O Amor Único {em reforma}
9 Planos que dão errado.
Notas iniciais
Naquele dia, que parecia ser comum como qualquer outro. Hinata chegou à escola um pouco sorridente apesar de estar atrasada, pois trabalhou até tarde na noite anterior, não ouviu o despertador e perdeu a primeira linha do metro, chegou a tempo apenas para a terceira aula, catástrofes que normalmente aconteciam ela continuava aprendendo com isso, mas nada estragaria seu humor, havia vencido Naruto em uma partida de xadrez, estava bem satisfeita com isso, mas não queria mandar ele fazer nada, não queria nada que viesse de alguém como ele, apenas queria provar que não era nenhuma incompetente tão pouco o elo fraco do jogo que ele imaginava que era, também não podia negar que adorou ver a expressão de desapontado no rosto do Namikaze que servisse de lição ao seu machismo então, Naruto apenas achava que a conhecia, mas nem nas profundezas da própria imaginação ele jamais a conheceria, Hinata poderia ser teimosa, cabeça dura, e como ele mesmo dizia, nervosinha, mas a realidade era que raramente perdia a paciência com alguém, sempre foi amigável, simpática, esbanjava gentileza tanto que quase nunca opinava ou se posicionava o pai lhe ensinou o devido silencio, e ela acatou bem embora isso tenha lhe ensinado a agir secretamente, mas não era nenhuma otária, e tinha que deixar isso bem claro pra ele, não gostava de ser tratada como uma princesa mimada, ela não era e estava longe de ser ou querer era responsabilidade o suficiente já ser dona do seu sobrenome imagine da imagem, ela não queria isso naquela vida, durante toda a vida, enfrentou o pai o avô, e nunca foi ou se sentiu fraca em relação a isso e não era por que Naruto era o popular, o todo máximo, desejado por todas as retardadas da sua escola, e ela também seria, e foi apenas pensar nisso que sua cabeça frágil foi invadida pelas lembranças daquele beijo envolvente e saliente, como odiou a existência do vão daquela escada, aquela balada e tudo naquela noite, e se odiou por não conseguir esquecer aquele momento, sua mente era mais provocadora do que conseguia imaginar, ficava a lembrando daquele garoto o tempo todo, o que achava de alguma forma, ridículo.
O estacionamento da escola estava vazio de alunos embora lotado de carros, até mais do que o de costume ela teve que notar mas não achou relevante, claro já era a terceira aula, tinha que se preocupar em inventar um desculpa bem coerente para a Diretora Tsunade deixa-la entrar na aula, embora já soubesse que a loira não brigaria com ela, passou pelo imenso corredor de pilares gigantes, subiu as escadarias, tudo com enorme tranquilidade, adentrou no colégio, e começou a andar pelos corredores, indo em direção a sua sala, e não pode deixar de notar o quanto as salas estavam silenciosas, todas com as portas fechadas, continuou a andar, subiu as escadas e passou pelo segundo corredor onde também o silencio predominava, ao entrar na sala que era sua própria, reparou que estava quase vazia se não fosse pela presença da amiga rosada.
– Hina, achei que não ia vim hoje – ela disse retirando o celular da mochila e se direcionando para a amiga Hyuuga com um olhar confuso – esta bem atrasada por sinal.
– Eu acordei tarde – afirmou franzindo o cenho observando que parecia tudo normal para ela – onde esta todo mundo?
– Hoje tem uma celebração, o treinador vai anunciar o time que vai participar do Campeonato, todos estão no ginásio. Você se esqueceu?
– Vamos pra lá? — ela nem precisava ter ido então, e claro que não prestou atenção ela não prestava atenção em coisas que não considerava importantes.
– Você é muito ingênua, esta cheio de câmeras Hina — Sakura sibilou com um sorriso, e a Hyuuga era mesmo, quase tão ingênua quanto o impiedoso desastre que vivia dentro de si — a imprensa sempre acompanha esses eventos deve ter umas 8 emissoras de TV lá no ginásio.
– O-o-que??? — perguntou quase que exaltada — como assim?! Ai que droga!!!
– Por isso achei que você não vinha achei que soubesse — afirmou a rosada — esse Colégio só tem filho de gente importante, todos querem cobertura completa.
– Estou cercada – Hinata colocou a pasta sob a carteira e rapidamente e apanhou seu quase intocável celular, ao abri-lo vinte três chamadas perdidas da Diretora Tsunade na noite passada, seu celular tocou na noite toda dentro do seu avental enquanto trabalhava na lanchonete e ela é claro não ouvi nenhuma vez, é claro que ela, a loira amiga de sua mãe tentou avisa-la ou pelo menos lembra-la de que o evento era hoje por que já deveria presumir que a própria esqueceria ela sempre esquecia de tudo mesmo, mas como aquele aparelho mal funcionava ficava sempre no silencioso ela não viu. Enterrou o rosto com as mãos mostrando tamanha indignação, agora, tinha câmeras por toda a escola, entrar por sorte foi fácil, pensou em como não pode notar algo de tamanha importância, seu pai estava quase leiloando seu paradeiro ela não podia fracassar em horas como essas tão simplesmente delicadas, sair com certeza era arriscado, os repórteres estavam andando para todos os lados, e não podia ficar o dia todo enfiada naquela sala.
– Sakura eu tenho que sair daqui! — ela murmurou em desespero completo já, pedindo um socorro de imediato.
– Não da para ficar aqui e esperar essa festa acabar?
– E quando acaba?
– Eeer...ta, temos que te tirar daqui — concordou a Haruno finalmente fazendo um raciocínio lógico na própria mente — principalmente se Ino, Gaara, Kiba ou Naruto aparecer por aqui, ai vai ser um desastre!
– Meu Deus, verdade, Sakura, diz que tem uma saída, fora a saída principal?
– O que tem de errado com a saída normal?
– Eu posso trombar com alguém! — ela rebateu — Céus, consegui chegar aqui por mera sorte não posso bobear para sair.
– Hinata, esta cheio de vans de emissoras de televisão lá fora, como você não viu isso?
– Eu sou meio desligada Sakura, mas depois você briga comigo agora me ajuda a dar o fora.
– Tem a saída de emergência do primeiro andar, é a única que fica aberta, só tem um problema!
– Qual?
– Fica do lado da porta do ginásio – um nó se formou na garganta da Hyuuga por ver tamanho risco, completamente cercada, qualquer um já podia te reconhecer todos os dias, imagina agora com repórteres por todos os lados. No ginásio de esportes as pessoas estavam celebrando o inicio do Campeonato o Champpions School, também conhecido como os campeões escolares, e era importante para todos já que a escola era uma das favoritas, se xingou mentalmente centenas de vezes, burra, tola, estupida, desligada. Como não pode atender as ligações? Como não viu as vans estacionadas do lado de fora do Colégio? Mas agora naquele instante já era tarde, tudo que podia pensar era em numa forma de sair daquele buraco, antes que seus sonhos fossem diretamente e completamente pelo ralo, não tinha tantas escolhas apenas se custou a rezar para ter sorte de novo.
As duas amigas saíram da sala, atravessando os corredores vazios com passos de pássaros, curtos e leves, o máximo de silencio possível. Desceram os três lances de escada, passaram por mais alguns corredores, tanto os olhos perolados quanto os esmeraldas olhavam para todos os lados, procurando alguma sombra, qualquer vestígio de que iriam encontrar alguém, por sorte nada, ouvidos atentos, nenhum passo também foi ouvido, tanto Hinata quanto Sakura, respiravam fundo em tamanho da densidade do ar, estava quente, estava pesado cheio de suspense, enquanto se escondiam atrás de uma porta qualquer, as duas avistavam a porta de emergência um pouco distante, e não tinha ninguém no caminho, apenas outro corredor que levava provavelmente para as portas do ginásio, de lá mesmo ela ouvia o grito dos alunos que provavelmente aguardavam na arquibancada, o time sempre fazia um amistoso e depois o Treinador Gai anunciava os escolhidos, Naruto Namikaze, Sasuke Uchiha, Kiba Inuzuka eram sempre os favoritos e que eram escolhidos todos os anos seus nomes eram vibrados pelas garotas com intensidade, se arrepiava de cima abaixo imaginando a festa enorme acontecendo. Novamente uma troca de olhares disseram tudo entre elas, que aquela era a única saída ela só tinha uma chance e não estava muito longe, Hinata lembrou-se do pai, do avô pessoas que durante todo sua vida a guiaram obrigando a fazer as coisas que nunca quis e tratando como se fosse uma marionete porque era muito difícil mandar em Neji que além de mais velho era considerado um filho, mas ainda não era filho, ou Hanabi comandar aquelas malditas Industrias, tradições, tradições, como odiava aquilo o tempo todo, de certo modo ela seguiria com o que eles mandassem, seria a tão querida presidente que eles tanto desejavam, mas apenas não queria que seus sonhos fossem colocados de lado, ela esculpia tão bem quanto a mãe, a mãe que tanto amava e sentia falta, e queria expor suas obras um dia, mas aquilo parecia impossível, suspirou fundo, ela e sua amiga rosada saíram de trás do armário finalmente ao encontro da saída de emergência com passos meios rápidos.
E foi nesse momento que a Hyuuga mais se odiou, pois não se preocupou se alguém estava vindo naquele corredor, e de fato estava, um segundo de negligencia que podia destruir tudo, ambas sentiram seus pescoços serem envolvidos por braços fortes e rápidos.
– Adivinhem que é o capitão do time garotas!!! – Kiba estava animadíssimo, caminhando com suas pernas fortes indo em direção as portas do ginásio quando viu as duas amigas, ele era fanático por futebol e mais obcecado ainda por ficar em posição superior aos amigos, agora arrastando com sigo Sakura e Hinata que tentava lutar contra sua alegria, mas suas pernas não conseguiam parar, o Inuzuka era forte sentia que podia cair a qualquer momento.
– Kib...- ela tentou dizer mas ele a interrompeu.
– Vamos comemorar na minha casa de campo hoje, mulheres, som e muita bebida, a maior festa para o melhor capitão — ele gargalhou — hoje eu não sou de ninguém, só alegria, nem namorada vou ter mais.
– Kiba...- agora Sakura tentou falar.
– Naruto e Sasuke sempre são os capitães, mas não, esse ano é meu, estou louco para ouvir o treinador falar – agora já era tarde, tarde para ela, tarde para rosada, tarde para o tempo, tarde para tudo.
Atravessaram as portas e os olhos de Hinata se arregalaram em tamanha decepção, começou a contar os segundos, era decepção de si mesma de tudo. Quando os holofotes do local brilhavam para todos os lados enquanto os alunos gritavam em tamanha agitação, estava tudo lindo, pais, alunos e câmeras muitas câmeras, e o amigo deu vários passos depois de passar por aquelas enormes portas, a Hyuuga estava no meio de um campo minado
– Vamos vamos, eu quero que todos ouçam a minha promoção – o Inuzuka ainda dizia, e no exato momento que Kiba a soltou ela pensou em correr, olhou para os lados sem ver nenhuma agitação, ela realmente pensou em correr. Mas a vida em si era muito rápida do estilo que não dava pontos sem virgulas, os segundos foram mais rápidos que Hinata e aquele câmera-men do Canal 9, as manchetes locais, a direita próximo ao palco que não estava nada distante filmando tudo ao redor foi mais rápido do que ela, mais rápido que todos lá, ao pegar uma imagem geral a lente focou nela, ele ficou perplexo como se tivesse visto um pote de ouro no fim do arco-íris, e analisou bem e não tinha nenhuma duvida, pupilas brancas, cabelos azuis escuros.
– AQUELA NÃO A HYUUGA HINATA? – ele gritou olhando para repórter um pouco a sua frente que entrevistava um outra pessoa, ela parou no mesmo instante para rever o alvoroço do parceiro e ela não fora a unica. Sakura cruzou seu braço no da amiga enquanto todos os repórteres começaram a perceber ao poucos levando a notícia pelo recinto, olhavam surpresos e começaram a murmurar entre si, “é ela mesmo?” “a herdeira desaparecida” “só pode ser ela”, e era mesmo a tal Hyuuga, os olhos perolados eram inconfundíveis exatamente iguais aos do pai, do avô, do primo, era quase como uma marca na família, que era considerada uma das mais poderosas do Japão, Kiba fez uma expressão confusa percebendo a agitação da impressa olhando para ela, franziu o cenho a encarando.
Bastou um deles dar o primeiro passo, afinal todos queriam aquela noticia, e como uma manada de elefantes todos aqueles jornalistas presentes naquele local foram para cima dela como se estivessem desesperados e talvez estivesse, era manchete inusitada. Já era tarde, ela nem pensou em correr mas suas pernas perderam os movimentos já fazia algum tempo, só não lembrava mais em qual momento mesmo que fosse recente, apenas sentiu seus olhos enxerem de água de um vez mergulhando suas pupilas em sonhos fracassados, todos os alunos começaram a perceber a movimentação, e olhares curiosos surgiram por todo recinto, a garota misteriosa e bolsista agora era revelada.
– Srta.Hyuuga! – eles gritavam praticamente a sufocando, câmeras, microfones, boom, flash's a deixavam zonza, para todos os lados, suas pernas mal se mexiam, estava sendo empurrada, apertada e ninguém além de Sakura se importava.
– Gente, por favor, afastem! – pedia a rosada tentando ser educada. As equipes eram maiores do que realmente parecia, justo naquele dia a TV saiu com armamento completo.
– Hinata! – gritou Tsunade entrando no meio daquele formigueiro.
– Srta.Hyuuga por você sumiu? – o primeiro perguntou.
– Seu pai sabe sua localização? – o segundo.
– Onde esteve esse tempo todo? – o terceiro.
– Por favor, Srta Hyuuga, esta preocupada com os deveres da família? – o quarto.
– Eu preciso de uma barreia na entrada do ginásio — murmurou a Diretora, para os seguranças da escola pelo walki-toc que vivia no seu cinto da calça social elegante.
Hinata simplesmente não respondia, tão pouco se mexia, Tsunade e Sakura não saiam de perto dela enquanto os repórteres apertavam cada vez mais, tinha pessoas falando no celular sobre o inusitada, tinha alunos filmando, tinha gente pesquisando na internet sobre ela, todos pasmos e agora interessados. Virou assunto, virou noticia, virou tudo, e tudo de ponta cabeça.
– Isso tem haver com o casamento cancelado? – já bastava, Tsunade e Sakura, estavam fazendo de tudo para conseguir caminhar com ela até a porta de saída a mesma por onde haviam entrado assim ficariam longe das câmeras com ajuda dos seguranças. Ino chegou junto com Gaara e ficando ao lado de Kiba que ainda parecia chocado, uma Hyuuga, bem ali na sua frente, pouco sabia sobre essa família, mais por herdeiro de uma grande Empreiteira com Empresas em todo canto sua mãe falava muito de nomes poderosos. Hinata não respondia as perguntas que berravam no seu ouvido, estava frustrada o bastante, e quase chegava ao seu destino que era saída, os seguranças vieram ajudar a Diretora logo em seguida berrava a sua autoridade, celebração que virou um verdadeiro inferno do segundo para o outro.
As portas do ginásio entram únicas de entrada e saída, e foram abertas antes que as mãos de Tsunade chegassem até as maçanetas, tudo que não deveria acontecer estava acontecendo, e esse foi o pior momento, o momento que provavelmente tudo congelou onde todas as suas chances que foram jogadas para longe agora pegavam fogo sob destruição total. Quando seus medos se tornaram realidade, e os olhos perolados tão amedrontados encontraram os prateados nada diferentes bem na sua frente, Neji, agora definitivamente estava tudo acabado, o primo bem ali, junto com Minato Namikaze com postura elegante e acompanhando o filho Naruto, Sasuke, e um homem de expressão brava, Fugaku Uchiha seu pai, claro que eles não perderiam a classificação dos filhos, evento importante que os levou até lá, e logico que eles não chegariam na hora, mal respeitavam as pessoas imaginem os horários. Desejou ser engolida pelo chão que sustentava os seus pés, o que alguém lá encima simplesmente a fizessem desaparecer, ou que aquilo fosse apenas um sonho.
– HINATA! – vociferou surpreso, sua prima desaparecida por dois meses ali, naquele Colégio nobre, franziu o cenho confuso vendo a visão inacreditável bem diante dos seus olhos, e novamente ela ainda não dizia nada, enterrou o rosto com a mãos enquanto ainda era brutalmente empurrada.
– Sr.Neji, você sabia do paradeiro de sua prima? – perguntou outro repórter.
– Esta encontrando ela nesse momento? – mais uma, Neji a fitou, viu sua decepção, viu seu desespero, viu seus olhos tristes e com medo, mas estava na verdade estava furioso, quanta ousadia contra a sua família.
– Afastem! – pediu se aproximando – afastem droga! – ele agarrou no braço da prima, sem se importar se estava a machucando, depositando mesmo intensidade sem pensar no quanto, levando ela junto com a Diretora para dentro do Colégio, Minato balançou a cabeça negativamente e Fugaku apenas lhe lançou um olhar, ambos que vinham acompanhando essa novela a meses, Hiashi e sua dificuldade para preparar a herdeira.
– Pai o que esta acontecendo? – Naruto perguntou seco e grosso como sempre, o oceano de seus olhos congelados confusos, a garota era uma bolsista, e por que todo aquele caos? tinha acabado de ser apresentado ao jovem Neji, por que também aqueles repórteres falavam que Hinata era sua prima?
– É o fim do mundo – Minato Namikaze deu os ombros simplesmente, com musculatura relaxada sem se importar muito para o que o mais novo pensasse e foi atrás deles para dentro da escola, ignorando completamente o filho.
– Isso vai ser interessante – murmurou Fugaku o seguindo.
[...]
Um caos se alastrou que paralisou totalmente a Celebração de tamanha importância, ninguém falava em outro assunto, Hinata Hyuuga.
Junto com Sakura, que estava toda horrorizada de preocupação, eles se direcionavam para entender a confusão, depois de alguns minutos pensativos ao ouvir a historia da rosada, toda detalhada, de quem Hinata era, e o porque dela estar em Tóquio e naquele Colégio. Contou tudo, eles, Naruto, Sasuke, Ino, Gaara, Kiba foram a trás do furacão que estava nascendo dentro daquela escola, não apenas por gostarem de confusão, mas também por que se consideravam integralmente envolvidos, e realmente, estavam. Ao entrarem na sala de aula que era deles, viram Hinata sentada numa cadeira qualquer com as mãos grudadas por cima da madeira e de cabeça baixa completamente envergonhada em alguns já deveria ter ouvido o suficiente, Neji Hyuuga andava para todos os lados com o telefone hora nas mãos hora nos ouvidos, Tsunade, Fugaku, e Minato estava encostados no parapeito da janela, ninguém disse nada, o Namikaze mais velho apenas fez um sinal de silencio e pediu para os amigos se juntassem a eles já presumindo que já os deixaria pacientes, pois no fim das contas eles já eram parte do escândalo, e foi o que fizeram, se alojaram como se nem estivessem ali, para os meninos era fácil eles nem davam muito bola já as garotas estavam preocupadas. Naruto Namikaze era o que mais exigia explicações, por todas a vezes que a chamou de bolsista e a julgou como se fosse ninguém, o pai era amigo do pai dela pelo visto e já ouviu ele proferir várias vezes sobre os Hyuugas e sobre o quanto eram poderosos, tradicionalistas de Konoha, nunca os viu e mal prestava atenção no pai, mas pensando na semelhança de pupilas que ela e o primo tinham ele deveria ter notado mais cedo assim que o conheceu, pupilas brancas eram exclusividade e não algo que qualquer um teria, mas não notou, até por que Hinata não era muito notável embora fosse interessante, e tinha que admitir bem interessante. Queria saber mais, mas pelo visto aquele não era o momento, o olhar confuso de todos era amedrontador, e Hinata sentia, os sentia como raios atravessando a sua mente, todos a olhando exigindo respostas como se realmente tivesse que explicar alguma coisa. Neji então finalmente parou, colocou o celular no bolso, e Hinata se esticou cruzou os braços, e assoprou a própria franja com petulância, que fazia o primo ferver de raiva, pois mostrava que ela esta desinteressada, ou pior não ligava.
– De todas as besteiras que você fez essa com certeza foi a pior – foi o que ele disse em tom calmo e tranquilo ao mesmo tempo ríspido e envergonhado dela, isso era obvio, e ela não disse nada, o primo suspirou fundo – seu pai e vovô estão vindo para cá.
– Ótimo – respondeu virando a cara, só havia algo que realmente a deixava brava, o pai. O jeito do pai que não conseguia evitar.
– O que você estava fazendo aqui?
– Eu precisava estudar em um bom Colégio para passar na prova, da Academia de Artes, eu falo disso para você a vida toda.
– Você nunca ira para lá, não sonhe, não é esse seu dever — murmurou sem pestanejar então, como se fossem meras tarefas que não tinham necessidades, amava o primo, mas odiava seu pouco caso.
– E ainda pergunta por que eu fugi! — ela rebateu orgulhosa e como sempre sem medo o que ouviria, a essa altura se tratando da sua família ela não se surpreendia.
– Onde você estava com a cabeça?
– Eu não me arrependo de ter fugido se é isso que quer saber.
– Não se arrepende? – o rapaz de cabelos castanhos sentiu o sangue borbulhar, ele bateu os punhos na mesa e a obrigou encara-lo – VOCÊ TEM NOÇÃO DO ESTRAGO QUE CAUSOU PARA A NOSSA FAMÍLIA? SABE COMO VAI SER DIFÍCIL CONCERTAR TODA ESSA BESTEIRA – ela não respondeu de novo, ficou bem ali em silencio encarando sua fúria – VOCÊ TEM UMA OBRIGAÇÃO, NÃO PODE SIMPLESMENTE ABANDONA-LA, ONDE FOI PARAR A SUA CLASSE? O SEU RESPEITO? ONDE ESTA ESTA A SUA HONRA?
– Eu nunca quis ser presidente da empresa você sabe, eu não quero ser parte dessas tradições — sussurrou querendo evitar um pouco a sua ira.
– Mas você vai ser presidente das Empresas líder da família e do Grupo Hyuuga – ele gargalhou – ISSO NÃO É UMA ESCOLHA, VOCÊ NASCEU PRA ISSO, FOI EDUCADA E TREINADA APENAS PARA ISSO, ACHOU QUE IA SE ESCONDER ATÉ QUANDO?
– Chega, por favor — pediu cautelosamente.
– CORRER ATRÁS DE UM SONHO INÚTIL, TEM NOÇÃO DA DECEPÇÃO, DA PREOCUPAÇÃO COM A IMAGEM DA FAMÍLIA.
– Nossa ninguém imaginou que eu poderia ter morrido! — ela ironizou com ousadia o que irritava ainda mais o primo, porém ele conhecia muito bem o veneno dela.
– Por favor, Hinata você é bem espertinha e grandinha, então sem drama para cima de mim — afirmou sem receio — armou tudo isso.
– Neji... – Tsunade tentou dizer, porém foi interrompida.
– E VOCÊ É CUMPLICE!
– Deixe-a fora disso, Neji, isso é um problema de família.
– O que as pessoas vão dizer? A filha de um dos homens mais poderosos do Japão vivendo como uma mera bolsista, trabalhando numa lanchonete, vivendo no subúrbio, andando de metro de ônibus, temos uma tradição seguida a risca e somos honrados por isso.
– Imagem — ela sussurrou pendendo os seus pontos mais fortes da mente — IMAGEM IMAGEM IMAGEM É SÓ ISSO QUE TE PREOCUPA – agora ela que explodiu.
– Porque eu me preocuparia com uma mimada que não tem o mínimo de responsabilidade? — ele fez a pergunta ainda bravo embora menos exaltado — você sempre faz isso! Você sempre é assim!
– Como ousa dizer isso pra mim Neji?!
–BASTA!- o mais velho finalizou mostrando a sua posição superior a dela -você não esta com a razão aqui, quando voltarmos a Konoha você vai ter um tratamento bem diferente – ela não aguentava mais ouvir ele falar não aguentava mais ver ele, sua voz se tornou tão irritante quanto a vida da qual ousou a se esconder, era como sempre imaginou sendo descoberta um pesadelo, seu primo, a quem considerava ser um irmão, era simplesmente seu maior parceiro, seu protetor, e leal amigo de sempre, tratava tanto Hinata quanto Hanabi com um enorme amor, o amor de irmão mais velho que ela nunca teve, o Hyuuga foi para a casa de Hiashi quando tinha 5 anos, e ela tinha 3 anos, durante toda a vida seus olhos perolados se viam como a filha do meio, Neji foi muito bem criado pelo pai e pelo avô, cresceu aos arredores daquela mansão, brincando sempre com Hinata, e conforme os tempos foram passando ele começou a protege-la, novamente como um irmão mais velho sempre faz, porém para a desilusão de seus sonhos, era uma irmandade de consideração, e por isso Hiashi tornou a vida da pobre Hyuuga um inferno com assuntos da presidência da Empresa, ele deveria ser o braço direito da grande herdeira, porém o patriarca também desejava que tanto Hanabi quanto Neji também fizessem parte de desse Grupo, afinal a Industrias não existiam apenas no Japão, mas eram grandiosas na América e todo seu âmbito, como seu irmão faleceu Hiashi nunca teve a oportunidade de falar sobre o assunto então usaria seus filhos para formar um poderoso Grupo Empresarial, Grupo Hyuuga, e Hinata que era sua preciosa herdeira tinha que estar no topo, por sempre lembrar de seu pai, Neji adorava assuntos de negócios, e quando se tratava de resolver os assuntos de família ele deixava de ser o gentil irmão mais velho, se tornava como seu pai, ou seu avô, um Hyuuga da pior espécie, e a morena de cabelos azulados odiava isso, e principalmente odiava brigas e ainda mais com ele. Naruto tinha vontade desconhecida até por ele, de socar a cara de Neji sem saber por que, mas algo dentro de si achava que única pessoa que poderia deixar Hinata para baixo era ele mesmo, era sua função, mas se fizesse alguma coisa qualquer coisa um briga se iniciaria entre os dois Namikazes, pois Minato também tinha um lado conservador, e trouxe isso de Konoha é claro, Sakura e Ino olhavam preocupadas com a amiga e lamentavam, Sasuke juntou-se ao lado do pai junto com Gaara e Kiba, que apesar não esboçar expressão nenhuma estavam sim chocados, para a herdeira de Hiashi aqui bastou, era o fim, uma enorme humilhação, e mesmo que errada ela não deixaria que a humilhassem, ela também tinha sangue Hyuuga nas veias embora não gostasse de lembrar e junto com ele transbordava seu próprio orgulho, ela se levantou da carteira e começou a caminhar em direção a porta com pés pesados.
– Onde você pensa que vai? – disse Neji virando para ela.
– Eu vou sair de perto de você.
– Seu pai esta vindo para cá Hinata.
– Eu não ligo, não tenho para onde fugir mesmo – bateu a porta com força para mostrar mesmo que estava irritada, petulante Hinata, e mesmo não sendo nenhum pouco mimada, ela gostava de provocar bem, Neji respirou fundo adquirindo paciência ela estava certa não havia mais para onde fugir, porém aquela altura parecia inútil e com certeza não iria atrás da prima agora, Hinata sabia fazer um escândalo como ninguém, e não seria bom brigar mais ainda. Minato Namikaze sempre articulador e o muito observador se aproximou do sobrinho de seu amigo e pôs sua mão no ombro em uma forma de consolo, como se eles realmente entendessem alguma coisa.
– Da para acreditar nisso Sr. Minato? — proferiu Neji em pergunta retórica, ah Hinata, era tão lógico que seria descoberta logo.
– Ela é petulante — o Namikaze respondeu em tom poderoso do qual muito se orgulhosa — petulante como pai, mas nada obediente, como a mãe.
– Hinata é extremamente simpática, engraçada e gentil, nada rebelde na verdade, muito parecida com a minha tia, porém ela também tem um lado do pai, sistemático, lutador, teimosa e a parte mais preocupante muito cabeça dura, isso faz com que ela não saiba o seu lugar.
– E é esse o tipo de pessoa que Hiashi deseja comandando suas Empresas? – Perguntou Fugaku Uchiha também se aproximando, analisando tudo como peças se xadrez, suas experiencias com herdeiros como Hinata já haviam sido testadas e por isso como peças ele tirava da jogada.
– Apesar desse gênio difícil, meio rebelde, ela é muito inteligente, e extremamente competente, sem falar que é a filha mais velha, herdeira.
– Tem uma missão difícil ai jovem Hyuuga.
– Parece que tenho.
– Vocês estão destruindo a vida dela – murmurou a Diretora loira, também se retirando.
– Meu tio vai dar um jeito de responsabiliza-la Senhora Tsunade, não se esqueça disso.
– Eu estarei esperando – nesse momento, um flash loiro com os olhos cobertos pela franja desgrenhada, passou pelos três autoritários e pela Diretora de uma só vez e era tão petulante quanto a própria da qual tanto falavam. Estava irritado de alguma forma, Naruto ainda tentava entender, o por que de estar se importando como uma garota que ele apenas desejava brincar, talvez de repente ela estivesse se tornando ainda mais interessante, de fato estava, fugindo de casa, filha de milionário vivendo como uma garota pobre, ninguém fazia isso, não, ela fazia, deixou a sala, que audácia que coragem. Por isso ela nunca queria estar perto dele, por isso não gostava de câmeras, por isso falava como uma riquinha mimada, era simplesmente por ser uma, inacreditável com certeza a mais voraz que já viu. Ele realmente deixou a sala caminhando pelos corredores indo atrás dela, o que não passou por despercebido por Minato Namikaze que conhecia muito bem sua cria, e principalmente sua fama de cafajeste.
[...]
Dentro do banheiro feminino o loiro saliente e sedutor ouvia o silencio, não se importava de estar ali já esteve outras vezes só que fazendo coisas mais interessantes, mas naquele dia era diferente, sabia que aquele local não estava vazio, sorriu cinicamente para suas próprias atitudes e o seu ego que estava sendo deixado um pouco de lado, seu pai sempre falou muito da família Hyuuga, porém ele nunca deu importância, era apenas mais uma família de poderosos, como sempre se recusava a ir em eventos sociais e nunca viajava junto de seu pai não os conhecia, apenas lembrava que moravam em Konoha. Durante toda a vida Naruto viu garotas se jogando aos seus pés, tinha que pensar um pouco, e por isso não ligava para sentimentos, nunca se apaixonava, mulheres na sua nada humilde opinião não valiam nada, poucas eram dignas de respeito, por exemplo, Ino e Sakura, por isso eram suas queridas amigas de anos, jamais lhe faltariam com respeito, mesmo assim ele nunca se apaixonou e sempre se envolveu sem preocupação, sabia que jamais se apaixonaria, mas aquela garota era diferente, ao invés de suspiro apaixonado, olhos brilhantes, palavras sedutoras, ela batia de frente o confrontava, brigava com ele e o odiava, tão diferente. Interessante para a sua mente.
– Eu sei que você esta ai – ela disse com as mãos dentro dos bolsos jogando os cabelos loiros para os lados, e não houve uma resposta, mas ele era bem esperto insistiu não estar sozinho – seu primo esta te procurando – a porta da pequena cabine se abriu rapidamente e o blazer azul marinho do Namizake foi agarrado por mãos pequenas, o arrastando para trás da porta de madeira delicada. Ambos estavam ali dentro de um pequeno boxe de banheiro, Hinata encostou-se a uma parede e Naruto a admirou encostando-se à outra, o vaso sanitário ficou entre os dois, e loiro logo percebeu que ela estava chorando.
– Não chame o meu primo – pediu pela primeira vez delicadamente.
– Eu não ia – respondeu com um sorriso de canto, meio torto, lindo, pela primeira incrivelmente vez de maneira educada.
– Mentiroso – acusou, limpando algumas lagrimas, fazendo o sorriso de Naruto morrer – o que esta fazendo aqui?
– Eu te devo um dia da minha vida lembra? — ele disse saliente com voz rouca penetrante e airada, lembrando-se da aposta que haviam feito.
– Eu não vou mandar você fazer nada — ela respondeu fraquejada sem encara-lo.
– Ah claro, você é rica agora – zombou.
– Não quero falar sobre isso! – ordenou baixando a cabeça cerrando os punhos se controlando para não evitar uma briga, e mais algumas lagrimas escorreram mais agora um pouco contra sua vontade, de forma tranquila Naruto se aproximou, a mão quente e grande segurou o queixo da jovem com rosto de anjo e levantou devagar, tão delicada quanto a porcelana mais rara, nem de longe Hinata era a mais bonita, muito menos a mais gostosa, não esboçava nenhum prazer comparada a centenas que já havia se deliciado, mas algo era interessante e causava uma certa atração, e agora ele percebia a intensidade do quanto ela era interessante, pensou em dizer varias coisas, muitas coisas poderia dizer, mas não era bom em se importar apenas em fazer e simplesmente por vontade e curiosidade ele se aproximou e a beijou singelamente com se fosse a coisa mais normal do mundo, dessa vez era calmo envolvente, de primeiro momento seus olhos perolados ficaram surpresos mais logo em seguida ela começou a corresponder, resistir era completamente difícil, de repente seus pensamentos diziam que resistir aquele homem lindo era impossível, seu coração deu uma leve acelerada naquele momento tão inusitado, o Namikaze se afastou e apesar de agora ela se tornar mais linda e ainda mais surpreendente era do jeito que ele imaginava, não sentia nada, ele nunca sentiria nada por ninguém.
– O que foi isso?! – perguntou voltando para a realidade.
– Eu gosto de brincar – piscou a deixando de boca aberta com aquela ousadia e ao mesmo tempo brava — Venha vamos sair dessa escola – disse rapidamente, antes que ela começasse a gritar com ele.
– O-oque?
– Eu já disse que te devo um dia da minha vida — sempre respondia curtamente que a deixava confusa.
– Eu não quero que você faça nada por mim!
– Pode me achar um irritante, sedutor, cafajeste, cínico e arrogante e eu sou tudo isso mesmo – ele sorriu de uma forma que a Hyuuga nunca havia visto sorrir, seus dentes brilhavam na combinação perfeita dos seus olhos azuis safiras a fazendo corar involuntariamente – mas eu cumpro a minhas promessas.
– Naruto eu não vou com você – afirmou, porém contraria-lo era seu maior desafio, ele nem ao menos respondeu, apenas abriu a porta da cabine do banheiro a arrastando com ele pelos corredores da escola – alguém pode nós ver.
– Se você parar de ser um tartaruga talvez não vejam.
– Como você ousa?
– Da para parar de gritar, seu primo deve estar andando pelos corredores – bufou em seguida se calou, fazendo o Namikaze sair vitorioso, pela rota de fuga que havia dado errado, eles saíram, passando pelo ginásio onde as portas haviam sido trancadas pelos seguranças para que nem a impressa ou alunos invadissem a sala no meio daquele escândalo, apesar da festa continuar, podia ver flash procurando por ela por de trás do pequeno vidro, suspirou ainda caminhando rápido com o pulso sendo segurado por Naruto, eles passaram pela saída de emergência e passaram correndo pelo grande corredor coberto pela jardinagem, e ela ainda tentava entender por que estava fazendo isso e com ele ainda por cima.
– Não acredito que estamos fazendo isso – fugindo de novo como sempre fazia, mas era o que ela queria se afastar, queria ficar longe daquele lugar, evitar a humilhação de sua família, queria sumir, e mesmo que sua única opção fosse ele.
– Você deveria estar agradecida.
– Eu agradeço, mas não estou gostando.
– Porque esta comigo? – Riu de seu próprio comentário.
– Não seja inconveniente – afirmou revoltada.
– Você vai sair pela grade do jardineiro e me esperar lá fora, eu vou pegar o carro – e por dois minutos um lado divertido surgiu na mente da Hyuuga, um jeito de fazer o loiro Namikaze perder completamente sua postura, riu de si mesma, pensando no poder que tinha sobre ele, e pensou em como aquela tarde poderia ser divertida.
– Espera! – gritou tentando segurar o riso – eu não quero ir de carro.
– Ta doida, quer sair daqui voando?
Fale com o autor