O Amor Retorna
68 Capítulo 68 - El Miedo esté prohibido
Notas iniciais
#Dias depois
POV GERMAN
Chegamos em casa era de madrugada. Foi difícil abrir a porta com Angie no colo, mas como ela acabou dormindo no táxi que pegamos para chegar aqui, eu não quis acorda-la.
Quando felizmente consegui entrar com Angie em casa e consegui fechar a porta, subi as escadas e fui com minha esposa até nosso quarto.
Chegando lá a deitei na cama, tirei suas sandálias e a cubri com um edredom pois fazia um pouco de frio. Depois fiz a mesma coisa e deitei ao seu lado e em poucos minutos peguei no sono.
(…)
POV ANGIE
Logo que acordei olhei para o relógio que marcava 10:00 ou seja eu estava completamente atrasada.
O show de fim de ano do Studio seria no outro dia e eu precisaria estar lá as 9:00 horas da manhã para ajudar nos preparativos e na organização do show.
Me levantei, peguei uma calça jeans e uma blusa branca com detalhes em azul e vermelho, um blaser azul marinho e um salto preto, fui direto para o banheiro, tomei um banho rápido, depois me vesti e fiz uma maquiagem bem leve.
Quando sai do banheiro encontrei German deitado do mesmo jeito que estava quando fui tomar banho. Que bom que ele tem um sono pesado porque de tanto barulho que eu fiz pensei que ele acoradaria.
Olhei no meu relógio de pulso e ele marcava 10:30.
Dei um beijo em German, peguei minha bolsa e desci as escadas correndo.
Quando eu estava prestes a sair Olga me interceptou e fez eu comer alguma coisa porque segundo ela eu ficaria doente se não comesse nada. E para não fazer uma desfeita dessas eu tomei bem rápido meu café da manhã. E depois Ramalho me trouxe até o Studio.
Quando adentrei pelas portas do Studio já eram quinze para as onze. Então fui até a sala dos professores e cumprimentei todos. Por sorte Pablo não ligou para o meu atraso.
Depois fui até o Zoom onde vários alunos estavam ensaiando e lá encontrei Vilu tocando piano e me sentei ao lado dela.
VILU: Oi, Angie. — Ela parou de tocar e me abraçou.
ANGIE: Oi, Vilu. — Eu correspondi ao abraço.
VILU: E então gostou da viagem? — Ela perguntou.
ANGIE: Claro, tudo estava perfeito. — Falei me lembrando de alguns momentos que eu e German vivemos em Veneza.
VILU: Então acertei em mandar o papai te levar pra Veneza, né?
ANGIE: Claro. A cidade é maravilhosa. — E era mesmo.
VILU: Eu senti muito a falta de vocês. — Falou fazendo biquinho.
ANGIE: E nós também sentimos muito a sua falta.
LUDMILA: E a minha? — Ludmila perguntou se aproximando de nós.
ANGIE: Claro que sentimos a sua falta também. — Disse abraçando a minha outra sobrinha. Mesmo que eu não fosse tia de sangue de Ludmila, eu a considerava como se fosse minha própria sobrinha.
LUDMILA: Você e o German não tem idéia de quanta falta vocês fazem na mansão.
VILU: É, a casa fica vazia sem vocês.
ANGIE: Eu imagino. — Brinquei. — Mas e então, vocês devem estar animadas com o show.
VILU: Muito, eu nem consigo acreditar que o show já é amanhã.
LUDMILA: E eu não consegui nem dormir direito ontem a noite por causa disso.
(...)
#13:00
Eu estava sentada em frente a minha mesa quando alguém bateu na porta da minha sala. Eu me levantei e a abri. Quando vi quem estava ali um sorriso brotou instantaneamente em meu rosto.
GERMAN: Boa tarde, meu amor. Como você está? — Perguntou sorrindo.
ANGIE : Estou bem, mas muito melhor com você aqui agora.
Demos um selinho.
ANGIE: E então German, o que te traz aqui? — Perguntei com curiosidade.
GERMAN: Eu estava passando aqui por perto e decidi vir aqui e te raptar por algumas horas. — Falou sorrindo com o canto dos lábios.
ANGIE: Me raptar? — Avaliei a idéia por um momento.
GERMAN: É, eu pensei em te levar pra almoçar em algum lugar especial.
ANGIE: Tudo bem, eu aceito. Mas com uma condição.
GERMAN: E qual seria essa condição? — Perguntou.
ANGIE: Que você deixará eu dirigir o carro. — Falei. Afinal, já fazia um bom tempo que eu não dirigia, a última vez que eu havia feito isso foi quando eu sofri o acidente... Mas eu tratei de tirar essa dolorosa lembrança da cabeça.
GERMAN: Tudo bem, seu pedido é uma ordem.
Então eu sorri, mas sem muita emoção. Pelo jeito German percebeu a minha distração.
GERMAN: Tudo bem? — Perguntou começando a se preocupar.
ANGIE: Sim, eu só me distrai um pouco. — Tentei disfarçar.
German não se convenceu muito com a minha afirmação, mas não tocou mais no assunto.
GERMAN: E então, ainda está afim de almoçar comigo? — Falou brincando.
ANGIE: Claro, mas é melhor eu avisar as meninas antes. — Falei pegando minha bolsa.
GERMAN: Tudo bem. Vamos? — Falou estendendo o braço pra mim e eu aceitei num segundo.
German e seu cavalheirismo.— Pensei comigo.
German e eu fomos até o Zoom e avisamos as meninas que íamos almoçar. Adoraria que as duas fossem nos fazer companhia mas como o show iria ser amanhã e tinham que ensaiar elas disseram que infelizmente não poderiam nos acompanhar.
Depois disso fomos até o carro e German me ofereceu a chave. Eu exitei alguns segundos para pega-la. Eu queria muito dirigir, mas não podia negar que ainda tinha um pouco de receio devido ao que acontecera meses atrás.
Percebendo meu receio, ele falou:
GERMAN: Angie, se você quiser eu posso dirigir... — Ele começou mas eu o interrompi.
ANGIE: Não, eu ainda quero dirigir. — Disse e peguei a chave que German estava me oferecendo a segundos atrás.
German então abriu a porta do motorista para que eu pudesse entrar. Eu entrei, o agradeci, ele deu a volta no carro e se sentou do outro lado.
O caminho até o restaurante foi curto mesmo eu estando dirigindo sem saber exatamente onde estávamos indo, pois German se recusou a contar onde especificamente iríamos almoçar. Mas foi muito legal dirigir seguindo as coordenadas que German me falava até chegarmos ao nosso destino porque eu não tinha idéia de como chegar a um lugar que eu nem sabia qual era.
Depois de dez minutos paramos em frente a um restaurante. A princípio eu achei aquele restaurante como qualquer outro, mas daí me lembrei que foi ali que tivemos o nosso primeiro encontro.
Me virei para German para confirmar minha hipótese.
ANGIE: Agora eu sei porque você não queria me contar qual era o lugar especial em que vamos almoçar. — Falei o encarando.
GERMAN: Não seria tão especial assim se eu te contasse antes.
ANGIE: É, mas me deixar curiosa também não deveria ser uma opção. — Falei brincando.
GERMAN: Mas foi legal ver você dirigindo só de acordo com o que eu falava. — Disse tentando controlar o riso, o que não deu muito certo.
ANGIE: Você fala assim só porque não foi você que teve de dirigir sem saber onde estava indo. — Rebati.
GERMAN: Até que você foi bem.
ANGIE: Tirando as vezes em que eu virei nas ruas erradas, né? — Perguntei brincalhona.
Dessa vez nós dois rimos.
GERMAN: É, tirando essas vezes, sim. — Ele concordou.
ANGIE: Que tal almoçarmos agora? Já estou morrendo de fome.
GERMAN: Claro, meu amor.
German saiu do carro e abriu a porta para mim. E em poucos minutos já estávamos dentro do restaurante.
Logo que adentramos fomos bem recepcionados e também guiados até nossa mesa, que por coincidência, ou melhor, German era a mesma que sentamos quando viemos aqui pela primeira vez. Na verdade eu nem sei como me lembro disso porque geralmente quando estou com German fica difícil prestar atenção nas coisas a minha volta. Mas acho que naquele dia em que viemos aqui eu estava tão nervosa que acabei não me preocupando com os detalhes.
O restaurante em si, estava do jeito que eu lembrara que era. O clima romântico e aconchegante do lugar era perfeito.
E German, como sempre um cavalheiro, puxou a cadeira para que eu sentasse quando chegamos em nossa mesa.
Eu sentei e agradeci meu esposo que dentro de segundos já estava sentado do outro lado da mesa, de frente para mim.
Eu comecei a observar atentamente o lugar, e boas lembranças daquela noite invadiram minha mente.
POV GERMAN
Percebi que Angie estava absorta em meio aos seus pensamentos, ela olhava o lugar com atenção. Não queria interrompe-lá, mas estava ficando curioso com aquela observação toda.
GERMAN: Meu amor? — Chamei.
Ela pareceu não notar o que eu havia dito, mas em um súbito instante ela pareceu emergir de seus pensamentos e direcionou seu olhar a mim.
ANGIE: Sim, meu amor. Você me chamou? — Perguntou se focando em mim agora.
GERMAN: Sim, eu estava. — Confirmei sorrindo.
ANGIE: Pode falar então. — Falou docemente.
GERMAN: Não é nada. Só queria saber o porque de tanta observação.
ANGIE: Ah, é que eu estava lembrando do nosso primeiro encontro.
GERMAN: Então eu acertei em te trazer aqui? — Perguntei só para ter certeza da resposta.
ANGIE: Claro, esse lugar é perfeito. — Disse sorrindo.
Eu sabia que ela iria adorar almoçar aqui. Angie adorava recordar todos os nossos momentos juntos. E eu também.
ANGIE: Lembra da conversa que tivemos? — Perguntou.
GERMAN: Lembro, você até tinha me dito que morria de medo de baratas. — Comentou relembrando aquela conversa.
ANGIE: E morro mesmo. — Ela riu docemente.
GERMAN: Você também tinha me falado sobre o seu lugar preferido. — Falei me lembrando do ela havia me dito naquele encontro.
ANGIE: Sim, eu lembro. No entanto que eu tinha ido para lá sem avisar ninguém e deixei todos preocupados comigo. — Disse um pouco triste.
GERMAN: Mas você tinha razão em fazer isso.
ANGIE: Eu não sei. Não deveria ter agido por impulso.
GERMAN: Você não agiu por impulso, só fez o que precisava, o que sentia ser o certo naquele momento.
ANGIE: Talvez. — Ela me disse.
GERMAN: Olha, Angie, eu sei que já passamos por um bocado de coisas que tentaram nos separar, mas se essas coisas não tivessem provado o nosso amor de um pelo outro nosso amor talvez seria forte mas não tanto quanto ele é agora. — Eu respondi e Angie expressou um sorriso do qual nunca conseguirei esquecer.
ANGIE: Nessa eu tenho que concordar com você.
GERMAN: Os obstáculos só serviram para nos fortalecer.
ANGIE: Você tem razão.
Nesse momento o garçom apareceu e fizemos nosso pedido, continuamos conversando até que nossos pedidos chegaram. Almoçamos e continuamos a conversar até que Angie recebeu uma ligação e a atendeu.
Pelo que entendi era a Brenda, a melhor amiga de Angie, que namora o Pablo. Elas conversaram por alguns minutos, depois ela se despediu de Brenda e disse que depois as duas conversavam.
GERMAN: E então, era a Brenda? — Perguntei para confirmar.
ANGIE: Era ela sim. — Ela me respondeu franzindo o cenho.
GERMAN: Esta tudo bem?
ANGIE: Claro, ela só ligou para me avisar que precisa conversar comigo depois.
GERMAN: E o que é de tão importante? — Perguntei.
ANGIE: É coisa de mulher, meu amor. — Respondeu sorrindo.
GERMAN: Acho que não posso posso fazer nada então. — Brinquei.
ANGIE: Não mesmo. — Respondeu brincalhona.
O garçom então chegou e perguntou se iríamos querer sobremesa. Eu e Angie negamos e pedi a conta e depois a paguei.
Quando estávamos voltando para o carro, Angie sugeriu que sentassemos em um banco da praça que ficava em frente ao restaurante. Então atravessamos a rua e nos sentamos.
ANGIE: Eu adoro esse lugar. — Disse recostando sua cabeça em meu ombro.
GERMAN: É, eu também. — Concordei.
ANGIE: Lembra, quando viemos aqui você me beijou bem ali. Perto daquela árvore. — Ela apontou a mão para a árvore.
GERMAN: Claro que me lembro. — Eu respondi.
Ficamos em um silêncio confortável por alguns minutos, até que Angie falou:
ANGIE: Sabe, eu estava me lembrando de uma coisa. — Disse tirando a cabeça do meu ombro, para poder olhar melhor para mim.
GERMAN: Do que estava lembrando? — Eu perguntei interessado.
ANGIE: Que eu estava muito nervosa quando você me trouxe aqui naquela noite.
GERMAN: Ah, é?
ANGIE: Sim, não sei como você não percebeu isso.
GERMAN: E por que tanto nervosismo?
ANGIE: E você ainda pergunta! Eu estava ao lado do homem que eu amo, mas tinha medo de admitir que o amava e ainda por cima você estava muito perto.
GERMAN: E isso te incomodava? — Brinquei.
ANGIE: Claro, minhas pernas estavam tão bambas que estava morrendo de medo de cair ou tropeçar em alguma coisa.
GERMAN : Mas você não caiu e nem tropeçou.
ANGIE: Ainda bem, seria muita vergonha para uma pessoa só.
GERMAN: Você não iria passar vergonha nenhuma. Eu não te deixaria cair no chão.
ANGIE: Sorte a minha. — Ela sorriu delicadamente e continuou. — Mas quando você pegou na minha mão, eu desejei não ter vindo de salto.
GERMAN: Por quê?
ANGIE: Porque com aquele salto que eu estava era dez vezes mais difícil de se desequilibrar.
Eu e Angie rimos.
GERMAN: E quando te beijei, o que sentiu?
ANGIE: Foi como se o mundo começasse a girar um milhão de vezes por minuto e eu não consiguia pensar em mais nada. Ainda bem que você estava me segurando.
Eu sorri com a resposta que ela me dera e a beijei profundamente em resposta ao que ela havia me dito.
(...)
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