O Amor Muda - versão HSM

7 Capítulo 7 - Eu preciso voltar a East High.


POV GABRIELLA

Eu já não tinha dormido direito e aula de Direito do by Text-Enhance\">Trabalho não é tão interessante assim. Me empenhei pra focar no que a Sra. Junkle tinha a nos ensinar, ela tem mais de 40 anos e o by Text-Enhance\">método de ensinar não é um dos melhores, ela só fala, o tempo todo! Ou seja, eu tenho que anotar tudo o que ela diz, se eu me desviar durante um segundo : pronto! Perco tudo! Mas como eu não estava num bom dia hoje, coloquei meu celular na mesa para gravar a aula toda e mais tarde eu iria passar aquilo pro meu caderno.

Eu olhava para a Sra. Junkle, fingindo compreender o que ela dizia, mas na verdade estava pensando em Troy. Tenho que admitir que sou uma otária. Como eu sou capaz de aceitar que ele termine comigo? Será que um dia eu vou by Text-Enhance\">encontrar alguém que me faça tão bem quanto ele me faz? Quando eu ficava mal, ele sabia as palavras certas pra me confortar. E quando estou ao lado dele? Me sinto completa, sinto como se estivesse voando. Ou pelo menos sentia.

Tudo começou a mudar quando eu vim pra Stanford, eu era bem mais imatura, inocente. Aqui não se pode confiar em todos, não é como no colegial. Os alunos só querem saber de drogas, bebida e sexo. E eu nunca fui esse tipo de garota. Quando entrei em East High, senti o mesmo, me sentia como uma carne ao redor de lobos, mas para minha by Text-Enhance\">sorte Troy apareceu, ele : o garoto popular se encantou com a inocência da garota nova, me protegia de tudo. Talvez essa tenha sido a diferença. É isso! Se Troy estivesse comigo, eu não teria mudado tanto! Mas eu não mudei! Mas é que pra ser alguém aqui, você tem que sair, zuar, aprontar! Se eu continuasse com a mesma postura de antes eu ia ser a mais esculhambada da classe.

Mas eu sinto falta. Falta do Troy e da música. Direito está acabando comigo!

O sinal tocou, era hora de ir pra sala 68. Para mais uma aula desgastante! Dei pause no gravador, juntei minhas coisas e fui andando pelo corredor em direção à sala, assim que cheguei na porta da sala, parei.

– Que foi? — perguntou Padma.

– Não vou ficar pra aula, grava pra mim. — respondi e fui correndo pelo corredor (irônico dizer isso).

– Que? Você surtou? — gritou Pad.

Resolvi ignorar, continuei correndo, corri por todo campus e fui pro alojamento, deixei minhas coisas lá, peguei a chave do carro e meu celular e fui para o estacionamento. Dei partida no carro e segui em direção à East High School. Eu precisava voltar até lá. Pra recomeçar. eu precisava sentir novamente a magia daquele lugar. No caminho, liguei o rádio e estava tocando a música favorita do Troy, Moves Like Jagger. Chorei ao lembrar dele.

Chegando em East High, estacionei em frente ao colégio e desci. Fui andando sem pressa até chegar na porta de entrada, ao pisar com o pé direito naquele corredor eu me arrepiei, era como se algo ali estivesse me esperando. Fui andando e olhando aqueles adolescentes sorrindo, sem preocupações. Me desviei deles, que me olhavam como se fosse uma estranha. Fui então para o teatro, sentei na última fileira, para ninguém me ver. Tinha um casal cantando "Start of Something New", na hora chorei ao lembrar do meu by Text-Enhance\">primeiro ano lá. Resolvi sair e ir ao terraço. Nada mudara, as flores no mesmo lugar, o ar fresco. Subi na claraboia e lembrei de "Can I have this dance" e fiquei dançando valsa sozinha no terraço até que quando me viro vejo alguém.

Era Troy, de braços cruzados.


POV TROY


Fui pro quarto e vi Angus olhando para o meu porta retrato que ficava em cima da minha cômoda. Revoltado eu disse:

– Hey cara, ta fazendo o que vendo isso?

– Mano, na boa você vacilou. — respondeu e colocou o porta retrato no lugar. Esse porta retrato era especial, era uma foto minha e de Gabriella no último ano do colegial no terraço, nós dois ensopados por causa da chuva.

– Hey! Mano! Acorda! — disse Angus estalando os dedos. — Tava viajando?

– Tava me lembrando do dia que essa foto foi tirada, foi no dia que eu a convidei para o baile. — disse.

– Tu realmente sente saudades dela e da escola ne? — ele me perguntou.

– Sinto e muitas. — respondi.

– Então volta lá cara!

– Voltar? Tá louco? E a aula?

– Não tem aula no primeiro tempo, e relaxa, se você voltar a tempo eu tomo as rédeas da situação e assino a lista de chamada pra você.

– Não sei, eu não quero perder a bolsa...

– Vai dar tudo certo cara, pode confiar.

– Então eu fui!

Peguei a chave do carro e coloquei o celular no bolso. Fui correndo pelo campus e dei partida no carro. Depois liguei a rádio que eu adoro e estava tocando a música que eu simplesmente amo. Moves Like Jagger. Fui cantando feliz pelo caminho. E ao chegar lá fiquei surpreso, o carro da mãe de Gabriella estava lá!

– Será que a Sra. Montez virou professora daqui? — fui andando e pensando.

Resolvi ir logo para o terraço. Mas antes de subir as escadas fui abordado por um grupo de estudantes:

– Hey, não é o Troy Bolton?

– Sou eu. — respondi sem entender nada.

– Cara você arrasa nas quadras, muitos troféus foram ganhos por seu mérito, você é o rei da escola! — disse um adolescente ruivo e baixinho.

– Obrigado gente, mas to aqui só de visita, depois dou uma passada na quadra, valeu? — disse e fui subindo as escadas.

Chegando no terraço me assustei. Gabriella estava dançando valsa sozinha, fiquei em silêncio, observando, admirando. Mas não durou muito, ela se virou e assim que viu que eu estava ali parou. Ela ficou tão surpresa quanto eu.

– Parece que você aprendeu direitinho. — eu disse tentando acabar com o clima chato que estava.

– Claro, meu professor é ótimo.

– E a aluna mais ainda.

– Me concede essa dança? — perguntei.

– Você tá falando sério?

–"Take my hand" — iniciei.

– "Take a breath" — ela continuou.

E começamos a dançar e cantar, como se nada houvesse ocorrido.