O Amor Nasce Em 9 Meses.

1 Capítulo 1 - A carta.


Notas iniciais
Bem é a primeira vez que eu posto, eu achei que estava bom então, espero que gostem, leiam e aproveitem.

Uma menina de cabelos longos pretos, até a cintura, olhos azuis, um copo magro, de um 1,66, seios pequenos, parecia mais uma criança de 13 anos, um rosto comum, mas muito bonito tampado por enormes óculos de grau.

Ela estava lá, sentada de frente para a janela de seu quarto, segurando um pedaço de papel, cheios de palavras, cheios de significados, mas para ela não era nada, alem de lixo, meio amassado ele estava. Lagrimas quase transbordando de seus olhos, olhou para trás, mas precisamente em cima da cama, desarrumada, parecia que acabará de acorda, mais já era uma da tarde, uma passagem para paris e um envelope, onde o papel que ela segurava estava há pouco tempo atrás.

Debaixo dos olhos daquela garota tinha olheiras, parecia que não dormia e nem comia nada há dias, mais era verdade, ela não comia e nem dormia direito, já estava quase fazendo uma semana, dês que aquele pequeno e insignificante pedaço de papel, havia chegado com aquela passagem.

Nele Havia escrito, com uma letra feia, quase um garrancho, mas ela conseguia ler, reconhecia cada letra, era do mesmo homem que havia lhe ensinado a escrever, a ler, a andar e a falar.

Naquela carta estava escrito:

‘’Minha querida filha.

Como tem passado?

Sinto-me um pouco idiota, por lhe mandar essa carta e meio culpado também.

Sabe por quê?

Porque eu o seu lindo e maravilhoso papai, quer muito que você venha morara aqui, dês da morte da sua mãe você tem mordo sozinha. O que é perigoso para uma menina de 16 anos, tento de trabalhar e estudar, semana que vem você faz 17 NE? eu quero que você venha morar comigo, para que eu possa cuidar de você e aqui consegui um bom emprego e estou noivo, você vai adorar ela.

Ai estar à passagem, pense com carinho, bjs do seu pai, que te ama. ’’

Ela já havia lido aquela carta, várias e várias, vezes, mas não conseguia raciocinar direito o que estava escrito.

-O que eu faço?- ela murmurava de cabeça baixa, ela olhou para uma estante que lá estava uma foto dela e de um garoto loiro muito bonito, abraçados e rindo. — pra onde eu vou? Já sei vou ir falar com ele!- ela levantou toda animada, com um enorme sorriso no rosto. — Esse horário ele não esta. -ela deitou um pouco, sobre a cama.

Pegou seu celular e mandou uma mensagem, para seu namorado: ‘’17h30min eu vou ai na sua casa me espere meu amor. ’’- E ficou esperando por um tempo, mas acabou caindo no sono, mas teve um sonho pecaminoso.

‘’Era um sonho caloroso, romântico, ela podia sentir o toque daquelas mãos, tão grandes e quentes, era um sonho tão bom, havia um tempo que ela não sonhava com aquilo, toque dos lábios carnudos daquele homem, tocando os dela, seu pescoço, ela não podia ver o seu rosto, mais podia sentir o seu toque, mesmo sendo apenas um sonho, estava se sentindo tão quente. ’’

Quando ela acordou seu corpo todo tremia, estava suada, com o corpo ardendo, olhou para um lado e para o outro, rodou na cama, estava meia, zonza, nem parecia que aquilo foi apenas um sonho, levantou-se e foi tomar um banho bem demorado.

Ela colocou uma camisa preta, seu casaco cinza, um short azul e a sandália preta, fez uma trança e colocou seus óculos, se olhou mais uma vez no espelho, passou um batom rosa claro, olhou para o relógio, viu que já era 18h20min, correu até uma casa bastante próxima da sua, bateu algumas vezes na porta, mas ninguém atendeu, empurrou a porta que estava aberta, sem querer entrar já foi entrando.

-Amor cadê você, desculpa pelo meu atraso. –ela entrou na casa e fechou a porta, olhou para um lado e não viu ninguém e nem no outro.

Escutou uma musica vindo de um quarto, da casa e a seguiu, vindo do quarto de seu amado, ficou sem saber o que fazer, bateu uma vez, ninguém atendeu, bateu de novo e o mesmo, abriu a porta e ficou paralisada com aquela cena.

O menino loiro da foto, em cima de uma garota ruiva, os dois estavam nus, em cima da cama, em uma posição, bastante comprometedora e o pior de tudo, aquela garota conhecia os dois, um que ela chamava de namorado e fazia tudo por ele e a outra, sua única e melhor amiga.

Ela estava lá parada estática, cheia de palavras agarradas na sua garganta, estava machucando, sufocando seus olhos cheios de lagrimas, antes chorava, porque não queria deixá-los e agora porque ela estava com raiva, por ter sido idiota, seu corpo tremia.

-VOCÊS DOIS, EU OS ODEIOS SEUS FILHOS DA PUTA, EU FIZ TUDO POR VOCÊS, QUASE PERDIR A CHANSE DE VER O MEU PAI, POR CAUSA DE VOCÊS, E VOCÊS ESTÃO AI TRANSANDO, COMEMORANDO, VAI TOMAR NO CÚ VOCÊS DOIS, APROVEITA E ENFIA A MINHA CONFIANÇA LÁ TAMBÉM, MELHOR VOCÊS JÁ ESTÃO COM ELA LÁ, RETARDADOS, FILHOS DA PUTA. -Naquele momento de raiva, ela acabou falando tudo o que estava trancado em sua garganta.

Sua ‘’amiga da onça’’ a olhava estática, nunca tinha visto ela assim, nem quando tinha fingindo que estava bêbada e agarrou seu namorado, sempre aceitava tudo com um sorriso e ele bem ele também estava estático paralisados, tentando dizer alguma coisa e tudo que saiu foi.

-Não é o que você esta pensando Maya.- Ele falou enquanto, saia de perto da menina e se enrolava no cobertor.

-NÃO É O QUE EU TO PENSANDO, É O QUE EU TO VENDO, SEU VIADO. — gritando estava descontrolada. — E NUNCA DIGA O MEU NOME, COM ESSA SUA BOCA SUJA.

-Meu amor... — Ele levantou e tentou tocá-la, mais levou um, belo tapa na cara e mais xingamentos.

-MEU AMOR O CARALHO! TERMINA O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO, CAIO, E QUER SABER TÁ TUDO ACABADO. — Ela saiu do quarto suas lagrimas não paravam de descer.

Eles estavam paralisados, sem saber o que fazer olhando para a porta que ela acabara de sair.

Mas ela corria pela rua, sem saber em que lugar entrava, ia para uma rua depois para a outra, corria, corria, com medo o coração acelerado, parou e olhou para um lado, olhou para o outro, não sabia onde estava se sentou no chão, chorando mais e mais.

Gotas grandes e pesadas de águas começavam, a cair, do seu tão negro quanto seu coração, seus olhos pareciam ter perdido as emoções, eles estavam vermelhos e inchadas, tremendo de raiva, frio, não sabia o que fazer, estava perdida, com medo, com raiva, sem saber o que fazer, Sentia-se meio zonza, acabou desmaiando no meio da rua.

Quando acordou estava em um quarto, com paredes vermelhas, cor de sangue, um livro sobre o criado-mudo, um lugar bastante agradável mais desconhecido, ela se olhou e viu que estava com roupas masculinas, uma camisa social branca e uma calça social preta, ela ficou estática, principalmente quando.

-Finalmente acordou. – um homem de cabelos até o ombro soltos, pretos um corpo musculoso, muito bonito, olhos verdes, mas parecia um modelo, com 1,80 de altura. –algum problema criança?- ele perguntava enquanto a menina estava estática.

-Eh... E. Em... -Ela desmaia, novamente.

Algumas horas depois, ela finalmente recobrou sua consciência, abrindo os olhos novamente, estava confusa, sentou na cama, lembrou do que havia acontecido, confirmou que estava com outras roupas, não deixando de corar.

-Que lugar é esse?- Ela perguntou olhando aquele quarto, tão grande maior que a sala de sua casa.

-Meu quarto. -Aquele homem de novo apareceu na porta, de braços cruzados.

-Quem é você?- Ela perguntou, se cobrindo com a coberta.

-Mattos, Mattos Kenzo, é um prazer conhecê-la, bela adormecida, o que uma menininha de 13 anos, fazia dormindo no meio da rua?- Ele perguntou sorrindo. — Ida bem que te achei antes de um tarado, desculpa-me, mais qual é o seu nome?

-Sou Mifune Maya Gomes, mais eu não tenho 13 anos, tenho 17 e quem trocou minhas roupas?- Ela perguntou rapidamente, meio envergonhada.

-Desculpa por minha grosseria, Maya. –Abria um leve sorriso. — Foi minha emprega Haruka, quem trocou suas roupas, não se preocupe.- Seu nome é grande e diferente.

-Eu sei, bem eu tenho que ir agora.- Disse se levantando rapidamente.

Ficando meio tonta, tombando para frente, mais sendo segurada pelos fortes braços, daquele homem.

-Você esta bem?- ele perguntou preocupado.

-Sim não se preocupe, só fiquei tonta. –ela ficou em pé sozinha. -...- Um silêncio se formou, até que o ronco do estomago dela o rompeu.

-Você quer comer algo?- Disse segurando o riso.

-Costure a boca, ainda da pra ver. — disse irritada.

-Desculpa. — entregou os óculos da garota, a acompanho até a cozinha. – como diz a Haruka, ‘’Saco vazio não para em pé’’. — puxou uma cadeia para ela, que se sento envergonhada, quando ele do lado dela tocou um sino e se sentou esperando, que os empregados chegassem, com a comida.

-O almoço esta na mesa. -disse a mulher, com a aparência, de uma senhora de 67 anos, cabelos grisalhos e um olhar severo.

-Ela só tem essa cara de bruxa, mais a Haruka é muito gentil. -disse ele cochichando no ouvido da menina, que por sinal, estava sem entender nada.

-Eu ouvi senhor Mattos. -disse se retirando.

Era um verdadeiro banquete, comidas com pela aparência e com um gosto magnífico, aquele homem realmente era rico, não só por causa de seu apartamento, que cada cômodo era maior que sua casa, mais também pela elegância que comia.

-Quantos anos o senhor tem?- ela perguntou, enquanto levava um pedaço de frango, a boca.

-89. -Ele disse sorrindo.

-Serio!- Ela havia ficado bastante surpresa.

-Pare de brincar, com crianças inocentes, senhor, ele tem 27 anos. –A bruxa havia voltado.

-Que medo! –ele começou a gritar.

‘’Ele não era muito elegante assim. ’’ Era o que não parava de passar, na cabeça daquela garota, com um lindo sorriso no rosto, mais com lagrimas descendo, pelos seus olhos, escorrendo em suas bochechas, seu queixo, caindo sobre seu colo, tentando esconder, ela tampa seu rosto, com as mãos, não muito delicadas para uma mulher, mas era em vão, pois aquele homem, já tinha visto chorar.

-Aconteceu algo Maya?- Eles se conheciam a menos de 2 horas e ele já estava muito preocupado, a tratando como um amigo, de longa data.

-Desculpa é que... Descobri que sou uma idiota, meu namorado e minha melhor amiga estavam juntos, na cama dele, só por que eu nunca tinha feito nada, o que ela tem que eu não tenho peitos, desculpa, por ser uma mulher feia e sem graça. — Ela falava em meio de soluços, gritos e choro deixando aquele homem sem reação, a única coisa que ele fez foi, acariciar sua cabeça.

-Isso mesmo, coloque tudo pra fora, chore grite, boa menina. – Ele estava cuidando dela, como ninguém havia cuidado antes.

-Obrigada. -ela disse, depois de 30 minutos choro e reclamação.

-Tudo bem, você parece com a minha irmã. –Os olhos dele pareciam meios tristes, naquele momento.

Olhando a hora, foi um momento de desespero, já eram 15h20min, já era hora de começar arrumar as malas.

-Desculpa só que eu vou ir para Paris amanhã, tenho que ir. — ela disse correndo pro banheiro, pegando suas roupas já secas, que estavam nas mãos de Haruka.

-Serio!Que coincidência, eu também vou pra lá. –Ele falou sorrindo.

Ela saiu do banheiro, com as roupas deles nas mãos, deu as para Haruka.

-Nós estamos amarrados pelo destino, então NE?- ele falou quase em um sussurro, apenas Haruka o entendeu.

-Ham?- Ela perguntou.

-Nada. — ele levantou sorrindo. — Venha vou te levar para casa.

-Não pre... -ele já foi puxando ela pelo braço, até chegar a um conversível vermelho, muito bonito, sofás de couro banco, tão moderno. (quero um. *babando*, sou péssimo em falar de carros.)

-Obrigada. -Ela disse, quando chegou, em casa.

-Espero te ver de novo, minha fada azul. — ele disse acenando, enquanto ia embora.

Podia ter sido apenas 8 horas com seu novo amigo, mais foram às melhores, dês daquele momento.

Ela entrou em sua casa e começou a arrumar as malas, estava bastante triste, olhou para uma foto em cima da estante, dela com sua mãe e outra dela com seu namorado, ou ex, jogou a foto dele fora, continuando a arrumar as coisas. Ficou quase o dia todo arrumando tudo, quando acabou tomou, um longo e delicioso banho, ainda sentia vontade de chorar, mas se segurava o Máximo possível, depois do banho nem jantou caiu direto na cama, teve um sonho um sonho lindo novamente, mas como sempre não o via, a única coisa que ela lembrava, era de seus olhos pratas e uma tatuagem de um tigre nas costas, aonde ela sempre metia suas unhas e o arranhava. Como sempre acordava suada, cansada e exitada.

No dia seguinte....

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.