O Amor Permanece!

14 Último capítulo...


Notas iniciais
OI Gente!!! Bom, aqui está o último capítulo da história!! Mas não se preocupem, no dia 20 do mês que vem uma nova temporada começa!! E como comentei na página do Face, eu estou postando esse capítulo hoje porquê é meu aniversário, e como presente quero comentário hein! Obrigada por todos que comentaram no capítulo anterior! Bom, espero que gostem!!!

POV VIOLETTA

Eu e o Leon chamamos as crianças para comer, mas só os meninos desceram, nenhuma das meninas foram para a mesa comer.

Fiquei preocupada assim como o Leon, subimos ao quarto da Dani, mas não encontramos ninguém lá, então fomos ao próximo quarto o quarto da Jennifer. Demos de cara com a porta fechada e ouvimos conversas lá dentro, como não dava para ouvir direito abaixamos um pouco e encostamos o ouvido na porta para ouvir melhor.

Ouvimos a conversa toda, a Jennifer contando seus medos de perder a mãe adotiva e a Dani consolando-a. Eu e o Leon estávamos lá, emocionados na porta, orgulhosos de nossa garotinha. Do nada o quarto ficou mudo e a porta foi aberta, fazendo com que eu e o Leon caíssemos aos pés das meninas.

—Mamma, papá?

A Dani nos olhou desconfiada.

—Amm... Só estávamos passando pela porta e nós...

O Leon tentou justificar.

—Nós já entendemos. –A Dani riu.

—Me desculpe queridas. –Levantei e abracei-as. –Não queria ouvir a conversa de vocês.

Vou admitir, foi bom vê-las se dando bem pela primeira vez.

...

Já faz um tempo que a Jennifer está aqui em casa, pelo que eu soube a Brenda descobriu cedo o tumor e vai fazer uma cirurgia para retirar, e se tudo der certo logo ela levará a Jenni de volta. Isso não é muito legal, agora ela está se dando muito bem com a Dani, elas viraram irmãs de verdade e amigas, o que é importante. Elas conversam, brincam, até deixaram o Daniel sozinho.

Era noite e como sempre eu estava aconchegada nos braços do Leon.

—Quanto tempo isso vai durar?

Perguntei receosa.

—O quê?

—Nossa vida com a Jennifer?

—Vilu, mesmo se ela for embora, poderemos manter contato, é isso que importa.

Ele afagou minha mão om o polegar.

—É, eu sei. Mas não será a mesma coisa.

—Mas vamos tentar.

Ele beijou minha testa.

Ouvimos o Pedro chorar, o que é estranho porque o Pedro não é de horar.

—Eu vou ver.

Levantei, coloquei meu roupão, saí do quarto e fui em direção ao quarto do Pedro. Entrei no quarto dele e dei de cara com um homem com o rosto coberto por uma máscara e no chão em sua frente, o Pedro. O Pedro tinha uma corda no pescoço e o bandido segurava a ponta da corda pronto para enforcar Pedro.

—Quem é você? –Perguntei calmamente.

—Não se lembra de mim querida, seu marido me bateu com uma pá. Agora eu saí da prisão e vim terminar o que comecei.

—Sé você quiser, pode me levar, mas deixe meu filho em paz.

—Não, não quero você, quero seus filhos, te matar não vai te dar tanto sofrimento, mas matar seus filhos sim.

—Eu te dou qualquer coisa, quanto dinheiro quiser, só não machuque nenhum de meus filhos.

Ouvi passos e o Leon de repente apareceu atrás de mim.

—Leon...

Segurei em seu braço quando ele parou ao meu lado.

—Aí está, estou prestes a me vingar pela pá que você bateu em minhas costas.

—Solte meu filho.

O Leon falou bravo.

—Nem pensar.

O choro do Pedro aumentava a cada minuto.

—“Fica calmo, querido”. -Sinalizei para ele.

De repente, no armário atrás do bandido saiu a Daniele, provavelmente estaria ali para roubar algo do Pedro, mas ela estar ali poderia salvar o Pedro.

Ela saiu sem fazer barulho e ficou atrás dele sem ele perceber. Ela pegou a caixa de brinquedo do Pedro, o bandido ouviu e olhou para trás enforcando um pouco o Pedro. No momento em que ele olhou ela tacou a caixa na cabeça dele e saiu correndo para os braços do Leon enquanto eu corria e pegava o Pedro no momento que tive quando o bandido soltou a corda para colocar as mãos na cabeça onde a caixa bateu.

Nós corremos para fora do quarto e trancamos o quarto com o bandido dentro.

—Está tudo bem, amor. Sh... Pronto... –Estava com o Pedro no colo acalmando-o.

Ele estava com uma marca roxa no pescoço.

—Você está bem, filha? –O Leon perguntou a Dani.

Ela assentiu ofegante.

—Mamma, podemos conversar? – A Dani me olhou.

—Claro, Leon, veja se o Dani ou a Jenni acordaram. Eu vou ir conversar com a Dani.

Fomos para o meu quarto, a Dani fechou a porta e sentou na cama em minha frente enquanto eu ninava o Pedro.

—São eles não são? –Ela me perguntou.

—Não queria que soubessem. –Falei enquanto deitava o Pedro em minha cama.

—O que você vai fazer?

—Não posso fazer nada, não podemos fazer nada, eles nos perseguem seja lá para onde irmos.

3 Meses depois

É aniversário da Julia, nós tínhamos acabado de chegar na casa da Fran.

—Oi, tia Vilu! – A Julia veio me cumprimentar, ela está uma fofa, está fazendo sete aninhos.

—Oi Ju, parabéns!! –Abracei-a levantando-a ao mesmo tempo.

—Pega Ju, é seu presente. –A Dani disse dando o persente a Julia.

—Obrigada, vamos lá fora brincar!

E foram todas as crianças correndo para o Jardim.

—Amor, vou lá com os meninos. –O Leon me deu um selinho e foi para junto dos meninos.

Fui andando em linha reta até alguém pegara em meu pulso e me puxar rapidamente para a escada.

—Francesca! O que você está fazendo?

—Tenho que falar com você, vem, a Cami está lá em cima

—Ok.

Ela nos levou até seu quarto, a Cami estava no sofá do quarto. Aproximei-me dela e a abracei cumprimentando-a.

—Então Fran, o que quer nos contar?

Perguntei.

—Eu e o Diego vamos ter um bebê.

—Sério?

A Cami sorriu.

Ela assentiu.

—Parabéns Fran!!

Ficamos em um abraço duradouro

—Está de quanto tempo?

A Cami curiosa perguntou

—Três semanas.

—Já contou à Julia?

Foi minha vez de perguntar.

—Não, nós queremos esperar mais. Não sabemos como ela irá reagir.

—Nem sempre a reação é muito boa, lembrem do que passei com a Dani.

—É, espero que...

Ouvimos choro, era mais de um.

Corremos as três para fora do quarto, descemos as escadas em um segundo, e logos que chegamos no andar de baixo um serzinho veio correndo em minha direção.

—O que foi, amor? –Peguei o Pedro no colo.

Quando reparei a Fran estava com a Julia no colo, a Cami com o Henry e a Ludmila com o Christian.

—O que aconteceu, porque estão todos chorando?

Perguntei.

Antes de alguém responder, os trigêmeos vieram em minha direção.

—O que aconteceu?

Perguntei aos três.

—Aquelas crianças bateram em todos. –Ambos os três apontaram para um menino e uma menina.

—Não bateram em vocês. Por quê? –Perguntei a eles.

—Mãe, somos três, somos mais velhos, maiores, eles não quiseram se meter conosco. –O Daniel disse.

—Tá, podem voltar a brincar vocês três. –Liberei-os.

Quando eles já estavam longe fiz a pergunta que eu mais queria para a Fran.

—Quem são eles, Fran? –Perguntei.

—Eles são uns monstros. –Disse a Cami.

Estávamos nós três e a Ludmila tentando acalmar nossos filhos.

—São filhos da minha prima. Olha, eu amo minha prima, mas os filhos dela são muito mal educados, eles batem, socam, empurram, chutam, cospem e mordem. E não é a primeira vez que batem na Julia, toda vez que minha prima vem me visitar e traz os filhos e Julia sempre sai com algum hematoma.

—Mamãe... –O Pedro continuou chorando.

—Tudo bem, amor. –Beijei sua cabeça. –Onde está doendo, mostra pra mamãe.

Ele esticou o braço, o braço dele estava vermelho e com marcas de dentes.

—Meu Deus. Francesca essas crianças tem algum problema. –Falei olhando o braço do Pedro.

—Eu sei.

Ela bufou.

—O pai é um sem noção, eles são divorciados e quando o pai pega as crianças fica ensinando isso a eles.

—Quantos anos eles tem?

A Cami perguntou.

—O menino 8 e a menina 6. O menino já foi expulso de uma escola. Só os convido porque são filhos da minha prima, se não, te garanto que não os convidava.

...

Estava na minha sala do Studio, trabalhando. Os trigêmeos e o Pedro estão na escola e o Leon trabalhando.

No momento estava arrumando algumas tabelas dos horários das aulas quando o meu celular começo a tocar.

—Alô, oi Brenda, como estão as coisas? Que bom, já, que ótimo, estava mesmo precisando falar com você. Domingo? Pode ser, vou avisar. Posso levar as coisas dela? Não, eu levo, pode ser. Claro, tudo bem, mas vou precisar de um favor seu. Claro, as 17:00? Perfeito, te encontro lá.

Bufei desabafando ao desligar o telefone.

Iria me encontrar no Domingo as 17:00, com a Brenda. Iria levar a Jennifer para ela.

Isso é horrível, me mata por dentro. Agora que ela e a Dani estão se dando bem ela vai ter que ir em bora, as crianças vão ficar tristes, mas não posso fazer nada, ela tem que ir em bora. Não posso deixa-la conosco nem perto de nós.

Não queria ver a reação das crianças ao saber na notícia, eles ficariam arrasados.

Terminei meu trabalho, desliguei meu computador, pequei meu casaco e minha bolsa e fui em busca da Dani que estava me esperando para irmos embora. Pequei-a, tranquei a escola e fomos para o carro.

—Mamma, você está estranha, o que foi?

—Nada, só estou cansada. –Falei enquanto virava o volante para o lado direito.

—Tem certeza?

—Sim, querida, é só cansaço.

—Então tá.

O resto do caminho foi silencioso, ela tirou um cochilo e eu dirigi calmamente até em casa.

Em casa nós jantamos e as crianças foram para a cama dormir, assim como eu e o Leon. Não tinha falado nada para eles, iria contar apenas no dia seguinte. Não consegui dormir, passei a noite em claro pensando no que dizer, mas nada veio à mente, nada que mudasse o clima da mensagem. Não tinha jeito de deixar isso bom, ou menos pior. Não tinha como mudar a ideia de que eu ia me separar de minha filha novamente.

POV LEON

É sábado, todos nós levantamos, menos a Vilu, durante a noite eu sentia ela virando e revirando na cama, ela fez isso a noite toda então deixei ela dormindo mais um pouco.

Eu fiz o café e todos comemos, depois a Dani e a Jenni foram brincar no quarto, o Dani foi jogar videogame e o Pedro brincar no quintal. Eu fiquei vendo o jogo de futebol na TV. O tempo passava e nada da Vilu acordar, quando deu 10:30 resolvi acorda-la. Ela nunca passou das 10:00 horas. Só quando estava grávida, aí ela dormia o dia inteirinho, mas sabia que não era isso.

Cheguei no quarto, ela estava deitada de bruços, estava dormindo, mas com uma feição séria, não parecia relaxada.

—Amor... –Encostei em suas costas levemente.

Ela resmungou e virou a cabeça para o outro lado.

—Vilu, querida, vamos levantar. –Balancei-a ainda levemente.

Ela abriu os olhos lentamente, virou e me olhou.

—Oi... –Ela se sentou. –Não queria acordar, não hoje. –Ela deu um sorriso forçado que foi seguido por um bocejo.

—Qual é a sua revolta em relação ao dia de hoje. –Me sentei ao seu lado.

—Não quero ver as crianças sofrendo. –Ela falou.

—Mas porque eles sofreriam?

—A Jenni, ela vai em bora. –Ela deu um meio sorriso triste.

—Como assim?

—A Brenda está bem, ela vai levar a Jennifer em bora. Quero que ela leve a Jennifer para longe, ela está correndo perigo com nós, assim como todos que estão em contato comigo. Não quero que minha filha se machuque.

—A quanto tempo você sabe que ela vai em bora?

—Desde ontem.

—Por que não me contou?

—Estava nervosa, não sei, queria pensar o menos possível nisso.

—Temos contar para as crianças, você sabe. –Falei. –Quando a Brenda irá pega-la?

—Amanhã.

—Mas já?

—Sim, e vou dar dinheiro para que ela se mude e leve a Jenni para longe. -Ela falou fungando.

Logo ela começou a derramar lagrimas que eram seguidas por outras e outras lagrimas.

—Não quero que ela vá, não quero perder minha menininha de novo.

—É o melhor para ela. –Abracei-a.

—Eu sei...

...

—Eu não quero que ela vá! –A Dani chorava. –Ela tem que ficar mãe...

—Ela tem que ir querida. –A Vilu falou.

O Pedro foi na direção da Jenni, a abraçou e disse.

—Fica Jenni. –Ele chorou.

Pequei-o no colo.

—Ela tem que ir, garotão. –Sentei-o em meu colo.

—Por que, mamma, por quê...

Nunca vi minha família tão triste, eu queria poder mudar isso.

Notas finais
Espero que gostem desse último capítulo e espero mais ainda vê-los na próxima temporada! Bom, quero meus presentes como comentários!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!