O Amor Nunca Morre
8 Cansada de Festas
Fomos com o carro do Alex, que era também um belo carro. Quando chegamos na minha casa, ou podemos dizer mansão, os dois irmãos ficaram boquiabertas com o lugar. A quantidade de carros importados estacionados no lado de fora não ajudava nem um pouco com a situação. Peguei as chaves e abri a porta da casa, que se encontrava em plena escuridão. Asseando as luzes seus olhos arregalaram e só faltava sair baba de suas bocas. Não compreendi aquele reação. Sei também que os tios dos dois não eram nem um pouco necessitados, porém não posso dizer o mesmo dos pais de Alex e Ed, pois não tive o prazer de conhecer os dois. Pelo menos Sebastian agia com naturalidade.
–Você nunca disse que era rica!- comenta Alex.
Esse comentário me deixa comovida, não sabia o que dizer nem como reagir.
–E você nunca me avisou que era um idiota.
Fiquei um pouco irritada, pois odeio o fato das pessoas me chamarem de rica ou coisas do tipo. Todos dão um breve riso e Alex não parecei ofendido com o comentário. Sorte a minha.
Andamos até a sala, aviso que vou me trocar e que poderiam se sentir a vontade. Subi para meu quarto e escolho a primeira roupa que vem em mente, pois não queria deixa-los esperando muito tempo. Uma calça jeans e uma blusa decotada. Arrumo meus cabelos cacheados e dou uma ultima olhada no espelho. Fico feliz com o resultado e ainda era provocante, o que me fez pensar se Sebastian ia gostar dos rasgos. Voltei a sala e encontro todos sentados a minha espera.
–Eu te devolvo a camiseta depois- disse a Sebastian.
Isso faz com que todos se virem e olhem admirados para mim. Isso me deixa um pouco corada. Vou em direção a Sebastian, que esta com os olhos fixos em mim, e dou um pequeno selinho.
–Nós vamos, ou vão ficar parados ai!
Isso faz com que tenha a atenção de todos.
–Gostei da blusa- comunica Alex.
–Obrigada, eu acho- olho desconfiada para ele.
–Você esta ótima Isa- fala Sebastian.
Dou uma risada e mais um beijinho nele.
–Vamos logo Ed, não quero ficar assistindo esse espetáculo de amor- disse Alex.
Os dois saem da sala e vão para o carro. Já Sebastian, no mesmo ato puxa minha cintura e dá um longo beijo. Eu claro, retribuo.
–Vamos?- sussurro.
–Eu bem que queria ficar mais um pouco- ele me reponde.
–Ainda temos a noite inteira para ficarmos juntos.
–Você tem razão- fala e me dá um beijo para finalizarmos.
Fomos até o carro, mas antes de chegarmos dei uma parada. Havia pensado em algo.
–Que tal eu e Sebastian irmos no meu carro?
–Acho uma boa ideia- concorda Sebastian.
–Isso! Não quero os dois se pegando no meu carro- comenta Alex.
–Então nos vemos na festa- fala Ed.
–Nos vemos.
Eu e Sebastian voltamos para dentro, para poder pegar a chave. Descido que vou com o Mini Cooper. Era o que eu dirigia melhor e o que mais me agradava. Nos dois entramos no carro e dou logo a partida. Não era uma má motorista.
–Por que quis vir em seu carro?-pergunta Sebastian curioso.
–Porque vou ter que voltar para casa depois, meus pais volta amanhã.
–Posso voltar com você?
Essa pergunta me pegou de surpresa. Eu ainda nunca fiz nada com nenhum garoto, além de ficar, e sabia que aquilo significava voltar juntos para minha casa, sem meus pais. É como nos filmes. Sempre esperei pelo garoto certo e ainda não tenho certeza se Sebastian pode ser considerado. Ele percebeu meu nervosismo e quietude, então continuou a falar.
–Eu não quis dizer nesse sentido Isa. Maus acabamos de namorar e não quero apressar nem estragar as coisas logo de inicio...
–Esta tudo bem. Eu te entendo. Você pode voltar comigo, mas não quero lhe dar esperanças- viro o volante e paro o carro, pois o sinal se encontra vermelho- E outra coisa, namorados? Eu gostei disso.
–Eu também- ele vem ao meu encontro e me da um beijo curto, pois logo volto a manusear o carro.
Chegamos na casa de shows. Não tinham pessoas bem arrumadas, como na festa do clube ou a de Raphael. Aqui elas estavam prontas realmente para curtir a noite e não ter que se preocupar com o cabelo ou com a vestimenta. Fiquei feliz, pois minha roupa não fugia dos padrões. Saímos do carro e percebi que todos os olhares se dirigiam a nós. Nem eu ou Sebastian parecemos se importar com isso. Ele veio ao meu encontro e passou o braço entorno dos meus ombros e assim entramos na festa.
Havia uma banda tocando. Não reconhecia qual, mas provavelmente não muito conhecida. Olhei ao redor e encontramos Ed sentado numa cadeira, encostada na mesa. Fomos ao seu encontro.
–Onde esta Alex?- perguntou Sebastian, um pouco preocupado.
–Com uma loira- essa foi a resposta que tivemos de Ed- Senta aí, só puxar outras cadeiras.
E foi isso que fizemos. Ficamos assim por um tempo, Sebastian com o braço me prendendo contra ele, o que me fazia vibrar por dentro, e Ed apenas nos olhando e desfrutando do seu ponche.
Quando um garoto, ou podemos dizer um homem, por parecer bem mais velho do que nós, uns vinte e cinco, não parava de nos encarar, o que me deu arrepios. Era muito forte e tinha aparência de ser agressivo. Olhava intensamente em meus olhos, porém eu desviei a visão.
–O cara esta te incomodando?- Sebastian logo pergunta para mim.
"Droga!" Não queria que ele tivesse reparado.
–Nem um pouco- tento disfarçar- Quer ir dançar?- dizendo isso, me levanto e estendo a mão para o garoto loiro.
Ele retribui meu pedido e logo vamos para dança. Meus movimentos não são tão extravagante, mas deixam Sebastian animado. Reparo que ele esta me olhando intensamente. Paro de dançar para perguntar o que há de errado, porém logo ele me puxa pela cintura e me entrega um demorado beijo. Depois de desgrudarmos nosso lábios, ainda em seus braços, ele começa rir.
–O que foi?- pergunto confusa.
–Amo te beijar.
Fico indignada com a resposta. Também adoro beija-lo, mas meus sentimentos não estão bem formulados ainda. Mas pensando bem, ele disse que gostava de beijar, não que me amava.
–Também gosto de te beijar.
E assim partimos para outro beijo caloroso. Depois de várias músicas passarem, tomamos a decisão de nos sentar. Quando voltamos a mesa, encontramos com Alex.
–E a loira?- sou a primeira a perguntar.
–Teve que ir. Mas vocês, vejo que estavam curtindo- ele fala.
–Deixa de idiotice Alex- Sebastian responde, antes que pudesse pensar num insulto.
Nos sentamos e olho em volta. O mesmo cara que me encarava antes, ainda estava com a mesma atitude. Mas dessa vez era com um olhar de desprezo e raiva, o que me fez estremecer ainda mais. Me pronunciei, dizendo que iria dar uma rápida passada no banheiro. E assim fiz.
Quando retornava a mesa, o cara que não tira os olhos de mim, veio ao meu encontro. Pensei que iria desmaiar naquela hora.
–Estava te olhando, aquele é seu namorado?
–Acredito que sim- disse friamente em resposta.
–Não acredito em você. Não parece nem um pouco santinha para ser garota de namora.
Isso me fez explodir de raiva. Talvez eu não precisasse ter colocado uma blusa tão provocante.
–Olha eu estou de saída- fui rude na voz- com meu namorado!- falei mais irritada ainda.
Quando percebi, ele me puxou e prendeu na parede. Estava tentando me debater, mas ele era forte demais, me dava beijos forçados. O mais engraçado foi que as pessoas não davam muita atenção. Pensavam que era mais um casal se pegando. Finalmente, consegui me desgrudar um pouco do cara e olhar para mesa onde Sebastian e seus primos estavam. Era um pouco longe. Mas para minha sorte meus olhos se encontram com os de Alex. Em meu olhar desesperado pedia por ajuda.
Não vi a sua reação, pois o cara voltou a me beijar fortemente. Estava com olhos fechados, então não percebi quando uma mão o arrancou bruscamente de mim. Abri os olhos e tive a visão de Sebastian dando um soco no cara e Alex quase caído, com o olho roxo.
Dei um grito baixo quando o cara socou Sebastian na região da boca. Mas logo o segurança veio tirando os três da casa de shows. Peguei minhas coisas e sai junto a Ed que estava tão assustado quanto eu. O cara que me atacou logo saiu correndo, provavelmente fugindo de qualquer problema que poderia arranjar com a lei.
–Por que fizeram aquilo?- perguntei furiosa- Olha os estado de vocês!- coloquei delicadamente a mão no rosto de Sebastian, que tinha um machucado no lábio e outro na sobrancelha direita.
–Agente te ajudou! E você ainda reclama!- fala Alex estressado.
–Claro! Vocês não precisavam começar uma briga. Podiam ter se machucado muito mais.
Olhei na minha bolsa procurando qualquer coisa que ajudasse Sebastian com os machucados. Mas não encontrei nada, o que me deixou mais nervosa.
–Ed pede os dois carros para o manobrista- disse gentilmente para o garoto ao meu lado, que não havia falado uma única palavra do ocorrido ainda. Direconei-me a Sebastian, que também estava com uma quietude fora do normal- Leva o Ed para minha casa, o Alex esta impossibilitado de dirigir com esse olho. Deixa que eu levo ele.
Ele apenas assentiu com a cabeça em resposta, o que era suficiente para mim. Minhas mãos tremiam, estava ainda chocada por tudo que havia ocorrido nesses últimos minutos. Sebastian reparou no meu nervosismo e se preocupou.
–Isa você esta bem?- ele pergunta segurando as maças de meu rosto com suas mãos.
–Estou. Só não faz mais isso.
–Eu faria de novo, só para lhe tirar das mãos daquele idiota.
–Só pra constar eu também te ajudei!- diz Alex interrompendo o momento meu e de Sebastian.
–Obrigada, os dois- viro meu rosto para encontrar com os dois primos a minha frente.
–Não tem de que- diz Sebastian e depois me dando um selinho na minha boca, o que faz um quantidade não considerável de sangue de seu pequeno machucado na boca se encontrar com meus lábios. Percebo que ele não notou, então deixo quieto.
Poderíamos ter aprofundado mais o beijo, se não fosse pela a chegada do carro de Alex. Despeço de Sebastian com mais um tocar de lábios e dou um aceno para Ed. Agora é só eu e Alex num silencio mortal.
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