O Amor Único {em reforma}

38 Eu não sou inocente.


Notas iniciais
To no prazo em amados, HAUHUEHUAHEUAHEUHAUE. Nem demorei hahah ♥ Queria agradecer a todos os meus leitores, a alguns fantasmas que resolveram aparecer. A MINHA QUERIDA FACTORY GIRL minha leitora maravilhosa que me apelidou de "Vaca-chan" desculpe se sou sadica demais HAUHEUHUEHUAHE MAS queridos a realidade, é a realidade, a vida é uma filha da puta, ela não esta nem ai pros nossos sentimentos é por isso que ela simplesmente acontece. Obrigadaaa as favoritações, recomentações, reviwes a tudo OBRIGADA, AMO VOCÊS ♥ Não vou escrever muito por que imagino o quanto vocês estão anciosinhos hahahahaha

Era uma casa estreita, velha, sufocada por dois prédios no subúrbio, que estava pronta para desmoronar no próximo terremoto que abalasse a inacabável Tóquio, estava na sala de estar apenas esperando por noticias. Pensou nela, não havia nada, absolutamente nada, que Riroki Morimoto amasse mais do que sua amada Hinata, naquele dia o seu mundo estava mais triste, nunca mais a veria, suspirou por ter seus sonhos destruídos, mas ela merecia ela merecia, era o que pensava enquanto apertava o celular olhando as paredes mofadas daquele lugar, ela não amava, Riroki não se importava com ninguém não ligava para o seu dinheiro para sua família pouco importava se tinha amigos, mas Hinata, ah Hinata era o seu paraíso era o que fazia flutuar para longe das luas perfeitas que existiam em seus olhos, como ela sabia ser tão linda tão delicada tão incrível, tudo que ele mais odiava no mundo se misturava de maneira divina em um única pessoa, a amava, mais do que qualquer coisa, daria tudo pelo sorriso mais feliz, por um beijo cheio de calor, por momentos, lindos momentos que viveram apenas em sua mente, amava pensar nela, por que na dura realidade apenas na mente dele, ela o amava, ele era um homem machucado, por que ela nunca o amou, o rosto levemente corado como um anjo celestial, o jeito meio brava meio meiga meio estabanada, o sorriso que nunca teve a honra de ver o brilho no olhar que sempre imaginou, nada disso era por ele, nada disse era para ele. Como ousava com toda a petulância que sempre teve, se apaixonar por outro homem? Hyuuga Hinata deveria queimar no fogo do inferno, e por mais que fosse de todas as maneiras mais estranhas do mundo perdidamente apaixonado por ela, não se arrependida em nenhum momento de tê-la mandado de uma forma tão macabra, diretamente para lá. Psicopatas nunca se arrependem, pessoas colhem aquilo que elas mesmas plantam, e ela colheu por cada segundo que o desafiou, ela merecia pagar, riu dos próprios pensamentos de maneira irônica e maligna de causar arrepios até nas baratas escondidas, Hiashi, um dos homens mais poderosos do país, pobre homem que sempre foi severo e calculista, dinheiro não traria sua filha de volta, e o mesmo servia pra Minato, por não controlar o cafajeste de Namikaze Naruto, ambos não teriam nem a oportunidade de ver os corpos dos dois novamente, catastrófico, porém digno do seu próprio orgulho.

Sem se importar com o sujar de seu paletó, sentou-se na poltrona antiga e empoeirada, o ranger de seu estofado era ,musica para seus ouvidos, logo estaria longe do outro lado do mundo, no Equador onde ninguém pensaria em procurar, ligou a tv, com certa dificuldade dos botões a maioria quebrados do controle remoto, eram os únicos moveis da casa velha, e assim que a tela brilhou uma repórter de olhos bem puxados cabelo curto surgiu, voando no helicóptero, circulando a cativeiro de Hinata destruído e em chamas.

– Estamos agora quatro horas e quinze minutos com exclusividade sobrevoando o cativeiro a qual se encontrava Hyuuga Hinata, o local esta todo em chamas e os bombeiros fazem de tudo para controlar, a informações e o filho do empresário Namikaze Minato, ex namorado da jovem herdeira dos Hyuugas, Namikaze Naruto também estaria no local – dizia a repórter enquanto as câmeras mostravam a fumaça que poluíam o céu azul cerúleo – Depois de vários escândalos envolvendo a formação de quadrilha de Kayo Morimoto, Hyuuga Hiashi confirmou a imprensa que não sabia nada dos fatos existentes dessa família, e ficou profundamente chocado a descobrir a verdade, Hyuuga Hinata, foi chantageada e perseguida, torturada e feita como refém durante todo o noivado por Riroki Morimoto um homem que sonhava e cursar medicina salvar vidas, um herói e exemplo em muitos países, desejado e amados por todos, visto hoje como psicopata e maníaco, mascaras caíram e não só a dele, a de toda sua familia. Kayo Morimoto esta preso e recusa-se a dar entrevistas, os outros membros da família Morimoto não foram contatados, Riroki Morimoto esta foragido nesse exato momento, o incêndio o qual mostramos é extremamente grave as autoridades não sabem dizer, se há sobreviventes.

Finalmente ele não precisava mais fingir, para ninguém, sua verdade havia sido revelada, se sentia libertado.

Olhou o celular novamente e nada, nenhuma única mensagem.

Começou a estranhar, Deidara o informaria sobre a hora do seu voo que o levaria para o outro lado do mundo, no aeroporto clandestino na área oeste da cidade.

Mas era tarde para achar qualquer erro nos seus planos.

De repente um estrondo que mais parecia outra explosão, mas na verdade era a porta bem diante dos seus olhos sendo arrombada e jogada para longe. Agentes do SWAT em parceria com Guarda Japonesa começaram a invadir a casa aos montes, fardados de preto capacetes, coletes a prova de balas, armas absurdamente amedrontadoras, eles não paravam de entrar pela porta descendo as escadas o circulando deixando sem saída, o deixando sem ar, ouviu as sirenes então, e o que parecia ser um helicóptero.

Rapidamente, tudo desmoronou.

Nagato, seu traidor, só podia, só podia ter sido ele.

– MÃOS NA CABEÇA – gritou o agente 93 da SWAT, com o laser vermelho da mira da arma bem no meio do seu peito – MÃOS NA CABEÇA HOMEM!!! – de primeiro instante o Morimoto não se mexeu ainda tentava contar quantas pessoas estavam mirando em seu corpo pronto para virar um queijo suíço. Ele errou, era um vilão perfeito? Um criminoso de linha A, como havia errado?

– EU DISSE MÃOS NA CABEÇA POHA!!! – continuou a gritar o homem .

– Querem me matar – Riroki riu de forma irônica – bando de estúpidos, me matem!

– MÃOS NA CABEÇA – insistiu o agente.

– O que? Não vou me render, nunca – ele cuspiu no chão perto o suficiente da bota do líder da operação de invasão e agora gargalhou – homens como eu não se rendem a vermes como você.

Riroki fechou os olhos, iria encontrar-se com sua amada mais cedo do que imaginava, o agente ajeitou a arma e estava pronto para atirar.

– Não!!! – ordenou outra voz, que era muito conhecida, o tocar de Itachi no ombro do agente 93, fez ele sessar fogo imediatamente, o Morimoto abriu o olhos, e dessa vez o Uchiha riu com o canto da boca, ele estava de camisa listrada e calça social, o único louco que não usava um colete a prova de balas, mas por que Itachi era muito mais precavido que todos ali, sem falar na habilidade de entender a mente das pessoas, verdadeiro menta lista que sempre tinha um truque na manga, e por isso ele não precisava de colete – é isso que ele quer, que nós o matemos.

– Desculpe senhor – o homem disse ainda sem perder a posição.

– Não vou mandar atirarem em você Riroki, tem 105 agentes nessa operação, alguns no aeroporto clandestino, alguns na casa de Hiashi, alguns aqui, você não vai fugir, eu vou te levar vivo para ser julgado e no mínimo mofar na cadeia para sempre, você vai ter uma morte dolorosa – o moreno de aproximou e de alguma forma sua voz foi que ficara maligna – tão dolorosa que desejara se matar todos os dias, e uma agonia sem fim martelara na sua vida, por que dentro de uma cela nunca conseguira fazer isso.

– Uchiha Itachi – sibilou o Morimoto sem perder a pose – pode impressionar o mundo, mas não a mim, você é tão psicopata quanto eu, somos homens ruins e que vivem sozinhos, você deu a sorte de não se apaixonar, e eu tive o azar e não saber me controlar, tão pouco me esconder.

Bastou para Itachi, e ainda mantinha um curto sorriso e um olhar fuzilante mostrava o quanto ele não tinha medo.

– Riroki Morimoto – ele prendeu as mãos do mesmo para trás e passou as algemas – você esta preso, por formação de quadrilha, chantagem, sequestro, lesão corporal, homicídio qualificado do nascituro, perseguição e violação a dignidade da pessoa humana, a tentativa de homicídio por Hyuuga Hinata e Namikaze Naruto, também é acusado de cumplice da Organização Secreta Akastsuki, e por isso também será julgado por planos contra o governo e pela morte de Akazuna no Sasori, tudo que você disser será importante e contado na hora do seu julgamento, você pode ligar para o seu advogado, e você tem o direito de permanecer em silencio.

[...]

A Torre de Tóquio era onde Konan sabia que deveria encontrar o namorado. Namorado, noivo, relacionamento ela nem sabia mais o que eles eram, mas sabia que nunca se separariam e isso era o suficiente. Seus cabelos roxos púrpuros brilhantes balançavam como uma bailarina diante do vendo no salão do alto da torre, e só havia uma coloração que considerava mais bonita que a dela, os cabelos vermelhos de Nagato era simplesmente a cor mais bonita que já passaram pelos seus olhos, era impossível não reconhecer o amado, o seu jeito não mudava, estava admirando a paisagem a selva de pedra tecnológica decorada com arvores de cerejeiras, como uma estatua sem expressão que divulgava sem piedade a característica sombria, era um homem de muitos pecados, tinha medo dele, quem não tinha? E por essa razão tinha sorte por ama-lo.

Ela se aproximou, se anunciando no deslizar das mãos delicadas pelos ombros másculos, Nagato suspirou pesadamente e virou para encara-la, suas pupilas de espécies raras, roxas invadiram seus olhos, e apesar de mal ela tinha que lembrar que em algum lugar ainda existia coração, com toda delicada o ruivo estendeu um flor em formato de origami e colocou entre os fios roxos.

– Sempre gostei que usasse essa flor – murmurou e em seguida voltou a admirar novamente a cidade.

– Essa Konan morreu Nagato – ela respondeu então.

– Eu sei – continuou – perdi um irmão e um amigo hoje, não quero perder você.

– Matou seu irmão – ousou com sabia palavras a namorada – entregou seu amigo.

– Meu irmão é um traidor – sorriu com uma pitada de ironia que apenas ele sabia dar e Konan apenas continuou a escutar – Riroki pode ter sido sigiloso, mas nossa Organização esta conhecida por todas as autoridades.

– Itachi, lhe pagou bem?

– Ele pagou mais que o suficiente – sorriu novamente ainda se surpreendendo com o fato do Uchiha conseguir contata-lo, realmente subestimou Uchiha Itachi, e realmente errou, e com o dinheiro que ele deu troca das informações de Riroki ele tinha que dar um jeito de transformar sua Ordem, invisível.

– Sabe que ele vai te caçar, não sabe?

– Eu sei, mas foi bom que tenhamos feito essa aliança temporária, isso só mostra que temos que ficar espertos, mais espertos, ele não vai parar, e Itachi só provou que pode conseguir a informação que quiser, não devo subestima-lo nunca mais.

– E agora meu amor? Para onde vamos?

– Eu não sei – respondeu com voz fraquejada – me surpreenda.

Konan sorriu em seguida o beijou.

[...]

A Mercedes de Sabaku no Gaara estacionou bem na rotatória que tinha na frente da mansão da Yamanaka, sempre visitou aquele lugar desde que conhecia a loira, eles sempre foram amigos, tinha liberdade para se sentir a vontade da maneira que desejasse, desceu do carro se sentindo decidido, e nem a brisa fresca que parecia trazer coisas ruins o intimidava. Amava Ino, quantas vezes ele precisava pensar nisso, e ai que estava ele não queria mais pensar ele queria dizer, tinha necessidade de falar, por que uma coisa era bem verdade, Sai foi mais um caso amoroso na vida da loira, mais um, mais um que não deu certo, e não dava para pensar que seria assim para sempre, um dia ela ia acabar se acertando com alguém, um dia alguém iria ama-la provavelmente mais do que ele ama, um dia alguém a conquistaria de modo que nada nesse mundo pudesse abala-los, um dia ela se apaixonaria, e ele seria para sempre um eterno amigo, mas isso apenas, se, não agisse.

Respirou fundo como se fosse alguém indo para uma guerra, mas diferentes dos contos de baralhas comuns, a guerra acabou vindo até ele, Gaara não precisou nem subir a escadaria da mansão, Ino já sabia que ele havia chegado. O ruivo sorriu sem perceber assim que as portas duplas se abriram e Ino saiu descendo as escadarias depressa, tão pouco Gaara havia notado que a pasta misteriosa que Inoichi guardava estava nas suas mãos, Ino se aproximou com tudo, e arremessou o conteúdo encima do Sabaku. Gaara não entendeu nada até ver, os olhos verdes agua, toda a historia de sua família esparramada em tantos papeis pelo chão, tudo paralisou, até a brisa fresca sessou, e nada, absolutamente nada doeu mais que erguer a cabeça nos olhos azuis de boneca a grande decepção.

Ino estava ofegante e esperando uma resposta, porém Sabaku no Gaara não sabia o que dizer.

Mesmo que vida precisa um pouco mais de calma, mesmo que corpo peça um pouco mais de alma, infelizmente a vida não para.

Seu desejo nesse momento era, de nunca existir.

– Ino

– O que é isso?! – já interrompeu de primeiro momento com a voz meio exaltada e ao mesmo tempo fraquejada, sua expressão seu jeito seu tom, era tudo que ele quis evitar durante todos aqueles anos.

– Você prometeu que não ia ver – ele logo afirmou em defesa.

– Meu pai me mostrou – rebateu – ele me chamou por que descobriu que eu achei essa pasta.

– Ino...

– Você é meu amigo, eu conheço você a anos – a loira se perdia nas próprias palavras com os olhos marejados de lagrimas e por ser filha de quem era, Ino era uma pessoa muito pacifista – isso é nojento, é horrendo eu não posso acreditar.

– Eu não acredito que você viu isso — tentou inverter a situação — eu realmente não acredito que você viu isso.

– POR QUE NÃO ME CONTOU?! – gritou e então lagrimas não se seguraram mais, o ruivo tentou se aproximar mas a mesma deu alguns passos para trás, ele não sabia o que fazer além de engolir o seco com medo, medo de perde-la – eu confiei em você Gaara, olha todas essas coisas, nossa amiga esta sendo sequestrada por pessoas assim.

– Ino não sou como eles, eu juro!

– Você mentiu para mim.

– Não eu fui sincero, eu disse que queria que você não soubesse. Olhe a sua reação era exatamente essa reação que eu queria evitar.

– NÃO TENTA INVERTER AS COISAS! – Ela berrou e pôs a mão no rosto querendo esconder o choro – seu falso, VOCÊ DEVERIA TER ME CONTADO! É ISSO QUE OS AMIGOS FAZEM!!!

– Ino – então o ruivo não pensou palavras falaram com o coração sem hesitar sem pensar – já parou para pensar que talvez eu te ame tanto, mais tanto que não queria que você soubesse de nada disso.

– O- o que?

– Queria ser perfeito para você, como você sempre foi perfeita para mim.

– Que você ta me dizendo? – lagrimas cessaram, a mente de Ino tentava processar tal informação chocante e por vários momentos Gaara sentiu que talvez tenha se precipitado.

– Sei que sempre fomos amigos, mas eu sempre te amei – ele continuou a dizer pois não havia mais como voltar atrás o que estava feito estava feito – eu te amo Ino, não como amigo, não como irmão eu realmente eu te amo, e eu te amo muito eu sempre amei eu sempre quis te dizer isso mas eu nunca consegui.

Ela ficou parada estática por alguns longos minutos, minutos que para o ruivo era quase uma eternidade tão longos, o tempo nunca passou tão devagar, Ino abria a boca e fecha deixando claro que não encontra as palavras que queria realmente dizer, seus pensamentos borbulharam de segundo em segundo e uma expressão cada vez mais assustada formava na sua face delicada.

– Ino... – ele começou novamente – eu sei que é meio chocante...

– Meio chocante?! – ela o interrompeu – é muito chocante! Olha tudo isso que eu acabei de descobrir, você não pode chegar na minha casa dizer essas coisas e pensar que vai ficar tudo bem.

– Eu não sou como eles.

– Você é um deles Gaara!!! – o julgou e Gaara não disse nada, a única realidade no mundo era que ela estava certa – seu bisavô iniciou um fortuna encima de uma sujeita, bilhões de dólares vindo de trafico de pessoas, trafico de pessoas Gaara, e um dia, que horror, um dia você vai ser dono de tudo isso.

– Eu não quero isso Ino, tem acreditar em mim!

– Naruto também nunca quis ser rico, Sasuke também nunca quis as empresas, eu não quero ser diplomata mas carrego um nome, acha que eles tem escolha? Acha que eu tenho escolha? Ach que um de nós te escolha?

– Eu tenho...

– NÃO TEMOS! – gritou finalizando as desculpas do ruiva de maneira brutal em seguida ela simplesmente deixou que as lagrimas escorressem pelo rosto primoroso transparecendo a tristeza e a decepção, pois Gaara para si sempre foi tão querido – não temos escolha – sussurrou — eu já não sei se consigo olhar na sua cara, imagine pensar que você me ama.

– Mas eu te amo.

– Eu não quero que me ame, eu tenho nojo de você.

– Ino! – a voz de Inochi encerrou a conversa, Gaara nem sequer teve algum argumento tão oportunidade para se explicar ele não sabia o que dizer, ela não sabia o que pensar, era tudo tão repentino, era tudo tão assustador. O Yamanaka jurista desceu as escadarias indo ao encontro de sua filha e era impressionante a maneira como olhava para o ruivo e sorria, Inoichi Yamanaka era um homem muito justo, ajudava as pessoas lutava pelos direitos do povo, quantas quadrilhas, organizações, corruptos já havia prendido? Muitos, graças a ele o primeiro ministro chinês estava no corredor da morte por desvio de dinheiro, e ainda assim após ter descoberto tudo que havia descoberto sobre sua família o olhava sem medo sem ódio, como ele sempre fora o amigo de sua filha.

– Pai...

– O cativeiro de Hinata pegou fogo minha filha, ela e Naruto estão no hospital – as pupilas da loira se perderam em desespero – em estado grave.

– O que?

– Fugaku, acabou de me ligar, Riroki colocou uma bomba na casa velha, e Naruto deu um jeito de leva-la para o porão secreto embaixo da copa.

– Como ele sabia disso?

– Ninguém sabe, apesar de tudo ter desmoronado, os escombros os protegeram, eles estão no hospital, mas em estado grave – Inoichi fez um sinal com o braço chamando o motorista, ele olhou novamente para filha e viu que ela se segurava enquanto ao mesmo tempo com toda a rapidez rezava, rezava para que tudo ficasse bem – calma, Ino.

– Temos que ir lá!

– Nós, vamos, nós vamos – segurou nas bochechas coradas e admirou o rosto que era tão parecido com o da mãe, pois sentia falta daquela que um dia considerou amada – eles vão ficar bem querida, eles vão ficar bem.

Ela arfou e ofegou ao mesmo tempo, o motorista parou o carro na frente da escadaria era tanta coisa ao mesmo tempo que ela até esquecera que Gaara estava ali, mas Inoichi, ah Inoichi ele era um homem repercussão, e por isso tinha fama, pela sua imensa educação.

– Deveria ir também Sabaku – ele disse – quer ir conosco?

Ele viu a loira entrar no carro, sem dizer uma única palavras.

– Eu vou com meu carro Senhor, obrigado.

– Como quiser, mande um abraço ao seu pai – o ruivo nada entendeu mas o olhar confuso explicou deixou claro – depois conversaremos sobre isso Gaara, falarei com Ino também.

Assim ele adentrou no carro, o motorista fechou a porta, e o carro partiu.

Um turbilhão de emoções passaram pela sua cabeça naquele momento, seu coração fora esmagado sem nenhuma piedade, as pessoas não sabiam entender nada, nunca entendiam, e como doía e pulsava em meio a dor, por mesmo que guardasse aquele segredo só si, sempre imaginou que quando contasse, ela, corresponderia. Mas parece que nem tudo é como a gente espera, Gaara só não ficou mais desesperado por lembrar que seus melhores amigos estavam no hospital, ah céus, Naruto e Hinata estavam internados em estado grava, mas o que estava acontecendo? De repente o mundo ficou mais confuso, de repente tudo virou de ponta cabeça, literalmente, ele tinha que ir para o hospital, ele tinha que pensar, ele tinha que agir.

Antes de entrar no carro apanhou o celular no bolso, seu pai ainda era seu pai, por mais horrível que fosse, sua família ainda era sua família, Shikamaru entrou para ela sem problemas por que ela não podia pensar que ele, suspirou, desbloqueou a tela e pensou em avisar seu pai, Inoichi sabia de muita coisa, na verdade até demais, pensou, pensou, pensou, pensou. Bloqueou a tela, e entrou no carro, não era possível que as coisas entre ele e Ino estavam resolvidas.

Entrou no carro e saiu quase que arrancada, pois mesmo que confuso e despedaçado, prioridade maior era Naruto e Hinata. Estado grave.

[...]

Era estranho como o tempo oscilava mediante as dificuldades, de minuto em minuto parecia que tudo acontecia muito rápido e em outros momentos era torturador a lentidão do relógio.

Itachi ainda tinha um irmão mais novo, e por ordem expressa sabendo o quanto era amigo de Naruto, mandou noticias. No meio da explosão o concreto do porão segredo da casa velha desmoronou, e apesar do calor e poeira ele foi suficiente para proteger o casal enquanto o corpo de bombeiro chegava, que por sorte, Itachi já estava por perto e muito bem preparado, não mandou noticias até os profissionais acharem os corpos, imaginando que já estavam carbonizados o mesmo ficou surpreso por saber que estava vivos, se surpreendeu com o loiro ele sabia ser mais esperto do que aparentava. Avisou Sasuke e Hiashi no mesmo instante, ambos estavam juntos, no condomínio na casa de Hinata. Não demorou muito, Sakura, Sasuke, Hiashi, Sai, Fugaku, em menos de meia hora já estavam no hospital, que também estava cercado de impressas, ficaram em uma sala de espera única, direito de casos especiais, ou de simplesmente pessoas como Hinata que tem um plano de saúde muito caro, Hushi estava com a Hanabi e sua acompanhante particular a qual cuidava da jovem Hyuuga, o patriarca e pai das meninas realmente considerava o fato que não era necessário preocupar sua filha mais nova, Hanabi agora era uma criança frágil, só avisaria depois de noticias concretas, deixou a preocupação e angustia toda para si, Neji e Tenten estavam a caminho, Hiashi fez questão de avisa-lo e mandou que buscasse Tsunade, por mais que tenha tido conflitos com aquela loira maluca, não podia esquecer do quanto devia por ter protegido sua filha, por ter sido tão leal como Kaoro gostaria que fosse. Fugaku não ficou parado, ele conhecia seus filhos, ele sabia bem lidar com sua esposa com sua família e antes que separados era melhor unidos, era melhor que todos ficassem juntos, mandou de imediato que um motorista buscasse Mikoto.

Na sala de espera moderna de decoração toda branca e espelhada, Sakura descansava os pensamentos no ombro do namorado, ambos sem dizer uma única palavras, era muita coisa ao mesmo tempo para digerir, Sasuke de minuto em minuto suspirada forte o que mostrava o quanto estava agoniado, simplesmente por que os dois tentavam não imaginar o pior, era incrível que estavam vivos. Hiashi não conseguia ficar nenhuma único minuto sentado, ele andava para todos os lados escondendo o explosão de emoções que agitavam seu coração de pai, não havia nada pior que nesse mundo que perder um filho, e Hinata era sua herdeira, sua princesa, tão parecida com Kaoro, ah Kaoro, que se foi tão cedo mas lhe presentou com um reflexo, para que ele apaixonado pudesse olhar e amar todos os dias, uma imagem tão divina e tão parecida com ela, intensamente como filha. Hinata, tão querida filha, rezava para que não o abandonasse. Fugaku estava parado perto da janela vendo o entardecer chegar, e mais problemas, sim, os problemas estavam apenas começando, Sai também estava sentado na poltrona, perdido longe nos próprios pensamentos, sua amiga, talvez devesse ter ido contra ela, talvez se desde o começo tivesse contado a Naruto, Hiashi, Neji, alguém simplesmente alguém, talvez, talvez, ela não estaria nessa situação.

A culpa era algo que consumia a todos.

As portas duplas que selavam a sala de espera, agoniante, sala de espera, bateram na parede mediante ao empurram que levaram, Kushina havia chegado, mais exaltada que qual terremoto que já atingiu a cidade de Tóquio, atrás dela vinha Minato, e em seguida Mikoto que por sorte chegou junto com mesmos. Seus olhos, roxeados demostravam o que podiam ser chamados de mais profundo desespero, lagrimas que não paravam de cair, a ruiva tão singela e sempre tão calma, a primeira coisa que fez foi abraçar o pai de sua nora, e naquele abraço ambos sentiram o quanto estava tristes, trocaram gritos sufocados e vontades de morrer e se derreter em lagrimas através de pensamentos, e assim como começou o abraço ela também finalizou, segurando firme na mão de Hiashi e olhando em seus olhos.

– Ah meu caro Hiashi – disse com voz fraquejada e chorosa – pode me dizer a verdade, pode me dizer a verdade.

– Ah Kushina, eu não sei de nada – ele respondeu ainda mais agoniado.

– Como assim?

– Eu cheguei a pouco, nos mandaram para cá e estou esperando por noticias.

– Mas Naruto e Hinata...

– Já estão sendo atendidos, é tudo que sei – suspirou mais um pouco de dor acumulada dentro do peito, pior que não ter noticias era não ter noção das noticias, Kushina ficou estática por alguns minutos e sendo a mãe que era não podia deixar de pensar que Naruto deveria estar muito ferido, ninguém sabia de nada, ninguém estava entendo nada, ninguém sabia o que estava acontecendo, ela puxou o ar para dentro dos pulmões, enquanto Hiashi se rendia sentando no sofá de couro branco almofadado ela virou para trás vendo Minato, sempre orgulhoso e sem esboçar expressão alguma, ele amava o filho só não sabia demostrar sentimentos, o loiro mais velho caminhou até ela então e abraçou querendo tomar um pouco da sua aflição, um abraço que tentava transmitir segurança um abraço que tentava dizer que iria ficar tudo bem, enterrou os dedos nos fios vermelhos pelos quais era tão perdidamente apaixonado, e em seguida beijou sua testa.

A porta da sala de espera reservada se abriu novamente, Itachi adentrou incrivelmente com uma face tranquila e um olhar calmo, Kushina e Hiashi foram os primeiros que ficaram mais atentos, e Mikoto que não suportava vê-lo, olhar para ele sem poder abraçar sem poder transmitir sentimentos, lembrou-se que ainda não era o momento propicio para falar com ele, afinal ele não queria falar com ela, o Uchiha conversava com uma enfermeira, e logo após assinar uma prancheta a mesma se retirou. Ele se aproximou da família e os amigos reunidos.

– Itachi... – começou Hiashi até ser de imediato interrompido.

– Pegamos Riroki – afirmou de queda, tranquilo, incrivelmente muito calma, mas ainda como um tiro na testa, deixando todos absurdamente surpresos.

– Como assim pegaram Riroki? – perguntou Sai se levantando.

– Pegamos ele, esta sendo interrogado nesse instante, na verdade o depoimento de todos vocês será muito importante para o caso.

– Muitas coisas acontecendo tão rápido – comentou Fugaku.

– Vou contar a vocês tudo o que aconteceu – ele disse então.

– E Naruto e Hinata? – perguntou Kushina já em prantos novamente.

– Acalme-se Kushina – pediu Minato a abraçando novamente como sua base como seu apoio – por favor meu jovem, continue.

– Bom – começou Itachi então, vendo uma tensão mergulhar no ar enquanto recebia atenção de todos – Riroki mandou um de seus capangas atrás de Naruto, nossos investigadores acharam um celular de Sasori que não era de conhecimento do FBI, provavelmente ele passou informações que levaram Naruto até o cativeiro, a mente do psicopata é mais estranha do que parece, Riroki deve ter percebido que não sairia dessa confusão sem Hinata e armou tudo para deixar os dois, se Hinata não pode ser dele ela não seria de mais ninguém.

“ O cativeiro é uma casa antiga da família, especificamente do pai de Nagato e Sasori, prendeu Naruto e Hinata na copa, e armou um bomba”

Nesse instante um cambalear de Kushina serviu para deixar todos preocupados, mas se conteve, conteve por que a necessidades de ter noticias era maior que qualquer coisa, maior que qualquer mal estar.

– De alguma forma – continuou Itachi então – e imagino que por Sasori, Naruto sabia que naquela embaixo dela tinha uma sala secreta para contrabando, uma sala de concreto, eles se esconderam lá, e foi o suficiente para que o fogo não os queimassem, porém a dinamite usada segundo o corpo de bombeiro foi dinamite 6, toda a casa e base de concreto caíram sobre eles, eles foram soterrados.

– Como eles estão? – perguntou Kushina tremula sem conseguir controlar as lagrimas.

– Hinata esta tomando soro, e respira por aparelhos, ela esta totalmente debilitada, muitos ossos quebrados, intoxicada, imagino que por remédios, também algumas queimaduras de segundo grau, porém os exames ainda não saíram, ela te uma lesão forte na cabeça, é grave, mas o medico disse que é provável que ela fique bem – Itachi suspirou, suspirou forte por um bom tempo, Kushina levou a mão a boca esperando piores noticias, sim aquele suspiro significava muito – se Hinata esta bem é graças a Naruto, ele a protegeu, Kushina, Naruto teve incontáveis lesões e esta passando por uma cirurgia muito delicada, ele teve parada respiratória e traumatismo craniano, o estado dele é bem, bem, critico, eu não sei de todas as informações só alguns detalhes que a enfermeira me passou o medico vai terminar a cirurgia e vim falar com vocês.

– Kushina... – sibilou Minato para esposa, que nessa hora não tinha palavras para expressão a adrenalina de desespero que percorria em suas veias, ela se soltou do marido esquecendo-se o quanto ele deveria estar preocupado também, o quanto ele deveria estar sofrendo também, sentou-se no sofá e deixou que seu corpo afundasse nas almofadas, devaneios corriam na frente dos seus olhos cessando as lagrimas por alguns minutos. E uma enorme culpa a atingiu, Naruto estava certo, ele sempre esteve certo, ele tinha razão de estar bravo com ela, agora ela se sentia no lugar dele, pois da mesma forma que o câncer estava tirando de Naruto sua mãe, agora um mostro estava tirando seu filho, por mais que sabemos que um dia todas pessoas que amamos iram morrer, ninguém merece sofrer por antecipação, ninguém merece partir antes que lhe convenha, nunca deve-se viver para si mesma e sim para as pessoas, agora ela entendia o quanto ele queria que ela vivesse por ele, e agora ela sabia o quanto que ele vivesse por ela.

Ela arfou e começou a chorar em desespero, Mikoto estimulou-se a ir em sua direção, mas Minato a parou no mesmo instante, ela precisava chorar, e também entender, precisava entrar em pânico e dar tempo ao tempo, ela era mãe, ela por mais esperança que tivesse também não sabia ter esperança. O mesmo podia ser dito no Namikaze mais velho, que mesmo que esboçasse nenhum tipo sentimento sentia seu mundo ser desmoralizado por dentro.

Naruto era seu único filho, e mesmo com todas as brigas e conflitos, o amava, o amava mais do que qualquer coisa na vida, ele era pai, ela era pai só uma vez.

Notas finais
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH ainda não acabou hihihi, eu sei vocês querem me matar no minimo. Mas prometo não demora. QUERO COMENTARIOSSS SIM MUITOS COMENTARIOOOOS beijos da Vaca-chan kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk'