Notas iniciais
Obrigada a todos como sempre, fico muito feliz com os reviews, agradeço aos que estão acompanhando, aos que favoritaram e os que estão gostando dessa fic, vocês são uns amores, me alegra muito mesmo, continuemos assim ♥ Então aqui esta mais um capitulo para vocês, espero que apreciem e gostem, e opinem *-* Aos leitores que também leem a minha outra fic "A irmã, Uzumaki Yue" saibam que amanhã vou postar o novo capitulo, sei que não estão aguentando mais AHUEHAUHEUAHEUAHEUHAUEHAUE Obrigada Obrigada Obrigada.

A casa de Sakura ficava em um bairro excelente, não havia movimento, muito menos barulho de congestionamento, crianças brincavam no meio da rua com segurança alias, pois os carros que lhe davam o devido respeito, o trajeto para sorte da Hyuuga não era muito longe, ela tentava fortemente decorar o caminho, para depois poder pegar um ônibus, no fim do dia tinha que comparecer a lanchonete, pois trabalhava todas as noites de domingo as quintas, sexta tinha sorte de ser o seu dia de folga, e no sábado não abria, questões budistas religiosas dos donos do estabelecimento, Tóquio é uma cidade imensa, levaria horas provavelmente para chegar em casa, que saudades de Konoha, que apesar de grande é bem aturável. A residência dos Harunos era como uma típica casa americana, toda branca, grande, arejada, com um belo jardim, mostrava-se bem aconchegante, o pai mal parou o carro e Sakura pulo porta fora puxando Hinata junto com ela, naquela hora a mãe da rosada deveria estar trabalhando e o pai apenas ia busca-la a escola e depois voltaria logo para o escritório, essa era a vida dos apressados e famosos advogados, a rosada era filha única uma enorme preciosidade, assim como seus olhos tão verdes quanto as mais belas esmeraldas e por isso apesar do lotado trabalho ambos nunca deixavam de lhe dar atenção, e morena de cabelos azulados percebeu isso logo de cara ao entrar na casa de decoração moderna nas estantes e pequenas mesas espalhadas com vidros espelhados podia se ver bem mais que livros havia retratos de família, viagens, aniversários e finais de semana, ao subir as escadas os quadros de moldura dourada lhe chamaram a atenção, o primeiro a formatura no jardim de infância, e depois na escola primaria, o terceiro deveria ser do ano fundamental, e provavelmente os dois espaços restantes na parede seriam para a foto que seria tirada no final deste ano e o outro para a formatura na faculdade, vendo tudo aquilo não pode controlar a inveja que pulsava involuntariamente dentro de si, para Hinata os momentos em família que tinha geralmente eram em jantares de negócios, nem se lembrava de quando havia tirado uma foto sorrindo ao lado de seu pai, que além de ser um severo era muito serio, em suas festas da escola e apenas aparecia rapidamente e ia embora.

– Senhora Kimiko – ela chamou ao ver a mulher surgir no corredor do segundo andar, a empregada – por favor prepare uns lanches para nós mais tarde.

– Claro Sakura, os levo em seu quarto.

– Obrigada – continuou, mas agora puxando a mão da amiga, ao atravessarem as portas duplas e brancas do quarto a Haruno logo as trancou, Hinata ficou observando as paredes verdes claro com a pintura de arvores de cerejeira, que combinavam com o lustre branco e redondo, também notou o mural cheio de fotos encima da escrivaninha marrom clássica, nas imagens podia ver fotos dos do colégio, Ino estava na maioria delas, Gaara, Sasuke, Naruto, até Tenten junto com Kiba ao lado dela, eram do ano passado na época que todos eram da mesma sala, também podia ver muitas pessoas desconhecidas, que a rosada deveria conhecer fora do colégio e muitas fotos em família e que família enorme tantos momentos juntos que aparentava nunca terem brigas, era perfeito, os Hyuugas também eram muitos, porém sempre tão tradicionais tão fechados e distantes eles não ligavam muito para eventos que se reuniam, suspirou desapontada e a amiga percebeu logo de cara que ela não era do tipo que escondia os sentimentos com facilidade ou pelo menos nem tentava, não sabia caracterizar isso como confiança ou desastre, a rosada sentou-se na cadeira e foi mexer no seu computador.

– Temos que tirar fotos também Hinata – disse sorrindo querendo anima-la um pouco – para que eu possa colocar no mural.

– Eu nunca fiz um mural – disse baixo, Hinata até podia ter dinheiro mas olhando aquelas fotos só percebeu que Sakura tinha uma riqueza muito melhor do que a dela – ou um álbum, na verdade acho que não tenho fotos tão bonitas e tão sinceras com ninguém que não seja da minha família, alias nem na minha família, apenas minha irmã e meu primo.

– Poucos amigos?

– Na verdade muitos, mas todos queriam ser amigos da Hyuuga não da Hinata, se é que me entende, eu não gosto disso.

– Eu sempre tive eles – afirmou apontando para as fotos – mas acredito que eles sabem como se sente, Gaara as vezes se fala que não tivessem um ao outro não teriam ninguém.

– Pois é, eles tiveram sorte — sibilou novamente com inveja. E pensou mesmos se Naruto, Gaara e Sasuke a entendiam, provavelmente, mas assim como ela havia acabado de dizer, ele tinham um ao outro, Hinata não tinha ninguém, tinha Neji e Hanabi que não podia ver, e um ou dois amigos que agora viviam longe, ela até preferia já passou por coisa demais e eles passaram por ela.

– Mas não viemos aqui para falar disso – começou e Hinata suspirou sentando-se no tapete felpudo enquanto via suas poucas fotos na tela do computador da rosada – me explique.

– É complicado.

– Vou tentar ao máximo entender – sussurrou em tom calmo enquanto sentava-se ao lado da amiga pronta para ouvir tudo que ela tinha para falar.

– Minha mãe era uma artista, fazia esculturas lindíssimas que surpreendiam compradores de todo o mundo, foi até assim que meu pai a conheceu – com um sorriso enquanto se lembrava da mulher já falecida que tanto amava – lembro-me de em uma de suas exposições quando eu era bem pequena sabe, eu disse que queria ser como ela — ela encerrou ai perdendo-se em lembranças distantes.

– E então? – perguntou vendo aquele lindo sorriso morrer.

– Meu pai me disse que jamais poderia ser como ela – a Hyuuga respirou fundo lembrando se como Hiashi era severo – minha família Sakura, é extremamente tradicional, que faz de tudo para manter as aparências, eu fui criada ouvindo sempre que deveria ser educada, refinada e nunca, jamais, deveria existir um escândalo envolvendo o meu nome, pois somos respeitados por nossa imagem e nunca ouve um membro de nossa família que saiu da linha.

– Serio?

– Claro que não! Meu pai diz isso, mas um dia ouve um escândalo ali dentro pode ter certeza que eles colocaram por de baixo dos panos, os Hyuuga cobrem tudo, eles se julgam uma família tradicionalmente perfeita, e é assim que querem continuar sendo.

– Mas isso mostra que são bem severos.

– Meu pai comanda as empresas, empresas que chegaram ao alto com muito sacrifício do meu bisavô, e eu sua herdeira, é uma tradição, todos os bens de meu pai serão divididos entre eu minha irmã e meu primo.

– Seu primo?

– Meu tio morreu quando ele era muito pequeno e meu pai o criou como se fosse um filho, continuando, mas, a liderança das empresas da família deve ser do filho mais velho assim como a liderança da própria família, no caso eu, crescemos sabendo disso, somos preparados a vida toda para essa sucessão, e durante anos eu aceitei e aguentei tudo, todos os eventos sociais, todas as reuniões, visitas nos setores da empresa, as viagens, tudo – ela se interrompeu acumulando lagrimas nos olhos que lutavam para não escorrer – meu avô consegue ser pior que o meu pai, todos eles sempre foram grandes lideres desde que iniciaram o aprendizado do oficio, mas sabe eu queria dividir, eu não odeio a empresa mas quero outras coisas também.

– Parece ser difícil.

– É horrível, nós nunca jantamos sem falar de negócios Sakura, nunca temos um fim de semana só nosso, meu pai nunca me convidou para almoçar só porque estava com saudades, ele também quase nunca foi em eventos da escola e quando ia acabava indo embora cedo, quase nunca nos abraçamos também, nem me lembro qual foi a ultima vez que rimos juntos de uma piada.

– Hina...

– Eu sou a decepção dele, dele e do meu avô, acho que por que eu nunca quis comandar as empresas, eu matava aula as vezes para sair apenas eu e minha irmã, ou sempre fugia pela janela por que eu tinha seguranças eu ia sair com meus “amigos” sempre os desafiando e contrariando, mas nunca deixando de fazer o que eles mandam, eu dei trabalho – riu um pouco fazendo as lagrimas escorrerem e ficando triste de novo – ocorreu algumas coisas que apenas fizeram com que eu ficasse ainda mais decepcionada, então eu decidi que tinha que ir embora, que eu queria ir embora, que eu não queria mais ser parte daquela família, apesar de ama-los não posso simplesmente aceitar.

– Então veio a Tóquio assim do nada?

– A diretora Tsunade era uma grande amiga da minha mãe, ela me ajudou logico, Tóquio High School de Elite é o melhor colégio de Tóquio e do Japão, com um histórico escolar daqui será muito fácil uma vaga nos Estados Unidos, eu peguei todo o dinheiro que tinha no banco ainda bem que tenho uma boa mesada e puff sumi.

– E que coisas são essas que aconteceram?

– Não estou pronta para falar sobre isso, por favor.

– Entendo, por isso que você não saiu para o estacionamento hoje? Naruto disse que você não gostou de saber que tinha câmeras lá fora.

– Ainda tem mais essa, o pai daquele idiota é um grande amigo do meu pai.

– O senhor Minato, serio?

– Sim, eu corro um enorme risco se ele aparecer na escola, eu tenho uma grande sorte por Naruto nunca aparecer em eventos junto com ele se não ele já teria me reconhecido, meu pai apenas me apresentava os amigos empresários que ele tinha em Konoha, como o senhor Minato é de lá, sempre que ia a cidade eles e encontravam.

– Entendo.

– Se não metade da escola já me reconheceria, meu pai gosta de ter raízes em Konoha, e evita muito vir a Toquio quando vem eu nunca venho com ele, são outros tipos de negócios que ele dizia que eu aprenderia a lidar mais para frente – rolou os olhos.

– É ele nunca vai mesmo a nenhum evento, Naruto na verdade, se interessa muito pela empresa, muito mesmo, mas ele nunca faz nada que o senhor Minato manda, eu acho que é uma forma de desafia-lo também, porém quando estão falando de negócios parecem que se dão muito bem, mas às vezes eles aparecem se odiar, Naruto meio que muda quando esta perto dele.

– Ele odeia todo mundo cá entre nós né Sakura.

– Sei que ele parece esnobe e arrogante, mas ele tem um excelente coração, acredite Hina.

– Tsc, você só pode estar brincando.

– Estou falando serio, tem ver ele quando esta perto da senhora Kushina.

– Kushina?

– A pessoa que Naruto mais ama nesse mundo – ela riu – e provavelmente a única, é a mãe dele, e é outra pessoa completamente quando esta perto dela.

– Isso é inédito – por um momento Hinata teve que imaginar que tipo de pessoa ele seria perto da mãe que Sakura dizia que ele tanto amava – bom, mas Sakura promete para mim que não vai contar isso para ninguém.

– Posso não entender seus reais motivos, mas eu jamais contaria a ninguém, você é minha amiga, e também jamais conseguiria isso sozinha.

– Talvez você esteja certa – três toques foram ouvidos na porta, fazendo a rosada saltar dando algumas palmas animada enquanto se dirigia a porta, abriu e ela mesma apanhou a bandeja das mãos empregada, atravessou o quarto levando a bandeja até a mesa, mas não havia espaço estava cheia de livros.

– Hina, por favor, junte esses livros e coloque ali na estante para mim, embaixo do livro rosa – e foi o que a amiga fez, com toda inocência do mundo e além de um pouco de timidez tentou ao máximo se sentir em casa, ela junto os cinco livros e foi até a estante branca que ficava de canto – cuidado que é o meu diário – a rosada alertou, um diário que coisa mais cômica, foi o que Hinata pensou, ela apoiou os livros e apanhou o diário rosa, como sempre a Hyuuga era uma desastrada fazendo a capa deslizar pelos seus dedos, ainda bem que não caiu no chão, mesmo assim algo havia escorregado daquelas paginas, a morena logo colocou os livros de Sakura em ordem e desceu o corpo para apanhar a foto, ela não tinha a mínima intensão de espionar, nem ao menos tinha curiosidade, mas foi inevitável.

– Sakura... – disse Hinata curiosa mostrando a foto, nela Sakura e Sasuke sorriam em uma festa, o Uchiha encontrava-se espontâneo com o braço apoiado no ombro da rosada, que parecia rir tanto que saiu de olhos fechados, era uma imagem muito bonita, ele estava bermuda preta e camiseta polo branca, elegante, já ela um simples vestido amarelo e os cabelos presos um curto rabo de cavalo.

– Hinata! – afirmou absurdamente corada e correndo em direção a Hyuuga que se afastou impedindo que a amiga alcançasse a foto.

– Eu não tinha a intenção de olhar, caiu do seu diário – defendeu-se imediatamente – eu contei meu segredo agora me diga o seu, amiga.

– O-o-o-que? – gaguejou sem querer piscando os olhos varias vezes – eu não tenho segredo.

– Sakura, vi como você olhou para ele no refeitório no primeiro dia de aula, quando ele entrou com aquela garota.

– Hinata nós somos amigos, me devolve essa foto.

– Você quer que eu acredite nisso? – gargalhou – por que você tem uma foto, alias uma foto tão linda, dele no seu diário?

– Já disse somos amigos a muitos anos.

– Sakura! – repreendeu-a com um olhar serio e um sorriso malicioso no rosto.

– Se contar para alguém eu juro que não respondo por mim – derrotada, sim ela o amava, nem se lembrava desde quanto, mas já sentia a bastante tempo.

– Eu nunca contaria – ela devolveu a foto, e juntas foram comer – desde quando?

– Eu nem me lembro – respondia dando grandes mordidas no seu sanduiche – quando eu percebi já era tarde demais, estudamos juntos a bastante tempo.

– Nunca pensou em contar para ele?

– Não! Hinata ele é meu amigo, eu nem consigo contar com quantas ele fica em um mês, e trai todas elas, ele não se apega a ninguém, nós sempre conversamos e nunca o ouvi dizer que já gostou de uma garota, a não ser da Inoe, e nós nos conhecemos a anos.

– Inoe?

– Sasuke não gosta nem que citemos o nome dela — ela explicou com os olhos baixos — mas Inoe foi a unica garota que ele gostou e levou realmente a sério, ele a amava, e ela foi embora, aceitou um curso de moda nos Estados Unidos, e simplesmente o deixou... Sasuke voltou a ser quem sempre foi então e nunca gostou de mais ninguém.

– Ele e o Naruto são... parecidos.

– Exatamente, não é atoa que são melhores amigos, eu não vou dizer a ele, jamais, estragaria a nossa amizade.

– Mas você não sofre com isso?

– Não mais, eu não vou te dizer que não dói, pelo contrario dói e muito, porém eu tento lembrar que ele não gosta delas.

– Mas Sakura, mesmo assim, eu acho que você deveria contar.

– Eu gosto de ter ele perto de mim, nós conversamos, tiramos sarro um da cara do outro, quando ele quer falar mal de alguém ele falar para mim, quando tem um segredo ele sabe que pode contar comigo, quando briga com os pais e fica irritado e comigo que ele vem desabafar, eu não quero estragar isso, é especial para mim.

– A merda de se apaixonar pelo melhor amigo.

– Sim.

– E como se conheceram?

– Naruto Gaara e Sasuke se conhecem desde criança, os pais deles são amigos, mas além de serem amigos deles são amigos do Kiba e eu fui parceira num trabalho, nossa a muito tempo, enfim ele tinha que passar na casa do Sasuke para pegar alguma coisa e eu fui junto depois sempre que o Kiba estava sentado com eles eu sentava junto e então nos tornamos amigos, Gaara sempre foi muito fechado, na verdade ele quase nunca fala da própria vida, mal o meninos sabem algo, mesmo assim não deixou de se aproximar de mim, mas Naruto e Sasuke se tornaram irmãos para mim, Ino entrou na escola logo em seguida, e o eles ficaram, então ninguém mais se separou.

– Ino e Sasuke?

– Sim, mas faz tempo.

– O que mais eu posso esperar de vocês?

– Não sei, acho que a pergunta o que você esta achando de nós?

– Serio?

– Serio.

– Acho que – ela hesitou por um momento tentando imaginar – eu tenho um ruivo que nunca quer conversar comigo, uma loira energética e animada, um moreno que nunca lembra o meu nome, uma rosada que já se mostrou irmã, e um loiro irritante e idiota ahrggg! Me tira do serio – Sakura soltou um pequena risada – é um grande perigo, mas pela primeira vez eu me sinto entre amigos.

– Fico feliz.

– Eles nem me conhecem, mal imaginam quem eu sou, e mesmo assim conversam comigo.

– Eu disse que não são pessoas ruins.

– E isso inclui o Naruto?

– Sim.

– Ahhhhh não, ele é péssimo, eu não aguento ele, tenho vontade de agarrar ele pelo pescoço – Hinata fazia gestos com o sanduíche nas mãos e o mordendo com raiva – balançar e jogar no chão assim, e socar a cara dele até ficar toda vermelha, como ele pode ser tão chato?

– Ele esta te perturbando, um dia ele para, era assim comigo também.

– Serio eu ainda vou mata-lo, aquele arrogante.

– Muito arrogante – concordou rindo.

Notas finais
Gostaram? *-*