O Amor Retorna
19 Capítulo 19 - Eu tenho medo
Notas iniciais
VILU: Com licença pessoal, vou subir pro meu quarto. Tenho uma música pra terminar. — A garota disse para todos os presentes na sala. — Na hora do jantar você me chama né, Olguinha?
OLGA: Claro, minha pequenina, na hora do jantar eu te chamo. — A empregada respondeu de bom humor.
VILU: Obrigada, Olga. — Agradeceu e subiu pro seu quarto.
OLGA: Com licença, vou lá pra cozinha preparar o jantar. — Se pôs em pé. — Senhor German e Senhorita Angeles, se precisarem de alguma coisa é só me chamar.
ANGIE: Okay, obrigada Olguinha mas pode me chamar só de Angie. — Lançou um de seus sorrisos doces pra amiga.
GERMAN: Obrigado, Olga.
RAMALHO: E se eu precisar de algo, Olga? — Entrou na conversa.
OLGA: Você que se vire se precisar de alguma coisa, Ramalho, você não quer se casar comigo então sofra as consequências. Eu estou aqui para servir apenas o senhor German, a Angie e a Vilu, e não você. — Disse indo em direção a cozinha com um semblante irritado.
RAMALHO: Mas Olga... — Falou a seguindo até a cozinha.
OLGA: Sem mais Ramalho... — Respondeu daquele seu jeito dramático de sempre.
GERMAN: Só esses dois mesmo. — Riu.
ANGIE: É, aposto que essa discussão deles não vai acabar tão cedo assim. — Brincou.
Os dois continuaram a conversar tranquilamente, até que Angie se distraiu e começou a observar sua recente aliança de compromisso, que German colocara no seu dedo ainda naquela tarde. Era irreal ver que finalmente podiam ficar juntos, dessa vez sem nenhum empecilho em seus caminhos.
Ela não esperava o pedido, não tinha certeza se German o faria e nem se estava pronto para fazê-lo, apesar de que depois do jantar e das juras de amor que trocaram, já podiam praticamente se considerar um casal.
GERMAN: O que foi amor? Você ficou pensativa de repente. — Constatou ao perceber que o olhar de Angie se concentrava no anel que ele lhe dera.
ANGIE: Não é nada, eu só estava olhando a aliança de compromisso que você me deu e pensando em como hoje foi um dos melhores dias da minha vida. — Falou, os cantos da boca subindo para formar um sorriso.
GERMAN: É, hoje também foi um dos melhores dias da minha vida. — Respondeu, observando o brilho no olhar de Angie ao se referir ao dia repleto de emoções que tiveram.
ANGIE: Amor, foi você que pensou em tudo? — Quis saber, pois realmente, German a surpreendera.
GERMAN: Bem, a maioria fui eu que pensei, mas a Violetta me ajudou com algumas coisas.
ANGIE: Eu amei, foi tudo tão perfeito. — Constatou, se aproximando mais do amado.
GERMAN: Que bom, fico feliz que tenha gostado, meu amor. — Ele passou os braços ao redor da cintura dela, puxando-a delicadamente para mais perto de si.
ANGIE: Estou me sentindo a mulher mais feliz desse mundo. — Confessou olhando bem dentro dos olhos intensos de German, que pareciam brilhar mais que o normal.
GERMAN: E eu o homem mais sortudo e feliz desse mundo.
ANGIE: Até parece um sonho. — Ela aproximou seu rosto de German, a medida que já era possível sentir a respiração dele se chocar com a sua própria.
GERMAN: Mas um sonho que eu quero que nunca tenha um final. — Disse antes de tomar Angie em seus braços e começar a beijá-la com todo o amor que afungentava dentro de si.
Angie sentiu os músculos de seu corpo relaxarem quando German reivindicou seus lábios para si. Era como se estivessem envolvidos por uma névoa de amor e calmaria.
O beijo era calmo, mas ainda assim, muito significativo para ambos. Seus lábios se tocavam com precisão e sem pressa, agora tinham todo o tempo do mundo para aproveitarem juntos.
(…)
Logo após encerrarem o beijo, German e Angie permaneceram abraçados por um bom tempo, em um silêncio confortável, até que Angie viu uma barata e gritou:
ANGIE: German, olha ali tem uma barata, mata por favor! — Ela gritou e subiu automaticamente em cima do sofá.
GERMAN: Calma Angie, prometo que eu vou mata-la. — Olhou ao redor, procurando a barata.
Olga, Ramalho e Vilu apareceram na sala de repente, depois de ouvirem o grito de Angie.
OLGA: O que aconteceu, Angie? — A empregada quis saber, aturdida.
VILU: E por que você está em cima do sofá? — A garota perguntou no mesmo estado em que a empregada se encontrava.
ANGIE: É que eu morro de medo de barata e eu vi uma andando por aqui. — Respondeu tentando se equilibrar enquanto explicava o ocorrido.
VILU: Eu também tenho medo, mata ela papai! — Gritou, pulando em cima do sofá junto com a tia.
OLGA: Odeio baratas! — Subiu no sofá também.
GERMAN: Se acalmem, eu e o Ramalho vamos encontrar a barata. — Falou paciente.
RAMALHO: É, fiquem calmas. — Tentou tranquiliza-las.
OLGA: Como vocês querem que fiquemos calmas sabendo que tem uma barata andando por aqui? — Se exaltou.
RAMALHO: Olga pare de ser tão dramática. — Pediu à empregada.
OLGA: Eu não... — Antes que Olga terminasse a frase, German interrompeu a discussão:
GERMAN: Ramalho, vem me ajudar, agora não é hora de vocês ficarem discutindo. Vamos achar essa barata antes que elas tenham um ataque.
ANGIE: É, estou quase desmaiando aqui.
VILU: Eu não vou conseguir dormir sabendo que tem uma barata andando por aí.
RAMALHO: A gente vai encontrar a barata, não se preocupem.
GERMAN: Vocês viram pra onde a barata foi? — Perguntou examinando a sala, concentrado.
ANGIE: Olha, ela tá ali perto do piano. Mata ela. — A loira apontou para o inseto.
Nesse momento German e Ramalho foram atrás da barata, só que a mesma correu pra perto da escada.
OLGA: Nossa Ramalho, nem pra isso você serve! — Se exaltou outra vez.
RAMALHO: Olga, por favor, não começa. — Ele já estava cansado de discutir.
OLGA: Só estou falando a verdade. — Afirmou cruzando os braços.
GERMANGIE: Parem de brigar!
VILU: Olha a barata, tá perto da escada. Matem ela de uma vez por todas. Por favor.
Eles foram em direção a barata e, felizmente, German matou o inseto.
GERMAN: Pronto, as senhoritas já podem descer.
ANGIE: Primeiro certifica se ela está morta mesmo, daí eu desço.
Então alguém abriu a porta e entrou na residência...
(...)
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