O Amor Único {em reforma}
30 Perto de você.
Notas iniciais
O Ford Fusion 2.0, preto cromado de Naruto andava pela avenida movimentada, fazendo os olhos perolados captarem a agitação da cidade grande, tão diferente de Konoha. Já haviam se passado três dias, os maiores longos dias de sua vida, como se fosse passar o resto da vida dentro daquele hospital, seu pai lhe colocou seguranças por perto, não perto o bastante para que se sentisse incomodada, mas longe o suficiente a ponto de que ninguém a atacaria novamente, Naruto fora visita-la todos os dias, na verdade todas as horas, ele apenas ia para casa dormir e tomar banho, isso quando não dormia no hospital, Ino e Sakura também foram visita-las e brigaram por ela não ter lhes contado a verdade, mas já estava tudo muito bem, Hanabi também fora no hospital e a encheu de perguntas, e nessas horas horríveis que ela se sentia como seu pai a hora que ela mentia para protege-la, Neji, Kiba, Gaara, até Sasuke junto com Sakura lógico, Sai teve o segundo maior numero de visitas, Sasori estava devidamente escondido, ela não sabia a onde, mas pelo que seu primo lhe informou ele continuaria os ajudando, mas de longe, sua vida estava em perigo por sorte em extremo sigilo ele tem uma casa em um condômino de luxo e de segurança máxima, Riroki desapareceu, na verdade recebeu alta na mesma madrugada em que fora internado, seus ferimentos na cabeça não foram nada grave, se o investigador foi atrás dele ou não, ela não sabia, se ele deu algum tipo de propina para o mesmo ela também não sabia, casa, carro tudo sigilado, Uchiha Fugaku em nome da amizade aos Hyuugas também colocou um dos seus melhores especialistas no caso, porém ela continuava não saber de nada o pai como sempre queria preserva-la, e duvidava muito que conseguisse descobrir, mas também não queria muito, deixou tudo nas mãos da pessoas que sabem lidar com assunto, e ficava preocupada, Riroki simplesmente abandonou o mapa, ninguém conseguia encontra-lo, Hiashi estava tentando iria se informar melhor com Kayo, alias o pai não fora visita-la o único dia, ela sentiu o corpo tremer esfriar ao mesmo tempo num misto de medo e agonia, não se sentia protegida, ele poderia estar em qualquer lugar, qualquer lugar mesmo.
Os olhos azuis encaravam os hematomas roxos, quase invisíveis, estavam sarando aos poucos, Hinata já havia recuperado sua posição deslumbrante, sentada no banco de couro o impedindo de prestar atenção no transito, a Hyuuga utilizava um vestido de decote canoa, todo rendado lilás até o meio das coxas combinando com as sapatilhas beges claras, metade do cabelo preso sob a presilha de contas peroladas, estava meiga, porém, destruída. Não podia deixar se preocupar por não conseguir enxergar a garota sorridente que conheceu, a mulher brava e ao mesmo tempo extrovertida, provocadora e engraçada, aquela petulante que era apaixonada pela vida, Sai disse varias vezes a Naruto enquanto estavam no hospital que sentia medo, que Hinata voltasse na depressão profunda que esteve quando perdeu a mãe, ela não merecia passar por nada daquilo novamente, ela era feliz, ela amava ser feliz, porém não conseguia, por não ser uma pessoa que não sabia lidar com perdas, definitivamente não havia psicológico para isso, causa um ar negativo em sua mente. Ao parar no semáforo viu ela girar a cabeça vagarosamente, e até mesmo o próprio loiro sentiu ser consumido pela tristeza, por ela, por ele, por tudo, Hinata encarava a loja para bebês, estavam estendido na vitrine as novas roupas para batizados e berço clássico de madeira rustica, seus olhos inundaram as pupilas esbranquiçadas, era tão cortante vê-la sofrendo daquela maneira, ele pousou a mão encima da dela, sem tem palavras para consolar, tudo que ele podia fazer era ser seu apoio, ela sorriu fracamente mediante sua singela atitude, viu ele girar magnificamente com uma única mão o carro para esquerda e logo em seguida direita.
– Minha casa é pro outro lado – ela apontava para rua e sua voz saia quase como um sussurro, e como Naruto se sentia incomodado por vê-la tão mal.
– Neji arrumou uma casa para você, em um condomínio, acho que será mais seguro, Riroki conhece demais aquele prédio – respondeu o loiro com um brilho calculista no olhar – seu pai mandou que pegassem suas coisas, e a partir de hoje Hinata, você não fica mais sozinha.
Ela suspirou, vigiada.
[...]
Yamanaka Ino procurava um bom livro para ler no escritório de seu pai, no meio de tantos livros sobre direito deveria haver algum interessante, até mesmo do grande ministro defensor da republica do oriente se sentia entediado de toda aquela constituição, ela riu engraçada, ele não estava em casa no momento, ele nunca estava em casa, durante muitos anos pensou no quanto o pai trabalhava, no quanto àquela sala moderna o tirou de tardes de lazer em família, odiou seu cargo e até mesmo odiou o próprio pai, por não ter atenção, mas isso foi antes dela pensar no quanto ele era honesto e no quanto ele trabalhava para ajudar as pessoas, arrancando facções criminosas da atuação e integrando o poder publico na socialização, depois de tempo Inoichi Yamanaka começou de um certo modo a perceber o quanto a filha sentia sua falta, sua única filha e passou a trabalhar perante as madrugadas numa tentativa de passar um pouco mais de tempo com ela, ela merecia mais tempo com ele, Ino tinha orgulho de quem ele era, e por isso o amava tanto, ela se espelhava no tipo de pessoa que ele é, pois queria ser exatamente igual, poucas pessoas tem boas relações com seus pais.
Ela se livrou dos seus devaneios querendo se concentrar ainda mais na sua procura, livro bom é aquele que emociona, que diverte e que te interage e obriga seu raciocino a trabalhar, e foi o que ela pensou ao ver A arte da guerra na quarta prateleira da estante, subiu da escada de metal presa na mesma deslizando para o lado indo em direção ao que queria, em seguida subiu mais alguns degraus e o alcançou, ela sorriu, era um livro interessante mesmo, ao descer no ela deu um pequeno pulo até chegar ao chão e um espasmo arregalou seu olhos ao sentir que o filete de madeira que pisava estava oco, o mesmo quebrou por causa do peso, ela torceu o pé mas sem lesão e caiu sentada no chão junto com o livro, confusa passou a mão no quadril amenizando a pequena dor e balançou a cabeça, ao tirar o pé da parte de baixo do piso por sentir alguma coisa, e como além de boa filha era muito curiosa, enxergou bem a parta grossa e preta embaixo do mesmo, seu pai escondia algo.
Ino pensou duas, três vezes, não era nada certo mexer nas coisas dele, mas logo saberia por que ele veria o piso quebrado, coçou a cabeça confusa, não sabia o que fazer, não sabia o que fazer até ver o papel preso na lateral da pasta.
“Família Sabaku”
[...]
Dobrou a ultima esquina até suspirar em revolta, os portões do condomínio de luxo estavam cheios de repórteres, Hinata e Naruto se trocaram um olhar medonho, ao se aproximar mais puderam ver as vans tampando o caminho e os funcionários dos residencial com educação e palavras singelas tentavam conte-los, mas era ignorados, a Hyuuga pode ver uma das repórteres escutando algo no walk talk e arregalar os olhos mirando no luxuoso carro preto, ótimo ela sabia que eram eles, a mídia é uma grande sacana de todas as tecnologias inventadas provavelmente a pior que conforme o mundo avançava ficava ainda mais curioso e ela ainda mais ousada, ela não tinha limites não poupava nada conter a necessidade de seus telespectadores de saber a intimidade e os escândalos das pessoas, o mais revoltante eram as pessoas que lhes passavam essas informações, não bastava o numero de pessoas que podiam subornar, pelos cantos escondidos sempre manipulados haviam pessoas que faziam as historias vazarem e assim os repórteres surgiam, na vida de Hinata eles eram um câncer, não maligno mas que corria por dentro sempre que um problema surgia, a classe alta não era tão legal assim.
Naruto foi obrigado a estacionar pouco antes de conseguir parar o portão o carro foi cercado por câmeras, fotógrafos, pessoas gritando falando sem parar mesmo que o carro estivesse com vidros fechados, entediante.
– Talvez fosse melhor dar algumas resposta – murmurou o Namikaze – antes que publiquem um historia que não faça nenhum sentido.
– Você pode estar certo – uma voz cansativa por ter todo esse trabalho, mas ele não estava errado, quando a mídia não sabe ela inventa essa é a realidade.
– Vou estar do seu lado – ele tentou alcançar seu rosto queria acariciar suas bochechas, mas ela se afastou hesitante.
– Seu vidro da frente é claro demais – câmeras podiam captura-los a qualquer momento já era um escanda-lo Hinata estar noiva, gravida de repente, estrangulada e internada por no hospital, agora de volta para uma nova casa e com ex namorado, como eles sabiam disso? Seus próprios telespectadores os cidadãos eram seus melhores espiões, não estava nem um pouco segura, em lugar nenhum.
– Desculpe – respondeu meio serio e desanimado, ela não tinha nenhuma intensão de ser ríspida, Naruto se debruçou um pouco até abrir o porta-luvas e pegou seus óculos de sol espelhado no tom escuro e o colocou, Hinata fez o mesmo, pegou o dela que estava em sua bolsa no banco de trás, os óculos evita olhares que entregam a sinceridade.
Ela decidiu ser rápida, Naruto desligou o carro e ambos desceram sentindo o sol de uma hora da tarde esquentar a pele, já era primavera, o loiro como prometido assim que viu ela ser cercada logo de imediata e desviou rapidamente dos microfones que vieram em sua direção e contornou o carro e sentindo seguido pelos mesmos, até ficar ao lado dela.
– Seu pai disse que o noivado com Riroki Morimoto terminou mais uma vez, confirma isso senhorita Hinata? – perguntou a mulher loira, Hinata não respondeu de imediato primeiro odiou o pai por não ter lhe contado que havia dado uma entrevista, ela se sentiu perdida, o segurança do condomínio fez um sinal para Naruto e o mesmo lhes jogou a chaves do carro, enquanto o funcionário guiava o carro para dentro do terreno Naruto pousou a mão nas costas da Hyuuga querendo retira-la de vagar daquele tumultuo.
– Riroki e eu estamos começando a perceber que esta difícil ficar juntos, ele tem muitos trabalhos fora do país – ela adquiriu todo ar dos pulmões para dizer o que não queria – apesar de ama-lo não quero isso para mim, temos que aceitar que algumas coisas não dão certo, nossas vidas são muito distantes.
– Mas assim tão rápido? No final de semana anunciaram o noivado – disse uma morena.
– Pois é, tivemos muitas conversas depois disso, e foi o que decidimos – continuava ser quase impossível passar.
– É verdade que estava gravida? Lembra-se do homem que a atacou? Como esta se sentindo a agora? – ela nem teve tempo de responder.
– Teve alguma coisa a haver com a preparação para liderança da empresa? – Hinata teve espasmos de tortura com tantas perguntas.
– Com calma pessoal, por favor – pedia Naruto ainda a empurrando em os entrevistadores.
– Você e o Namikaze estão juntos novamente?
– Ahh – ela tentava formular as palavras com dificuldade – eu não sei da onde surgiu a ideia que eu estava gravida, as pessoas inventam muitas coisas querendo ganhar dinheiro, não me lembro quem me atacou e tão pouco sei o por que mas duvido que a empresa do meu pai esteja envolvida, somos muito tradicionais principalmente na honestidade, não temos inimigos, e estou me sentindo um pouco melhor.
– Você e o Namikaze estão juntos novamente? Tivemos informações de que ele fez muitas visitas...
– Recebi visitas de muitas pessoas.
– Apesar de ter tido um relacionamento com Hinata – ele começa a gesticular com voz formidável pela qual ela amava ouvir — precisamos reforçar que isso terminou, estou aqui não apenas como amigo dela, mas também pelo fato de que nossas famílias são muito próximas.
– E por falar você senhor Naruto, foi visto a alguns meses e boates de prostituição logo após o termino do namoro, confirma?
– Tem certeza que era eu? – ele sorriu malicioso, confiante na sua mentira de que não estava. Ele fez um sinal para o carro preto que estava a uns vinte metros deles, chega de perguntas, seus seguranças chegaram e os apoiaram tirando os malucos repórteres de sua frente.
– Espere, senhor Namikaze, nos fale da nova indústria elétrica da sua família...
– Marque um hora, por favor, me deem licença.
– Senhorita Hyuuga, onde esta Riroki agora?
– Apenas sei que viajou – ela respondeu rápida e virou-se e começou a andar sendo cercada pelos homens de preto e tranquilizada por Naruto, em nenhum momento ele saiu do seu lado.
De volta ao luxuoso For Fusion de Naruto, andando dentro do condomínio, um dos funcionários dirigia o carro passando pelas maravilhosas mansões e o ambiente incrivelmente bonito, calmaria finalmente, essa era a vantagem dos residenciais, eles eram cercados e ficavam longe da cidade, não havia o som perturbante de carros presos no congestionamento, não havia metrô nem helicópteros, Tóquio era um cidade muito planeja, tudo feito sob medida perfeita, não era ruim, não era enlouquecedora, mas assim como toda cidade grande era caótica, o motorista estacionou na frente daquela que seria a casa da Hyuuga, um sobrado muito requintado e formidável, chique, de tijolos a vista e grandes janelas por toda a parte, ainda bem que Neji a entendia, ela não gostava de se sentir presa.
Naruto desceu e rapidamente e abriu a porta para ela, Hinata continuava em silencio, triste, era tão intrigante leva daquela maneira, o homem alto e robusto, o motorista, lhe entregou as devidas chaves e retornou ao seu posto, Naruto apenas lhe agradeceu por ajuda-los com a impressa e depois se concentrou em Hinata e apenas cuidar dela. A rustica porta dupla de madeira envelhecida se abriu dando vista aos belos olhos perolados para a casa de que primeira vista já estava apaixonada, o digna mansão para uma garota solteira, Neji se superou dessa vezes, o hall de entrada praticamente junto da sala de recepção e unicamente grudado com a sala de jantar, até da mesa elegante e grande a janela unia a cozinha junto da bancada, um belo retângulo que seguia por blindex que davam vista para o jardim, Naruto abriu as cortinas bege claro uma a uma, a área de lazer, o deck, e a piscina grande e circular com azulejos azul cobalto, era encantador.
– É lindo – afirmou animada, porém ainda soando triste.
– As coisas do seu quarto, do seu closet e do seu escritório estão no andar de cima, Neji mandou que arrumassem tudo muito rápido, a única coisa que ele não trouxe foram seus quadros, mas ia passar lá amanha para pegar, tem um ateliê para você do lado de fora.
– Duvido que um dia eu volte a pintar – ela virou se caminhando seguindo as portas de vidros, indo em direção a cozinha vendo as flores, Naruto a envolveu por trás encostando seu pescoço no ombro magricelo e doce.
– Você ama pintar Hinata.
– Não sei se amo mais – Naruto suspirou, ele nem sabia o que dizer – aliás deu uma ótima entrevista, os enganou bem.
– Como meu pai sempre fez.
– Calma Hinata, você é bem diferente dele, espera seu pai é uma ótima pessoa, não deveria estar brava por isso.
– Eu sei que é, mas é um mentiroso – Naruto suspirou e tratou de mudar de assunto de novo.
– Gostou da casa pelo menos?
– É, bem mais legal que a cobertura, eu gostei – ela sorriu.
– Apenas eu e as pessoas da família temos permissão para entrar, qualquer outra pessoa o segurança irá lhe avisar.
– Você tem permissão para entrar?
– Eu não ia deixar você me barrar – ele beijou seu rosto e sorriu maliciosamente.
– Vamos com calma.
– Eu sei – ele tentou ter paciência, mas era tudo menos paciente – sei que você não quer mais.
– Eu já lhe disse o que eu sinto – respondeu seca.
– Se você me ama por que não podemos ficar juntos?
– Você esta aqui por que eu não consigo te tirar da minha vida, não adianta falar Naruto vai embora, você não vai, por que não basta sua vida estar em perigo você tem se arriscar por minha causa.
– Como sempre muito educada não é minha linda – ironizou rispidamente — de nada por ter cuidado de ti todos esses dias que ficou tão mal.
– Isso jogue na minha cara...
– Você é mal agradecida, não vê o meu lado Hina.
– Você não esta aqui por que eu quero.
– Estou aqui por que eu me preocupo com você.
– Eu não queria que se preocupasse! Já é o suficiente me preocupar comigo mesmo, agora com você também – ela se soltou dele revoltada – será que não percebe que ele pode te machucar.
– Eu não ligo para ele.
– EU LIGO! – e lagrimas começaram a aparecer em seus olhos – por que eu sei tudo que ele pode fazer.
– Mesmo que ele possa fazer muitas coisas eu vou cuidar de você eu sei me proteger!
– Por mim você ainda nem estaria sabendo de nada...Por mim você ainda estaria por ai sozinho imaginando que estaria me casando de boa vontade ou simplesmente por amor, por mim você ainda estaria com ódio de mim ou alguma coisa assim, qualquer coisa que fizesse você ficar, longe, distante, que fizesse você me esquecer deletar, qualquer coisa Naruto! – ele não respondeu de imediato, mas deixou os olhos fervilhantes dissessem o quanto estava bravo.
– Você quer que eu te esqueça?
– Se eu fosse manter você vivo...sim eu queria.
– Você me ama?
– Eu amo.
– Isso é egoísmo.
– Eu sei – ele coçou a bochecha e só então Hinata havia notado o quanto estava com barba, vários dias sem ela com certeza causou um desanimo até mesmo em se cuidar, ele não queria mais brigar, e girou o calcanhares em direção a porta, Hinata sabia ser perfeita, mas tinha defeitos que o irritavam de verdade, ela pensava demais nas pessoas, tinha tanto medo que algo acontecesse com o loiro que simplesmente não enxergava o quanto ele a amava, e tudo que fez por ela, o tamanho do sentimento inconfundível que jamais sentira por ninguém mais, ela era única, o desafiava e metralhava seus sentidos, tinha um jeito e uma aparência angelical, mas ideias diabólicas, uma mistura completa do bom e do ruim, pois Hinata era durona, sim batia de frente com as pessoas e principalmente com ele, era uma lutadora não tinha medo do que podia enfrentar, mas por dentro tinha uma alma amedrontada e traumatizada, petulante e rebelde e frágil como uma simples taça de vidro. Porém os fins não justificavam os meios, havia centenas de coisas que ele gostaria de dizer, havia centenas de coisas que deveria dizer, por que apenas os sentimentos dela deveriam ser respeitados? Hinata o amava, não queria que Riroki lhe fizesse mal, então queria que ele ficasse longe dela, porém Naruto também a amava, e tinha o direito de se preocupar e de cuidar dela, eles deveriam se unir para se proteger, mas ela queria ser esquecida, ela insistia em pensar só nele, apenas nele, não queria que ninguém pensasse nela, porém para Naruto isso era meio impossivel. Ele a encarou toda ignorante evitando seu olhar, evitando suas expressões, começou a andar em direção a saída talvez o lugar que nem deveria ter entrado, ele não merecia ser tratado daquela forma, Hinata o mudou, mas ele ainda era arrogante e orgulhoso e duvidara muito que isso mudasse com o tempo.
– Se quer assim – disse andando esperando que ela o interrompesse, mas ela não interrompeu, ele saiu e bateu a porta irritado, como sempre, ela deve ter imaginado, ele sempre era irritado e cínico demais. Hinata custou apenas a sentar no sofá, o primeiro a apoio que encontrou para suas pernas fraquejadas, lagrimas deslizaram pelo seu rosto, ela não queria brigar, mas parecia muito inevitável quando estavam juntos, eles sempre brigavam, e ela até estava sentindo falta disso, mas sentindo falta das discussões divertidas, por na verdade no fundo nunca quis que ele fosse embora, porém era necessário.
– Ele irá voltar amanhã – a voz amarga e áspera, passou pelos seus ouvidos lhe causando um medonho susto, ela se levantou no mesmo instante, meio cambaleante e com os olhos arregalados, no alto da escada estava Hyuuga Hiashi – você sabe que ele vai voltar amanhã.
– Pai...
– Não precisa brigar comigo, apenas vim lhe deixar um encomenda, estou de saída – disse descendo os degraus – estou indo para Konoha.
– Vai ficar lá?
– Vou passar um tempo com Hanabi, aliás alguém deve contar a ela que esta doente – murmurou como sempre frio e calculista – voltarei apenas na inauguração da nova empresa.
– Ainda consegue pensar na empresa?
– Consigo e você deveria se preparar para a inauguração.
– E consegue agir como se nada estivesse acontecendo?
– Seu noivado terminou e sua mãe morreu nada esta acontecendo – ela não respondeu, apenas virou o rosto meio indignada, só havia mais uma pessoa no mundo que conseguia tirá-la no serio, e esse alguém era seu pai – pare de ser tão parecida com ela Hinata.
– O que?
– Sua mãe tentou de todas formas me afastar dela, tudo por que tinha medo do Huntington, e no final ela acabou se afastando de todos nós, ela morreu sozinha, sem ninguém, simplesmente parou de respirar, ela merecia isso? Você concorda com tudo que ela fez?
– Não...
– Você também não merece. E Naruto também nunca vai concordar – colocou a mão dentro da sua calça social listrada combinando com paletó e se retirou, sempre ocupada, sempre rápido, nunca esboçando se preocupar com nada, esse era seu pai, mas uma vez estava sozinha, afastando as pessoas de perto de si na esperança de que as mantivesse vivas, mas parecia que ninguém conseguia entender isso.
Ela subiu as escadas com pouca força, e ainda desanimada, Riroki estava desaparecido, ela não era mais ameaçada, porém se sentia solitária, suspirou cansada, conhecendo a casa, até finalmente adentrar e seu escritório, seu pai havia mesmo lhe deixado um pacote, não era mentira, encima da mesa no centro na sala ela estava, no escritório, Hinata fechou as cortinas e acendeu a luz, ela queria mesmo se sentir isolada, cortou a linha com as próprias mãos, rasgou o papel marrom, começou a abrir as gavetas da escrivaninha, não conhecia nada naquele lugar, até finalmente achar um estilete nas terceira gaveta da estante que se localizava em suas costas, rasgou a caixa e a abriu. Como Hiashi não tinha palavras tão pouco argumentos para se expressar pelos acontecimentos que escondera da filha, então ele lhe enviou cartas, mas não eram cartas quaisquer, eram cartas de sua mãe, Hinata, sentou-se na cadeira grande de couro creme, sentindo o coração disparar em sentimentos, Kaoro sentiu a doença corroer seu coração desde do primeiro dia que Hinata nascera, por imaginar que não estaria o resto da vida com a filha ela lhe escrever cartas, para ela e para Hanabi, o pai nunca havia lhe falado sobre isso, ela começou a ler os remetentes uma a uma fazendo os olhos se inundarem de lagrimas avassaladores, com uma tristeza misturada com esperança.
“Para Hanabi no dia de seu aniversario de quinze anos”
“Para Hinata quando tiver duvidas sobre a faculdade”
“Para Hanabi no dia de sua formatura”
“Para Hinata no aniversario de quinze anos”
“Para Hanabi quando se sentir triste”
“Para Hinata quando tiver seu primeiro Namorado”
“Para Hanabi em seu aniversario de dezoito anos”
“Para Hinata no dia de seu casamento”
Eram muitas cartas, muitas mesmo, depois ela alinharia nas datas e leria uma por um, também mandaria as de Hanabi para Konoha, ela chorou ainda mais e tapou seu rosto, sim estava emocionada, era lindo, ela começou a espalhar as cartas pela mesa até visualizar uma que não era de Kaoro, pegou singelamente reconhecendo a letra do pai.
“Para Hinata de seu pai”
Ela a abriu e como Hiashi não tinha mesmo o que dizer, ele disse apenas a única coisa que podia, por que não havia motivos, não havia argumentos, não existia historia, foi brutal, foi doloroso, foi errado, foi traidor, ele foi um mentiroso.
Eu sinto muito.
Era tudo que estava escrito naquele papel, e mesmo por ser um simples papel com apenas algumas palavras soava com uma enorme sinceridade que não dava para explicar, o quanto aquelas palavras de desculpas podiam ser significativas? Ah sim tinham um enorme significado, mas seus pensamentos no misto de sentimentos estavam muito bagunçados, ela nem sabia o que deveria fazer, tão pouco se saberia perdoar.
O celular vibrou.
Naruto: Desculpa, mas não consigo realizar seus desejos, não vou ficar longe de você só por que você quer, vai ter me aguentar mesmo que isso lhe incomode J
Hiashi estava errado, Naruto não conseguia nem passar um dia sem falar com sua amada.
Hinata: Você não tem jeito ¬¬’
Nem ela mesmo conseguia deixar que ele se afastasse, apesar de desejar muito.
Naruto: Admita, estava sentindo saudades de brigar comigo.
Hinata: Vou dormir tchau.
Naruto: hahahaaha, durma com os anjos e sonhe comigo, e acorde bem disposta amanhã irei levar você em um lugar legal.
Hinata: Como assim? Preciso ficar de repouso seu idiota acabei de sair do hospital.
Naruto: Não seja chata Hinata.
Hinata: Quase posso ouvir você choramingar.
Naruto: Me conhece tão bem ♥
Hinata: Sentimentalismo não combina com você.
Naruto: Você já me disse isso e você tem razão, sentimentalismo não combina nem um pouco comigo, sou um sedutor.
Hinata: Ta, o que você vai fazer comigo amanhã?
Naruto: Vou fazer você sorrir de novo.
Odioso, arrogante, irresistível e apaixonante, esse era Namikaze Naruto.
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