O Amor Retorna
26 Capítulo 26 - Ajudando a Vilu
Notas iniciais
Quando eles terminaram o beijo, Angeles fitou os olhos pretos de German e disse:
ANGIE: Eu nunca achei que era possível amar alguém assim.
GERMAN: E eu muito menos Angie. Quando a Maria morreu, eu me fechei para tudo. A única coisa que me importava era a Vilu. Mas quando você apareceu em nossas vidas, você mudou todas as minhas perspectivas.
ANGIE: E vocês mudaram as minhas. Vocês me deram uma família. — Ela sorriu. — No começo eu nem sabia o que sentir por você. Você me causava sentimentos conflitantes.
GERMAN: Dizem que a linha entre o amor e o ódio é tênue. — Ele brincou.
ANGIE: Mas a culpa não era minha se num momento você agia como um cavalheiro e no outro, como um ogro. Assim qualquer mulher fica confusa. — Ela lançou um sorriso travesso para ele, desafiando-o a retrucá-la.
GERMAN: Você também me deixava bem confuso. Num momento era doce e compreensiva, e no outro, era teimosa e mandona. — Ele aceitou o desafio.
ANGIE: É, podemos dizer que nenhum de nós facilitava muito para o outro. — Ela confessou. — Mas quando começamos a nos conhecer melhor, o que eu achava de você mudou.
GERMAN: Ah, é? E o que você passou a achar de mim?
ANGIE: Que você não era o monstro que eu achava que era por ter tirado minha sobrinha de mim. Pelo contrário, eu sabia que o que fez era errado, mas passei a entender os seus motivos. Tudo o que fez foi para proteger a Vilu.
GERMAN: Sim, eu queria proteger a Vilu de tudo. E poderia muito bem ter feito isso sem separa-la de você. — Ele ainda se culpava por ter sido um idiota.
ANGIE: Não se culpe por isso. Você mudou German. — Ela tomou as mãos dele nas suas.
GERMAN: Não Angie, foi você que me mudou. E me tornou uma pessoa melhor.
ANGIE: Você não cansa de me fazer sorrir, não é?
GERMAN: E nem nunca vou me cansar.
(…)
Quando estavam de volta a mansão, encontraram Violetta tocando seu novo violão e cantando a música Quiero.
German e Angie ficaram apenas observando-a cantar por um bom tempo. Vilu tinha uma voz linda, que encantava qualquer um que a ouvisse cantar. Inclusive o pai e a tia.
Quando ela terminou a música, German e Angie, aplaudiram.
ANGIE: Parabéns Vilu, você cantou muito bem. — Angeles dirigiu um sorriso à sobrinha.
GERMAN: A Angie tem razão, filha. Sua voz é linda.
VILU: Ah, obrigada, melhor pai e tia do mundo. — A garota deu um abraço rápido nos dois.
ANGIE: Essa é a sua nova música Vilu?
VILU: Sim, acabei de terminar de escrevê-la. A melodia ficou boa? — Vilu sabia que Angie, por ser professora de canto, poderia dizer se a melodia combinava com a letra.
ANGIE: Sim, ficou ótima. Essa melodia permite que você a toque tanto num instrumento com um som mais agudo tanto quanto num mais grave.
VILU: O que eu faria sem uma professora de canto tão boa como você?
Angeles riu do comentário da sobrinha.
GERMAN: A mansão está bem quieta agora. Cadê o Ramalho, a Olga e o Frederico? — Com eles na casa, sempre tinha barulho.
VILU: O Ramalho precisou sair. O Frederico foi ensaiar com a banda e a Olga está na cozinha.
GERMAN: Entendi, obrigada filha.
VILU: Que tal irmos jantar agora? Cantar tanto me deu fome. — A garota sorriu.
German e Angie riram do comentário de Vilu, mas concordaram com um aceno de cabeça.
(…)
Depois do jantar, os três foram para a sala. Estavam conversando enquanto assistiam TV.
Angie estava com o ombro apoiado na cabeça de German, enquanto ele mantinha um dos braços ao redor de sua cintura. Vilu estava sentada do lado de Angie.
Quando já fazia um bom tempo que estavam assistindo, Angie se levantou do sofá.
ANGIE: Agora eu vou ir pro meu quarto preparar as suas lições Vilu. Daqui alguns dias você volta a estudar.
GERMAN: Não Angie, fica mais um pouco. — Ele pediu.
VILU: É Angie, fica mais um pouco com a gente. — A garota fez uma carinha fofa.
ANGIE: Bem que eu queria, mas preciso preparar suas lições.
VILU: Tudo bem, mas depois vamos conversar eu subo para o seu quarto para conversarmos.
ANGIE: Tudo bem, depois nós conversamos. — Ela depositou um beijo na testa de Vilu e um selinho nos lábios de German.
E, depois, ela subiu para o seu quarto.
Pouco tempo depois, Olga adentrou a sala.
OLGA: Senhor German. — Saudou.
GERMAN: Sim Olga, pode falar.
OLGA: Eu estou precisando visitar uma amiga e vim pedir permissão pra saber se posso ir visitá-la.
GERMAN: Claro Olga, pode ir.
OLGA: Obrigada senhor German.
Ele assentiu com a cabeça.
VILU: Tchau Olguinha. — A garota se levantou e deu um abraço na empregada.
OLGA: Tchau minha pequenina. — Ela abraçou Vilu de volta. — Tchau Senhor German.
GERMAN: Tchau Olga. — German se despediu com um sorriso.
Olga saiu da mansão e minutos depois o celular de Vilu tocou. Ela pegou o aparelho, que estava em cima da mesa de centro, e ao ver que era Cami que estava ligando, atendeu-o.
Ligação On
CAMI: Oi Vilu, tudo bem?
VILU: Tudo e você?
CAMI: Estou bem, obrigada. Eu liguei pra saber se você poderia vir aqui em casa agora. Já chamei a Fran.
VILU: Claro, daqui a pouco eu estou aí.
CAMI: Ok, eu tô te esperando. Beijos.
VILU: Tchau Cami, beijos.
Ligação Off
GERMAN: Quem era filha?
VILU: Era a Cami. Posso ir na casa dela hoje? É que ela precisa falar comigo.
GERMAN: Acho melhor não Vilu, já está tarde. — Ele falou relanceando o olhar no relógio que estava em seu pulso.
VILU: Por favor pai, deixa. Vai ser rápido. Prometo que não vou demorar. — Violetta implorou.
GERMAN: Não, Violetta. Agora é tarde. Amanhã você conversa com ela.
VILU: Ainda são oito horas pai. Eu já tenho 17 anos, confia em mim.
GERMAN: Eu confio em você. Mas amanhã você conversa com ela. E por favor não insista.
VILU: Então tá, tchau. Vou ficar no meu quarto, já que não confia em mim. — Ela saiu da sala pisando duro e falando alto e subiu as escadas.
GERMAN: Violetta, venha aqui! Nós ainda não terminamos de conversar. — Ele também elevou o tom de voz.
Violetta ignorou o chamado do pai e foi para o seu quarto.
POV VIOLETTA
Eu não acredito que o meu pai não confia em mim. Eu já tenho 17 anos, preciso ter mais liberdade, mas pena que meu pai não entende isso.
Eu iria sair agora e voltaria antes das dez. Não demoraria nada.
Angie entrou no quarto de Vilu, o que acabou tirando-a de seus pensamentos.
ANGIE: O que aconteceu Vilu? O que foi toda aquela gritaria? — Ela estava preparando as aulas da sobrinha tranquilamente quando German e Violetta iniciaram a discussão.
Vilu soltou um suspiro e começou a relatar o que acontecera.
VILU: É que a Cami ligou pra mim e me convidou pra ir na casa dela, mas o papai não deixou.
ANGIE: Quer que eu tente converser ele? — Ela ofereceu.
VILU: Acho melhor não Angie. Não quero que vocês briguem.
ANGIE: Tive uma ideia. Eu distraio seu pai enquanto você vai na casa da Cami. — Angie sabia que essa não era uma ideia muito boa. Mas concordava que a sobrinha previsava de mais liberdade. Então decidiu que a ajudaria.
VILU: Mas como vai ser esse plano?
ANGIE: Vamos fazer assim. Acho que seu pai está no escritório agora, então você aproveita pra sair. Se ele quiser ir no seu quarto falar com você, eu invento alguma coisa. Quando você voltar e estiver na porta da mansão, você manda uma mensagem pra mim que eu distraio o seu pai pra você ir pro seu quarto. Quando você já estiver lá dentro, você me manda outra mensagem.
VILU: Tem certeza que esse plano não vai te dar problemas?
ANGIE: Não se preocupe com isso, vai dar tudo certo. Mas é melhor você aproveitar que seu pai está no escritório pra sair.
VILU: Okay, obrigada pela ajuda Angie. Estou te devendo uma.
ANGIE: Não precisa me agradecer Vilu. Vá lá e se divirta. — Ela sorriu.
VILU: Se o papai começar a desconfiar me ligue na hora que eu volto o mais rápido que eu puder.
ANGIE: Tudo bem.
VILU: Tchau, Angie. — Elas deram um abraço.
Elas foram pra sala e Angie se sentou no sofá, enquanto Vilu foi pra casa da amiga.
(…)
Alguns minutos depois German saiu de seu escritório. Ele foi para sala e se sentou ao lado da namorada.
ANGIE: O que foi German? — Angeles perguntou ao ver que ele parecia preocupado.
GERMAN: É que eu não gosto de ficar brigado com a Vilu. — Ele admitiu.
ANGIE: Não fica assim não, amanhã você conversa com ela e vocês se resolvem. — Ela esperava que eles se entendessem rápido. Não gostava de vê-los brigados.
GERMAN: Acho melhor eu ir falar agora com ela. — Ele falou, já se levantando.
ANGIE: Não! — Ela se colocou na frente dele.
GERMAN: Por que não Angie? — German perguntou, confuso.
ANGIE: É que ela está chateada e brava com você. Espera ela se acalmar, se não vocês vão acabar brigando de novo. — Ela teria dado esse conselho mesmo que a sobrinha não tivesse saído escondida.
GERMAN: ...
(...)
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