Notas iniciais
Realmente,algumas coisas na vida ,não podem deixar de acontecer....

Era um dia quente,sem aula para minha tristeza,seria um dia com absolutamente nada para fazer,então pensei em ir a casa da Alice,assim passaria um dia alegre com ela (e o Vitor).Coloquei a roupa mais fresca que tinha,um short roxo com caveirinhas do lado e uma blusa de renda preta,e fui para o meu destino.

Chegando lá,Alice me recebeu:

–Belinha você veio!-Ela estava totalmente empolgada.

–É eu ...Vim?-Eu ia dizer uma afirmativa,mas me distrai procurando Vitor aparecer do nada como o fantasma que era na minha vida e assobiar "me" chamando,coisa que para minha surpresa não aconteceu,e assim,minha resposta acabou saindo como uma pergunta.

–Vamos entre!Nem imagina o que minha mãe comprou!-E nós entramos.

A casa estava diferente,tinha uma escada a mais,mas entrei mesmo assim.

Ela me levou para a lajem da casa onde se estendia uma enorme psina olímpica.

–Nossa!-Eu disse.

–Legal né?-Disse Alice toda feliz.

–Muito.

–Vamos cair dentro?-Alice disse parecendo uma rap ,sem esperar minha resposta,ela se jogou na psina de roupa e tudo,eu a segui.Quando voltei para a superfície ela havia sumido.

–Alice?

–Ela não vai voltar.-Disse Vitor sentado na beira da psina com um short de nado,sem camiseta-Ele tinha tanquinho-,Molhando os pés e me olhando fixamente com aqueles olhos castanhos escuros enormes.

–Por quê?

–Ela queria ajudar.

–Ajudar como?Em que?-Eu estava tonta,sem entender nada.

–Em trazer você aqui,para nós...Conversarmos...-Ele disse olhando para baixo desviando os olhos de mim.Ele estava com vergonha?

–Conversar o que?

–Bom...Tudo...-Então ele deu um sorriso deslumbrante que eu nunca vi antes,eu estremeci embaixo d'água.-Está com frio?

–Não...-Eu disse olhando para a água,envergonhada com meu pensamento,segurei o olhar assim e comecei a brincar com a água,me distrai ,então alguém me chamou.-Ah!-Quando levantei o rosto para ver quem me chamava,lá estava ele,na minha frente,co os olhos calorosos...

–Você não imagina como é bom estar perto de você...-Ele afagou minha face,e colocou meu cabelo para trás da orelha.-Já faz algum tempo que eu venho pensando em você...Mas não como amiga...Odeio ficar longe de você e de quando está triste,quero te pegar nos braços e te acalmar,e quero acabar com qualquer um que queira te machucar ou tira-la de mim...Odeio quando algum menino te toca ou possa te abraçar e eu não...-Enquanto ele dizia isso -Escondendo os olhos-brincava com minha mão direita e sorriu,então ele olhou para mim novamente,e eu vi,ele tinha muitas emoções nos teus olhos,tristeza,dor,angustia e ...amor,sim muito amor.-Quando te vi,eu vi o meu reflexo nos teus olhos,só que não era eu,era a parte de mim que faltava,a parte que estava oca até agora...-Ele pegou minha mão e colocou sobre seu peito nu,com as mãos dele por cima.-Ele nunca foi assim.-Seu coração palpitava freneticamente,ao mesmo ritmo que o meu.-E eu queria saber se o seu é igual ao meu,se vou ter minha parte de volta...

Ele esperava minha resposta,mas eu não encontrava minha boca para dar a resposta.

–Isa,eu te amo.-Ele disse com medo do meu estado,agora ele deixara nossas mãos caírem como se tivesse perdido e abaixou novamente a cabeça,se virando para ir embora,então obriguei-me a falar.

–Não se pode...-Eu disse rouca,ele se virou.Eu ajeitei a voz.-Não se pode ter de volta,o que já era seu...- dei um grande sorriso ,o rosto dele se iluminou novamente entendendo o que eu disse.

Ele se aproximou ,colocou a mão esquerda em minha cintura me puxando para mais perto,com a direita afagou novamente meu rosto e bem devagar e suavemente me deu um beijo,só tocando meus lábios e se afastou um pouco,na duvida se devia continuar,esperando minha reação,eu coloquei sd mãos em seu pescoço e brinquei com seus cabelos da nuca e o puxei para mim.

No começo seus lábios eram delicados nos meus,mas depois tinham sede,me puxando para mais perto,eu não evitei,nós nos encaixávamos perfeitamente,aquilo sim era o paraíso,mas lembrei que não estávamos a sós,me afastei,cedo de mais para ambos,ele me deu um selinho e me olhou com dúvida.

–Você não...Queria ou não gostou?Entendi mal?-El perguntou com tristeza e vergonha.

–Não!Eu queria,eu quero e gostei.-Abracei seu pescoço.-Mas é que,sua tia e a Alice podem chegar e...

Ele me beijou novamente para me calar,eu não consegui raciocinar direito.

–Sua boba,elas não vão,minha tia saiu e a Alice está na sala,para nos dar privacidade e ficar de olho,se alguém chegar ela grita.-El deu seu sorriso torto perfeito entre a pele de minha bochecha .

–Ah...

–B...-E voltou a minha boca ,e afundamos na psina,quando chegamos ao fundo eu sai nadando,fugindo dele,sai da psina, e ele me alcançou,ele era mais rápido,e me derrubou gentilmente no chão.

–Te peguei.-E me beijou.

–isa,levanta...Acorda!

Era minha mãe me chamando,já passara das 11:00 A.M e eu ainda estava dormindo,tudo não passara de um mero sonho,eu enfiei o rosto no travisseiro de raiva,tinha que parar com aquilo e logo.

Na escola,não conseguia olhar Vitor e não me lembrar do sonho,do beijo,do toque...Pena que nada era real.

Na aula de Ed.Física estava lembrando de tudo,viajando quando escutei Bruno gritando:

–OLHA A BOLA!-Era tarde,ela já havia me acertado minha cabeça com toda a força.

Quando reorganizei a mente,Bruno,Felipe,Marcos e Jurandir,que estavam jogando vôlei gargalhando,os três perceberam ao mesmo tempo que eu imaginava de quem era a culpa,Felipe,Marcos e Jurandir apontaram juntos para Bruno que ainda ria.

–Ah seu!...-E sai correndo atrás dele com a bola na mão,e como eu era péssima de mira,errei meu alvo,ele voltou correndo atrás de mim que tentei fugir,me abraçando e bagunçando meu cabelo.

–Calma Belinha,foi sem querer,me desculpa?

–Tá,só desta vez.-Disse virando a cara.

–Também te amo.-Ele me soltou,eu o olhava enquanto tentava arrumava meu cabelo.-Ei,seus olhos são azuis!Ele disse para mim estupefato.

–Ava que é azul!

–A vaca é azul?

–Não!É eles são azuis!

–Legal,ei,quer jogar com a gente?

–Claro.Eu me uni a rodinha do vôlei.

Marcos estava voltando com a bola com a bola de vôlei que eu havia atirado no mato-Vergonhoso faze-lo ir buscar-,tentando jogar no Felipe(que estava encostado na parede esperando o jogo recomeçar),Felipe esquivou ,a bola bateu na parede e voltou batendo com tudo no rosto de Marcos,e o atirando no chão.

Eu olhei pasma para ele se recontorcendo no chão,sem saber o que fazer,e olhei para Bruno que se jogou no chão de tanto rir.Felipe,Jurandir e o próprio Marcos estavam rindo e eu me juntei a eles parecendo um quinteto de idiotas,rimos até a bariga doer.

–Vem,eu te ajudo.-Bruno ai da ria quando estendeu o braço para ajudar Marcos a se levantar.

–Você está bem ?Se machucou?-Eu disse em meio a uma crise de risos.

–Tó ótimo,não se preocupe-Marcos.

–É,vaso ruim não quebra-Felipe rindo com Jurandir.

E todos votamos a rir juntos.

...

No intervalo estavam dando macarrão com frango,era quinta-feria o melhor dia da semana no refeitório.-Vitor,está bom esse frango?-Eu perguntei analisando o frango no prato de Vitor.

–Tá ótimo!-Ele respondeu com a cara toda lambuzada se deliciando.

De repente alguém correndo,esbarrou em mim que cai em cima de Vitor derrubando o seu prato de comida em cima dele.

–Ah!Nossa Vitor,desculpa me empurraram -Eu disse rindo e começando a ajuda-lo a tirar os macarrões de sua camisa branca.

–Desculpa?!Olha o que você fez!Meio que rindo também.-Acha isso engraçado?-Ele perguntou.

–Acho!-Eu dei uma gargalhada.

–Então...nesse caso...Isso também deve ser!-E ele jogou o rosto de seu prato em meu rosto que escorria molho agora.

Alice olhava para nós dois como dois patetas nojentos e Sophia ria.

Eu olhei para Vitor que entendeu meu olhar,fui para o lado de Sophia e ele de Alice e juntos,empurramos os pratos delas em suas fáceis ,rimos e batemos um toque,Alice limpou o rosto disse.:

–Ah seu cachorro!-Ela pegou do chão macarrão e esfregou no cabelo dele,que estava com um topete de gel.

Sophia fez o mesmo comigo.Michelle-Amiga minha e de Vitor-Gritou para o refeitório inteiro:

–Guerra de comida!!!!!-Ela era um "palhaça".

No fim,todos estavam fazendo a tal guerra que começamos,todos jogando comida em todos.

Vitor foi jogar uma mão de macarrão em mim,que me abaixei e acertou em cheio o rosto da coordenadora que estava vindo para parrar a brincadeira.Todos pararam,silencio absoluto.

–Vocês quatro,para a minha sala.Andamos devagar e de cabeças baixas,eu e Vitor nos perguntávamos se todos iriam nos condenar,porque afinal,nós começamos,Alice e Sophia eram possíveis de nos entregar,mas decidimos esperar e decidir juntos depois.

Levamos 3 dias de castigo,graças ao nosso passado educativo intacto não foi pior.Tivemos que ajudar os professores depois da aula a ensinar os pequenos,escrever mil vezes:"Não devo fazer guera de comida no refeitório"e limpar toda a cantina.-Valeu a pena.-Disse Vitor de cima de uma escada,tentando tirar um pedaço de frago grudado no teto.

–Com certeza!Lembra aquela hora...-Eu e ele íamos começar a falar das partes mais engraçadas e das nossas jogadas,mas fomos silenciados pelos olhares malignos que vinham de Alice e Sophia que esfregavam o chão de má vontade,enquanto eu e Vitor fazíamos graça de tudo sempre rindo....

Notas finais
Agora é a hora de contar meus sentimentos para alguém...Como será que vão reagir a isto?Aguardem o próximo episódio