O Amor Único {em reforma}
15 Antes de você nada importa.
Notas iniciais
Estava tudo escuro, uma penumbra horrorosa que assustaria até mesmo o mais corajosos, e ela se via na ponta de um alto penhasco amarrada por uma frouxa corda usando um lindo vestido vermelho longo todo de paetê desenhando de maneira perfeita o corpo da morena, seus fios azulados estavam presos num penteado já bagunçado, estava machucada e dolorida, ela podia ouvi-lo gargalhar sem parar sentado na poltrona vermelha felpuda logo atrás dela, olhou para baixo e teve medo a neblina tenebrosa que exalava pelo ar logo abaixo de si, Hinata sentiu todo o corpo tremer, pois sim, estava com medo, tinha medo daquele homem, de que todos era o mais maldoso que já conhecera em sua vida, sempre intrigando as pessoas com ameaças fora de contexto que mesmo que nunca fossem compridas causavam pânico, ele era ruim, ele era obsessivo ela tinha medo.
– Hinatinha, Hinatinha – cantarolava enquanto sorria de forma cínica e ao mesmo tempo maligna, e logo ela percebia que aquela voz nunca mudava, o homem de grande elegância brincava com a corda que a segurava parecendo não se importar que ela despencasse abismo abaixo.
[...]
Hinata despertou no susto repentino, era um pesadelo. Endireitou a visão tetando se acalmar, ela estava ofegante e suando frio, seus olhos perolados arregalados descansaram ao perceber que estava na sua casa, na sua cama aconchegante e macia dentro do quarto silencioso, longe dele. Enquanto o vento gelado entrava pela sua janela a refrescando, ela levantou-se da cama clássica grande e sentou-se na poltrona redonda giratória que ficava no canto tentou admirar através do vitral que percorria sua parede dando vista para a exuberante capital, já era noite, dormiu a tarde toda; mas não permaneceu muito tempo ali, logo percebeu que estava inquieta foi até o seu banheiro e lavou o rosto varias vezes, se encarou com o espelho e nada, não conseguia pensar em nada mesmo, seu corpo estava agitado sem razão, tremulo sem razão, pensou em ligar a banheira para relaxar, mas desistiu na mesma hora, atravessou o quarto arrastando os pés pelo carpete creme ainda estava com a mesma roupa de hoje a tarde, apenas colocou suas pantufas peludas e andou pelo apartamento, depois que sua amiga fora embora após terminarem o trabalho ela apenas se lembrava de ter caído no sono profundo, olhou o relógio encima da prateleira e viu que era sete horas da noite, suspirou cansada, apanhou o celular encima da escrivaninha e viu varias mensagens de Sai falando sobre a Ino, de que estava conversando por mensagens, que ela parecia ser uma garota incrível e que logo marcaria de se encontrar, ela riu, nunca imaginou seu amigo com ninguém, Sai era um homem do mundo, sempre viajando, e também muito sossegado, Hinata não se lembrava do amigo ter tido relacionamentos, mas aqueles pensamentos engraçados morreram rapidamente e ela começou a digitar no touch do celular ignorando completamente o assunto do amigo e começando outro.
[Sonhei com ele, de novo] — Hina.
E na gravidade da situação ele não demorou muito para responder.
[Pensei que esses pesadelos tivessem acabado Hinata] — Sai.
[Sasori apareceu hoje na escola hoje, esta lá para me vigiar tenho certeza] — Hina
[Seriooo?????] — Sai
[Muito serio!!!!!] — Hina — [ acha que eu brincaria com isso?]
[O noivado de vocês acabou tem um ano, mesmo que tenha colocado alguém lá para te vigiar ele não pode fazer nada, acabou, você mesma disse isso a ele, acabou] — Sai — [aliás depois de tudo, o pai dele... não permitiria, e ele seria muito louco se ousasse tentar]
[Ele está me perseguindo, e esse é o problema Sai, ele é louco] — Hina
[Não vai fazer isso por muito tempo, sabe que ele nunca faz nada por muito tempo ele são apenas ameaças, pelos menos depois de tudo, e eu estou com você, para tudo, seu pai, mesmo que não sabia de nada ele vai desdobrar o mundo por você] — Sai.
[Meu pai nunca pode saber!] — Hina.
[Não sei qual é o seu problema?] — Sai.
[Ele é louco é esse o problema] — Hina.
Suspirou fundo e abandonou o celular ali mesmo, ela sabia a resposta, um sermão sobre o quanto a maluca era ela, maluca o suficiente por esconder, mas sabia que Sai sempre estaria ali, ele era seu melhor amigo, e até mais que isso, ele era como Neji um irmão, alguém que moraria para sempre no seu coração, e ele estava certo, sempre foram apenas ameaças, Hinata nunca correu perigo de verdade, porém isso não bastava para acalmar seus nervos, passou as mãos pelos cabelos e saiu caminhando pelo apartamento, acendendo todas as luzes no seu caminho, logo podia ouvir sons na cozinha, Rose ainda estava trabalhando, ficou até mais tarde por mera preocupação, Hinata parecia tão cansada quando fora dormir, apenas desejava se certificar que a Hyuuga acordaria bem, e que jantaria.
– Rose? – ela perguntou se aproximando da bancada e a comida esta servida ali mesmo, logo a senhora virou-se e sorriu, estava lavando a louça.
– Srta. Hinata, eu coloquei o jantar aqui por que sei você não gosta de muitos luxos – ela era uma mulher humilde que procurou as melhores palavras que tinha para descrever o momento – foi o que seu primo disse, eu espero que não se importe.
– Não, não me importo – respondeu aliviada – até prefiro.
– Que bom, bom eu já terminei aqui, acho que vou indo, os ônibus a noite são difíceis.
– Não espere, coma comigo, você preparou tudo isso.
– Não, não Srta. Hinata estão me esperando em casa.
– Por favor – a senhora nem mesmo teve tempo de responder, o som do elevador ecoou no apartamento anunciando a visita de alguém, Hinata amaldiçoou o porteiro por nunca avisar que estava subindo, as portas metálicas se abriram e ela foi para a sala de visitas, seu queixo quase foi ao chão ao ver Naruto adentrando em seu apartamento, estava com a mesma expressão seria de sempre e com um olhar cínico como se estivesse ali por obrigação, estava usando uma calça cinza e uma camisa polo branca, estava lindo, como sempre bem vestido e também carregava nas mãos, abaixado um lindo buquê de lírios róseos, estava surpreendida não podia negar, porém a Hyuuga jamais demostraria sua surpresa, franziu o cenho tentando entender aquela situação, Rose passou por si animada, com umas muitas sacolas nas mãos, Hinata sabia que ela morava do outro lado da cidade.
– Acho que agora tem companhia senhorita, se não se importa eu já vou indo, eu não quero me atrasar.
– Não! Rose espera – pediu remexendo nos bolsos do short jeans, até conseguir achar um rolinho de dinheiro que havia retirado mais cedo no banco – tome vá de taxi.
– Não não senhorita.
– Rose estou pedindo que vá de taxi.
– Mesmo assim, isso é bem mais que uma corrida de taxi.
– É um extra por ter ficado até mais tarde – ela sorriu depositando o dinheiro na palma da mulher e fechando seus dedos – por favor, não recuse.
– Muito obrigada senhorita – a abençoou mentalmente por ser uma pessoa tão maravilhosa e se retirou feliz por trabalhar ali – até quarta.
– Até quarta – ela respondeu esfregando as mãos nos próprios braços, suspirou buscando paciência, uma virtude que sempre tinha e que ele conseguia esgota-la facilmente, então em seguida virou um olhar mortal para o loiro Namikaze estático parado com uma estatua na entrada do seu apartamento, sempre olhando como o resto do mundo não importasse como se ela devesse começar a falar, a Hyuuga cerrou o olhar irritada e começou a encara-lo também, porém ele não se intimidou nunca se intimidava e ela caiu no seu jogo começando a ficar rubra de constrangimento. Até mesmo os homens que aparentam ser os mais incríveis da terra tem lá os seus defeitos, Naruto por ser um homem muito mulherengo não sabia como tratar bem as mulheres sempre foi do tipo que tratava elas como chiclete, usava e jogava fora, digno do apelido de canalha, porem suas mulheres nunca reclamaram de nada e como ele sempre diz na maioria das vezes são elas que acabam caindo por vontade própria na sua cama, chegava ser uma pensamento cômico, ele estendeu o buquê com o braço travado e desviando seus oceano perfeito da joia maravilhosa que vivia dentro daqueles olhos perolados. Nunca seguiu os conselhos de uma amiga, e nunca havia jamais dado flores a uma garota, nem mesmo para sua mãe que tanto amava.
– Sakura disse que você gosta de flores – afirmou calmamente, Hinata não respondeu, cruzou os braços achando tudo muito estranho – e ela também disse que são a melhor forma de pedir desculpas a alguém.
– Veio me pedir desculpas? – sorriu finalizando sua pergunta que soou de forma cínica, do mesmo jeito que ele era, um cínico, viu ele bufar e passar uma das mãos nos fios dourados bagunçados que cobriam sua cabeça.
– Eu não quis dizer aquilo.
– O que? Que eu sou uma vadia?!
– Eu vim pedir desculpas não vim? – ironizou, sabia que ela estava brava mas Naruto Namikaze não era de rastejar para ninguém. Porém algo dentro dele se irritava de forma descomunal por vê-la magoada, e por um instante, por trás daquela fúria ele viu lagrimas pelas palavras que disse sem pensar.
– Será que isso é o suficiente?
– Ta bom Hinata, eu sei que você esta brava – começou a se irritar, como sempre se irritava mais rápido do que a irritava – me desculpe, é só que... – ele não terminou, jogou o buquê de qualquer jeito encima do aparador e virou-se para se retirar, se ela quisesse que ele se humilhasse não faria isso, nenhuma mulher jamais conseguiu balançar com seus sentimentos, e não era por que Hinata o enlouquecia que acabaria fazendo o que ela desejava, foi pedir desculpas, e havia feito, já achava o suficiente até demais, mesmo que Sakura fosse uma romântica especialista em relacionamentos ele não se arrastaria para Hinata, com certeza não para ela, apertou novamente o botão do elevador, mas ele jamais entraria ali, sentiu a mão delicada daquela que considerava ser maluca ou desnorteada segura-lo, o fazendo se sentir iluminado em fixar seus olhos aos dela, tudo que queria evitar a noite toda para que precisasse ouvir seu coração pulsar, era tão linda, tão diferente.
– É só que...? – fraquejou as palavras se sentindo ainda abduzida pela imensidão azul do Namikaze, ela queria que ele terminasse, queria saber o motivo, e mesmo que não admitisse, sim estava maravilhada com aquela atitude, e mesmo que não estivesse dando a mínima, adorou o buquê, simplesmente por lírios serem sua flor favorita. Naruto sentiu seus sentimentos amolecerem olha-la era tão difícil, o fazia se sentir diferente como se sua vida não fosse tão odiosa, ela tinha algo que nenhuma outra tinha, e ele não entendia não sabia o que era, o deixava confuso, perdido.
– Eu sou egoísta – respondeu sem deixar de encara-la, Hinata não entendeu nada, porém seus olhos brilharam no tom minucioso das suas perfeitas palavras, ah como ele era incrível, completamente o oposto de tudo que ela desejou para sua vida, mas ao mesmo tempo todo perfeito para si.
– O que quer dizer?
– Não gostei de ver você conversando com aquele cara!
– Conheço ele de Konoha Naruto.
– NÃO IMPORTA! – irritou-se um pouco mais cerrando os punhos.
– Não precisa gritar comigo.
– Você sempre ficar arrumando um desculpa atrás da outra, eu disse que não gostei e pronto.
– Grosso!
– Minha grosseria tem motivo – afirmou irritado.
– Não fale como se eu fosse um brinquedo, ah não espera eu fui u brinquedo para você.
– Não fale assim!
– Por que não?
– Quem era aquele cara Hinata? – ignorando-a completamente.
– Já disse que conheço ele de Konoha – ela não ousaria e nem seria louca o suficiente para dizer quem era realmente Sasori – é apenas um conhecido.
– Mas eu não o conheço então mande que ele fique longe de você.
– Mas o que é isso?
– VOCÊ É MINHA! — Hinata arregalou os olhos chocada e nenhuma palavra conseguiu atravessar a sua garganta, seu coração pulsou a quase fazendo cair dura sobre o chão frio, Naruto abaixou a cabeça irritado, sem acreditar no que tinha acabado de falar, era tão difícil se controlar quando estava perto dela, e mesmo que involuntariamente um clima tenso e cheio de medo subiu no ar, fazendo a Hyuuga tremer, lembrando-se dele daquele homem que era a razão de seus pesadelos, balançou os ombros tentando se livrar daquilo mas as palavras de Sasori estavam a paralisando “Esta certa, deve ter medo dele” era tão errado se aproximar das pessoas, fazer amizades e ainda mais arrumar um novo amor, embora ele nunca houvesse feito mal a ninguém sabia o poder que carregava nas mãos ele era um homem muito perigoso, agora Naruto a encarava de novo como se estivesse procurando por alguma resposta, mas Hinata não sabia o que dizer, muito menos entendia aquela frase que parecia ser tão linda e ao mesmo tempo insana, o amava, agora acreditava ainda mais que o amava, e odiou-se por se apaixonar, era perigoso, e ainda mais por Naruto, ela se machucaria, nessa brincadeira ela provavelmente sairia com o coração partido, se sentiu dolorida e confusa.
“Ele não vai fazer nada, acabou, você disse a ele acabou” Por mais que ele fosse mesmo perigoso, Sai estava certo, era provável que jamais fizesse nada contra ela, já havia passado um ano, respirou fundo, Naruto se aproximou ainda mais de um jeito que podia sentir aquele respiração quente, e posou suas mãos nas bochechas dela a obrigando encara-lo de forma avassaladora e de um jeito que Hinata imaginou que fosse perder o equilíbrio das próprias pernas, estava perto demais de um jeito que a fez perder o ritmo dos próprios pulmões.
– Naru... – ela tentou dizer, mas foi interrompida pela ação dele se aproximando colando suas testas, suas bochechas queimaram e ela realmente pensou que ele fosse beija-la.
– Você é diferente, me faz sentir-me diferente, não é como as outras, você me ilumina, eu me sinto outro homem, não me pergunte o que ou a razão, eu também não sei ao certo o que é, mas eu me sinto perdido, olhar para você sem desejar te abraçar é tão difícil Hinata – ele fechou os olhos e respirou fundo, a Hyuuga sentia o coração explodir, não era o Naruto, não podia ser o Naruto – estou louco por você – ele abriu os olhos a afogando no oceano de seus olhos – você é minha e eu quero ser seu, apenas seu.
– Apenas meu? – odiou sua voz por fraquejar novamente, queria se matar vendo ele fuzila-la daquela maneira como se fosse invadir seus olhos perolados.
– Não quero que exista nenhuma depois de você.
– Você é Namikaze Naruto – sorriu, colocou as suas mãos pálidas por cima das deles e as retirou de seu rosto, ainda sem descolar suas testas ela o fuzilou – não tente me enganar como fez com as outras, isso é o feio seu idiota o amor faz as pessoas sofrerem.
– Você já amou para saber?
– Vi muitas pessoas amarem, é o suficiente para mim — abaixou o olhar lembrando do passado, e ela falava pensando nas várias formas que ele poderia se revelar, mas sempre do mesmo jeito — o amor é perigoso.
– Eu gostaria de sofrer, por você – palavras que fizeram soar um ar romântico inacreditável ela ergueu a cabeça e não pode evitar a surpresa, sinceridade era uma coisa bem enxergada na sua face, não era o rosto de cafajeste, cínico, muito menos egocêntrico, se a agua reflete o rosto, o coração reflete quem somos de verdade, e naquele instante ela via um Naruto que nunca imaginou que de fato existisse.
– Hinata – ele continuou a dizer de forma saliente, com aquela voz rouca e sedutora que a arrepiava de cima a baixo – nunca me apaixonei muito menos me confessei para alguém, mas se é verdade que os olhos dizem tudo sobre nós, qualquer um pode perceber que sim, eu estou apaixonado por você.
– Você...
– Completamente — ele sibilou com um sorriso, e como não a amaria? Sendo ela assim, tão loucamente interessante, tão insana tão intensa, tão tudo ao mesmo tempo que fazia ele não querer dividir com ninguém, Hinata era tão Hinata, ele não precisava entender de amor para saber que aquilo era amor, o efeito que ele causava nela era extraordinário, diferente, confuso, e embriagante, é era amor. Amava ser solteiro, mas amava ainda mais ter ela perto dele, ele não sabia "por quê" mas abandonaria qualquer coisa para possuí-la, para possuí-la para sempre.
E dessa forma, considerando a maneira como ele a tratava, como se a vida boa, como se tudo fosse bom, possível, feliz, a tratava, não como uma de sua garotas que viviam se rastejando aos pés, mas como um desafio, um desafio que não queria vencer, o primeiro que queria bem ali permanecer, sem transparecer a respeitava, a idolatrava, a admirava a protegia. A via como sua, e mais do que isso, não achava que fosse fraca tão pouco desonrada, pelo contrário, ela era completamente ousada e absurdamente certa de todos os seus atos, e iria muito longe com isso, diferente do que toda sua família pensava. Como não ama-lo?
– Eu também estou – afirmou sentindo sua garganta secar, ela tinha que admitir desde daquele final de semana, sentiu pupilas tremerem – completamente apaixonada por você.
Era tudo que precisavam ouvir um do outro, Naruto a amava pela primeira vez em sua vida estava apaixonado, o que era algo inacreditável, Hinata sabia ser um misto perfeito de tudo, ela era meiga, carinhosa, gentil, e ao mesmo tempo, brava, emburrada, irritante, era linda muito linda, e insegura de tudo, não se importava com o mundo criado ao seu redor, pois valorizava aqueles que estavam a sua volta, tinha fome de viver, era justa perfeita, para ele sempre seria perfeita. Para ela que queria tanto uma nova vida, viu uma grande oportunidade, Naruto de repente se tornara sua base para tudo para aguentar o mundo horrível que a perseguia era algo novo para sua vida para o seu coração, mandou o passado para o inferno e decidiu esquecer tudo que cercava sua vida ao sentir o loiro beija-la de forma voraz, com ânsia de seu sabor, morrendo de saudades do seu corpo, ele a abraçou forte pela cintura delicidada sentindo as curvas perfeitas da Hyuuga deslizarem sob as mãos intensas, Hinata deixou suas mãos se levarem até seus fios loiros onde seus dedos foram enterrados era tão intenso, era tão insano, ele precisava dela, e ela precisava dele, no maior poder de paixão desejo e de amor, a sim havia amor, e ambos agora podiam perceber isso, eles pararam de se beijam por alguns segundos e se encararam, Hinata segurou firme e sua mão e começou a guia-lo pelo apartamento e ele a seguiu feliz, a abraçando pela cintura e pousando sua cabeça no ombro dela, ao atravessarem a porta dupla do quarto ele não perdeu tempo para beija-la novamente a deixando encantada como sempre com seu jeito voraz e persuasivo, o Namikaze a jogou com tudo na cama grande e logo se posicionou em cima dela e a encarou de forma linda passando a mãos sob suas bochechas a admirando como se fosse uma verdadeira obra de arte e na sua nada humilde opinião era mesmo, porém agora, apenas sua, sua valiosa obra de arte ao que não dividiria com ninguém.
– Você é irritante – ele murmurou ainda a encarando e ela sorriu – por isso é tão perfeita.
– Idiota – afirmou entrelaçando seus braços no pescoço dele e o puxando todo para si selando os lábios mostrando que estava feliz, ele podia ser diferente, ela podia mudar, eles podiam dar certo, era tudo que conseguia imaginar, o amor os consumia enquanto o beijo ficava ainda mais intenso pela primeira vez sem brigar, sem ambos querendo se matar, as mãos de Naruto foram percorrendo o corpo da Hyuuga retirando de imediato a sua blusa e levando junto o sutiã, pela primeira vez se se sentia possuído, e com nenhuma intensão de esquecê-la quando a noite acabasse, pelo contrario ele a desejaria ainda mais, faminto e cheio de desejos abocanhou um dor seios que já conhecia muito bem e começou a massagear o outro Hinata arfou dando leves contorcidas na tentativa de se controlar, mas era impossível, sempre envolvente sempre irresistível, ela levantou-se um pouco deslizando as pequenas mãos pelos contornos nas costas do loiro e logo pela barro puxou a camisa dele a retirando, ficando novamente impressionada com aquele corpo másculo, ele riu de forma cínica, que novidade, porém agora, ela não odiava mais tanto esse sorriso, tudo que podia esperar era ama-lo de qualquer forma, por que sim ele era o seu primeiro amor. Sentiu-o descer os beijos até a barriga e escorregar a mão pervertida para dentro do shorts jeans começou a brincar com a intimidade dela, enquanto voltava a beija-la, impedindo que sua boca se manifestasse.
– Sempre tão molhada meu amor – meu amor apenas não explodiu de felicidade por que estava explodindo de desejos, sendo torturada pelos dedos avassaladores que dançavam por cima do clitóris, Naruto parou vendo ela ofegar, nem ele já aguentava mais, meu membro pulsava dentro do tecido da calça, precisava dela e logo, retirou o shorts e junto a calcinha, se levantou e também retirou o resto de suas roupas vestiu rapidamente o projetil que se chama preservativo, e lá estava ela tão linda e tão serena deitada ali sorrindo esperando por ele.
– Vem logo – murmurou fazendo uma cara emburrada.
– Você anda muito safadinha branquinha – ela girou na cama o fazendo rir e logo se abaixou afundando os joelhos no colchão e engatinhando até ela.
– Como vamos ficar agora? – perguntou em tom baixo vendo ele ficar encima dela e fixando sempre aqueles olhos azuis tão perfeitos quanto qualquer outro encara-la a deixando paralisada com o coração acelerado.
– Vamos ficar juntos.
– Parece simples para você.
– Só por que eu nunca levei uma garota a serio, não quer dizer que não tenha princípios – ela não respondeu, ficou pensativa, fazia sentido, Naruto podia ser um canalha e o maior canalha de toda a capital na opinião da Hyuuga, porém para a garota certa ele decidiu para si mesmo que serio o melhor – não confia em mim?
– Se eu não confiasse você não estaria aqui agora – ele riu, sim ela confiava mesmo que tivesse medo, voltou a beija-la sem vontade de parar apoiou sua mão na nuca enterrando alguns dedos nos fios azulados a levantou devagar e ainda a beijando sentindo que já estava com vontade de arranhar sua costas através do desejo descomunal que sentia perto dele, Naruto ficou sentados sobre os joelhos e Hinata ficou por cima dele no seu colo, ele pararam de se beijar e passaram a sentir apenas suas próprias respirações com as testas coladas e sorrindo bobamente, ele encaixou o membro já duro na entrada da Hyuuga e deixou que ela descesse devagar, e foi o que fez, sentindo ser invadida, causando um enorme prazer, ela se levantou e abaixou de novo ficando cada vez mais rápida, cavalgando sob o loiro, ela arranhava os ombros dele e em cada invasão desejando mais, enquanto o Namikaze passava as mãos pelo seu corpo explorando cada detalhe, subindo pelas costas e aproximando sua cabeças ainda mais obrigando ela a beija-lo, era lindo tudo neles estava lindo, por que havia amor, e os dois sabiam disso. Naruto ouvir ela gemer coisa que o enlouquecia em prazer, a deitou novamente na cama e começou a penetre-la de sua maneira violenta, não controlava, muito menos perto dela.
– Na..Naruto – disse entre gemidos descontrolados, e ela também podia ouvir a voz rouca dele arfando, abocanhou os seios novamente e subindo até o pescoço que fez ela sentia um misto de sensações que nunca havia sentido.
– Você é deliciosa demais meu amor – meu amor de novo, sempre de forma saliente, estava adorando o momento, adorando as palavras, adorando tudo a fazendo perceber o quanto estava apaixonada, Naruto investiu ainda mais nas estocadas a deixando alucinada, o suficiente para atingir o orgasmo intenso, deixando completamente sem controle das próprias pernas, era incrível, era prazeroso, praticamente extraordinário por simplesmente ter sentimento, o loiro atingiu o ápice logo em seguida, tombando na cama ofegante mas não satisfeito ainda desejava noites mais intensas e mais insanas ao lado daquela garota única, que para ele era apenas sua.
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