O Amor Retorna
72 Capítulo 72 - Meu Destino
Notas iniciais
POV GERMAN
Eu estava disposto a ajudar Angie a superar seu medo. Eu havia perguntado se ela queria dirigir ontem a noite, mas ela negou terminantemente. Eu pensei que ela iria aceitar que nem ela havia feito no outro dia, mesmo que receosa. Mas dessa vez ela não quis e quem era eu para obrigar ela? Por isso queria dar um presente a ela, iniciando e representando um novo recomeço.
Eu guiei minha esposa até a garagem, que era onde estava o presente que eu havia comprado para ela.
Eu caminhei com ela até ficarmos a poucos passos de distância do presente.
GERMAN: Eu espero que goste do seu presente. — Disse a abraçando de lado.
ANGIE: Você está me deixando curiosa. — Falou ansiosa.
GERMAN: Pode abrir os olhos, meu amor.
Angie abriu os olhos e uma expressão de surpresa se formou em seu rosto angelical.
ANGIE: Um carro? É sério, você está me dando um carro de presente? — Perguntou sem acreditar.
GERMAN: É isso mesmo que você esta pensando. Esse carro agora é seu. — Respondi a entregando as chaves, mas ela não aceitou.
ANGIE: Eu não posso aceitar.
GERMAN: Claro que pode. — Afirmei.
ANGIE: Tudo bem você sempre me encher de presentes, mas um carro já é demais.
GERMAN: Eu não me importo com o preço. — Respondi segurando suas mãos e a virando de frente para mim.
ANGIE: Mas eu sim. — Respondeu imediatamente.
GERMAN: Meu amor, entenda: o que é meu também é seu e você não tem que se preocupar com o preço.
ANGIE: Claro que tenho.
GERMAN: Lembra, você prometeu que iria tentar dirigir sem remorso algum.
ANGIE: Eu sei, mas uma coisa é tentar dirigir sem deixar o medo me atingir e outra coisa totalmente diferente é você me dar um carro.
GERMAN: Olha para mim, Angie. — Pedi e ela o fez imediatamente. — Eu estou te dando esse presente porque quero que você tenha ele como marco de um recomeço. Por favor, eu quero que aceite e o tenha como uma iniciativa.
ANGIE: Mas... — Falou e eu a interrompi.
GERMAN: Aceite por favor, ficarei muito feliz se você aceitar. Faça isso por mim. — Falei olhando bem dentro dos seus olhos verdes.
ANGIE: Tudo bem, mas só vou aceitar porque você pediu.
Ela abriu um sorriso maravilhoso. E nos beijamos calmamente.
GERMAN: Quer dar uma volta no seu novo carro? — Perguntei após encerrarmos o beijo.
ANGIE: Eu aceito. — Respondeu sorrindo.
(...)
POV ANGIE
German foi maravilhoso comigo, me incentivou muito a perder o medo que eu tinha adquirido.
Quando German tinha me buscado no Studio naquele dia e deixou eu dirigir eu fiquei um pouco receosa mas mesmo assim dirigi, mas quando ele pediu para que eu dirigisse ontem eu cai na real de que se batesse o carro, German poderia se machucar também e eu não conseguiria nem imaginar isso, pois só de pensar era muito doloroso. Mas hoje eu estava disposta a perder esse medo.
No começo eu demorei um pouco para tomar coragem, mas depois de tantos incentivos vindos da parte de German, eu fiz o que devia ser feito e tanto eu quanto German ficamos felizes com meu desempenho.
Depois de dirigir bastante, parei o carro em frente a uma praça.
Lá nós encontramos um vendedor de sorvete e compramos um para cada e começamos a andar de mãos dadas enquanto tomávamos o sorvete, e mesmo depois que já havíamos os terminado, continuamos caminhar lado a lado.
GERMAN: E então como se sente depois de tudo? — Perguntou focando aqueles olhos castanhos em mim.
ANGIE: Muito bem, graças a você. — Eu abri um sorriso de agradecimento.
GERMAN: Que isso, o mérito é totalmente seu. E eu sempre farei o possível e o impossível para te ajudar e te ver feliz. — Disse calmamente.
ANGIE: Sabe, antes eu não sabia o que a Maria tinha visto em você. — Revelei, para a total surpresa de German.
GERMAN: E agora você sabe? — Interessou-se.
ANGIE: Não me leve a mal. Eu pensava isso porque você tinha levado a Violetta daqui. Mas sim, quando eu te conheci verdadeiramente eu soube desde o começo o porque dela ter te escolhido.
GERMAN: E por que você acha que ela me escolheu?
ANGIE: Porque você é incrível. Você não tem idéia de como eu fico feliz quando você liga do trabalho para mim, ou quando sai um pouco do trabalho e passa no Studio só para me ver. Você sabe como fazer para que uma mulher se sinta feliz e amada. — Eu respirei e continuei. — Que nem, eu te disse no dia do nosso casamento que nem em mil anos eu poderia sonhar ou mesmo imaginar, que eu seria tão feliz e amada quanto eu sou hoje. A cada dia que se passa eu tenho cada vez mais certeza de que eu te amo. E que eu tomei a decisão certa quando voltei da França. Você é meu destino e sempre foi. E eu te amo.
GERMAN: Eu também te amo. E desde que você entrou na mansão, no fundo eu sempre soube que era você que o destino havia marcado para mudar minha vida. E sou grato todos os dias por ter você sempre do meu lado. Não tem uma sensação melhor, do que a de acordar ao seu lado todos os dias e ver como eu sou um homem de muita sorte por ter uma filha maravilhosa e uma esposa incrível, como você.
Depois disso, eu me lancei em seus braços e nos beijamos.
German mantinha seus braços em minha cintura e eu tinha uma de minhas mãos em seu peito e a outra em seu rosto.
Nos beijamos apaixonadamente, e novamente eu senti minhas pernas fraquejarem e se tornarem gelatina logo depois. Com aquele beijo, demonstravamos um ao outro o que palavras não eram suficientes para explicar.
Aquele amor que eu sentia por German duraria não só até quando meu coração batesse, mas sim até a eternidade. Porque uma vida era muito pouco tempo para o amar da maneira que eu amava. Meu coração e minha alma eram pertencentes a ele para todo o sempre. Eu morreria mil vezes por ele se fosse necessário.
Estávamos nos beijando com muita paixão. Parecíamos dois adolescentes apaixonados.
Meu coração batia tão rápido que parecia que ia explodir de tanta emoção da qual eu estava sentindo. Encerramos o beijo quando o ar fez falta e nós nos sentamos em um banco da praça e ficamos conversando e trocando carícias.
Ficamos um bom tempo sentados ali, só curtindo o momento. Mas quando estavamos nos preparando para ir embora, eu me levantei do banco de uma vez só e acabei colocando todo o peso em só um pé e me desequilibrei. Eu quase caí, a sorte foi que German me segurou antes que eu caísse de verdade.
Comecei a sentir uma dor horrível no meu pé direito.
ANGIE: Ai! — Reclamei me sentando novamente no banco e logo passei minha mão no local dolorido.
GERMAN: O que aconteceu, meu amor? — Perguntou preocupado.
ANGIE: Acho que torci o pé. — Falei sentindo dor. A cara que eu fiz devia estar horrível, pior do que o inchaço que estava se formando no meu pé.
GERMAN: Está começando a ficar bem inchado. — Constatou.
ANGIE: Isso vai ficar horrível.
GERMAN: Onde especificamente está doendo? — Perguntou se abaixando um pouco para analisar melhor a torção.
ANGIE: Será que vai ficar muito mais inchado? — Perguntei tentando me mexer o mínimo possível para não afetar meu pé e também para não fazer doer mais do que já estava doendo.
GERMAN: Aqui esta doendo? — Ele apertou meu pé próximo ao calcanhar.
ANGIE: Ai! — Disse quase gritando. — Vai mais devagar.
GERMAN: Desculpa amor, estou tentando ser o mais cuidadoso possível. — Eu tinha certeza de que ele estava sendo cuidadoso, mas até o mínimo toque fazia doer.
ANGIE: Será que está quebrado? — Perguntei com medo.
GERMAN: Acho que não. Eu já quebrei o pé uma vez quando era pequeno e ficou muito pior do que o seu está agora.
ANGIE: Mas vai que eu quebrei mesmo, eu não vou aguentar ficar vários dias parada. — Falei assusta com a idéia.
GERMAN: Eu sei. — Ele observou o estrago de novo. — Eu vou te levar para o hospital.
ANGIE: Ah não, eu não gosto de hospitais. É só por um gelo que passa. — Desconversei.
Eu odiava hospitais, pensei que ia ficar longe de um por um bom tempo, mas como eu era desastrada demais teria que ir a um hospital, mesmo que contra a minha própria vontade.
German me pegou no colo, me levou para o carro e me colocou delicadamente sentada no banco do passageiro.
Quando chegamos ao hospital, German me ajudou a andar até lá dentro. Ele preferia me levar no colo para que assim eu não forçasse muito o pé que estava bom, mas é claro que eu não deixei ele me carregar até dentro do hospital.
Ficamos na sala de espera por uns dez minutos, até que fui atendida. German me ajudou a ir até a sala.
O médico disse que era uma leve torção.Não era nada grave, mas eu teria de manter repouso por uns dias. Uma enfermeira enfaixou meu pé e o médico também passou uma pomada para o inchaço e a dor.
Depois disso voltamos para casa.
Foi só passarmos pela porta que Violetta logo veio até nós quase gritando.
VILU: O que aconteceu tia? Por que seu pé está todo enfaixado? — Perguntou preocupada.
Ela se aproximou e em pouco tempo já estava ao meu lado.
GERMAN: Não é nada grave, filha. — Respondeu calmo.
ANGIE: É, só foi uma torção leve. — Falei tentando despreocupar ela. Violetta era que nem o pai era muito preocupada quando o assunto era a tia.
VILU: Como isso aconteceu? — Ela perguntou olhando para o pé enfaixado.
ANGIE: É que quando eu fui me levantar eu acabei levantando com tudo e coloquei todo o peso sobre só um pé e acabei o torcendo. — Expliquei.
VILU: Esta doendo muito? — Perguntou agora olhando para mim.
ANGIE: Não, só está doendo um pouco agora. O médico disse que em poucos dias eu nem vou sentir mais nada.
VILU: Deve ter doido muito.
ANGIE: E doeu mesmo. — Me lembrei da dor lancinante que senti quando torci o pé.
GERMAN: No entanto que você não parava de reclamar de dor. — German disse.
ANGIE: Claro, estava doendo demais. — Justifiquei.
VILU: Ai tia, você tem que tomar mais cuidado. — Me repreendeu.
ANGIE: Pode deixar, Vilu. — Respondi e dei um beijo em sua testa.
GERMAN: Eu vou te levar lá para cima. Lembra do que o médico disse?
ANGIE: Claro, eu tenho que manter repouso. — Eu disse desanimada.
German me ajudou a subir as escadas e quando chegamos em nosso quarto German me ajudou a me sentar na cama e me acomodar.
POV GERMAN
GERMAN: Precisa de mais alguma coisa, meu amor? — Perguntei me sentando ao seu lado, na cama.
ANGIE: Não, eu estou bem assim.
GERMAN: Você me deu um baita susto. — Falei me lembrando da expressão de dor em seu rosto quando ela torceu o pé.
ANGIE: Eu sei. — Ela riu.
GERMAN: Você me deixou muito preocupado.
ANGIE: Você e a Vilu são muito preocupados quando o assunto sou eu. — Disse abrindo um belo sorriso.
GERMAN: Tal pai, tal filha. — Respondi sorrindo o que fez com que ela sorrisse também.
ANGIE: German? — Ela chamou.
GERMAN: Sim, amor?
ANGIE: Eu queria te agradecer pelo carro e também pelo dia maravilhoso que tive, graças a você. — Ela disse com os olhos brilhando.
GERMAN: Não foi nada, amor.
ANGIE: Claro que foi. Esse foi um dos dias mais felizes da minha vida. — Ela pegou uma de minhas mãos.
GERMAN: Fico muito feliz em ouvir isso. — Respondi.
ANGIE: Claro, tirando a parte em que eu torci o pé, esse não foi um momento feliz comparado ao meu dia. — Ela disse com a voz humorada.
GERMAN: Disso eu tenho certeza. — Disse sorrindo com o que ela acabara de dizer.
ANGIE: Mas falando sério, obrigado por tudo, amor. — Disse olhando bem dentro dos meus olhos.
GERMAN: De nada, meu anjo.
ANGIE: Você não se cansa de me surpreender, não é?
GERMAN: Não, e acho melhor você ir se acostumando.
ANGIE: Então quer dizer que você pretende me surpreender muitas mais vezes?
GERMAN: É o que eu pretendo. — Respondi.
ANGIE: Você não existe, German. — Ela disse balançando a cabeça levemente. Eu sorri com o que ela disse.
GERMAN: Mudando de assunto, tem certeza de que não está precisando de algo? — Perguntei.
ANGIE: Acho que estou precisando de uma coisa.
GERMAN: E do que precisa?
ANGIE: Um beijo conta? — Perguntou-me.
GERMAN: Com certeza.
Me aproximei mais dela e coloquei meus braços ao seu redor e ela depositou suas mãos em meu peito.
E nos beijamos intensamente...
(...)
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