O Amor Único {em reforma}
12 Perola, você me surpreendeu.
Notas iniciais
Um dia me contaram que o amor é perigoso, as vezes vem através de um olhar, as vezes com tempo, muitas vezes vem como loucuras insanas, e a mais difícil é a que vem com a amizade. Mas não importa, quando você é pego saiba que não há mais volta, apenas esteja preparado para sorrir e também sofrer — Autor desconhecido.
[...]
O Iate Resort Club Migliton, era simplesmente e local de lazer mais incrível da cidade de Konoha, piscinas, campos de golf, quadras de tênis, passeios de lancha pelo rio de águas cristalinas logo a frente, era frequentado apenas por famílias poderosas, e de todas as partes do país, a festa estava começando a decoração creme estava formidável arranjos com flores coloridas e marcantes chamavam a atenção, era tranquilizadora, simples e luxuosa do jeito que a família anfitriã gostava de ser vista, naquele banquete servido na hora do almoço, havia muitas pessoas, apenas um repórter e um fotografo foram permitidos, privacidade acima de tudo, Hyuuga Hiashi estava apreciando um bom vinho na companhia de seus amigos, homens de negócios ricos e ocupados, esperando sua filha, como sempre atrasada, além de não expressar nada em sua face sempre calma e gentil por dentro estava furioso mirando os olhos prateados para todos os lados procurando pelos cabelos de fios azulados, Hinata havia chegado em Konoha muito bem na sexta-feira um dia antes do evento, a família decidiu passar pelo resto da semana em Tóquio e ainda bem que a semana passou correndo, depois de uma hora de voo sem trocar uma palavra com o pai, sua jovem garota foi para casa onde matou a saudades de sua pequena irmã Hanabi, passeou pela cidade, coisa que raramente fazia, sabia que ela o estava evitando, mas não se importava, muito menos se arrependia, realizar seus desejos não era nada desagradável, por isso o Hyuuga severo fez de tudo para ficar longe de casa, passando a maior parte do tempo no Hotel onde seu velho amigo Minato estava hospedado junto da esposa e o filho, retirou o dia para apresentar sua cidade para os Uchihas junto com os Namikazes, e com certeza fora uma tarde agradável, tanto Naruto quanto Sasuke aparentavam ter grandes interesses nos negócios da família, e por alguns momentos sentiu grande inveja de seus convidados, sabia que muitos pilares em ambas as família eram abalados, mas seus herdeiros não eram nenhum desgosto quanto Hinata, eram jovens de muita astucia e com certeza havia um pouco de ambição, seriam tão bons quantos seus pais, Hiashi riu dos próprios pensamentos irritando-se por ter errado tanto com sua herdeira, agora ele caminhava pelo gramado do Club ao lado de Fugaku e Minato que eram acompanhados por suas respectivas esposas, alguns passos a frente se encontraram com mais algumas famílias importante sendo uma delas os Sabakus, cujo os problemas com os filhos eram tão bem maiores que o dele, um assunto se iniciou e o buffet passou a ser servido, olhos prateados por alguns momentos descansaram durante o almoço, Hinata mais cedo ou mais tarde apareceria, tinha que aparecer.
Neji caminhava pelo estacionamento requintado e florido, onde grandes arvores faziam sombras para os carros importados e escondia um em especial, a limusine preta que reconhecia muito bem por ser da empresa da família estava de frente para o paredão de trepadeiras, riu de canto e caminhou até ela tranquilamente, três toques no vidro do motorista que o avistou e abriu as portas do carro, sem hesitar e sem fazer nenhum tipo de cerimonia ele entrou no veiculo sentando-se prontamente nos bancos de couros.
– Duas caixas de comida chinesa e uma de rosquinha – disse vendo a prima encher a boca com o refrigerante nas suas mãos.
– Três de comida chinesa, uma eu comi antes de sair de casa.
– Seu pai esta te procurando – afirmou esfregando a testa numa tentativa de compreende-la.
– Não sei se quero encarar tudo isso, há muita gente lá fora.
– Se não gostar faça como sempre, fuja.
– E você ira me denunciar.
– Você sabe que eu nunca preciso fazer isso – ela deu os ombros apanhando a ultima rosquinha de caramelo e dando grandes mordidas, logo o primo via, Hinata estava frustrada, nervosa desconfiada de si mesma e das pessoas a sua volta.
– As pessoas vão ficar perguntando e perguntando e perguntando, isso me irrita.
– Eu vou estar do seu lado o tempo todo.
– Nós sabemos que você esta mentindo.
– Nós sabemos que você não pode ficar para sempre dentro desse carro – ela bufou rendida apesar de saber que ele estava mentindo Neji sempre a deixava para conversar sob assuntos de negócios com o avô, mesmo assim ela sabia que uma hora outra tinha que descer daquele carro e enfrentar a festa e todas as pessoas que a cercariam fazendo centenas de perguntar ele não estava errado, e a filha do Hyuuga estava linda, com os cabelos azul marinhos presos num perfeito rabo de cavalo dando visão aos grandes brincos dourados de estilo indiano, ela usava um saia longa lisa creme, e um blusa regata frouxa branca toda rendada, e um cinto bege tudo era tão delicado, combinando divinamente com o ambiente fresco e calmo da festa, o primo a convenceu, ela apanhou a bolsa de mão marrom e juntos desceram do carro e caminharam em direção as pessoas a garota suspirava amedrontada, ela podia ver ele rindo zombando mentalmente do seu nervosismo, Hinata sabia como ninguém ser corajosa e ao mesmo tempo se apavorar nos detalhes mais simples do seus próprios planos, olhares a fitavam de minuto em minuto enquanto caminhava percebia ser encarada até mesmo por olhos distantes, era tudo muito rápido muito sufocante, não era isso que tinha planejado, não pensou em algo caso seus planos dessem errado e de repente se sentia presa, perdida, como se não fizesse parte daquele mundo, e na verdade ela não queria. Sentados em um jogo de sofá estrutura de madeira e almofadas de couro, no meio do gramado abrigado pela sombra da grande figueira, ela pode ver Hiashi no sofá de dois lugares, e os outros eram ocupados pelos seus preferidos convidados, a família Uchiha e a família Namikaze conversavam de maneira confortável, mas nem de longe ela se sentia a vontade, viu Naruto, e estava lindo, como sempre o achara lindo, irritante odioso e arrogante, porém ultimamente não pode deixar de notar que seus sentidos ficavam perdidos perto do loiro, era como se brigar se tornasse divertido perto dos momentos gentis que tinha, e como ele sabia ser gentil de uma forma nunca vista a fazendo se surpreender, por que não era sempre assim? Ele estava sorrindo de maneira formidável com a cabeça encostada no ombro de uma mulher ruiva os cabelos vermelhos mais bonitos que ela já viu em toda sua vida, ela era alegre com expressão gentil, era a mãe dele tinha certeza, na maneira como dava atenção a ela do jeito que Sakura havia lhe falado, antes mesmo que notasse seu coração ficou acelerado e sentiu as bochechas ficarem quentes, sempre, lembrando-se da tarde formidável que teve alguns dias antes, durante a semana toda o loiro fez o que fazia de melhor, irrita-la, porém sorria de uma forma diferente, ela bonito era sincero, ela não conseguia decifrar o que passava naquela cabeça, é diferente, era interessante.
– Tio Hiashi, eu disse que ela chegaria logo – anunciou, Hinata sentiu ser fuzilada de cima a baixo sabia que seu pai não era o único conservador a sua volta, o que tornava seu momento preocupante, ela desviou um pouco o olhar, curvou-se por questão de educação e sentou-se ao lado pai que sorria falsamente, o Hyuuga pousou a mão no ombro de sua filha a deixando calorosa e a aproximando para mais perto de si, as pessoas observavam fazendo comentários o tempo todo nem ao menos disfarçavam tamanha falta de respeito, e essa era a razão de seu teatro.
– Desculpem-me, muito transito, sai de casa na hora errada – ela disse e o pai cerrou o olhar.
– Não tem transito em Konoha Hinata – sussurrou em seu ouvido e como queria ninguém o ouviu, apesar de grande Konoha era uma cidade bem sossegada o refugio para muitos que vivem sob o transito caótico das grandes cidades.
– Quer que eu diga que não queria vim? – sussurrou de volta com ousadia o deixando furioso, mas apenas apertou o ombro dela com força mostrando que não deveria ser petulante.
– Ah essas avenidas sempre lotadas no fim de semana, e isso por que Konoha é um cidade calma – disse a todos mantendo a calma e Neji riu um pouco.
– Eu gostei muito daqui Hiashi – começou Fugaku – agora sei por que nunca visita Tóquio, eu não trocaria esse lugar por nada, construir um casa aqui parece ótimos planos para mim.
– Eu também gostei daqui – afirmou a esposa sorrindo, Sasuke tinha muito a quem puxar na aparecia, exatamente como sua mãe, exceto pelo jeito serio, não isso herdou profundamente do pai – deveríamos mesmo construir uma casa para passarmos férias ou finais de semana.
– Se você deseja – fechou o olhos dando um gole no copo de whisky nas mãos.
– Até hoje sinto falta daqui se quer saber – comentou Minato saliente, rapidamente seus olhos perolados tentaram se esquivar ao notar que a bela ruiva a olhava, Kushina, aparentava ser tão meiga e gentil, e Naruto que era tão cínico e arrogante parecia transformado, Sakura estava certa.
– É incrível como você se parece com a sua mãe – ela comentou sorridente a admirando em todos os detalhes que seus olhos podiam captar – menos os olhos, os olhos são do seu pai, mas o rosto, e principalmente o cabelo, nossa você é muito parecida com ela.
– Você conheceu a minha mãe? – perguntou surpresa.
– Eu já morei aqui, sua mãe era uma pessoa muito gentil, eu me lembro dela sempre sentada no parque, desenhando, sempre foi muito bondosa e apaixonada por flores principalmente tulipas – ela fez uma pausa e continuou a admirar a garota a sua frente – infelizmente depois que me casei a vi poucas vezes, mas eu nunca a esqueci, era uma pessoa incrível.
– Mamãe era maravilhosa – afirmou concordando.
– Tem muita sorte Hiashi, sua filha é formidável.
– Ela é mesmo Kushina, e me orgulha muito – quanta falsidade saia de suas palavras ásperas, Hinata sentiu vontade enorme de gritar com ele, mentiroso, ele era um mentiroso, Naruto sorriu de canto percebendo sua irritação, e ela apenas o ignorou, mal conseguia entender o seu silencio muito menos suas provocações silenciosas.
– Então Hinata esta gostando de Tóquio? – perguntou Fugaku – imagino que entrara em uma boa faculdade para administrar as empresas de sua família.
– Bom é esse o plano né – ironizou um pouco.
– Alias por falar em empresas as ações do Grupo Hyuuga estão em alta não é Hiashi – antes que ela mesmo notasse o assunto de negócios entre os homens surgiu, o assunto que a mais perturbava e o que estava desejando evitar, o pai de Sasuke fazia perguntas de todos os tipos enquanto conversavam, direcionado a ela mesma, perguntas complicadas de responder, porém a Hyuuga não tinha medo, Minato apenas dava opiniões solidas Hiashi contentava-se em apenas observar, estavam testando-a, Naruto e Sasuke saíram para dar um volta apenas lhe lançando o mesmo olhar saliente de sempre, a deixando confusa, enquanto Kushina e Mikoto apenas conversavam sob qualquer outra coisa, Hinata percebeu que não era mais atenção, aproveitou seus poucos minutos e se levantou também e como já havia imaginado tentando fugir daquele pesadelo, Neji não foi atrás dela, ele gostava de falar sob a empresa, e não o pressionaria lembrando que ele havia dito que ficaria o tempo todo ao lado dela, riu se sentindo um peixe fora d’agua, Hinata não era nada que agradasse seu pai, não gostava de assuntos de negócios, não gostava de falar da empresa, não gostava nem de se lembrar que nasceu nesse mundo, era estranho e triste, pois sabia que não tinha escolha e agora não havia mais fuga, estava engaiolada e presa nas consequências de suas próprias atitudes e deveres, se odiou varias vezes por te falhado, mas agora não adiantava mais, não tinha mais sentido muito menos significado a restava viver, e tentar tornar isso o menos doloroso possível por mais que parecesse impossível. As horas passavam lentamente, o tempo todo pessoas vinham conversar com ela, o jornalista era como um carrapato que não hesitava em fazer perguntas e mesmo que fosse de forma entediada e meio ignorante ela respondia com sabedoria seu papel de filha dedicada não podia sair pela culatra, encontrou alguns dos seus amigos da sua antiga escola e como sempre eram mestres em fingir que se importavam ficaram falando como estavam preocupados e que ela sempre podia contar com eles, como odiava esse mundo cheio de falsidade onde as pessoas escolhiam as outras pelo status pelo dinheiro, queria ter uma vida normal, queria ter a vida de sua amiga Haruno, Sakura sim era feliz, pais atenciosos que apoiavam todos os seus sonhos, amorosos, não eram muitos ricos, mas isso não era nada comparada as pessoas que eram, uma família de verdade, toda vez que lembrava-se da vida que tinha pensava nas fotos no mural de Sakura, e a invejava. Hinata apanhou a taça de champanhe da bandeja do garçom e deu um gole gentil, estava sozinha vendo aquela festa correr, já havia dado entrevista, satisfações, conversado com praticamente todas as pessoas olhou o relógio no pulso e era quatro horas da tarde, ninguém parecia procura-la e essa era sua chance, virou todo espumante pela garganta e abandonou a taça em uma mesa qualquer, e passou a caminhar para o lado do Club onde não tinha a festa, aos poucos e som dos músicos que haviam acabado de começar a tocar foram ficando distantes, ela encontrou um caminho já bem conhecido e adorado, de paralelepípedo cercado pelas grandes arvores, ela desceu algumas escadas morro abaixo e rezando para não escorregar no lodo grudado no chão, era tão lindo tão natural, amava aquele Club onde passou a infância em tardes com a sua amada mãe, agora ela não podia mais ouvir a festa, não havia ninguém apenas ela, sozinha diante do rio, ela chegou no píer onde lanchas e iates estavam estacionados, caminhando pela madeira até que chegou na pequena cabine onde um rapaz um pouco mais velho que ela dormia com a televisão ligada.
– Simas! – murmurou alto e garoto de cabelos lisos bagunçados moreno e magrelo quase caiu perdendo o equilíbrio da cadeira, Hinata riu do desengonçado porém de ótimo coração, Simas era um rapaz de vinte e dois anos de família humilde que trabalha no Club assim como o seu pai desde criança, tinha caráter e ao contrario de muitos era de confiança.
– Srta H-Hinata – gaguejou um pouco surpreso.
– Olá Simas quanto tempo.
– Ah-ah se-s-senhorita não deveria estar aqui, não não – murmurava andando para todos os lados tentando ajeitar a bagunça na cabine – deveria estar lá em cima é com certeza.
– Você sabe o que eu quero não sabe? – ele a viu apoiar os cotovelos na pequena janela e jogar os cabelos para o lado de forma atraente do deixando vermelho como um tomate.
– N-não, a senhorita deve voltar para festa o iate do seu pai nem esta aqui – respondeu abaixando o rosto numa tentativa de evita-lo.
– Ahh Simas não seja por isso, a tantos aqui.
– Não, não, não – virou o rosto para não encarar o olhar desesperado de imploração que vinha da Hyuuga – eu não posso.
– Vamos Simas, você sempre me da uma chave – ele não respondeu, mas a voz doce de Hinata o arrepiava, porém por sorte ela estava preparada abriu sua bolsa marrom de mão e dela retirou um envelope gordo e deixou sob a mesa de madeira velha, o rapaz virou e se sentiu assustado vendo que ela estava oferecendo dinheiro – não precisa me dar a chave se não quiser, mas você sempre me ajuda quando eu preciso, e se me lembro bem da ultima vez que eu vim aqui você precisava de uma moto nova.
– Srta Hinata...
– É seu, vou ficar ofendida se devolver.
– Droga – fechou os olhos com força e pegou uma chave no painel, Hinata era a garota mais bonita que conhecia e não se importava sua classe social ela o tratava bem melhor que qualquer outra pessoa, não era a primeira vez que a ajudava a ficar longe de uma festa – iate trinta e dois, não é muito grande nem muito pequeno cabine confortável, vá pelas beiradas assim ninguém te vê, eu acendo a luz vermelha do telhado quando a festa estiver amenizada.
– Você é ótimo Simas – saltitou e pegou a chave, e caminhou tranquilamente até o tal iate trinta e dois, retirou os sapatos rasteirinha e jogou junto com a bolsa no pequeno convés em seguida ela pulou para dentro quase caindo no chão branco, mas manteve o equilíbrio, subiu até a direção, mas antes que fosse ligar o motor ouviu um barulho e simples olhar para trás que ia ignorar quase não acreditou no que viu.
– O que você esta fazendo? – murmurou a pergunta irritada vendo o loiro Namikaze sentar no banco da parte do iate que ficava aberta ao ar livre.
– Só você pode fugir isso é mesmo injusto branquinha – falava como sempre no modo cínico que ela odiava.
– Sai daqui! – disse ainda mais irritada o fazendo rir de canto.
– Sabe seu pai e eu nos demos muito bem, eu não me importo em ser dedo duro – como sempre a provocando, mas ela não arriscaria, cerrou os punhos e respirou fundo numa tentativa de obter paciência, Naruto continuou sentado enquanto ela o olhava mais uma vez, não entendia o significado daquilo, mas custou apenas em ignorar, girou a chave e o motor ligou, ela empurrou a alavanca e o barco saiu do píer encontrando o rio, Hinata cresceu naquele Club e a mais ou menos dois anos ela praticava iatismo, amava a água, lagos, rios, principalmente o mar. Ela continuou a guiar o iate que nem mesmo sabia de quem era, mas quem ligava? Ninguém, andando pela beirada onde ficava os altos paredões de rochas que eram umas das maiores atrações de Konoha, naquele dia, por estar tendo uma festa no Club que era particular, Hinata era a única pessoa no rio, as águas cristalinas se mexiam no balançar do motor e o vento jogava os fios azulados presos no rabo de cavalo para longe, tão inocente que nem percebia no convés um certo loiro se perdeu no meio da paisagem e começou a observa-la quase que descaradamente de tão linda que estava, sempre a irritou de todas as maneiras possíveis por que ela era diferente, no meio de tantas garotas que se jogavam na sua cama, ela brigava com ele e odiava o seu jeito, não se importava com quem era, de repente ela o tornava diferente, naquela noite na boate, como poderia esquecer, podia apostar que nem mesmo ela imaginava como era sedutora, como se de alguma forma o encantasse se sentia profundamente envolvido, ficar longe dela podia se tornar difícil era como se perdesse completamente o controle, riu virando o rosto, no ontem a achava ridícula e agora sedutora, seja lá o que estava causando em sua cabeça não estava lhe fazendo bem. Ouviu os motores do iate se desligarem, bem do lado do paredão onde a margem não era vista e assim quem estivesse na festa não podiam vê-los, Hinata desceu ao convés e entrou na cabine ficou procurando algo que fosse interessante e encontrou, uma garrafa de vinho branco, com o saca rolha não difícil de encontrar ela abriu sem nenhum dificuldade e foi para fora onde Naruto estava, fez questão de sentar na frente dele e encara-lo como sempre com cara de brava, deu um gole na garrafa de vinho sem nenhuma cerimonia sem se importar o que iriam pensar.
– O que esta fazendo aqui? – perguntou, iniciando uma conversa.
– Eu estava entediado – murmurou de volta.
– Onde esta o Sasuke?
– Imagino que com uma garota de longos cabelos roxos, fazendo você sabe o que em algum lugar por ai – Hinata pensou um pouco não haviam muitas pessoas de cabelos roxos por ai, e se lembrou bem de Hiroko antiga colega de classe.
– Ahh, sei quem é — rolou os olhos – e você por que não esta como ele? – ele não respondeu, apenas passou os dedos entre os fios dourados e retirou da calça um maço de cigarros e colocou um na boca e acendeu, um silencio os rodeou enquanto o loiro tragava a fumaça para dentro dos pulmões, Hinata nem imaginava que ele fumava, mas já odiava aquele cheiro de tabaco e agora o odiava um pouco mais.
– Então você fuma – ela disse rindo ironicamente.
– Algum problema?
– Nenhum – era mentira estava obvio no seu rosto o que fez o loiro jogar o cigarro fora, muito raramente Naruto fumava pouquíssimas pessoas além dele sabiam disso não era nenhuma necessidade – você me irrita dia e noite, você me segue, vive tentando agir como eu fosse as outras garotas que você conhece, eu, eu não te entendo, eu juro que eu tento mas eu não te entendo.
– Não precisa me compreender.
– Você é tão idiota – ela sorriu lindamente – e ao mesmo tempo tão bom.
– Por acha isso?
– Na forma que age perto da sua mãe, ela merece mesmo o seu melhor não a desaponte – sorriu de novo sem perceber que o encantava – isso só prova que você é o egocêntrico que é por algum motivo que eu não consigo compreender, mas no fundo mesmo que não admita é uma pessoa melhor do que imagina.
– E ainda diz que não consegue me compreender.
– Já disse, sou diferente das outras – Hinata gostava de deixar bem claro que era diferente na tentativa de que ele entendesse e parasse de atormenta-la o tempo todo, ela colocou na garrafa no apoio ao lado e se levantou, logo sentiu ser jogava quase que violentamente contra a parede da cabine, Naruto segurava os seus braços com força e pela primeira vez perdido em suas próprias ações, era tão complicado ser encarado pelos olhos perolados, divinos como lua, linda como a noite, ela era diferente e como era, e por mais irritante que fosse adorava isso, cada dia isso o encantava e por isso apenas por isso adorava pertuba-la, que coisa mais cômica que o deixava impaciente, era tão repentino era tão enlouquecedor, e grande parte era estranho, o loiro mais frio que nunca se apaixonava agora estava encantado.
– Eu nunca achei que você fosse igual as outras.
– Serio? Por que?
– Por que você fez algo que nenhuma delas fez – era verdade, o pior era que era verdade cada palavra saliente que atravessava os seus labios – você me surpreendeu – Hinata foi praticamente abduzida pelos seus olhos azuis, e de repente talvez ela não odiasse da forma que imaginava era outra coisa de uma forma diferente a deixava atordoada confusa, os batimentos acelerados do seu coração não a deixavam pensar, até que ele a tomou os lábios de maneira quase sufocante como se ansiasse desesperadamente por isso e ela correspondeu a altura, o agarrando fortemente pelo pescoço, o odiava, porém não era ódio de verdade, e agora, mais do que qualquer momento ela percebia que não conseguia resistir, era impossível resistir, principalmente quando ele a obrigava mergulhar na imensidão de seus olhos azuis tão lindos quanto qualquer safira verdadeira, Naruto era muito mais que envolvente e sedutor, os momentos com o loiro gentil não saiam da sua cabeça, a perturbavam de maneira horrível, ela queria afasta-lo queria dizer que não queria, queria perguntar o que se passava em sua cabeça complicada, mas ela queria, era louco, era estranho, no fundo no fundo ela sabia que ele era uma pessoa maravilhosa e no fundo no fundo admirava isso mais que tudo, fazer algo nascer porém se negava acreditar que era um sentimento, não queria que fosse um sentimento, sua fama apenas indicava que ele a faria sofrer sua lucidez a avisava disso, e Hinata não era boa com relacionamentos, mas naquele momento insano por mais que sua consciência tentasse avisa-la o coração mandava simplesmente avisando que nada importava, nada.
Na cabeça de Naruto ele se lembrava de bem de cada momento passado com ela, zombando da sua própria mente se achando estranho, se sentia completamente envolvido meio hipnotizado, algo mais forte o estava movimentando, Hinata era diferente de qualquer garota que já conhecera, apenas ele tinha o direito de irrita-la, apenas ele podia humilha-la, apenas ele podia atormenta-la, o fato de ser única o tornava egoísta, não podia negar o incomodo ao sempre ver outros homens olhando para ela, e ao beija-la no dia da boate era para deixar isso bem claro, fato de ser única criou um sentimento egoísta, não queria dividir aquela raridade com ninguém mesmo não tendo nenhum sentimento por ela, porém aquela noite, aquele momento lá no fundo de suas memorias nunca foi esquecida, aquele era o melhor beijo que já provara, e agora ele a desejava, de uma forma diferente, era necessitado quase não conseguia entender, seu corpo todo estava quente e pelo jeito como o abraçava forte ela também tinha desejo, era tão saliente, louco, inesperado, rápido, de uma forma nunca vista.
Entre beijos desesperados e caricias sem sentidos, Hinata levantou uma das pernas para cintura do loiro, e ele levantou a outra a encaixando de maneira perfeita, línguas brigavam de maneira divertida enquanto Naruto lutava para encontrar o dentro da cabine, e ao finalmente conseguir, eles praticamente cariam no largo sofá creme embutido de alta linha, ela riu entre beijos sentindo todo peso dele a esmagar, o beijo parou para que obtivessem folego, e ela pode observa-lo mais uma vez, por nenhum momento a parte lucida de sua mente fez efeito sob seu corpo, algo dentro de si do desejava de maneira assustadora, mandou sua sanidade para o inferno quando o loiro riu de canto e voltou a beija-la de forma voraz, a mão dele foi até os fios azulados e puxou os grampos soltando os cabelos.
– Gosto mais de você de cabelo solto – murmurou descendo os beijos para o pescoço e ela apenas ignorou o comentário, mas não conteve o gemido abafado que saia da sua garganta, roupas se tornaram muito mais que objetos odiosos, mas também obstáculos que deveriam ser colocados para fora, a abraçou pela cintura, e desprendeu o cinto levantando aquela blusa de renda devagar para cima, Hinata se levantou um pouco o ajudando, e o loiro ficou feliz ao perceber que a Hyuuga estava querendo aquilo tanto quanto ele, o sutiã também foi ao chão de maneira rápida, e a visão para os lindos seios fartos o deixou excitado, já esteve com garotas assim, inúmeras vezes, porém jamais havia se sentido tão excitado como naquele momento tão surpreendente, o loiro correu a língua entre o vale de seus seios fazendo um caminho até chegar no mamilo direito e acariciando o outro e revezando deixando a garota louca, ele retirou a sua saia e viu que ela estava cada vez mais enlouquecida, Hinata o empurrou com toda força o deixando sentado e ela ajeitou as pernas ficando em seu colo, suas intimidades se provocavam de maneira involuntária por cima dos tecidos, enquanto dessa vez ela o beijou erguendo a camisa polo e já desabotoando a sua calça, estava surpreso novamente, sentindo os dedos dela serem enterrados nos fios loiros.
– Pensei que você fosse mais certinha branquinha – zombou de forma saliente com a voz sedutora que a deixava louca.
– Não tenho a menor ideia do que estou fazendo – disse rindo – mas não quero parar – sussurrou e ele a jogou no sofá novamente, retirou a calça e deitou-se ao lado dela, a beijando sob o pescoço e murmurando palavras indecentes, sua mão desceu pelo corpo dela sentindo a pele branca e macia, como era firme em cada detalhe de suas curvas e linda, até que encontrou a sua intimidade e começou a se divertir passando os dedos devagar por cima do tecido branco, viu ela se contorcer e adorou o fato de estar torturando-a, porém aquilo apenas o deixava mais ansioso, a desejava em todo momento, sentia o membro pulsar dentro da cueca box preta, por fim ele se livrou da calcinha branca e seus dedos voltaram a se divertir com a intimidade dela a penetrou com um dedo, sentindo todo calor que vinha de dentro dela.
– Nossa... tão molhada tão apertada isso é sedutor.
– Seu...p-pervetido!- brincou entre gemidos que saiam descontroladamente da sua garganta, agora nem ele mesmo aguentava se segurar, se livrou do seu ultimo tecido e finalmente não havia mais nenhuma roupa entre eles, apanhou na carteira um preservativo e o vestiu, Hinata ainda estava deitada ofegante o esperando, tentando controlar sua respiração e os batimentos acelerados do seu coração, e em parte tentando entender tudo aquilo.
– Tem certeza de tudo isso?
– Eu já disse que não quero parar – as palavras certas eram verdadeiras e Naruto ficou surpreso, mais uma vez Hinata continuava mandar sua sanidade para o inferno, ela ansiava por ele de maneira louca, o desejava e ele também, na verdade o loiro mal conseguia entender o sentido de suas perguntas, não pretendia parar mesmo que ela implorasse, e assim ele a penetrou e no exato momento daquela invasão tão direto e tão profundo, ele a viu gritar em meio a dor e prazer, e assim percebeu o que já imaginava, Hinata era virgem, se sentiu privilegiado e adorou o fato de ser o primeiro, um sorriso cínico surgiu nos lábios do Namikaze, meu membro ereto saiu de dentro dela devagar e entrou de novo começando os movimentos de vai e vem para que acostumasse, nunca se importou tanto com alguém de tal maneira, Hinata sentia tudo aquilo e desejando cada vez mais deslizava os dedos entre os seus músculos fortes e hora cravava a unha em suas costas, como num passe de magica Naruto se tornou perfeito, ela desejou profundamente que aquele momento nunca acabasse, era extremamente insano, talvez sua maior loucura.
– M-mas rápido...- pediu ofegante e era tudo que ele desejou ouvir em todo o momento, ajeitou a belas pernas dela e segurou bem o quadril e começou a investir as estocadas mais rápidas de maneira quase violenta, ela sentiu o mundo todo girar no meio de tanto prazer, e assim não era mais apenas ela que gemia, no misto do seu, podia ouvir a voz rouca do loiro gemendo também, todo o seu membro duro ia cada vez mais fundo e rapido, ambos estavam enlouquecendo e já suados naquele local fechado. Por fim ela sentiu todo o corpo tremer e quase perder o controle no meio do intenso orgasmo que o loiro havia causado, e antes de amolecer por completo Naruto também atingiu o ápice de forma avassaladora, ele não saiu de dentro dela, se debruçou um pouco deitando apenas um pouco, se jogou todo o seu corpo para frente e sendo segurados pelos braços apoiados um de cada lado do rosto delicado, deitados se encarando frente a frente, estavam ofegantes, suados, e ainda um pouco enlouquecidos, e naquele momento, depois de toda aquela loucura, quando os olhos perolados tão brilhantes quanto a lua, encontraram as safiras perfeitas que lembravam o perfeito oceano, foi então que ambos perceberam, talvez jamais admitiriam, mas não podiam negar a realidade para si mesmos. Existia amor.
[...]
Na biblioteca escura de uma certa mansão no lado leste de Konoha, onde casas luxuosas eram levantadas por ser o bairro mais exuberante da cidade, o homem, jovem, de ótima aparência tomava uma taça de vinho na companhia da solidão, passava a mão pelo cabelo arrumado com o gel que agora estava meio bagunçado, usava uma calça social e a camisa branca estava aberta mostrando seu peitoral definido, seu chinelo arrastava pelo chão encapetado, caminhou até sentar finalmente na poltrona giratória, sob a mesa centenas de documentos da sua empresa deveriam ser preenchidos, porém ele não desejava lidar com negócios em pleno sábado, ainda mais que por mais que adorasse seu trabalho não podia negar sua própria depressão, no último ano ele não pensou em nada que não fosse nela. Sua foto era bem admirada, embaixo do abajur de luz serena e fraca, era a única luz da sala, mas o suficiente para vê-la, um sorriso de anjo tão perfeito que apenas ela tinha.
– Meu amor, meu amor por que você me deixou? – cantarolou a pergunta de maneira psicótica e obsessiva mexendo o liquido dentro da sua taça – meu amor meu amor onde você esta? – analisou a foto de novo, a filha de um dos homens mais poderosos e também mais incríveis de sua cidade, lembrava-se tanto de sua tão perfeita e amada Hyuuga Hinata – meu amor, meu amor, nós vamos ficar juntos.
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