Notas iniciais
Eu não venho postando há séculos, sei disso. Poxa, três leitoras, não dão animo o suficiente :3 Então, acho que vou encerrar a fanfic com poucos capítulos, sorry.
Estou me empenhando em uma ideia, que ao meu ver, é boa.
Bom, vamos ao capítulo recém-feito.

"Onde eu estou com a cabeça para dizer aquelas coisas para o Ichimoku Ren? Não, eu nem devo ter uma cabeça mais. Já a perdi. Não literalmente, claro." – a garota dos olhos vermelhos estava pensando consigo mesma. Como se fosse obter qualquer tipo de resposta do seu "eu interior". Se é que ele existia. E se estava ali, era completamente inútel. Uma idiota que não fazia nada, apenas via o sofrimento de sua 'dona' — se é que podemos considerar assim — e não ligava. Como se fosse seu filme particular, da qual ela, Ren e Honne-Onna sabiam o enredo. Mas ninguém mais havia o decorado tão bem quanto a garota que sofria em silêncio. Pelo menos, o que aparentava.

– Coração pacóvio. — murmurou. Acabara se jogar na grama do quintal.

– ENMA! — escutou alguém chamá-la. Alguém que havia subido a voz dois ou três oitavos, e que com certeza estava um pouco longe.

– Hum? — apenas murmurou novamente. Para que a pessoa percebesse que estava viva, ou ao menos, acordada.

– Donzela...? — outro, com certeza um de seus subordinados, chamou-a, logo depois da outra voz aguda. Só que este, estava mais próximo, pois apenas sussurrou pela chefe. Ela sentia o hálito fresco e a respiração quente deste. Conhecia o perfume, o tom de voz. Abriu os olhos lentamente, e então, viu que estava certa. Era a pessoa em que estava pensando.

"Ichimoku... Ren..."

– Eu e a Honami precisamos falar com você. — sussurrou. Com o rosto bem próximo do seu.

– Não quero falar com ninguém. Desculpe. — falou. Em alto e bom som. O que fez com que, quem lhe chamava logo atrás, que era a própria Honami, parasse de gritar e de correr.

– É muito sério, Donzela. E é de seu interesse. — o homem continuava ali, na sua frente. Claro que ele não percebia o bater acelerado do coração da jovem, apenas por ele estar tão perto.

– É esse o problema, Ichimoku Ren. Não quero conversar.

– Ok, então não precisamos conversar. — disse, não mais sussurrando. A voz era firme, e ficava cada vez mais clara para os ouvidos da garota. Ren se aproximava cada vez mais dela. Até que os lábios selaram.

O rapaz estava, praticamente em cima da garota. Ela não se incomodava com aquilo. Apenas dava atenção para seu primeiro beijo. Cauteloso, a língua do parceiro explorava toda a boca de Ai. Ela, tentava fazer o mesmo, mas não dominava a 'arte'.

– Então...? — perguntou, no final do beijo longo e cheio de amor. Ele pensou que seria a última palavra do diálogo. Errado. Estava por vir uma "biblía" de outras palavras.

Um longo suspiro. Honami olhava a cena perplexa. Mas, em seguida, os olhos brilharam. Amava Ren, claro. Mas quando você ama alguém, tem que deixá-la ser feliz.

– Eu voltarei... — disse Honami.

– O quê? — indagou Ren, voltando-se para mulher atrás dele.

– Para o Inferno.

– Não... Não pode. Lúcifer saberá que... — a Donzela não prosseguiu com o que iria falar, apenas soltou um: Eu não posso me apaixonar.

– Você perderá seus poderes. E será mandada para o Inferno. — falou o rapaz que estava em pé. — E todos nós iremos juntos.

***

Wanyuudo, Honne-Onna, Kikuri, Honami. E o casal Ren e Ai estavam na pequena sala. Todos sabiam seu destino.

– Fomos felizes. — Honne-Onna falou, sorrindo. Em seguida puxou todos para um abraço em grupo.

– Fomos muito felizes. Meus amantes. — Wanyuudo soltou um risinho, contido pelo abraço.

***

Os mesmos que habitavam a casa, estavam em um barco. Da qual Enma Ai remava.

Ren levantou-se e lhe deu um beijo rápido, mas muito bom.

Aishiteru. — falou a garota dos olhos vermelhos, em um fio de voz, após o beijo.

Os embarcantes, em um uníssono, disseram:

– Nós levaremos todo esse amor para o Inferno...


Notas finais
Ok, desculpem pelo final forçado. Mas como eu disse, estou ocupada.
Espero que tenham gostado, 3bjos :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!