O Amor Único {em reforma}
13 Flores de cerejeira.
Notas iniciais
Depois de descer daquele iate o resto do dia, não teve mais nenhum sentido, tudo ficou confuso, tudo ficou estranho, por que claro, já não havia mais palavras para brigar, nada simplesmente nada passava pela sua cabeça, apenas as loucuras insanas obrigadas pelo coração,coração afoito e carente, ela nunca teve alguém amoroso em sua vida, tudo aquilo que fazia sua mente de refém, pensou em Naruto, varias vezes, o tempo todo, em cada detalhe daquele momento, o resto do dia passou, a noite chegou, brigou com o pai ao chegar na mansão por ter sumido durante a festa, brigou com Neji durante o voo retornando de Tóquio, se odiou por deixar Hanabi mais um vez sozinha em Konoha, mas em cada segundo com ele na cabeça apenas pensando nele.
houve sentimento.
Brigou consigo mesma centenas de vezes por lembrar das batidas aceleradas que ainda ignorava dentro do peito; ela se sentia diferente quando estava perto dele no modo perfeito com que ele a havia beijado, seu toque, seu cheiro, sua voz, tudo, não conseguia esquecer de forma alguma. Nunca imaginou a sua primeira vez sendo especial, o mundo não tinha mais esses clichês, mas foi, foi especial, e a área lucida na sua cabeça continuava a atormenta-la com uma voz automática irritante, Naruto não se apaixonava, Naruto era um cafajeste, transava com garotas dia após dia sem ligar para os sentimentos delas, e agora ela era mais uma, ele não se importava com ninguém que não fosse consigo mesmo, porém por algum instante imbecil ela apenas pensou em seu lado gentil, lado gentil escondido, e ficou encantada com suas atitudes inesperadas, mas esse lado não existia para ele e sabia disso não passava de momentos cercados por uma mascara, como ela sempre tão correta de suas próprias ideias pode se deixar levar dessa forma? Sabia muito bem de como ele era, egocêntrico, arrogante, metido, e ainda não o tirava da cabeça de jeito nenhum, era tão estranho, odiá-lo e ao mesmo tempo, ainda não sabia ao certo, mas ama-lo.
Chegou em Tóquio de manhã quase na hora do almoço no domingo, inventou milhares de deveres de casa para que o pai não a segurasse, e ainda impaciente e com a cabeça completamente ocupada por um certo loiro deixou-se ficar atormentada, almoçou sozinha um sukiyaki feita por ela mesma, assistiu tv, fuçou na internet, plantou algumas flores no terraço, lindas e gorduchas que comprou na esquina em uma loja no mesmo quarteirão de seu prédio, entrou na piscina e saiu logo em seguida, tentou dormir e não conseguiu, já era seis horas da tarde, nada, nem mesmo inspiração para um nova arte ela conseguiu ter, ligou para suas amigas que apareceram rápidas para o seu alivio, agora Hinata as servia com sorvete, enquanto estavam sentadas na bancada da cozinha, tanto a loira quanto a rosada, viam a morena de fios azulados encher sua pequena taça exageradamente de sorvete, e um olhar confuso foi trocado entre elas principalmente ao ver que a amiga não estava tendo dó a calda de chocolate posta como uma cachoeira por cima da massa de napolitano, até que era engraçado ver sua expressão apavorada embora sem nenhum sentido, com os cabelos molhados e de pijama logo que a noite mal tinha caído, blusa e shorts de seda com babados na cor lilás combinando com a pantufa branca, Hinata pegou uma colher generosa do seu sorvete e levou a boca sem dizer uma única palavra, na verdade desde que Sakura e Ino haviam chegado ela estava meio quieta sabiam que tinha algo a dizer e era percebível que não sabia como dizer, outra colherada e a amigas começaram a se servir também, esperavam a que Hyuuga começasse a falar, porém, nada.
Ela não era boa em se abrir com as pessoas.
...
– Ok Hina, aconteceu alguma coisa nesse final de semana que te deixou bem... – ela olhou a situação da amiga que a olhava como se concordasse, ainda devorando o sorvete napolitano – bem mal.
– Não estou mal – afirmou.
– Não esta chateada? – perguntou Sakura, e Hinata negou com a cabeça.
– Então o que aconteceu? – Hinata deixou que o sorvete descesse pela garganta e começou a olhar tanto a rosada quanto a loira, sua expressão mudou, de repente de melancolia para ódio.
– Aquele idiota, cafajeste, arrogante!!! – resmungou a explosão inusitada atacando o conteúdo dentro da taça com a colher e suas amigas ficaram assustadas e confusas – por que ele tem ficar me seguindo o tempo todo? Toda hora, toda hora, me provocando agindo com se eu fosse uma idiota, mas não o idiota é ele, porém ele não percebe isso por que sempre coloca aquele ego num maldito pedestal, será que ele não entende que o mundo não gira entorno dele, fica se achando só por que um monte de garotas caem em seus pés arrggggh!!! Isso me irrita tanto.
– Hinata, não estamos entendo nada! – falou Sakura meio já assustada – de quem você esta falando?
– Ai meu Deus, você ficou com o Naruto na festa – murmurou Ino, a loira era esperta e apenas de ouvir sua amiga esbravejar com tanta astucia só por falar sob o loiro Namikaze seus olhos mergulhados em fúria dziam tudo, Hinata não era nada boa como atriz.
– Não Ino, ela não pode ter ficado com ele, eles se odeiam – a Haruno olhou a Hyuuga abaixar a cabeça e ambos os queixos foram ao chão, a Yamanaka soltou uma gargalhada logo em seguida.
– Eu sabia, eu sabia, vocês brigam demais é claro que um interesse por trás de tudo isso — afirmou gargalhante que até arqueou as sobrancelhas com o bom humor — uma vez, tudo bem né era efeito do álcool, mas duas....
– Na verdade, foi um pouco mais que isso – afirmou esfregando os dedos na testa procurando as palavras certas.
– O que você quer dizer com um pouco mais? – Sakura voltava a olha-la intrigada, e Hinata ainda engolia mais sorvete para que pudesse tomar coragem para falar.
– Ai foi tudo tão estranho, eu queria sair da festa, ai eu fui para um iate e eu não sei por que o idiota foi atrás de mim.
– Onde você quer chegar Hina? Ta me deixando curiosa demais já.
– Ele me beijou e eu não resisti eu queria fazer ele em picadinhos, mas eu não resisti....
– Meu Deus, vocês transaram! – Ino jogou como um tiro na cabeça da amiga, tão forte e tão certeiro que deixou totalmente constrangida, uma vermelhidão surgiu na face da Hyuuga, agora parecia um tomate. Por que Ino tinha que ser assim? Tão elétrica.
– Ino! – repreendeu Sakura e sem seguida notou que Hinata não havia protestado – Hinata! Como assim?!!! – ela não respondeu apenas custou a voltar a devorar o seu sorvete enquanto suas amigas observavam chocadas, engolindo colherada por colherada sem ressentimento ou medo de engordar.
– Eu achava que você ia ser a única que não se renderia a ele dessa forma – a amiga loira fazia um tom de decepção e ao mesmo tempo provocação – Naruto se superou dessa vez.
– Ino! – repreendeu Sakura novamente.
– Eu não sei onde eu estava com a cabeça.
– Estou chocada, ah Sakura admita nem você espera por essa, Hinata você sempre foi tão relutante em relação a ele.
– Aiii Hinata agora a pergunta mais importante – Hinata encarou a rosada e seus olhos perolados já sabiam o que ela ia dizer – você sente alguma coisa por ele?
– Não absolutamente não!
– Tem certeza?
– Claro, ele é o Naruto, não, não e não.
– Eu duvido – agora Ino sussurrava de um modo como se pudesse prever o futuro através do olhos perolados de Hinata, ela arqueou as sobrancelhas um pouco chocada, sentiu o coração acelerar, jogou mais calda de chocolate por cima daquele delicia gelada e voltou a abocanhar sem piedade.
– Ai Hina não, isso é péssimo, ou melhor confuso, ou melhor sei-lá, você não pode gostar dele, experiência própria – e era mesmo, a Haruno falava pelo próprio coração machucado a anos, esperando por ele que ela amava, pois Sasuke e Naruto não eram muito diferentes um do outro, e por ser apaixonada pelo Uchiha sabia muito bem o que era sofrer, pois mesmo que disfarçasse muito bem e não ligasse muito com o tempo Sakura sentia o coração ser machucado todos os dias.
– Eu não sei se eu estou sentindo o que eu estou pensando que estou sentindo! é confuso. Mas eu vou gostar dele – antes que qualquer uma pudesse dizer qualquer coisa o som do elevador chegando ao andar de Hinata chamou a atenção, elas correram para a sala de visitar no exato momento em que a porta de metal se abriu anunciando uma chegada e assim dando passagem para o belo homem magro que entrara, era pálido de cabelos e olhos negros, com expressão seria e gentil ao mesmo tempo admirando a bela decoração que já esperava encontrar, mas além disso tudo que queria era matar saudades, os olhos de Hinata brilharam de felicidade.
– Sai... – ela mal acreditou era seu amigo, seu melhor amigo – Sai! – tantos meses são rápidos que tinha até se esquecido do mais importante dos detalhes, aquela era a melhor coisa que podia acontecer até agora. A Hyuuga correu atravessando a sala e pulou em seus ombros, com felicidade e o amigo retribuiu a girando no ar e soltando uma gargalhada vitoriosa, Hinata era sua pequena, sua protegida, sua melhor amiga, conhecia a Hyuuga desde muitos anos quando pequenos frequentavam a escola de artes, o rapaz era mais velho da mesma idade de Neji na verdade, e mesmo depois que o brutamonte de seu pai a retirou das atividades artísticas e a mãe morrido tragicamente aquela amizade tão tranquilizante de confiável nunca terminou, pelo contrario ganhou forças com os passar dos anos até que então se tornaram inseparáveis, eram amantes da arte juntos, era com ele principalmente que Hinata saia quando matava suas tarefas de herdeira da família Hyuuga.
Ela o adorava, sempre foi apenas amizade, e talvez por isso desse tão certo, era na base da inocência do simples, um amor de irmãos que nasceu de forma linda pois Sai tinha algo que Neji não tinha e para sua dor jamais teria, ele não era um Hyuuga, era a melhor parte em Sai, e diferente dos outros e nunca esteve por perto só por estar; amava o primo mais do que tudo na vida ele era seu companheiro, mas Neji jamais deixaria as tradições de lado como qualquer outro membro de sua família isso vinha em primeiro lugar, assim Sai se tornou seu balsamo, com ele ela desabafava e chorava querendo deixar a vida de lado e como bom amigo ele sempre a fazia sorrir esquecer dos problemas, era incontável as milhares de coisas que aprontaram juntos, ganhando por inteiro sua total confiança, ele era seu melhor amigo, sempre seria, ambos sabiam a vida um do outro inteiramente e assim nunca se separariam, um pouco antes de Hinata partir para Tóquio o rapaz havia ido estudar a arte chinesa em Hong Kong o que era ótimo inspiração de suas telas, sabia que ela iria fugir, sabia que poderia ficar meses sem falar com ela, Hinata avisou que entraria em contato quando se sentisse totalmente segura, e que queria encontra-lo logo na América era o mesmo sonho, a Academia de artes de NY, porém sempre procurava informações com Neji, ou melhor Neji sempre vinha a sua procura mas Sai nada sabia e assim ele deixava escorregar algumas boas informações embora não fosse importante, afinal apesar do primo sempre ir contra Hinata eles eram seus protetores seus irmãos, ele era bem esperto, sabendo bem como eles eram amigos não deixaria que tanto Hinata quanto Sai saíssem de suas vistas, assim eles sempre conversavam, Sai foi o primeiro procurado pelo primo quando a Hyuuga desapareceu, e como seu curso já havia acabado ficou contente e um tanto decepcionado ai descobrir que ela havia sido encontrada, se transferir para capital japonesa não seria nenhum problema uma vez que queria fazer alguns trabalhos lá mesmo.
– Hina! – disse feliz a abraçando forte, ele após no chão e ficou feliz por vê-la sorrindo o primo Hyuuga já havia lhe falado que Hiashi pegou pesado – esqueceu de me dar noticias.
– Ah Sai foi tudo tão corrido, Neji me encontrou na escola meu pai brigou comigo eu tive que ir a uma festa em Konoha.
– Seu primo já me disse tudo – ele pôs a mão na cabeça azulada bagunçando os fios lisos – que bom que esta bem.
– Chegou quando de Hong Kong?
– Quarta – viu ela franzir o cenho – eu não te avisei por que preferi me instalar primeiro.
– Vai morar em Tóquio?
– Por enquanto sim, eu estou no começo preciso de um lugar para iniciar as minhas obras, até que eu não seja chamado para alguma coisa grande fora do país ou sei-la, eu pretendo ficar aqui – ele fez uma pausa sorridente – sempre foram nossos planos né Hina, fugir para cá, e depois Nova York.
– Mesmo o meu estar se tornando um pesadelo, é esta dando tudo certo – ela olhou as amigas – Ah Sai essas são Sakura e Ino minhas amigas da escola, amigas mesmo.
Ele riu, encarando as duas figuras a sua frente me maneira sinceramente feliz, "amigas mesmo" que bom, e melhor, ainda cheia de problemas continuava ser a mesma Hinata de sempre. A parabenizou mentalmente.
– Que bom que fez amizade – ele as cumprimentou, recebendo logo de cara um olhar saliente da garota loira e linda a sua frente – muito prazer eu sou Sai.
– Eu sou Ino – ela falava com olhos brilhantes deixando o rapaz sorrir de canto – Yamanaka Ino.
– Eu sou Haruno Sakura – Sai se juntou as garotas na bancada e Hinata lhe serviu um sorvete também, a Hyuuga contou tudo para o seu melhor amigo, os dois meses desaparecida como foi encontrada, a briga com Neji a briga com o pai, a decisão do avô, a nova empresa que seria erguida e ela provavelmente torturada a serviços de futura líder, sua nova escola, seus novos amigos, contou como Sakura e Ino a faziam bem e como Gaara e Sasuke conversavam com ela mesmo sem saber quem era ela, e claro ninguém pode deixar de contar de Naruto, a amiga loira debochou varias vezes o que deixou Hinata intensamente vermelha, todos riam, e ela se sentiu feliz, as pessoas que mais confiam estavam ali com ela.
– Então finalmente tem alguém fazendo o coração da Hyuuga se mexer, estou surpreso! – o rapaz melhor amigo a provocava e tanto a loira quanto a rosada riam.
– Sai da para parar com isso, eu não sei se é isso que vocês estão pensando.
– Mas Hina – começou Sakura – eu tenho que desejar que não seja isso mesmo que estamos pensando, você sabe bem como Naruto é.
– Namikaze Naruto, fala serio Hinata é claro que ele seria o erro dos seus planos – retornou a falar Sai enquanto Hinata engolia mais sorvete. Esse era o problema dos considerados "irmãos". A sinceridade plena
– Ele é um idiota uma pedra no meu sapato.
– Já entendi, bem que dizem que amor e ódio caminham juntos – ele riu de formar provocadora. Mas claro que na verdade não acreditava nisso, mesmo assim ela estava engraçada e ele aliviado por não encontra-la deitada numa cama afogada em lágrimas.
– Vamos mudar de assunto agora! – pediu de boca cheia e suspirou.
– O.k, Hina seu primo me disse que seu pai pegou pesado — pleitou novo assunto a deixando mais nervosa do que espera. Realmente o Hyuugas não mudavam, nem eles nem Hinata.
– Deixamos um assunto péssimo de lado para começar um pior ainda.
– Eu apenas estou preocupado.
– Ele disse que apenas meu pai pegou pesado?
– Ele disse que vocês brigaram.
– Ai Hinata seu primo parece meio bravo, ele gritou muito com você – comentou a Yamanaka, já se sentindo em sua própria casa, pegou um copo de água na geladeira e retornou a bancada.
– Neji é inofensivo, ele apenas muda de personalidade as vezes – ela fez uma pausa na frase verdadeira e todos perceberam no olhar esbranquiçado uma certa tristeza de jeito horrível de realmente partir o coração e Sai sabia o quanto Hinata tinha medo dessa personalidade que Neji as vezes demostrava, tão parecido como seu pai – um dia ele é como um irmão, no outro um digno Hyuuga.
– Hina ele te ama muito, vocês cresceram colados, você e Hanabi são como irmãs para ele.
– Só não quero que ele seja como o meu pai.
– Acalme-se! Vocês dois brigam demais, e sempre por motivos desnecessários.
– Desnecessários? Sai ele sempre briga comigo por questões ridículas e sempre tradicionais daquela família.
– Da sua família – corrigiu-a sorrindo e ela bufou indignada – vocês são irmãos mesmo. Ele é segue as honras Hinata só isso, por mais que seja ridículo não zombe dele assim.
– Isso defenda-o.
– Não é bem defender — Sai retrucou — não acho que ele esteja certo, mas você também não pode esquecer de tudo que ele por você, ele vive para que você dê orgulho ao seu pai.
– Sai você é artista também? – Ino se debruçou na bancada de forma interessada mudando de assunto sem nenhum desconforto, Hinata nada percebeu de imediato, mas Sakura rolou os olhos.
– Sou sim, Hinata, nós estudamos na mesma academia de artes em Konoha – ele começou gentil até que sendo perseguido pelos belo par de olhos azul tão claro céu da manhã.
– Na verdade eu joguei tinta sem querer na camisa dele – ela disse rindo partindo para o resto de sorvete que tinha no pote já que o conteúdo da taça havia acabado. Murchada e derrotada, e claro ainda chateada, não completamente, apenas duvidosa de todos os acontecimentos.
– Não foi sem querer, eu tenho certeza – rebateu.
– Foi sim, nós começamos a brigar e a ofender as telas um do outro.
– E fomos parar na diretoria – riu novamente lembrando-se – por que não seguimos o lema de sempre respeitar a arte a sua frente blá blá...
– E essa é a base da nossa amizade, saímos daquela sala e começamos a dar risada.
– Parece que essa academia de artes é coisa seria – comentou Sakura.
– É seria mesmo – respondeu a amiga – sempre nos instruíram muito bem, mas nossos sonhos sempre foram além, academia de artes de NY – Hinata sentiu-se suspirar desapontada lembrando-se que seus sonhos foram pelo ralo, estava condenada a uma vida em Tóquio com a sua arte – pelo menos isso — e a maldita empresa da família.
– Será que um dia eu poderia ver suas obras? – a mão da Haruno foi direto ao encontro de seu rosto assustada como sua amiga loira sabia ser oferecida e nesse momento que Hinata percebeu o que estava acontecendo, a morena de fios azulados por tão pouco não consegue conter sua risada disfarçando e indo até a geladeira pegar qualquer coisa.
– Claro que pode, assim que elas chegarem de Hong Kong e eu arrumar um lugar para guarda-las – ele riu, mas já sabia que provavelmente elas ficariam dentro do seu apertado apartamento.
– Eu vou adorar – afirmou com dentes brilhantes.
– Vamos acabar com essa conversa, quem quer pipoca e filme?
– Mais comida Hinata serio?
– Ahh Sai larga de ser chato, e a noite vamos no restaurante no outro quarteirão, tem um rodizio de shushi ótimo, vi o banner outro dia.
– Você um poço sem fundo.
– Eu adoro shushi, vamos todos – murmurou Ino feliz, e Sakura se inclinou um pouco dando uma sussurrada no seu ouvido.
– Seja menos oferecida sua maluca – a loira corou seguindo um olhar mortal para a amiga, mas logo elas riram, aquela seria um ótimo fim de tarde, seguido de uma noite cheia de papos para se conhecerem melhor, principalmente a loira Yamanaka que estava cheia das intenções ao rapaz moreno a sua frente, ela se divertiria.
[...]
Um pouco longe dali, na enorme mansão dos Namikaze, as varias portas que circulavam o quarto do loiro Naruto estavam abertas dando vista para o lindo jardim que era amado e cuidado por Kushina, o quarto era enorme, digno do elogio de uma perfeita suíte, toda decoração moderna escolhida com perfeição por Naruto e a mãe numa tarde tranquila, embora ele jamais levasse mulheres para aquela casa, sua cama era de casal embutida na prateleira que cobria toda a parede infestada de livros, fotos, lembranças de viagens, a longa mesa era organizada de lado papeis da empresa do outro o material da escola, já fazia horas que os dois estavam lá o videogame já havia sido deixado de lado a alguns minutos, o loiro estava sentado na cama com a cabeça baixa com uma garrafa de agua gelada nas mãos, pensativo, com os pensamentos longe, Sasuke andava de um lado para o outro tentando entende-lo, o melhor amigo já havia contado o que aconteceu durante a viagem para a cidade de Konoha, e agora ele sabia por que estava tão perturbado, porém se tratando do cafajeste a sua frente não via nada demais, o ar fresco daquela tarde entrou pelas portas jogando os cabelos de ambos para o lado, ele deu um golada com conteúdo dentro da garrafa e jogou seu corpo na cama fitando o teto, afundando sua estrutura no lençol macio tentando relaxar.
– Ta bom cara você transou com ela – começou Uchiha passando a mãos nos fios de cabelos negros – não era isso que você queria, é isso que nós fazemos! Escolhemos uma e pronto e depois tudo termina.
– O problema é que eu não consigo para de pensar nela — era verdade não conseguia, não era desejo de possuí-la de novo, era a ansiedade de tê-la de novo bem ali do lado, nem que fosse para apenas olhar aquele par de olhos perolados sem parar.
– Esse não é você Naruto — cuspiu o rojão de cinismo, que custou em resposta de um sorrido mais ainda mais cínico que suas palavras. E esse era o Naruto Namikaze que conhecia.
– Não diga besteira — disse o loiro em seguida então, com os olhos fitantes nos próprios pensamentos daquele final de semana insano.
– Então como assim não consegue parar de pensar nela?
– Como você se sente quando pensa na Inoe?
– Não toque no nome dela seu desgraçado! – suspirou fundo procurando paciência – olha isso é completamente diferente, no seu caso é apenas sexo, não sei qual é o seu problema.
– O meu problema é que eu não acho que tenha sido apenas sexo – Naruto fez uma pausa pensativo de novo e procurando as próprias palavras, sentiu um gelo subir pela espinha de forma complicada, ele arqueou as sobrancelhas surpreso consigo mesmo e sorriu cinicamente, o amigo estava certo esse não era ele, mas ainda não tinha tanta certeza – acho houve sentimento.
[...]
Dentro do seu cadilac prateado após sair da casa do amigo Uchiha Sasuke dirigia tranquilamente rumo a sua casa, onde aproveitaria seu tão valioso tempo para estudar um pouco, enquanto a rua passava diante de seus olhos ele ria algumas vezes, Naruto estava obcecado pela primeira vez por alguém? Riu novamente e assim ficaria todo o percurso, era impossível, seu melhor amigo cresceu sob a rigidez e ausência do pai que o tornou tão frio quanto qualquer outra pessoa, com certeza ele estava enganado, bêbado, ou tirando sarro dos seus próprios atos, afinal adorava atormentar a Hyuuga por que continuar a engana-la? Suspirou fundo, Naruto não se apaixonava, com certeza não, e que ironia falar isso de alguém que era tão parecido com ele, porém Sasuke não era frio, era apenas serio demais ao contrario de muita gente não demostrava sentimentos e nem gostava disso, e engana-se as pessoas que imaginam que o Uchiha nunca se apaixonou, por que já amou sim, uma única vez, o suficiente para nunca mais desejar esse sentimento de novo, também por que provavelmente ainda amava “Como você se sente quando pensa na Inoa?” as palavras do amigo loiro ecoaram na sua cabeça causando um terremoto no próprio estomago, ele apertou o volante do carro com força querendo surrar qualquer coisa que visse a sua frente, seus olhos tremeram em ódio, não suportava se quer ouvir o nome dela por isso em vários momentos agradecia por poucas pessoas terem a conhecido como esquecer tudo que passou por ela, e incrivelmente quando sua cabeça já começava a latejar em nervos pode ver pétalas de cerejeira caindo no vidro de carro, dando-se conta que já estava no parque em meio ao centro da cidade dirigindo sob a fila de arvores róseas que eram tão tradicionais no Japão, principalmente em Tóquio e a através do vento que deixava as flores se desmancharem me maneira maravilhosa ele deixou que o ódio sumisse dos seus olhos ônix, as observou surpreso e rapidamente estava calmo, se sentia bem, feliz, o que estranho, e agora também pensando na melhor amiga.
Sakura.
Fale com o autor