O Amor Retorna
2 Capítulo 2 - Planejando Uma Festa
Notas iniciais
Quando German adentrou o cômodo quase teve um ataque do coração ao se deparar com Angie apoiada na bancada, bebendo um copo de água.
GERMAN: Angie?! — Falou com certo espanto, pois não imaginava encontrar ela ali.
ANGIE: German! — Assustou-se ao encontrar German parado a sua frente.
Ela pensou que estava tendo um daqueles sonhos loucos nos quais o que estava acontecendo era impossível de acontecer na vida real. E talvez só fosse um sonho mesmo, pensou ela.
German estava vestido inteiro de preto: calças folgadas e uma blusa que lhe caia muito bem, realçando seus músculos muito bem definidos. Angie não deixou de reparar em como German estava lindo vestido daquela maneira despojada. Ela o havia visto muitas poucas vezes assim. Ela começou a comparar o German despojado com o social e chegou ao resultado de que German ficava bonito vestido de qualquer forma. Até se estivesse vestido com um saco de lixo, sua aparência continuaria inabalável, aquilo era uma coisa que emanava dele, não importando o que ele estivesse vestindo.
GERMAN: Angie? — Chamou, vendo que ela estava aérea.
Angie estava tão distraída que quando ouviu a voz grave de German a chamando, levou um susto e deixou seu copo d' água cair no chão, fazendo um barulho incômodo. Percebendo o que acabara de fazer, Angie se abaixou rapidamente e começou a juntar os cacos.
German também abaixou-se e começou a ajudar Angie a recolher os cacos.
ANGIE: German, você me deu um susto. Olha o que você me fez fazer. — Acusou apontando para os cacos à sua frente.
Angie não tinha a intenção de se irritar mas ficou brava consigo mesma por deixar Germán a afetar demais. "Por que German tinha que ser tão maravilhoso?" — Ela pensou.
GERMAN: Eu? Mas foi você que derrubou o copo. — Defendeu-se.
ANGIE: Eu não teria derrubado o copo se você não tivesse me assustado. — Falou indignada.
GERMAN: Eu não tive a intenção de te assustar. — Falou calmo.
ANGIE: Eu sei. — Ela deu um suspiro.
Ela sabia que não conseguiria continuar aquela pequena discussão que havia começado. Era totalmente inútil.
GERMAN: Ai! — Exclamou de repente, apertando o lado direito da mão que acabara de cortar.
ANGIE: Meu Deus, você se cortou! — Constatou preocupada. — Tudo bem?
GERMAN: Está tudo bem Angie. — Falou na tentativa de a despreocupar.
ANGIE: Não parece. Deve estar ardendo. — Afirmou olhando para o machucado novamente. Ela não era muito fã de sangue, mas forçou-se mesmo assim a encarar o corte, tentando ao máximo ignorar o cheiro do sangue, que já estava deixando-a tonta.
Antes que German a pudesse responder Olga, Ramalho e Violetta chegaram assustados na cozinha.
OLGA: O que aconteceu aqui? O que vocês fizeram com a minha cozinha? — Perguntou.
RAMALHO: Está tudo bem com vocês?
VILU: O que vocês estão fazendo sentados no chão? E que barulho foi esse? — Perguntou preocupada mas curiosa ao mesmo tempo.
Ambos se levantaram rapidamente e se afastaram um pouco. Devido a situação que vivenciavam no momento, ambos nem perceberam como estavam próximos.
ANGIE: Eu estava sem sono e vim pegar um copo d' água. Mas daí o German veio pra cá também e eu me assustei e acabei me distraindo e acabei deixando o copo cair e o German se cortou me ajudando a recolher os cacos. — Explicou sem parar uma vez se quer para recobrar o fôlego.
VILU: Isso deve estar ardendo. — Afirmou dando uma olhada no corte.
GERMAN: Bem menos do que você imagina.
Angie sabia qual era a sensação de corte e sabia que ardia muito, principalmente se algum estilhaço do caco se aprofundasse na pele e por isso sabia que German só havia falado aquilo para não preocupar Violetta.
VILU: Eu vou lá pegar o kit de primeiros socorros. Olga e Ramalho, podem voltar pro seus quartos, eu dou um jeito nessa pequena bagunça.
Olga e Ramalho, percebendo que Violetta queria um motivo para deixar o pai e a tia a sós, voltaram pro seus quartos e Vilu foi pegar o kit.
ANGIE: Acho melhor você lavar isso. Pode inflamar se entrar algum pequeno estilhaço.
GERMAN: Tudo bem. — Falou e caminhou até a pia da cozinha.
ANGIE: Pode deixar, eu te ajudo.
Ela achava que por ser sua culpa German ter se cortado, ela tinha que pelo menos pedir desculpas em forma de ajuda.
Angie se aproximou, ficando ao lado de German. Ligou a torneira e pegou cuidadosamente a mão dele. Quando suas mãos se tocaram seus olhares se encontraram, mas Angie desviou rapidamente.
Angie lavou a mão de German com todo cuidado e delicadeza possível. Enquanto ele não deixara de olhar para ela durante todo o processo.
German não podia deixar de notar em como Angie estava linda. Ela vestia um pijama mas tinha um robe rosa por cima. Seu cabelo estava preso em um coque frouxo, fazendo com que alguns fios ficassem desajeitados, mas mesmo assim ele a achava linda. Ele concordava que ela não precisava de maquiagem, pois a achou tão linda com o rosto limpo.
Quando terminou de lavar o machucado, desligou a torneira, pegou um guardanapo e secou a mão de German com leveza, tomando cuidado para que o ferimento não ardesse. Alguns instantes depois de terminar o processo de secar ela depositou o guardanapo no balcão, virando-se por poucos segundos.
Quando virou novamente, seus olhos encontraram os de German por uma fração de segundos antes que Violetta entrasse na cozinha e entregasse o kit nas mãos de Angie.
Os três foram para sala. Angie e German se sentaram em um dos sofás, um de frente para o outro.
Violetta nem se sentou, se despediu da tia e do pai e foi para o seu quarto dormir.
Logo após Violetta subir, Angie começou a fazer um curativo na mão esquerda de German.
Tudo estava indo muito bem até que Angie se distraiu por um momento percebendo que o moreno a sua frente estava a observando meticulosamente e sem querer apertou a mão de German, bem onde o machucado foi feito.
GERMAN: Calma Angie, está machucando. — Pediu.
ANGIE: Tudo bem, eu vou mais devagar. Desculpa. — Falou lançando um sorriso acanhado de desculpas para German.
GERMAN: Tudo bem. — Assentiu sorrindo despreocupadamente.
Alguns minutos depois, Angie terminou de fazer o curativo.
GERMAN: Obrigado por fazer o curativo e desculpa por ter te dado um susto. — Desculpou-se.
ANGIE: Nem precisa agradecer e nem pedir desculpa, a culpa de você ter cortado a mão foi minha.
GERMAN: Não, a culpa é minha.
ANGIE: Eu sou a culpada, German. Se eu ... — Ele a interrompeu.
GERMAN: A culpa é de nós dois então.
ANGIE: Acho que você tem razão. — Disse sorrindo e fazendo com que German também sorrisse. — Tirando que essa não é a primeira vez que eu acabo te machucando. Acho que você deve se lembrar do acidente envolvendo o piano.
GERMAN: E como você acha que eu me esqueceria?!
ANGIE: Acho que é melhor você começar a andar de armadura, para evitar algum outro incidente. — Sugeriu brincando.
GERMAN: É, vou providenciar uma o mais rápido possível.
ANGIE: E é melhor você acrescentar um capacete a lista.
GERMAN: Bem lembrado.
Os dois começaram a rir.
Eles ficaram ali por mais algum tempo conversando, e pelo incrível que pareça, nenhum dos dois se sentira desconfortável. Até que Angie bocejou.
GERMAN: Com sono?
ANGIE: Um pouco, o dia foi bem cansativo.
GERMAN: Nem me fale.
ANGIE: Acho melhor ir pra cama. Boa noite German! — Disse sorrindo docemente.
GERMAN: Boa noite Angie! — Disse e retribuiu o sorriso.
Antes que pudesse pensar nas consequências de seus atos, ela se inclinou e deu um beijo delicado no rosto dele. E subiu para o seu quarto, deixando um German pensativo e com um sorriso bobo no rosto.
(...)
No dia seguinte após todos acordarem, foram tomar café, menos Angie. E Vilu percebendo a ausência da tia foi até o quarto de Angie. Chegando lá viu que a tia estava dormindo e começou a pular em cima de sua cama, depositando vários beijos em seu rosto, até que ela abriu os olhos e encarou a sobrinha com um olhar confuso, como se Violetta estivesse fazendo alguma loucura.
ANGIE: Ah Vilu, me deixa dormir só mais uns cinco minutinhos vai? Eu ainda estou com sono. — Falou sonolenta.
VILU: Vai Angie, levanta. Pare de preguiça.
ANGIE: Só mais uns minutos. — Disse e bocejou.
Angie, então se levantou e sentou-se ainda sonolenta, esfregando as mãos nos olhos. Mesmo querendo continuar por mais alguns minutos na cama, ela sabia que era melhor se despertar logo pois a sobrinha não se renderia até cumprir seu objetivo. E pelo incrível que parecesse, a sobrinha sempre (ou quase sempre) conseguia cumprir seus objetivos.
VILU: Nada disso Angie. Vamos tomar café agora porque eu quero aproveitar esse dia ao máximo com a minha tia favorita. — Respondeu o último comentário da tia.
ANGIE: Mas eu sou sua única tia. — Disse ela dando risada, assim provocando risos na sobrinha.
VILU: Bem, nisso você tem razão. — Concordou humorada.
ANGIE: Então que tal você deixar a sua tia favorita dormir só mais um pouquinho? — Seus olhos claros e ainda sonolentos encararam a sobrinha, implorando por mais alguns minutos de sono.
VILU: Nada disso. Você voltou pra Buenos Aires pra dormir ou pra ficar comigo? — Questionou.
ANGIE: Tudo bem, Vilu. — Concordou sabendo que de nada adiantaria discutir com Vilu. — Só me dá alguns minutinhos pra mim me arrumar.
VILU: Pode ser. Mas não demora tia. Todos estão lá em baixo nos esperando pra tomar café.
Angie caminhou até sua mala e pegou um vestido simples verde e uma rasteirinha e foi para a suíte do seu quarto.
Depois de se arrumar ela voltou pro quarto e viu Violetta entretida olhando pra uma foto em cima do criado mudo.
VILU: Ah, oi Angie. — Falou sentindo a presença da tia no ambiente. — Eu só estava olhando essa foto.
ANGIE: Você se lembra dela? — Perguntou se sentando ao lado da sobrinha.
VILU: E como não lembrar? — Disse sorrindo. — A idéia que eu tive pra aproximar você e o papai foi ótima. Ou melhor, foi genial. — Corrigiu-se lançando outro olhar para a foto.
ANGIE: Você tem cada ideia Vilu. — Falou dando risada e balançando a cabeça levemente. Ela se lembrava muitíssimo bem do momento em que aquela foto fora tirada, Vilu tinha inventado que estava com dor, deixando ela mesma e German muito preocupados e quando os dois estavam distraídos, Vilu bateu a foto.
VILU: Pena que essa ideia não funcionou. Quer dizer, não tão bem quanto eu queria. Se você e o papai não fossem tão cabeça duras...
ANGIE: Que tal nós irmos tomar café agora, hein Vilu? — Propôs tentando mudar de assunto.
VILU: Não tente mudar de assunto Angie. — Disse soltando um riso.
ANGIE: Mas eu não estou mudando de assunto. — Se defendeu.
VILU: Está sim. Eu conheço você melhor que ninguém Angie.
ANGIE: Eu sei. Mas agora vamos Vilu. Você deve estar morrendo de fome. — Disse puxando a sobrinha em direção à escada.
VILU: Mas Angie... — Protestou.
(...)
Pouco tempo depois Vilu e Angie chegaram à sala de jantar e se sentaram.
Angie queria se sentar o mais longe possível de German mas Vilu fez questão de fazer com que ela se sentasse no mesmo lugar que ela se sentava quando era sua governanta, na diagonal de German.
"Já não basta eu ter sonhado com ele a noite toda, ainda tenho que me sentar próxima a ele! Ótimo!" — Angie pensou enquanto ocupava seu lugar.
German também não esperava que Angie se sentasse tão perto, mas ficou feliz quando ela o fez. De algum modo ele sabia que ela ainda nutria sentimentos por ele, no entanto que sorriu discretamente ao constatar isso.
Todos estavam conversando e tomando café da manhã normalmente mas German e Angie não paravam de olhar um para o outro. Quando seus olhares se encontravam, eles desviavam o olhar, apesar de Angie adorar ficar olhando para aqueles olhos pretos e brilhantes como uma noite sem estrelas. Com German também não era diferente, ele sabia que olhar tanto pra aqueles olhos tão verdes e lindos iriam fazer com que não conseguisse fazer outra coisa a não ser os encarar e admirar sua dona.
German observava atentamente cada movimento de Angie, por mais simples que fosse. Como mexer sua xícara de chá ou pegar uma torrada e passar geléia nela. Até tinha contado quantas colheres de açúcar ela havia despejado em seu café. Duas vezes, ele havia contado.
Seus olhares haviam acabado de se encontrar novamente, mas dessa vez foi diferente. Ambos não haviam desviado o olhar, ao contrário, olharam profundamente um para o outro.
O coração de Angie começou a aumentar o ritmo cardíaco. Queria poder controlar aquele sentimento, mas não podia. Sabia que seria em vão tentar controlar uma coisa tão involuntária quanto aquela.
Sustentaram o olhar por mais algum tempo mas justo nesse momento, o celular de Angie tocou e ela foi atender. Ela agradeceu mentalmente seja lá quem estivesse ligando, pois já estava pensando em um motivo para se retirar da mesa e não reagir aos olhares de German. E sinceramente, ela não tinha certeza onde aqueles olhares iriam parar.
Ela pegou o celular do bolso, foi até o jardim e atendeu a ligação.
ANGIE: Alô?
PABLO: Oi Angie, aqui é o Pablo.
ANGIE: Ah, Oi Pablo. — Alegrou-se ao ouvir a voz do amigo.
PABLO: E então como você está?
ANGIE: Estou muito bem e você?
PABLO: Eu estou bem. Obrigado. — Falou no mesmo tom de alegria de Angie, era bom ter a amiga por perto novamente.
ANGIE: E ao que devo essa ligação? — Perguntou sorrindo.
PABLO: Estou te ligando para te dizer que conversei com o Antônio e ele disse que se você quiser voltar a dar aulas no estúdio, você será muito bem vinda. E então o que você me diz?
ANGIE: É claro que eu quero. — Aceitou sentindo o sorriso no rosto se ampliar.
(...)
Enquanto isso na sala...
RAMALHO: Eu percebi, German, o jeito que você olhava para Angie.
GERMAN: É só impressão sua, Ramalho. — Negou.
RAMALHO: Sei, vou fingir que eu acredito. Se você gosta mesmo da Angie tem que se declarar pra ela. — Aconselhou, se sentindo orgulhoso do próprio conselho.
GERMAN: Pra mim já chega dessa conversa, Ramalho. Não estou afim de discutir esse assunto outra vez.
RAMALHO: Tudo bem, já não está mais aqui quem falou. — Encerrou o assunto, evitando sorrir. Ele sabia que por mais que negasse, o amigo ainda nutria fortes sentimentos por Angie.
German aproveitou que Angie ainda estava no celular e decidiu conversar com Vilu, Olga e Ramalho à respeito de uma idéia que tivera na noite passada, logo antes de cair no sono.
VILU: O que foi papai? — Perguntou recostando-se na cadeira em que ocupava.
OLGA: Precisa de alguma coisa, senhor German? — Perguntou.
GERMAN: Falem baixo, a Angie não pode escutar. — Pediu com um tom de voz mais baixo. Angie não podia de maneira alguma saber sobre o que estava prestes a contar.
RAMALHO: Mas o que foi, German?
GERMAN: Quero dar uma festa surpresa em homenagem a volta da Angie.
VILU: Adorei a ideia. Mas quando vai ser? — Perguntou interessada e com um sorriso estampado no rosto. A mente de Violetta estava sendo preenchida com várias idéias para festa. Ela pensou em perguntar o que levara o pai a querer dar uma festa em homenagem a Angie, sendo que ele nunca demonstrara seus sentimentos por ela, ao menos não da forma que Violetta queria. Mas achou melhor guardar aquela dúvida para si mesma.
GERMAN: Amanhã no fim da tarde. Mas vou precisar de vocês e da ajuda de seus amigos, Violetta.
VILU: Tudo bem, eu e meus amigos, o Ramalho e a Olga podemos cuidar da comida e da decoração. Enquanto o senhor compra um presente e enrola a Angie para podermos organizar a festa. O que o senhor acha? — Perguntou já se sentindo animada pelo próximo dia.
GERMAN: Por mim pode ser. — Concordou empolgado.
German queria se aproximar de Angie, se desculpar, e por isso decidiu dar uma festa de boas vindas em sua homenagem, para mostrar que ela era muito importante, e quem sabe assim, ela o perdoasse.
Alguns minutos depois, Angie voltou pra sala de jantar e estranhou que quando chegou todo mundo mudou de assunto. Repentinamente.
VILU: Quem era Angie? — A sobrinha perguntou disfarçando da melhor maneira que pôde.
ANGIE: Ah... Era o Pablo, ele me pediu para voltar a ser professora no Studio. — Contou.
VILU: E você aceitou, né?
ANGIE: Claro que sim. Não tinha como recusar. — Falou sentindo-se feliz.
(...)
Mais tarde German e Ramalho foram trabalhar e Violetta foi se encontrar com os amigos para combinar os detalhes da festa surpresa.
POV ANGIE
Percebi que o German olhava pra mim de uma forma tão... Encantadora. Já se passaram quase anos e esse olhar ainda me fascina e deixa as minhas pernas bambas. Confesso que eu gostei do modo que ele me olhava. Mesmo que nunca fosse admitir isso, de fato. Mas Pablo me ligou bem na hora em que estávamos nos fitando. Por um lado até foi bom ele ter me ligado, se não eu acabaria pagando uma de boba, tirando o fato de que se continuássemos com aquilo, o momento acabaria ficando embaraçoso.
Fiquei muito feliz com a proposta de Pablo e não tive como recusar. Senti muita falta de dar minhas aulas.
Eu devia parar de pensar tanto em German, mas não consigo evitar.
No entanto, que na noite passada sonhei com ele. No sonho nós estávamos juntos e muito felizes. O sonho parecia tão vívido. E foi por isso que demorei pra acordar.
(...)
Angie, como não tinha nada para fazer pois as aulas no Studio demorariam um pouco para começar, decidiu ir pra cozinha fazer companhia a Olga.
ANGIE: Olga, por que quando eu tinha voltado pra sala de jantar todos mudaram de assunto? — Quis saber.
OLGA: Deve ser impressão sua, Angie. — Disfarçou.
ANGIE: Tudo bem, vou fingir que acredito.
OLGA: Angie, não tenho mais nada para fazer hoje à tarde que tal irmos na manicure? — Propôs.
ANGIE: Ah, não sei não.
OLGA: Vamos Angie, vamos nos divertir. — Tentou convencê-la.
ANGIE: Tudo bem. Eu estou mesmo precisando tirar um tempo para poder relaxar.
Afinal, precisava se distrair, e afastar German Castillo de sua mente.
(...)
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