O Amor Acontece...
12 Capítulo 12 - Como rever um amor...
Notas iniciais
Eu sempre acabo me estressando com as amigas dela, principalmente com a agressividade por terem lido "namorada". Não que eu me importasse, eu estava achando o máximo namorar alguém que eu amo, mas elas achavam que eu não gostava de Sarah. Nunca entendi da onde surgiu esse conflito entre elas e eu nem o porquê disso tudo, só não queria perder a Sarah, o resto não me importava.
Sarah me contou que estava cansada de toda essa confusão, e foi conversar com as amigas que pelo que me pareceu pareciam respeitar a decisão de Sarah, param de dizer coisas inconvenientes, o que me alegrava bastante, pois Sarah tinha ficado bastante chateada com o que as amigas dela haviam falado. Pois apesar de terem dito coisas ruim ainda assim eram amigas dela e ela se importava com o que elas pensam.
A confusão finalmente passou, apesar que de vez em quando ainda rolar algumas discussões, eu já tentava não me meter, mas sempre conversava com Sarah sobre para tentar deixar claro tudo que ela quisesse perguntar ou se ela quisesse desabafar, não queria vê-la chateada com esses conflitos e não queria que isso afetasse meu namoro com ela, então fazia ao máximo para que não acontecessem com freqüência.
Não queria mais me estressar com nada, nem com as amigas dela e nem sobre o que elas falavam ao meu respeito, só conseguia me concentrar no fato dela estar voltando, voltando pra mim, e em alguns minutos eu só queria abraça-la e poder não soltar nunca mais.
Eu mal podia esperar minha aula acabar, eu não conseguia prestar atenção nessa ultima aula pensando em vê-la, em minha reação no aeroporto, se eu conseguiria me controlar e não beijar ela na frente da mãe dela, até que finalmente o sinal tocou e eu pude sair daquela sala, eu estava ficando mais ansiosa a cada segundo que passava.
Só conseguia esperar para vê-la, e eu não podia estar com um sorriso maior que aquele, com "borboletas no estomago" (jeito que eu e ela apelidamos a nossa ansiedade), liguei para uma amiga de Sarah, uma que não me odeia, e perguntei se ela iria ao aeroporto, ela disse que sim e que iria pegar carona com a mãe de Sarah, me ofereceu carona, então fiquei esperando-as.
Elas chegaram, e fomos direto ao aeroporto, sentei junto a alguns outros amigos que não conhecia, exceto por um garoto que eu já havia estudado á muito tempo atrás, até que finalmente aquela brilhante tela avisou que o avião estava no pátio do aeroporto, eu e todos os amigos de Sarah ficamos em pé esperando por ela, tentando ver por uma pequena janelinha se a víamos.
E parecia que ela demorando em passar por ali, todos ansiosos esperando por ela e ela nunca aparecia, até que finalmente pude vê-la, abri um sorriso tão grande, eu estava tão feliz em vê-la ali a poucos metros, esperamos para que ela pegasse as malas até que ela saiu, abraçou cada um deles e por ultimo me abraçou, eu havia esperado meses por aquele momento e ela estava ali, enquanto ainda a abraçava sussurrei bem baixinho para que só ela ouvisse:
–Eu te amo demais! — E com um descuido momentâneo da mãe dela, roubei um selinho antes de solta-la.
Ela me olhou nos olhos e respondeu:
– Eu te amo — E abriu um lindo sorriso, desses que só ela faz quando ta envergonhada.
Fomos todos andando ate o carro e a mãe dela, disse que nos daria carona até em casa, mas o carro estava bastante cheio, então duas pessoas foram no colo, eu e uma amiga de Sarah, eu no colo de sara e a amiga dela no colo de outra pessoa, no caminho pude falar um pouquinho com ela, roubar até alguns beijos por estar bem pertinho e escuro e pela mãe dela estar a algumas pessoas de distância.
Chegamos até perto da minha casa, e eu não queria ter que me despedir dela tão cedo, apesar dela insistir dizendo para eu ir para casa dela, eu tinha que ir embora apesar de querer muito ficar ali com ela, mas mesmo com o coração na mão me despedi e pela última vez na noite disse olhando nos olhos dela:
–Eu te amo.
Ela sorriu me olhou bem nos olhos e me respondeu:
–Eu te amo muito.
Dei o último beijo antes de sair do carro e andei em direção de casa. Eu estava com um sorriso tão grande que podia jurar que podia ser visto até se eu estivesse de costas.
Fale com o autor