O Amor Nunca Morre
1 Isabella
Notas iniciais
POSTAGEM: TERÇAS ÁS 14:30
Estava com as minhas duas melhores amigas no shopping quando reencontrei meu amor de infância.
Eu amava aquelas duas idiotas. Nós contávamos tudo uma para outra: boatos e fofocas sobre nossa vidas e dos outros. Ajudávamos uma as outras nos deveres e estudos. Éramos três loucas por leitura. Anna preferia as história de ficção cientifica. Já Maia das de terror, o que me deixa arrepiada, e comédia. Mas eu gosto das sobrenaturais e futuros alternativos. Amávamos ir na livraria e ficar horas decidindo qual o próximo livro a ler e aproveitando o tempo com minhas duas melhores amigas.
Entramos pela porta principal do gigantesco shopping. Várias pessoas indo e voltando, naquela tarde chuvosa. Eu amava tempos assim, frio, mas não congelando. Não funcionava no calor, pois me sentia cansada e não conseguia sair do frescor da minha casa.
Caminhamos diretamente para nosso lugar favorito, a livraria. Andávamos uma ao lado da outra. Eu escutava música, distraída nos meus pensamentos, enquanto Anna e Maia riam de alguma coisa que não sei exatamente o que era. Preferia prestar atenção na melodia. Let It Be, Beatles, eu os adorava.
Passávamos por vitrines chiques e com produtos caros. Podemos dizer que minha família é bem acima da média da população, em relação a dinheiro. Porém não me importo muito para essas coisas. Gosto de andar arrumada, mas não preciso de uma bolsa da Channel para satisfazer minha felicidade. Quando vou em festas, é claro, pretendo ir com todo estilo possível.
–Isabella! Você esta me ouvindo.- gritou Anna, arrancando meus fones de ouvidos.
–Agora estou.- respondi furiosa, mas sabendo que não era nada demais e ela não ficaria brava.
–Já terminou aquele livro, o da semana passada?
–Sim. Por quê?
–Eu gostaria dele emprestado.
Naquele instante minha visão saiu de Anna e Maia e foi um pouco mais a distante. Um garoto mais alto do que o normal, de uma idade aproximadamente dezesseis anos, cabelos loiros e olhos azuis. Cercado por outros garotos bonitos, mas que não se comparam a beleza dele. Eles riam e conversavam. Aquele rosto era familiar. Já o vi antes. Sebastian! Éramos crianças quando demos nosso primeiro beijinho.
Vivíamos perto um do outro, por isso fazíamos companhia para as idas ao colégio, assim nos tornamos muito amigos e demos nosso beijinho que nem me lembro muito bem. Apenas sei que paramos de falar quando ele mudou de cidade.
Não sei como reagir. Ir até ele e dizer "oi". Talvez ele nem se lembre de mim. Éramos apenas crianças inocentes. Eu estou encarando o que esta me deixando constrangida, mas meus olhos não respeitavam meus comandos.
–Isa, o que foi?- pergunta Maia aflita.
–Nada. Pensei ter visto algo.- sacudi minha cabeça, tentando espantar o meus pensamentos- Vamos para a livraria, temos ainda a festa de hoje a noite no clube e quero ainda me arrumar.- dei um sorriso torto para elas se certificarem que tudo estava absolutamente ótimo, tirando o fato de estar pirando por dentro.
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