O Amor Único {em reforma}
37 The day, black and whrite.
Notas iniciais
“Sendo um fim doce, que importa que o começo um pouco amargo fosse"
William Shakespeare.
Ser feliz é um ato de corajosos. A vida é sempre cheia de problemas, mais ousada do qualquer coisa, ela é ambiciosa e gosta de testar os limites das pessoas, você será derrubado de todas as formas possíveis e quanto mais se levantar, mais ela irá lhe surpreender, como já dizia o velho ditado se a vida lhe derrubar sete vezes, levante-se oito, por que poucas pessoas conseguem ter coragem para recomeçar, a maioria desiste com facilidade acumulando um certo rancor dentro do peito e não é o suficiente ficar deitado, essas pessoas querem fazer outras desistirem também. Entendam que a felicidade não foi algo para ser encontrada tão pouco possuída, ela deve ser conquistada, dia após dias mesmo que a tristeza e os problemas da vida tentam atingi-la, pois todos os dias o universo vai tentar de alguma forma te testar e a única certeza de tudo é que nunca se esta preparado por que esta por vim, mas seja que lá o que vir, lute contra isso, e mesmo que parece que vai cair no mais profundo abismo não desista, e se cair de vez, lute para escala-lo novamente, oportunidades sempre aparecem para aqueles que merecem, para os tipos de pessoas que sorriem quando o escuro lhe atinge. A felicidade é para os corajosos, por que eles merecem ser felizes, afinal ninguém disse que viver era fácil.
Eram três horas da tarde quando Mitshashi Tenten saiu da escola, no soar do sinal final da escola, ela caminhava tranquilamente pelo corredores, meio abatida meio confusa meio sem rumo, estava tudo tão estranho de meses em diante, Hyuuga Neji não dava um sinal de vida, começaram a namorar pouco depois de Hinata e Naruto, e depois de uns meses ele simplesmente desapareceu, apenas se lembrava de ter visto no jornal estampado a festa da união historia entre os Namikazes, os Morimotos e os Hyuugas, e na semana seguinte Hinata estava internada, a união foi desfeita, e o noivado dela com Riroki havia acabado, desde então ele não atendeu mais suas ligações e nem ligou mais, não apareceu mais em sua casa, não mandou mensagem, não deixou recados na verdade nem um sinal de fumaça ela havia recebido do namorado, depois ele foi para Konoha, Hinata veio três dias para escola, ela e Naruto se aproximaram de novo, e nem por um momento ela procurou Tenten, ouviu dizer que Neji estava em Konoha então, e em seguida e houve a festa de inauguração da nova empresa do Grupo Hyuuga, assistiu tudo pelo televisão, e ele nem sequer a convidou, suspirou em revolta, Hinata sumira de novo, os noticiários davam ela como sequestrada mas que nem a policia tinha a menor noção de quem era o seu sequestrador, por alguma razão muito estranha a Cia e a Interpol estavam envolvidas, o ex-futuro-sogro de Hinata também apareceu na mídia, envolvido em um escândalo épico de corrupção e quadrilha internacional, a Inglaterra queria sua cabeça, e desde então não viu mais ninguém daquela turma na escola, Sasuke, Sakura, Ino, Gaara, ouviu até mesmo dizer que Shikamaru amigo de longa data do meninos estava em Tóquio, isso era meio inédito. Sentia falta dele, de Neji, e odiava ficar por fora de tudo estava tão preocupada. E bastava que seus pensamentos ficassem fortes demais, para que o destino realizasse o resto, no terceiro corredor, após descer o segundo lance de escada, enquanto passava pelo corredor da sala da Diretora, quase na saída do colégio, não via a hora de chegar em casa tomar um banho e depois de mais um longo dia afundar-se no seu travesseiro frustrada, preocupada, agoniada por não ter noticias nem de Hinata tão pouco de Neji.
Um vento fresco entrou pelas portas duplas da saída da escola invadindo os corredores, levando seu cabelo e o papel das pesquisa te tinha que fazer para o dia seguinte para longe, ela virou se para trás e conseguir pegar o papel exatamente no ar, antes que mais vento a obrigasse a correr atrás do mesmo, assim guardou a folha e as pupilas castanhas miraram certeiramente na porta da sala da Diretora Tsunade, Hyuuga Neji estava se despedindo dela, lá estava ele depois de tantos meses imaginando seu paradeiro chegava ser inacreditável vê-lo ali bem diante dos seus olhos, ela ficou surpresa e logo em seguida o pouco de raiva fez seu sangue borbulhar de raiva, quase que automaticamente suas pernas fortes adquiriam os poder de andar por si próprias, passos pesados de com velocidade de um dinossauro indo em direção a ele.
– Neji! – berrou ao se aproximar, o moreno arregalou os olhos tanto surpreso em seguida apenas sentiu o caderno dela bater em seu braço com força.
– Tenten... – ele tentou dizer, mas ela o bateu mais uma vez e mais outra e outra.
– Seu idiota!!! – vociferou com certeza de que estava realmente com raiva dele, por todos os dias angustiada e preocupada – você sumiu!!!
– Calma, amor, calma – ele pediu mas aquela palavra tão sonora “amor” apenas mostrou o quão cara de pau Neji Hyuuga era e ao invés de acalma-la apenas a deixou ainda mais furiosa.
– AMOR?! – gritou, e Tsunade não conseguiu evitar de sorrir por alguns minutos daquela situação divertida – você sumiu por meses. POR MESES NEJI. Será que eu ainda sou sua namorada?
– Que papo é esse é claro que você é minha namorada.
– SEMANAS NEJI, SEMANAS, S E M A N A S – continuou a se exaltar – sem nenhuma ligação nem uma mensagem nem um pombo correio, nada nem um sinal de fumaça, seu cara de pau.
– Tenten – ele a relaxou com olhos um tanto suplicantes e sinceros – Hinata tem estado com muitos problemas ultimamente, problemas que estão atingindo a família toda, eu não queria que corresse perigo.
– Você acha que eu não vejo noticiários, o fim do noivado o sequestro, você me deixou preocupa, isso sim, podia ter ligado pelo menos.
– Sabia que minha tia esteve viva durante todos esses setes anos – murmurou insolente, e finalmente ela paralisou, olhou para a Diretora e ela apenas fez um sim com a cabeça.
– Ela morreu assim que ela confusão começou, Hinata e eu nem pudemos vê-la e Hanabi ainda não sabe de nada, claro ela estava doente muito doente.
– Neji, como assim? – perguntou tremula.
– Deixa eu te levar para tomar o café e matar a saudades – disse pegando e mão, beijou a testa da morena e continuou – eu tenho muita coisa para te contar, mas não ouse imaginar que te esqueci ou que desapareci.
– Não sei se quero ir – disse em tom hesitante.
– Tenten, por favor, eu não esperava te encontrar, mas já que encontrei eu preciso te explicar, tem muita coisa acontecendo, eu só pensei em você, eu te amo amor, vamos conversar comigo.
– É melhor Mitshashi – disse a Diretora com um sorriso lindo que forçava confiança, mas além do sozinho no seu olhar havia preocupação havia medo, seja lá o que ela e o Hyuuga conversaram a deixou preocupada.
– Ta – concordou então em voz baixa.
– Neji, me ligue assim que tiver noticias, por favor – pediu a loira então.
– Será a primeira a saber Senhora Tsunade.
[...]
No Cyber Café do Pucch’s Yamanaka Ino tomava um expresso cappuccino gelado com chantilly junto com Gaara, que como sempre nunca comia nada, Sakura se contentava apenas com suco e já o namorado Sasuke apenas bebia água, não era muito animado estarem com fome tão pouco sede, apenas estavam preocupados nada além de preocupados, Riroki Morimoto era um rapaz totalmente perigoso absurdamente psicopata e agora o maior medo de todos era que finalmente possuía Hinata, e seja lá o que estivesse para acontecer, coisa boa não seria, Itachi explicou bem, não eram uma Organização Secreta qualquer, e eles pararam todas as atividades apenas para se dedicar ao sequestro da Hyuuga, pobre Hinata, e tinha o Naruto, que de todos era o mais preocupante, ele não saia do quarto, mal comia, mal se hidratava, tudo por que estava ao máximo manter os nervos nos lugar, e a policia parecia que estava longe de ter qualquer pista, era tão imprevisível.
O celular de Ino tocou no mesmo instante que o silencio pairava na roda, na bina estava bem descrito quem era.
Papai Inoichi.
– Pai? – murmurou confusa por jurar que ele estava em mais uma viagem a mandado do Congresso para resolver negociações com a ONU, e quando ele estava viajando a trabalho poucas vezes ligava.
– Querida, eu acabei de chegar em casa – murmurou do outro lado da linha – sinto muito por sua amiga.
– Eu sei é horrível.
– Espero que a encontrem logo, eu falei com Hiashi Hyuuga o exercito esta a disposição se ele precisar – ela sorriu com a bondade que ele tinha para deixar as pessoas felizes.
– Vão encontrar sim papai, eles vão encontra-la estou rezando.
– Sim, minha florzinha continue rezando e por favor, venha para casa o mais rápido possível, eu preciso falar com você querida.
– Falar comigo?
– É preciso falar com você, nada urgente, apenas assuntos a tratar.
– Ta, estou indo agora mesmo – Ela contou aos amigos sobre o termino do relacionamento com Sai, fazer o que, as vezes as coisas simplesmente não saem da forma como planejamos, porém apesar de terem muito que conversar o assunto não rendia, pelo menos para Ino, Hinata era sua maior preocupação, assim como também para os outros Sakura era sua melhor amiga, que de tentava se manter o mais calma possível, era tão claro a aflição que existia nas pupilas esmeraldas e também no jeito distante, sua mente só pensava nela, em tempos difíceis que enfrentou criou um vinculo essencial com o Sabaku, e Sasuke apesar de ser o mais distante dela tinha que ressaltar a todo momento, ela era a amada do melhor amigo dele, do cara que durante toda a vida considerou irmão, então ela era irmã também, protegeria ela como se fosse sua, afinal era para isso que servem os amigos, tinha que fazer isso por Naruto, já que ele não tinha mais nenhuma condição nem simplesmente para viver, era intrigante.
A Yamanaka então se levantou de um jeito cansado de uma maneira exausta, por que seja lá o que o pai tivesse para falar não seria na interessante, nada era interessante para ela, tinha muitas coisas acontecendo, e de repente era como se tudo fosse mais importante e ao mesmo tempo nada conseguia ser assim tão importante, sua cabeça fervilhava enquanto apanhava a própria bolsa.
– Bom, Sr. Inoichi solicita a minha presença – afirmou suspirante, a ainda de maneira irônica com um sorriso fraquejado nos lábios, não estava sendo fácil para ninguém, ser forte.
– Hey Ino! – chamou Sakura para um abraço reconfortante que apenas amigas sabiam trocar e assim no seu ouvido ela sussurrou – temos que nos manter firmes o.k?
– É difícil – respondeu – como a Hina consegue?
– Temos que conseguir por ela, temos que manter a calma, e ter fé, eles vão resgata-la amiga, e logo logo ela vai estar conosco.
– Sim – murmurou um pouco sorridente, tentando seguir os conselhos da sua amiga rosada.
– Ino – agora foi a vez de Gaara chama-la ela virou-se e desceu os olhos um pouco o encarando esperando que dissesse alguma coisa, Gaara inflou o peito pois lembrou-se do homem que era, ele era um cafajeste e não tinha medo tão pouco receio de falar com uma mulher bonita, ainda sendo Ino uma amiga – posso passar na sua casa mais tarde, quero falar com você.
– Parece que todo mundo quer falar comigo hoje – ela respondeu de brincadeira com um sorriso meio fraquejado – pode sim Gaara.
Enquanto ela se distanciava da mesa, estando de costas para ele, os olhos esverdeados no tom de agua fuzilavam os cabelos loiros imensamente compridos dançarem junto do seu andar, por todos aqueles anos de amizade sempre teve ciúmes da amiga loira, porém nunca se sentiu verdadeiramente chateado como estava se sentindo naquele momento, talvez por que pela primeira vez sentira na pele que estava a perdendo de verdade, apesar de sempre ser confiante com as mulheres e estar sempre cortejando varias ao mesmo tempo, Gaara tinha uma grande dificuldade para demostrar seus sentimentos por Ino, talvez por que fosse dela que ele gostava de verdade, e agora era uma enorme necessidade se manter perto dela, havia um desejo enorme de tê-la, ele queria que ela fosse sua, apenas sua, por que ele a amava, e não queria não queria ela amasse ninguém que não fosse ele.
O sino da porta tocou anunciando sua saída, pelo vidro viu ela desaparecer, e saudade já era acumulada no peito, era assim que sabia que amava, por que toda hora queria admira-la, melhor do que qualquer obra de Da Vinci Ino tinha uma beleza digna de obra de arte, se perdia com facilidade por ficar olhando-a.
– Acho que vou visitar o Naruto – disse a voz aveluda do Uchiha enquanto visualizava o telefone intacto sem nenhuma mensagem ou ligação perdida – estou começando a ficar preocupado.
– Quer que eu vá junto? – perguntou Sakura de maneira incrédula.
– Acho melhor só eu ir, você sabe que ele tem uma mania de ficar sozinho quando essas coisas acontecem – explicou com resposta – acho melhor você ir comigo Gaara.
– É, é melhor irmos mesmo, incrível Kushina não ter nos ligado ainda.
– Ela deve estar querendo dar um tempo a ele.
– Espero que ele não suma de novo – murmurou a rosada com tristeza que esboçada na voz fraquejada.
– Ele não vai sumir – o moreno respondeu – ele quer o primeiro a saber noticias dela.
No exato instante do fim da conversa, um carro preto blindado estacionou cantando o pneus de maneira perfeita na vaga em frente a cafeteria, o símbolo da família Hyuuga, cromado em relevo era visto bem no canto lateral do lado da lanterna, era um dos carros da empresa. Sem pensar tão pouco hesitar, Sai desceu do carro batendo a porta do mesmo com uma pitada de revolta, enquanto Sakura e Gaara faziam uma expressão confusa e hesitante por que tanto um quanto outro já tentavam imaginar como o moreno haviam os encontrado, Sasuke parecia perceber já que alguma coisa havia acontecido, além da cara mais pálida do que o normal de longe via as mãos dele agitadas e o olhos meio assustados, o moreno adentrou na cafeteria com passos rápidos e se aproximou da mesa onde estavam os três amigos.
– Como você nos encontrou? – perguntou Gaara logo de cara, Sai hesitou apertando os próprios punhos nervosamente, passou a língua entre os lábios secos e os dedos pelos cabelos levemente suados, Sasuke apertou o ombro da namorada a acolhendo num abraço que esperava por noticias ruins.
– Itachi rastreou o celular do Sasuke – ele respondeu ainda em tom de nervos.
– O que aconteceu? – perguntou Sasuke então, e ele ficou um minutos em silencio até finalmente conseguir soltar o ar do pulmões – Sai o que aconteceu?
– Sasori esta morto – murmurou então, e o olhos esmeraldas da Haruno se transformaram tsunamis de lagrimas e ao mesmo tempo arregalaram de maneira absurda.
– O-o-que??? – ela perguntou tremula sentindo o próprio coração falhar, por se lembrar daquele ruivo o sempre a tratou bem, pôs a mão no peito aflita, e não querendo imaginar ele de tal forma, Sasori estava tentando mudar de vida, ele realmente queria recomeçar e agora ela que torcia tanto por ele apenas tinha vontade de chorar, as pessoas merecem ser perdoadas quando arrependidas, ele merecia uma segunda chance, sua mente paralisou no mundo que as pessoas não tinham nem sequer oportunidades para viver.
– Tudo indica que o foi o irmão e líder da Akastsuki, Nagato, junto com a namorada Konan, entraram no condômino e mataram ele enquanto dirigia, foi um tiro na garganta – Sasuke ouviu a rosada arfar e não conter mais o choro, por mais que odiasse Sasori por sempre estar encima da garota que era sua, também não podia deixar de sentir pena, ele era muito bondoso com Sakura mesmo.
– Meu Deus – comentou Gaara mais perdido do que tudo nas palavras.
– Tem mais – continuou Sai.
– Mais que isso? – perguntou Sasuke.
– Riroki entrou em contato com Naruto, ele esta com Hinata agora mesmo, Itachi descobriu o cativeiro a policia a Interpol todos estão indo para lá agora, seu irmão teme que eles não tem muito tempo.
– O QUE? NARUTO O QUE? – Sasuke se levantou então foi sua vez de cerrar os punhos.
– Aquele idiota – disse Gaara.
– Quando foi que tudo isso aconteceu? – disse Sakura.
– Devemos no reunir na casa de Hinata, Sr.Hiashi, Neji, Sra.Tsunade, Tenten, Seu pai, todos os envolvidos, é o detetive Kana, orientou que devemos ficar juntos é o melhor.
– Alguém avisou Kushina?
– Ainda não, Sr.Minato saiu junto comigo, ele foi busca-la.
– Ela vai surtar – a respiração de todos chegou a ficar alterada, Sakura se levantou também.
– Onde esta Ino? – ele perguntou então recebendo diretamente uma fuzilada de Gaara.
– Com o pai – o ruivo respondeu – eu irei busca-la.
– Ótimo, devemos ficar todos juntos – ele murmurou novamente, era o suficiente para todos começarem a se mover, pois a apesar da morte de Sasori abalar eles tinham que lutar para que mais nenhuma fosse causada, Sakura chorava, porém sabia disso, Sai os guaria enquanto Gaara buscaria Ino, se proteger era primordial era essencial, e rezar, rezar para que Itachi fosse rápido, rezar para Riroki em um único deslize errasse pelo menos por um pouco nos seus planejamentos mirabolantes, rezar por Hinata, rezar por Naruto, afinal a vida deles, seus melhores amigos, que tinham irmãos, pais, primos, amigos, eles ainda estavam em perigo. Sasuke apertava os punhos em revolta sem poder fazer nada, estava de mãos atadas enquanto seu melhor amigo estava lá fora em perigo, ele e o Sabaku trocaram olhares, olhares raros com pontadas de preocupação, por que jamais passaram por tal situação, tudo que podiam fazer era manter o controle e torcer, para que ele voltasse a salvo, enquanto isso restava proteger Sakura, Ino, Kushina, sim Kushina por que se qualquer minúscula coisa acontecesse a ela Naruto jamais viveria feliz e talvez se culpasse pelo resto da vida e Hanabi por que entre todas as preciosidades do mundo, ah para Hinata Hanabi era a mais importante, sempre foi e sempre seria. Não era de chorar, tão pouco pensar, estava certo e convicto, de a força tinha que vim, uma mente tranquila e aberta também, eles tinham que agir.
[...]
2min e 14seg.
Faltava pouco tempo, e sentindo isso Namikaze Naruto abraçava ainda mais sua amada, ela tremia, ela tinha medo de morrer, tinha medo do que estava por vim, tinha medo que a eternidade os afastasse, tinha medo do que poderia acontecer com seu amado, tinha medo no abalo que poderia causar nas pessoas que ficassem. Tinha medo de esquecer, ela não queria esquecer, não queria esquecer ninguém, nem sua família tão pouco seus amigos, não queria esquecer Hanabi, Neji, papai, vovô, não queria esquecer sua mãe, e Ino ou Sakura, se entristecia só de imaginar esquecer Sasuke e Gaara, e também não queria esquece-lo não queria esquecer Naruto que era tão incrível tão importante para si, por que por mais que sua vida fosse toda bagunçada e difícil, ela aprendeu a gostar mesmo assim, por que lhe trouxe ele, e estava agradecida e feliz, queria viver mas parecia impossível.
Naruto então a abraçou mais forte ainda, não que não estivesse com medo, por que sim estava, afinal todos temos medo daquilo que é incerto, daquilo que principalmente não conhecemos, mas ele queria dizer num único gesto que ambos juntos, partiriam dessa vida, assim como dito na bíblia, o que Deus uniu o homem não separa, Riroki não separaria, e o que ocorreria na terra do mortos eles também enfrentariam, um abraço que os uniam em um único elo de uma única forma.
Fios de insegurança fizeram sua cabeça se erguer e os olhos azuis encararem o teto de madeira envelhecido, suspirou, queria passar mais tempo com ela, queria ter uma vida ao lado dela. E nessa hora parece que o céu ajuda quem merece, as pupilas escuras envolvidas pelo oceano azul perfeito não haviam percebido até encaram muito, as barras de ferro que seguravam as correntes de Hinata estavam presas a madeira do forro, ele era burro, foi a primeira coisa que pensou, em seguida bastou soltar Hinata sem dizer uma única palavra a deixando confusa e incrédula.
– Naruto? – ela murmurou mas não houve resposta, o loiro correu pela sala sendo observado, ao chegar nas portas duplas de saída estavam trancadas, por mais que Riroki havia lhe dado uma segunda chance, ele não tinha a menor intenção de deixa-lo escapar, as janelas eram todas blindadas então lembrou-se do que Sasori tinha lhe dito.
Meu pai tinha um porão secreto na copa que utilizava para contrabando.
Então na sua mente houve um fio de esperança.
– Naruto?! O que houve? – ele ainda não respondia, ela ainda observava a sua maneira estranha, batendo forte os pés no chão e as mãos nas paredes como se procurasse algo, observou o relógio.
1mim e 15seg.
– Naruto! – berrou então querendo explicações.
– Essa casa é velha e acabada, caindo aos pedaços por assim dizer – sorriu, e ela se sentiu desconfortável, como ele podia sorrir numa situação daquela, continuou então – sabe por quê?
– Por quê? – sussurrou a pergunta.
– Por que é um disfarce – gesticulou com sabedoria ainda batendo no chão e nas paredes – as portas são de aço inoxidável e as paredes vidro temperado a prova de balas de três centímetros.
– E o que isso quer dizer?
– Nessa casa o pai de Sasori e Nagato escondia muito mais do que contrabando de drogas ilícitas, mas também grande parte da sua fortuna – no puxar sem querer do relógio antiguíssimo que fazia parte da parede a base do piso se elevou, mostrando onde ficava a tal porta do tal porão, Naruto não tempo de puxar o piso de madeira que escondia outra porta de aço, para sua alegria e imensa raridade, destrancada, claro já fazia muito tempo que a Akastsuki não utilizava aquele lugar.
00:56seg
O loiro puxou então a porta de aço abrindo para a escuridão que tinha lá embaixo, correu até a lateral de Hinata bateu com força no forro, uma das ripas de madeira se soltou com facilidade, então segurou firme no buraco feito por ele mesmo e usou a força que ainda tinha, ergueu as pernas e bateu forte, dando chutes nas barras de aço que seguravam as correndo de Hinata, a física fez o resto, em questão de segundos a madeira que a sustentava não aguentaria mais, e não demorou muito mas outro pedaço do solado quebrar em pedaços fazendo a jovem Hyuuga despencar como uma boneca de porcelana, ela estava a dias em situação deplorável, não comia, não se mexia, suas pernas braços estavam completamente fracos, sem falar na dor que corroía os músculos um por um de sei lá quantos dias que estava ali presa pelos braços sem poder usar um única fagulha dos seus próprios movimentos, o trombar do seu corpo contra o chão a fez arfar em medo e choques de dor pela espinha, Naruto pulou no chão no mesmo instante antes que outra ripa velha o derrubasse, odiou-se por não poder ser mais delicados, mas custou levemente a correr e ir ampara-la, Hinata não tinha condições de andar, sua pele estava mais pálida do que o normal o que mostrava absurdamente a falta de nutrientes no seu corpo, teve medo, claro que teve, afinal ninguém de ferro, olhou o relógio.
00:20seg
E não havia mais tempo a perder.
Apanhou a amada no colo e correu pela sala até o tampão aberto, por mais delicado que quisesse ser, parecia tão impossível na hora do desespero, Hinata não sabia mais falar apenas gemer de dor, de repente era como se estivesse lindando com uma boneca de cristal pronta para estilhaçar a qualquer momento, com todo cuidado e ao mesmo tempo toda a dificuldade que tinha desceu as minúsculas escadas estreitas tendo uma visão turva da sala de concreto vazia, colocou Hinata deitada no chão ali mesmo e passou a mão em seu rosto delicado querendo ter certeza de que ainda continuava tudo perfeito, é ainda estava tudo perfeito e pelo isso por enquanto ainda o deixava satisfeito, correu de volta subiu as escadas de novo agradecendo por diferente dela ter um equilíbrio perfeito, ao alcançar a alavanca seu olhos azuis cintilantes miraram perfeitamente no dispositivo de Riroki, a bomba que os estava tentando matar, e no mesmo instante o números do relógio digital ficam vermelhos e o alarme ecoou pela residência.
Era a hora.
Naruto bateu o tampão e pulo escada abaixo, Hinata tossiu em meio ao rugido que saiu da sua garganta quase um grito, ele a abraçou e mesmo na escuridão pode ouvir. Tudo explodir. Dinamite 6, usava para derrubar os maiores prédios de concreto, e esse era o maior erro de calculo do loiro, por mais que o concreto os protegesse, ele não suportaria, e no mesmo instante, tudo, tudo desabou. Tinha poeira os sufocando, tinha concreto os esmagando, tinha o calor que penetrava na pele sem piedade, tinha fogo, e, não havia chance.
[...]
Namikaze Kushina, tão linda e sempre tão serena caminhava por sua mansão como sempre de um jeito simples, usava uma calça jeans simplória, sapatilhas brancas da mesma cor da sua blusa de tricô, carregava um jarro azul cobalto enorme cheio de rosas brancas, seu andar era quase como uma dança de tão lindo, assim com o dia que estava lindo, o perfume do jardim que rondava a casa, feito e cuidado por ela era mesma, através do vento perfumava a casa. A ruiva passou a noite orando, implorando para que Deus fosse misericordioso e colocasse um fim em todo o terror que estava vivendo entre a sua família e as famílias que eram tão amigas da sua. Por Naruto que de dias em dias estava trancado na escuridão do seu quarto sem mal se alimentar, suspirou em êxito, porém acreditava que depois da tempestade aquele dia maravilhoso tinha um significado, era uma resposta de tudo ficaria bem. Mas até as boas vibrações foram retiradas, um aperto sem igual sufocou seu coração, e ao mesmo tempo como mil facas estivem lhe perfurando, o mundo parou, o dia lindo se tornou preto e branco, seu olhos se encheram em agua em instante, suas mãos não puderam mais sustentar o vaso magnifico e azul, o ouvir do mesmo estilhaçando-se no chão não a tirou de seus devaneios, era uma sensação de terror.
Minato Namikaze atravessou a portas duplas de carvalho puro no exato momento, eles trocaram um olhar único que para a ruiva já dizia tudo, não era boas noticias, ela estava ofegante, ela estava realmente passando mal, mas como mãe protetora que era passou a correr pela cara cambaleante e com dificuldade.
– Kushina! – berrou Minato, mas ela desviou das suas tentativas de segura-la – Kushina pare já!
Pela primeira vez Namikaze Kushina não obedeceu o marido, ela subiu as escadas segurando firme no corrimão e sendo seguida pelo marido, grudada na parede quase com visão turva de vez, correu pelo corredor, até finalmente conseguir a porta do quarto de Naruto.
Ele não estava lá.
Sua boa ficou entre aberta e um turbilhão de emoções atingiram seus sentimentos, lagrimas começaram a escorrer sem para, seu chão inteiro desabou.
– Cadê meu filho? – sussurrou com dentes cerrados e pulsos trêmulos.
– Kushina, acalma-se – disse Minato a amparando, antes que despencasse chão abaixo.
– Cadê meu filho? – sussurrou de volta, e pela primeira vez Namikaze Minato, tão poderoso do jeito que sempre foi, tão ignorante e ao mesmo tempo seletivo e abusivo se sentiu impotente.
Não nada mais certeiro que os pressentimentos de uma mãe.
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