu não saber do que eu comentei com a Paradox. – Continua Genbu. – Ele nunca soube mentir, aquele filho da mãe. E ainda ousa não contar nada para os amigos dele.

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Às oito horas da noite, Harbinger chegou à casa de Áries, onde seu protetor estava sentado nas escadarias, fazendo sua ronda.

– Boa noite, Kiki. – Deseja Harbinger. –

Silêncio.

– Ei, está dormindo em pé, meu amigo? – Pergunta o taurino, passando uma das mãos na frente dos olhos dele. –

– Hã? – Faz Kiki, “acordando”. – Harbinger, voltou de viagem!

– Estava dormindo mesmo. – Ri Harbinger, brincando. –

– Desculpe, só estava meio desligado. – Pede Kiki, levemente sem graça. –

– Sério? – Pergunta Harbinger, surpreso. – E o que fez o cavaleiro mais responsável que conheço ficar tão desligado, a ponto de não me ouvir falar?

– Nada demais. – Comenta Kiki, querendo não falar. –

– Se não quer falar comigo, tudo bem. – Diz Harbinger, dando de ombros. – Sabe onde estou.

– Senta logo aí. – Chama Kiki, desistindo. – Jura que não vai rir de mim?

– Bom, se for algo muito engraçado, vai ser difícil não rir. – Fala Harbinger, se sentando ao lado do amigo. – O que houve?

– Eu e a Paradox fomos para a cama. – Responde Kiki direto, ficando vermelho. –

– O quê?! – Pergunta Harbinger, admirado. – Como assim vocês dois foram para a cama?
– Você quer mesmo que eu explique? – Ironiza Kiki. –

– Claro que não. – Nega Harbinger, rindo levemente. – Mas... Vocês nunca tiveram muito contato, por isso estranhei.

– Ela veio tirar satisfações comigo, porque o Genbu comentou que quando eu era pequeno, dormi na mesma cama que o Shiryu. – Explica Kiki, suspirando. –

– Imagino o escândalo que ela fez. – Comenta Harbinger. –

– Eu sempre tive muita pena do fato dela amar Shiryu. – Continua Kiki, olhando as estrelas. – Eu acabei beijando ela. E ela retribuiu o beijo.

– E foi isso? – Pergunta Harbinger. – Aí você a levou para o seu quarto e rolou?

– Mais ou menos. – Responde Kiki, sem graça. – Paradox pediu para eu fazê-la esquecer de Shiryu, nem que fosse somente naquele momento.

– E ela esqueceu? – Pergunta Harbinger. –

– Bom, ela não chamou nenhuma vez por ele. – Diz Kiki. –

– Esse é o meu garoto! – Brinca Harbinger, afagando os cabelos do lemuriano. – Bom, vou subindo. Morrendo de sono. Boa ronda.

– Obrigado. – Agradece Kiki, sorrindo. –

– E vê se não pensa muito na geminiana! – Ri Harbinger, já subindo as escadas. –

Kiki ficou vermelho e não comentou nada, apenas observando o amigo subir.

Continua.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.