O Amor Retorna

12 Capítulo 12 - O melhor jantar de todos - Parte 2


Notas iniciais
Oi, gente. Aqui esta o próximo capítulo ❤ Dedicamos esse capítulo a linda da JULIETTA CASTILLO SARAMEGO que comentou e favoritou a fic. Muito obrigada, linda! ❤ Esperamos que gostem... Boa leitura ❤


Com isso, eles ficaram mais próximos e seus olhares se prenderam um no outro. Até que o garçom parou na mesa, fazendo com que Angie se afastasse e se sentasse ereta na cadeira.

GARÇOM: Com licença. O senhor e a senhora aceitam alguma sobremesa? — Perguntou educadamente.

GERMAN: Ah sim, eu quero um petit-gateao. E você Angie? — Olhou para ela.

ANGIE: Todas as opções parecem ser maravilhosas. — Falou olhando atentamente para cada opção do cardápio. — Mas acho que também quero um petit-gateao. — Sorriu.

GARÇOM: Ok, eu já volto com os pedidos. Com licença. — Disse e se retirou.

GERMANGIE: Obrigado. — Agradeceram em uníssono.

GERMAN: Então Angie, me fala sobre você. — Pediu de repente.

ANGIE: Sobre mim? Mas o que você quer saber? — Perguntou sorrindo curiosa pra saber quais seriam suas perguntas.

GERMAN: Não sei. — Parou pra pensar. — Me conta do que você tem medo.

ANGIE: Então tá. — Concordou querendo saber a que rumo aquela conversa os levaria. — Eu morro de medo de pulgas e se eu ver uma barata eu sou capaz de desmaiar. — Os dois riram. – E eu também tenho medo de ficar presa em lugares muito fechados, tipo elevadores. De elevador eu não tenho medo, mas se ele parar aí sim.

GERMAN: É, eu não sabia que você tinha medo de baratas, mas de pulgas eu sabia. — German disse e eles riram se lembrando do episódio em que pulgas invadiram a mansão.

ANGIE: É, aquele dia que a mansão ficou cheia de pulgas foi bem engraçado.

GERMAN: Foi sim, tirando a hora que você e a Jade pularam em mim por causa das pulgas e me derrubaram. — Ele riu.

ANGIE: Verdade. Quem levou a pior foi você, German. — Ela sorriu abertamente. — Você estava no lugar errado, na hora errada.

GERMAN: Engraçadinha. Você diz isso porque não foi você que teve de acudir duas pessoas histéricas ao mesmo tempo. — Devolveu, retribuindo o sorriso.

O garçom retornou com as sobremesas e os serviu.

GERMANGIE: Obrigado. — Agradeceram e começaram a saborear a sobremesa.

ANGIE: Nossa, está uma delícia. — Elogiou, levando uma colher a boca.

GERMAN: Verdade, petit-gateao é um dos meus doces preferidos.

ANGIE: E quem não gosta? Isso aqui é o paraíso. — Falou apontando para o prato e German sorriu com a empolgação dela. — Na França, em todos os restaurantes que eu frequentava tinha. Mas o meu doce preferido mesmo é maçã-caramelada.

GERMAN: É, lembra quando nós comemos maçã-caramelada? — Perguntou lembrando em como adorara passar um tempo com Angie naquele dia.

ANGIE: Mas é claro. Eu me lembro sim. Me diverti bastante com você nesse dia. — Disse sorrindo e deixando a lembrança invadir sua mente.

GERMAN: Eu também.

ANGIE: Falando nisso, faz bastante tempo que eu não como maçã-caramelada.

GERMAN: Um dia desses eu prometo que te levo de novo pra comer maçã-caramelada comigo. O que você acha?

ANGIE: Eu adoraria, German. Obrigada pelo convite. — Disse com um lindo sorriso. — E olha que eu vou cobrar, viu?

GERMAN: Então está combinado. — Os dois sorriram.

Eles continuaram conversando até terminarem a sobremesa e o garçom chegar a mesa e recolher os pratos.

GARÇOM: Sr. e Sra. Castillo, desejam mais alguma coisa?

ANGIE: Er... Eu não sou a senhora Castillo. — Admitiu entristecendo-se. Ela sonhara tantas vezes que estava se casando com ele. E ter de ver German quase se casando duas vezes, machucara seu coração. O pior não era apenas assistir, era ter total consciência de que não havia nada que ela pudesse fazer para impedir o inevitável. Mas antes que aquelas lembranças indesejadas pudessem invadir sua mente, ela tratou de interromper o pensamento.

GERMAN: Nós não somos casados. — Explicou, com o semblante livre de expressão.

GARÇOM: Ah sim, me perdoem pelo engano. Mas aceitam mais alguma coisa?

GERMAN: Eu não quero mais nada. Obrigado. E você Angie, vai querer algo? — Dirigiu o olhar à ela.

ANGIE: Eu também não. Obrigada.

GERMAN: Você pode trazer a conta, por favor? — Pediu educado.

GARÇOM: Sim, com licença, senhor. — Disse e se retirou.

Os dois ficaram em um silêncio embaraçoso, até que o garçom chegou com a conta, German acompanhou o garçom até o caixa e pagou pelo que tinham consumido.

Logo após, eles saíram de dentro do restaurante.

GERMAN: Ainda é um pouco cedo Angie. Que tal andarmos um pouco por essa praça aqui na frente? — Sugeriu, já que precisavam conversar e esclarecer sua relação.

ANGIE: Pode ser, German. — Concordou e os dois começaram a caminhar lado a lado.

Os dois atravessaram a rua e começaram a andar em silêncio pela praça.

German sabia o que tinha a dizer, mas não sabia como abordar o tema, então preferiu ficar calado, pensando em como diria o que tinha de dizer.

Angie também não sabia o que dizer ou como puxar conversa para que aquele silêncio constrangedor fosse embora. Mas o que ela diria? German parecia estar envolto em pensamentos, nem parecia prestar atenção nela.

Continuaram a andar silenciosamente, até que a brisa calma se transformou em uma pequena ventania.

ANGIE: Nossa, está esfriando. — Passou suas mãos pelos braços numa tentativa de se esquentar.

German, percebendo a luta de Angie para se manter aquecida, parou de andar, retirou prontamente seu paletó e se aproximou da loira.

GERMAN: Coloca o paletó, Angie. Não quero ver você com frio e muito menos que você se resfrie. — Se preocupou.

ANGIE: Não precisa, German. Não quero que você fique doente.

GERMAN: Não se preocupe comigo. Aceita o paletó. Suas bochechas estão até vermelhas de frio.

ANGIE: Tá bom, eu aceito. — Concordou finalmente. — Você sabe como fazer alguém ceder.

GERMAN: Eu sei. — Sorriu e olhou pra ela. — Me permite a honra?

ANGIE: Seria um imenso prazer. — Brincou, os cantos dos lábios erguidos formando um sorriso.

German então se aproximou mais um pouco e ajudou Angie colocar o paletó. Ele permaneceu onde estava por mais alguns segundos, sentindo a respiração de Angie se misturar a sua. Ela olhava pra ele com aquele belo par de olhos verdes e ele teve de usar todo o seu auto controle recém adquirido para não beijá-la. Ele não podia beijar ela, ainda não parecia a hora certa. Ele então, deu um passo para trás.

ANGIE: Obrigada, German. — Agradeceu sem olhar diretamente pra ele.

GERMAN: De nada, Angie. — Falou e os dois voltaram a andar.

Enquanto eles andavam, suas mãos se tocavam sutilmente às vezes, até que em uma dessas vezes, German pegou na mão de Angie, ao que ela elevou seu olhar pra ele.

GERMAN: Você se incomoda, Angie? — Disse, largando a mão dela imediatamente. Não queria fazer nada que a deixasse desconfortável.

ANGIE: Não, German, eu não me incomodo. — Respondeu e pegou na mão dele, entrelaçando suas mãos. Como ela negaria um pedido tão simples e doce quanto aquele?

Angie sorriu e German retribuiu o belo sorriso. E os dois continuaram andando de mãos dadas.

ANGIE: Que tal pra nós nos conhecermos melhor, fazermos um jogo de perguntas e respostas? — Sugeriu.

GERMAN: Boa ideia. — Ele concordou.

ANGIE: Posso começar?

GERMAN: Claro, pode sim. — Sorriu, o que tirou a concentração de Angie em pensar em uma pergunta pra German por dois segundos.

ANGIE: Quando você decidiu que queria ser engenheiro?

GERMAN: Não sei direito. — Começou. — Desde criança eu sempre gostava de ficar observando as grandes construções, acho que de tanto observar as construções feitas por outros, quis construir as minhas. E você quando decidiu ser música?

ANGIE: Acho que eu decidi isso desde que eu tinha uns cinco anos. Eu adorava usar o controle da TV como microfone. — Ela sorriu ao relembrar aquela lembrança e os dois riram.

GERMAN: E você já cantava tão bem quanto canta hoje?

ANGIE: Obrigada, mas acho que a minha voz não devia soar nem um pouco como uma linda melodia. Você pode perguntar pra minha mãe ou para os meus antigos vizinhos. — Contou descontraída.

GERMAN: Disso eu duvido. — Respondeu. — E o que você gosta de fazer quando não está cantando?

ANGIE: Eu gosto de correr, ajuda a pensar. Mas já faz um tempo que eu não faço isso.

GERMAN: Por quê? — Quis saber.

ANGIE: Eu não tinha muito tempo pra fazer isso lá na França. Meu tempo era muito corrido.

GERMAN: Próxima pergunta: Qual é a coisa que você mais odeia?

ANGIE: Acordar cedo. Mas fazer o que né, é a vida. — Ela sorriu. — E você? O que mais odeia?

GERMAN: A ideia de a Violetta já ter um namorado.

ANGIE: German! — Fingiu indignação.

GERMAN: Eu só estou brincando, Angie — Riu.

ANGIE: Espero que seja só brincadeira mesmo. — Brincou.

GERMAN: Mas mudando de assunto, qual é a sua cor preferida, Angie?

ANGIE: Acho que roxo. E qual é a sua?

GERMAN: Verde. Sabe por quê?

ANGIE: Não, mas por quê? — Ficou curiosa.

GERMAN: Porque os seus olhos são verdes. — Disse parando de andar e olhando profundamente nos olhos dela. Aquela frase podia ter soado totalmente clichê, mas ele não se importava com aquilo, pois as palavras que saíram de sua boca eram verdadadeiras. Ele aprendera a amar aquele tom de verde e a loira que exibia os olhos daquela cor. Ele a amava e estava disposto a não lutar mais contra esse sentimento.

Angie deu um passo a frente, fazendo com que apenas míseros centímetros os afastassem. A proximidade estava fazendo com que seu corpo ansiasse por mais. E como se German soubesse, puxou Angie para si. Ele passou os braços ao redor da cintura dela, ao que ela repousou as mãos em seu peito forte e musculoso.

German acariciou lenta e delicadamente a maçã do rosto de Angeles, antes de cortar a distância existente entre os dois.

Quando seus lábios se chocaram, foi como se desligassem-se do mundo, de tudo ao redor. Seus lábios exerciam movimentos leves.Sem dúvida, não fora um beijo qualquer. Mas sim um beijo doce, cheio de carinho e amor.

Eles se afastaram apenas por alguns segundos, tempo sufuciente para levar ar aos pulmões e logo se entregaram a um beijo mais rápido e necessitado, cheio de paixão. Ambos se completavam e um necessitava do outro para ser feliz. Seus corações batiam forte, suas respirações eram descompassadas.

Ele precisava tanto dela e agora a tinha nos braços. Parecia irreal demais, bom demais pra ser verdade. Mas era real e incrível. E maravilhoso.

Naquele instante o mundo pareceu parar e tudo ao seu redor tornou-se apenas um borrão. Nada mais importava.

German não queria acabar com aquele momento, mas precisava dizer algo muito importante e precisava que ela soubesse.

Então, German encerrou o beijo com um selinho e se afastou o suficiente pra que pudesse olhar nos olhos de Angie. Ele precisava estar olhando profundamente dentro dos olhos dela quando dissesse o que estava prestes a dizer.

GERMAN: Eu te amo, Angie. — Disse cada palavra olhando nos olhos da loira.

ANGIE: Eu também te amo, German. — Confessou. — Mas...

(...)

Notas finais
Achamos que vocês vão gostar bastante do próximo capítulo ❤ Por favor, se estiverem gostando da fic não deixem de RECOMENDAR, FAVORITAR e COMENTAR ❤ Obrigada por acompanharem a fic. Beijos ❤