O Amor Retorna

45 Capítulo 45 - Vou ficar do seu lado


Notas iniciais
Oi, gente ❤ Nos desculpem a demora, lindas ❤ Muito obrigado a linda da Suh por comentar, favoritar e recomendar a fic ❤ E obrigada também as lindas que comentaram: Julietta, Larissa789, Suh, Alice Salim Noceti, Len, Uma Garota Angelical, Nahel Fernanda, Camila Clarinática, Ana Potter Eaton Mellark e Germanangie. Amamos os comentários e a recomendação! ❤ Obrigada, meninas ❤


German e Angie almoçaram juntos e estavam conversando na sala animadamente até que Angie recebeu uma ligação e foi atender.

Ela atendeu a ligação e voltou para sala com uma aparência horrível.

German, vendo que Angie não estava bem, foi ao encontro dela.

GERMÁN: O que aconteceu, Angie? — Perguntou preocupado.

Ela tentou falar, mas não conseguiu. Estava chocada com o que ouvira.

Até que Angie quase desabou no chão, mas German a segurou antes que isso acontecesse e a ajudou-a se sentar no sofá.

GERMÁN: Angie, o que foi que aconteceu? — Perguntou, mais preocupado do que antes.

ANGIE: Minha... minha mãe. — Balbuciou.

GERMÁN: Sua mãe...? — Disse sem entender, incitando-a continuar.

ANGIE: Lembra que eu disse que minha mãe iria voltar hoje? — Falou com a voz embargada pelo choro.

GERMÁN: Sim, mas o que aconteceu? Você está me deixando preocupado. — Disse pegando as mãos de Angie.

ANGIE: Me ligaram para falar que minha mãe sofreu um grave acidente e está no hospital. — Explicou chorando desesperadamente.

German, sem pensar duas vezes, abraçou-a fortemente.

GERMÁN: Calma, Angie, você tem que ter esperanças. — Tentou consolar a mulher em seus braços.

ANGIE: Como eu vou ter esperanças?! — Disse desfazendo-se do abraço e olhando para German.

GERMÁN: Eu sei que é difícil, mas você tem que ser forte.

ANGIE: Mas eu não sou forte. — Falou ainda chorando.

GERMÁN: Não diga isso, Angie. — Ele segurou as mãos dela. — Você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço.

ANGIE: Eles não entraram muito em detalhes, só me pediram para ir até o hospital. — Explicou.

GERMÁN: Em qual hospital ela está?

ANGIE: Naquele mesmo hospital em que haviam internado o Léon quando ele caiu da moto. — Falou, ainda sem conseguir conter o choro.

GERMÁN: É melhor irmos para lá ver sua mãe. — Disse se levantando e dando a mão para Angie.

(...)

Logo que chegaram ao hospital, Angie foi até a recepção e falou com a recepcionista.

ANGIE: Oi, eu sou Angeles Carrara. Me ligaram aqui do hospital dizendo que minha mãe está internada e pediram para que eu viesse.

RECEPCIONISTA: Olá. Qual é o nome da sua mãe?

ANGIE: Angélica Saramego.

RECEPCIONISTA: Ah sim, vou chamar o médico responsável. Só um minuto, senhora.

ANGIE: Obrigada. — Agradeceu e sentou-se ao lado de German.

GERMÁN: E então? — Perguntou, querendo saber se Angie conseguira alguma informação sobre sua mãe.

ANGIE: A recepcionista foi chamar o médico responsável.

GERMÁN: Como você está se sentindo? — Perguntou.

ANGIE: Impotente, sem forças para nada. Mas obrigada por estar aqui comigo, German. Só de você estar aqui, me sinto um pouco melhor. — Disse dando um sorriso fraco.

GERMÁN: De nada, Angie. Vou ficar aqui com você até tudo ficar bem. — Disse sorrindo para ela, tentando de alguma forma conforta-la.

Nesse momento o médico chegou.

MÉDICO: Olá, eu sou o médico responsável pelo caso. — Falou o médico, apertando a mão de German e Angie.

ANGIE: Olá, doutor. Eu sou filha da senhora que o senhor está cuidando e esse do meu lado é o meu cunhado. O senhor pode me informar sobre o estado da minha mãe? — Perguntou temerosa.

MÉDICO: Posso sim. Mas preciso que a senhora se mantenha calma. — Pediu com calma. — A sua mãe sofreu um acidente de carro e está em coma em estado grave, até o momento.

Após isso Angie começou a chorar desesperadamente e Germann se aproximou mais dela, apoiou a cabeça dela em seu peito e abraçou-a.

Angeles vivia sorrindo e seu semblante era sempre alegre, vê-la daquele jeito, assim tão cabisbaixa e sofrendo, fazia German se sentir mal. Ele se sentia na obrigação de estar ali com ela e cuidar dela. Era difícil para ele ver Angie sofrer e não poder fazer nada. Até desejara que toda a dor que ela estava sentindo pudesse ser transferida para ele. Vê-la chorar já havia se tornado insuportável para ele.

"Angie é tão doce e amável, não merece estar passando por isso", pensava ele. Era tão difícil olhar para ela e não ver aquele brilho em seus olhos ou aquele sorriso lindo em seu rosto.

Ainda abraçada com German, Angie disse:

ANGIE: Eu não quero perdê-la, German. — Confessou com a voz embargada pelo choro.

GERMÁN: Calma, você não vai perdê-la. Tudo vai ficar bem. — Disse acarinhando as costas dela e a abraçando-a mais forte.

ANGIE: Mas e se não ficar? — Perguntou com um fio de voz.

GERMÁN: Tudo vai dar certo. E mesmo que não desse, eu estaria aqui do seu lado. — Ele beijou o topo da cabeça dela.

Angeles estava sensível e se sentia vulnerável a dor. Precisava mais do que nunca que German estivesse ao seu lado. German a fazia bem, só de estar entre os seus braços, fazia com que ela se sentisse melhor. Era como se ele conseguisse bloquear parte de sua dor.

MÉDICO: Olha, senhorita, estamos fazendo o possível para ela melhorar. — Tentou tranquiliza-lá.

ANGIE: Por quanto tempo ela vai ficar assim?

MÉDICO: É difícil de saber, ela pode acordar amanhã ou daqui um mês ou daqui um ano. Tudo vai depender dela. Iremos fazer alguns exames para nos aprofundarmos no caso. — Explicou.

ANGIE: Doutor, o estado dela é muito grave mesmo? — Perguntou abalada.

MÉDICO: Sinto muito em avisa-lá, mas o estado em que ela está é bem crítico.

ANGIE: Nós podemos entrar para vê-lá?

MÉDICO: Agora é melhor não porque vamos realizar alguns exames, mas depois vocês poderão vê-la. Se vocês me dão licença, eu tenho que ir, preciso fazer os exames em sua mãe.

GERMÁN: Qualquer coisa nos avise doutor.

MÉDICO: Claro.

O médico saiu da sala e Angie e German voltaram a sentar-se na sala de espera.

(…)

#2 horas depois

Angie, que até naquele momento estava um pouco mais calma, começou a chorar, ao voltar a pensar na possibilidade de perder sua mãe.

GERMÁN: Calma, Angie, vai ficar tudo bem. Você vai ver. — Disse passando a mão delicadamente sobre os cachos de Angie.

ANGIE: Eu não suportaria perde-lá. — Falou, a voz embargada pelo choro.

GERMÁN: Quem disse que você vai perdê-la?

ANGIE: Já basta eu ter perdido meu pai e a Maria. Se eu perder minha mãe não vou aguentar. — Falou pesadamente.

GERMÁN: Os médicos vão fazer tudo o que puderem para que ela fique bem. — Tentou consolá-la.

ANGIE: Eu sei, mas já se passaram duas horas e ninguém veio dar notícias sobre o estado dela. — Falou, sentindo-se mais impotente que nunca.

GERMÁN: Nós temos que esperar, Angie. Eles vão submetê-la a vários exames, isso pode demorar.

ANGIE: Mas vai que aconteceu alguma complicação. Pode ser por isso que não vieram dar notícias.

GERMÁN: Vai dar tudo certo. E além do mais, o médico disse que se tivesse notícias iria nos avisar. — Falou tentando acalmá-la.

ANGIE: Obrigada por estar aqui comigo, German. — Agradeceu com a voz mais calma.

GERMÁN: Você não precisa me agradecer, Angie. — Disse olhando carinhosamente para ela.

ANGIE: Claro que preciso. Você já tem tantas coisas com o que se preocupar, tem o seu trabalho e mesmo assim está aqui comigo. — Falou agradecida.

GERMÁN: Eu já te disse que sempre vou estar aqui para o que você precisar. — Sorriu levemente para Angie.

ANGIE: Mas você não é obrigado a ficar aqui comigo.

GERMÁN: Mas eu quero ficar aqui com você.

ANGIE: Mas e o seu trabalho?

GERMÁN: O meu trabalho pode esperar.

ANGIE: Você não precisa deixar de fazer suas coisas por minha causa.

GERMÁN: Angie, entenda, eu vou ficar aqui até sua mãe melhorar. Não me importo com o trabalho. Só quero te ver melhor.

Angie esboçou um fraco sorriso, fazendo com que German também sorrisse.

O médico então chegou na sala e foi falar com os dois.

ANGIE: E então doutor, como minha mãe está? — Perguntou, ansiosa pela resposta.

MÉDICO: Tudo ocorreu bem, fizemos vários exames.

GERMÁN: E já sabem o resultado dos exames?

MÉDICO: Bom, primeiro vamos levá-los para especialistas na área analisarem e depois avisaremos vocês sobre o estado da paciente.

ANGIE: E podemos vê-la? — Perguntou esperançosa.

MÉDICO: Podem, mas não de perto por que ela está com a imunidade um pouco baixa e é melhor que não tenha muito contato com outras pessoas por enquanto.

O médico levou eles até onde a mãe de Angie estava, mas devido ao que o médico disse anteriormente eles não entraram na sala, apenas observaram Angélica por uma parte da parede do quarto que era de vidro.

Logo após Angie ver sua mãe daquele jeito, tendo que respirar por aparelhos, ela começou a chorar.

Germán então abraçou-a e ela apoiou a cabeça em seu ombro.

GERMÁN: Tudo vai ficar bem, Angie. — Falou acariciando o rosto dela.

ANGIE: Eu espero que sim, mas eu tenho medo. — Disse com dificuldade.

GERMÁN: Mas não precisa ter. Você tem que pensar positivo.

ANGIE: Eu estou tentando. Mas vendo ela desse jeito faz com que eu me sinta pior ainda. — Declarou e mais lágrimas escorreram por seu rosto angelical.

GERMÁN: Eu odeio te ver assim. — Falou preocupado.

ANGIE: Eu também. Eu não queria estar assim, mas eu não consigo melhorar. Só de saber que posso perdê-la, já fico pior. — Disse tristemente.

GERMÁN: Ela irá melhorar, mas teremos que ter paciência. — Tentou conforta-la.

ANGIE: É que dói tanto vê-lá assim e não poder fazer nada. — Falou um pouco mais calma.

GERMÁN: Eu sei como se sente. Me senti horrível quando perdi a Maria. Mas esse não é o caso. Sua mãe irá ficar bem.

ANGIE: Espero que você esteja certo. — Desejou.

GERMÁN: Angie, acho melhor te levar lá para casa.

ANGIE: Eu quero ficar aqui para ter mais notícias do estado da minha mãe.

GERMÁN: É melhor você ir descansar e comer alguma coisa.

ANGIE: Mas eu não quero descansar e nem comer. — Falou sem ânimo na voz.

GERMÁN: Mas desse jeito, você que vai acabar ficando doente.

ANGIE: Eu quero ficar aqui com ela.

GERMÁN: É melhor você ir para casa. E se assim você se sente melhor, eu vou avisar o hospital para que se eles tiverem alguma notícia nos avise.

ANGIE: Tudo bem. — Disse sem escolha.

GERMÁN: Vamos passar primeiro na sua casa e pegar suas roupas e o que você precisar. Prefiro que você fique lá em casa.

ANGIE: Não precisa, German, eu vou ficar bem na minha casa.

GERMÁN: Se você ficar lá em casa eu vou ficar mais tranquilo. — Pediu, seus olhos suplicando para que ela aceitasse a sugestão dele. German nunca que conseguiria deixa-la sozinha naquele estado.

ANGIE: Eu não quero incomodar.

GERMÁN: Você não incomoda, Angie. De forma alguma.

ANGIE: Tudo bem. — Concordou fracamente.

Os dois sairam do hospital, foram a casa de Angie, pegaram o que ela iria precisar e dois foram para a mansão.

Chegando lá, Angie foi para o seu antigo quarto de governanta, tomou um banho, deitou em sua cama e tentou descansar, enquanto German fez o mesmo.

POV GERMAN

É horrível ver Angie daquele jeito. Ela está muito mal mesmo. Nunca pensei que um dia iria vê-la desse jeito, tão triste e desanimada sendo que ela sempre trouxe alegria para essa casa e consequentemente, para minha vida também.

Me sinto na obrigação de ficar ao lado dela. Eu ainda tenho sentimentos muito fortes por ela. E depois de eu ter ouvido aquela conversa que Angie teve com Violetta, percebi que ainda sou apaixonado por ela e que só estou nos fazendo sofrer por estar com a Priscilla, quando com quem realmente quero estar é com a Angie.

Agora, eu tenho certeza da decisão que devo tomar.

(…)

Notas finais
Vamos tentar bater a meta de pelo menos mais 5 comentários? ❤ Beijos ❤