O Amor Retorna

76 Capítulo 76 - I Can't Believe


Notas iniciais
Oii, meus amores! ♡ Aqui esta o próximo capítulo, esperamos que vcs gostem !!! ❤ Muito obrigada por tudo, lindas ❤ Amamos todos os comentários ❤ Obrigada as perfeitas que comentaram: # Larissa 789 # Bia Violetta # Bih Silva # Julietta # LuluSiva # Shopia # Larissa Costa # Leonetta s2 #Aninha Love ▶ Desculpe a demora pra responder os comentários. Iremos responder todos quando pudermos ♥ Boa leitura ☆★☆★

#Meses Depois

POV ANGIE

Eu estava descendo as escadas, quando ouvi German falando no celular. Ele estava de costas para escada. Parecia estar marcando com alguém algum lugar para se encontrar, pois ele perguntou o nome do local e da rua. Achei muito estranho. Não parecia estar marcando alguma reunião ou algo do tipo.

Depois de alguns instantes, ele desligou o celular e o colocou na mesa de centro da sala.

Eu terminei de descer as escadas. Logo que percebeu minha presença, German se aproximou de mim sorrindo.

GERMAN: Bom dia, meu amor. — Disse e demos um selinho.

ANGIE: Bom dia. — Respondi forçando um sorriso.

GERMAN: Aceita tomar café comigo? — Perguntou enlaçando minha cintura com seus braços.

ANGIE: Claro. — Aceitei.

German segurou minha mão e me guiou até a sala de jantar onde a mesa estava posta. Ele puxou a cadeira para que eu me sentasse. Eu me sentei e ele sentou-se do meu lado.

Devia ser coisa da minha cabeça, German não estava estranho, parecia como sempre.

ANGIE: Com quem você estava falando no telefone? — Perguntei. Eu estava curiosa para saber com quem ele falava já que não parecia ser coisa do trabalho.

GERMAN: Ninguém. Era só um sócio marcando uma reunião. — German pareceu um pouco tenso com a resposta.

ANGIE: Ah. — Foi a única coisa que eu consegui responder.

Aquilo não era coisa da minha cabeça, German estava um pouco estranho.

Ultimamente tudo estava indo bem entre nós, mas eu podia notar que algumas vezes ele parecia estar escondendo algo. Talvez parecesse paranóia da minha cabeça, mas eu tinha a impressão de que estava certa.

Nós tomamos café juntos e depois German se ofereceu para me levar para o Studio e eu aceitei.

German foi até o quarto, pois tinha que pegar alguns papéis enquanto isso eu fiquei na sala sentada no sofá o esperando.

Eu sei que era errado pegar o celular de German e ver com quem ele estava falando, mas eu queria saber.

Eu peguei o celular e vi o número do celular da pessoa, mas não tinha o nome dela. Foi quando o celular vibrou anunciando uma mensagem. Eu a abri. A mensagem era da mesma pessoa com quem German tinha conversado. Eu comecei a ler. Nela estava escrito:

"Te encontro no restaurante de comida italiana que fica a cinco ruas atrás da do Studio ao 12:00.
Priscilla."

Eu tinha lido direito? German ia se encontrar com a Priscilla? Eu li novamente a mensagem para ter certeza de que tinha lido corretamente. Eu procurei para ver se tinha alguma outra mensagem e achei algumas, todas elas tinham nomes de restaurantes e os horários de encontro.

German estava saindo com a Priscilla? Nisso, eu não posso acreditar.

Eu não iria conseguir esconder meus sentimentos quando German descesse as escadas. Era melhor eu ir para o Studio logo.

Eu peguei minha bolsa, fui até a garagem, peguei o carro e dirigi até o Studio.

Quando cheguei na minha sala, peguei meu celular e escrevi uma mensagem para German.

"Amor, desculpa ter saído assim do nada sem avisar. É que a Brenda precisava falar comigo urgente. Coisa de mulher. Beijos."

Eu menti. Ele iria ficar preocupado quando descesse a escada e não me encontrasse na sala e iria vir até aqui me procurar e eu não queria vê-lo. Ele me conhecia bem demais e ia saber que tinha algo de errado.

Eu sabia que German nunca faria uma coisa dessas comigo, mas era o que tudo indicava. Uma ponta de dor atingiu meu coração.

Eu corri para o banheiro e fiquei de pé em frente ao espelho, me segurando na pia. Eu não queria que ninguém me visse assim e me enchesse de perguntas.

Talvez eu estivesse interpretando tudo aquilo muito mal. Mas por que motivos German estaria se encontrando com ela? Eu tinha que confiar em German. Mas por que ele não me contou? Por que agiu de maneira estranha quando eu perguntei com quem estava falando?

Eu deixei algumas lágrimas rolararem. Mas as limpei rapidamente. Eu tinha que tentar confiar em German. Precisava de uma explicação antes de tomar qualquer atitude precipitada. Talvez ela estivesse o procurando por outro motivo, mas tinha também o fato de que eles já haviam namorado. Eu queria acreditar nisso, mas estava confusa demais. Por um lado German nunca faria isso comigo, mas por outro por que ele não me disse nada sobre esses tal encontros?

Eu não sabia o que pensar naquele momento.

Meu celular vibrou. Olhei para tela e era uma mensagem de German. Eu a abri e comecei a ler:

"Angie, você me deixou preocupado. Você está bem? Esta no Studio? Quer que eu vá até aí?"

Eu respondi:

"Esta tudo bem, não precisa se preocupar e vir aqui. Desculpe por te deixar preocupado, era urgente."

German respondeu:

"Tudo bem, mas qualquer coisa liga para mim. Te amo."

Respondi:

"Também te amo. Bjs ♡"

Era difícil mentir para German, mas por um lado, ele também estava mentindo para mim, ao não me contar sobre esses encontros.

Eu voltei para minha sala. Dei minhas aulas. Eu me distrai muito enquanto dava as aulas.

Aquelas mensagens não saiam da minha cabeça. Quando olhei para o relógio ele marcava 12:35. Eu tinha que ter certeza do que estava acontecendo. German teria que me dar boas explicações.

Eu peguei minhas coisas, já que hoje não daria aula no período da tarde, peguei o carro e fui até o restaurante marcado.

Chegando lá, estacionei o carro e fui em direção a entrada do hotel. Eu nem precisei entrar lá dentro para encontrar os dois. Eles estavam do lado de fora.

Meus olhos se encheram de lágrimas com o que vi. German segurava Priscilla com o braço. Os dois estavam muito próximos.

Eu não consiguia descrever mais aquela cena. Ela já era o bastante para mim. Eu tentei confiar nele e não surtei depois de ler as mensagens.

Eu estava prestes a voltar para o carro quando o olhar de German se encontrou com o meu. Não o encarei para ver sua reação, simplesmente virei e fui em direção ao carro.

Meus olhos ardiam demais, mas eu não iria chorar aqui. Eu desabaria quando chegasse em casa, quando estivesse trancada no meu antigo quarto.

Eu limpei uma lágrima que caiu sorrateiramente. Minha visão começava a ficar turva novamente por conta das lágrimas que queriam escapar.

Eu senti o braço de German segurar o meu.

GERMAN: Angie, por favor me escuta. — Pediu com a voz afetada.

Eu me virei com uma expressão dura no rosto. Ele não merecia meu sofrimento.

ANGIE: Eu não quero ouvir suas explicações. O que eu vi já foi suficiente. — Falei com a voz alterada.

GERMAN: Você tem que me ouvir. — Seu semblante estava culpado.

ANGIE: Estou com a cabeça quente agora. Não quero ouvir suas explicações! — Falei com a voz ficando mais alta.

GERMAN: Angie, por favor. Me deixa explicar tudo.

ANGIE: Não quero te ouvir, German. Não quero! — Gritei.

GERMAN: Confia em mim.

ANGIE: Confiar? Eu confiei em você mesmo depois de ter lido todas aquelas mensagens da Priscilla! — Continuei gritando.

GERMAN: Angie... — Eu o interrompi.

ANGIE: Por que você fez isso comigo?

German abriu a boca para falar algo, mas eu o interrompi e continuei:

ANGIE: Eu não quero saber, é melhor assim. Agora se você me dá licença, eu quero sair daqui.

GERMAN: Não posso deixar você ir. — Ele apertou meu pulso, mas sem machucar.

ANGIE: Desculpe, mas o que eu vi já foi suficiente. Pode voltar para Priscilla. — Minha voz estava dura.

GERMAN: Não é nada do que você esta pensando.

ANGIE: Ah não? Me deixa ir, eu não quero atrapalhar seu showsinho.

GERMAN: Eu não posso deixar você ir. — Sua voz soou firme.

ANGIE: Eu não quero ficar aqui! Você não entende?! — Gritei.

GERMAN: Não! — Falou com a voz alterada.

ANGIE: Eu não estou pedindo sua permissão!

GERMAN: Angie... — Dessa vez eu vi dor no seus olhos.

ANGIE: German, por favor. Me deixa ir. — Eu disse calma, com a voz embargada.

Ele simplesmente soltou me braço.

Eu não olhei para trás. Aquilo tudo já estava doendo muito.

Entrei no carro e dirigi até a mansão, sem olhar nenhuma vez para trás.

Quando entrei vi Olga e Ramalho, eu passei pela sala e escada correndo. Eu ouvi os dois chamarem meu nome, mas continuei correndo.

Quando finalmente cheguei ao meu antigo quarto, entrei e tranquei a porta.

Eu desabei em cima da cama. Comecei a chorar. As lágrimas não paravam de escorrer pelo meu rosto. Meu coração doía. Eu me encolhi na cama em posição fetal. Minha cabeça estava um caos. Pensamentos iam e vinham e eu fazia de tudo para os afastar.

Tudo parecia girar. Minha respiração estava falhando. Parecia que o ar não estava conseguindo chegar aos pulmões. Me sentia sufocada, tudo ali lembrava German.

Eu continuei ali, me afogando nas minhas próprias lágrimas que pareciam queimar minha pele.

Quando alguém bateu na porta. Eu não iria abrir. Queria ficar sozinha.

POV GERMAN

Angie havia entendido tudo errado. Eu nunca faria uma coisa dessas. Eu a amo e prefiro morrer a faze-la sofrer. Eu não podia saber que ela estava sofrendo e ficar ali parado. Ela tinha que me escutar. Eu devia ter contado tudo antes para ela. Mas fui um idiota e fiquei com um medo bobo de perdê-la. Mas agora sim, eu deveria estar com medo de perder Angie. Meu coração doeu só de pensar nisso. Eu não devia ter a deixado ir, mas não podia obriga-lá a nada.

Eu peguei o carro e fui correndo até a mansão. Eu não sabia se Angie estava lá, mas precisava tentar.

Quando passei pela sala perguntei para Olga e Ramalho sobre Angie. Eles disseram que ela parecia muito mal, pois subiu as escadas correndo. Olga falou que iria atrás dela, mas achou melhor deixar Angie um pouco sozinha. E que talvez fosse isso o que ela precisava naquele momento.

Eu subi as escadas correndo, precisava esclarecer tudo para Angie. Ela precisava ouvir o que eu tinha para dizer.

Eu bati na porta do seu quarto, mas ela não atendeu.

GERMAN: Angie. — Chamei.

ANGIE: Eu não quero falar com você. — Ela gritou com a voz embargada. Ela estava chorando. Eu era um completo idiota.

GERMAN: Por favor, Angie. — Implorei.

ANGIE: Não! — Ela gritou.

A cada palavra que ela falava, parecia que uma pedra era jogada em mim.

GERMAN: Abra a porta. Precisamos conversar. — Supliquei.

ANGIE: Eu não vou abrir! — Ela estava muito mal. Por trás daqueles gritos havia dor. Dor que eu havia causado.

GERMAN: Angie, eu preciso te fazer entender da maneira certa o que você viu.

ANGIE: Eu sei o que vi!

GERMAN: Mas você entendeu errado. — Tentei novamente. Angie estava irredutível.

ANGIE: Por favor, me deixa sozinha. — Dessa vez ela não gritou. Ela devia estar atrás da porta.

GERMAN: Precisamos conversar.

ANGIE: Por favor, eu quero ficar sozinha. Por favor. — Sua voz implorava.

GERMAN: Tudo bem.

Se ela queria ficar sozinha eu tinha que deixar. Mesmo que todas as células do meu corpo me dissesem para ficar ali e insistir até que ela abrisse a porta. Mas ela merecia espaço. E tinha direito de estar brava comigo.

Eu me afastei do quarto e fui até o meu escritório. Eu precisava de algo para me distrair. Eu não podia ir para o nosso quarto, tudo ali lembrava Angie.

POV ANGIE

German tentou me convencer a abrir a porta, mas eu não a abri. O máximo que fiz foi ficar atrás da porta e pedir que ele me deixasse sozinha. Ele cedeu meu pedido.

Eu ouvi seus passos se afastando e me atirei na cama novamente e chorei, até que acabei adormecendo em meio ao mar de lágrimas que rolavam instantaneamente.

Eu acordei duas horas depois.

Estava com fome pois não havia comido nada. Eu não queria ter de descer lá em baixo mas uma hora ou outra eu teria que encarar todos.

Eu desci as escadas e estava passando pela sala, quando ouvi German falar meu nome. Ramalho que estava no escritório de German disse algumas coisas, mas eu não tinha conseguido entender.

Eu me aproximei e encostei a cabeça na porta.

GERMAN: Eu nunca a amei de verdade. As vezes eu me sentia como um ator, tentando parecer muito feliz sendo que não estava. É horrível ficar com uma pessoa sendo que você precisa de outra. Nunca deveria ter ficado com ela. Eu me enganei com ela. Foi uma grande burrada. Estava com ela só porque não poderia ter quem eu realmente queria e sempre vou querer. — Ele parecia infeliz.

Ele estava falando de mim. Tudo o que vivemos era atuação? Ele deveria ganhar um Oscar por isso. As lágrimas voltaram, só que mais fortes dessa vez.

Meu estômago se embrulhou, eu perdi totalmente o apetite.

Eu corri para o meu quarto. Se eu tivesse ficado mais um pouco lá eu desabaria.

Eu fui para o banheiro do meu quarto. Liguei o chuveiro e entrei de roupa e tudo. Me sentei no chão e deixei a água rolar junto com as lágrimas. O que ele disse não poderia ser verdade. Eu estava confusa demais. Não sabia mais o que era verdade ou o que era mentira. Não sabia em que acreditar.

Ele preferia a Priscilla por isso não me disse que estava se encontrando com ela? Ele estava comigo sendo que preferia ela? A dor e a confusão se misturaram causando um desastre emocional dentro de mim.

Uma vez eu havia lido em um livro, que a dor tem um problema, ela precisa ser sentida. Mas eu já estava cansada de senti-lá.

Eu era uma grande burrada. Um erro. Um capítulo da sua vida que não devia ter sido escrito.

Eu fiquei ali debaixo do chuveiro por mais algum tempo. Eu estava me sentindo sufocada dentro daquela casa. Eu precisava sair e respirar.

Tirei as roupas molhadas, me enxuguei e vesti roupas secas.

Saí do meu quarto, desci as escadas e fui até a porta. Por sorte ninguém havia me visto.

Eu sai da mansão e comecei a andar. Eu não tinha um lugar específico para o qual eu quisesse ir. Eu só iria andar por aí, sem rumo. Só ia tentar respirar.

(…)

Eu não sabia por quanto tempo já estava caminhando. A dor que estava sentindo fez com que eu não percebesse o tempo passar. Meus pensamentos eram confusos e ao mesmo tempo dolorosos demais.

(...)

Notas finais
Vamos tentar bater a meta de pelo menos mais 5 comentários? ❤ ▪▪▪ Prometo que essa é a última briga feia deles. Bjs lindas ❤